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Ativistas pedem libertação de jornalista preso pelo ICE há um mês


ATLANTA - Um grupo de organizações de direitos civis pediu essa semana que o jornalista Mario Guevara, de Atlanta, na Geórgia, seja libertado imediatamente. O salvadorenho está sob custódia do ICE há mais de um mês e corre o risco de ser deportado, ainda que esteja em processo de legalização e viva nos Estados Unidos há mais de 20 anos.


Guevara foi preso no dia 14 de junho pela polícia do Condado de Kolb,na Geórgia, enquanto cobria a manifestação "No Kings", um movimento nacional que tomou as ruas dos EUA contra o governo Donald Trump, incluindo a política anti-imigrante, e foi transferido para a custódia do ICE.


No dia 25 de junho, três acusações inciais de reunião ilegal, obstrução e de estar como um pedestre na via pública reservada a automóveis, foram arquivadas por falta de provas.


Em 10 de julho, quando Guevara já estava sob custódia do ICE, as denúcias de direção imprudente, desobediência aos sinais de trânsito e uso ilegal de um dispositivo de telecomunicações também foram arquivadas devido a evidências insuficientes e falta de fundamentos legais.



Em entrevista coletiva na terça-feira, 22, representantes da Free Press, da Fundação da Primeira Emenda da Georgia, União Americana de Liberdades Civis (ACLU), além do advogado Giovanni Diaz, dos filhos do jornalista, Oscar e Katherine Guevara, entre outros defensores da liberdade de imprensa, afirmaram que a prisão do salvadorenho é arbitrária e coloca em xeque o direito à informação.


Andrés López-Delgado, advogado da ACLU, alerta que a Primeira Emenda Constituição dos EUA se aplica independentemente do status migratório e expressou preocupação com o efeito da detenção sobre o trabalho jornalístico. "Jornalistas não deveriam precisar se preocupar em serem deportados ou sofrerem outras retaliações quando estão apenas tentando fazer o seu trabalho".


Segundo o advogado de Guevera, o jornalista tem autorização para ficar nos EUA enquanto aguarda a residência permanente (green card) através de um processo familiar uma vez que é pai de cidadãos americanos. "Ele fugiu de El Salvador em 2004 após sofrer ameaças por seu trabalho como repórter político no jornal La Prensa Gráfica", conta Díaz.


Nos EUA, Guevara fundou o site MGNews e acompanhava de perto as operações do ICE nas ruas da Geórgia. O jornalista ganhou um prêmio Emmy em 2023.

Prisão

Guevara estava transmitindo o protesto ao vivo em suas redes sociais quando foi interceptado pelos policiais que o acusaram de obstruir o trabalho dos agentes de segurança e de participar de movimento ilegal.


O ato "No Kings" foi pacífico na maiora do país, mas em DeKalb acabou com repressão policial. Os agentes foram violentos e usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestante, pelo menos oito pessoas foram presas.


Essas foram as últimas imagens capturadas por Guevara.


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