EUA enfrentam pior epidemia de sarampo do século 21
- Rádio Manchete USA

- 8 de jul. de 2025
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HOUSTON - No primeiro semestre os Estados Unidos já bateram o recorde de casos de sarampo no país em mais de 30 anos, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins divulgado na última semana.
A doença altamente contagiosa havia sido erradicada nos EUA em 2000 graças à imunização. Um novo surto, no entanto, foi registrado em janeiro em uma zona rural do Texas, onde vive uma comunidade religiosa —menonita– população ultraconservadora e com uma taxa baixa de vacinação.
A crise se agravou quando mais pessoas deixaram de se vacinar e a crescente desconfiança da população nas autoridades de saúde.
De janeiro até o momento, foram confirmados 1.277 diagnósticos da doença, sendo 60% deles no estado do Texas. Esse é o maior número de contágios nos EUA desde 1992. Ao menos três pessoas —que não estavam vacinadas— morreram, entre elas, duas crianças pequenas.
A última morte infantil por sarampo no país havia sido registrada em 2003, três anos após o a doença ter sido declarada oficialmente erradicada graças à vacinação. Enquanto o último surto foi registrado em 2019 em comunidades judaicas ortodoxas em Nova York e Nova Jersey, com 1.274 casos, mas sem mortes.
Vários especialistas sustentam que o número real de casos está sendo subnotificado e expressaram preocupação com a falta de notificações.
Entre os principais sintomas do sarampo estão problemas respiratórios e erupções cutâneas e, em alguns casos, complicações mais graves, como pneumonia e inflamação cerebral, que podem provocar sequelas graves e morte.
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., foi acusado de agravar a situação por difundir informações falsas sobre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, ao afirmar que o imunizante é perigoso e contém restos de fetos.
Após o surto nos EUA, países vizinhos também começaram a registrar alta da doença. O Canadá tem mais de 3.500 casos, incluindo uma morte, a maioria na capital Ontário. Já no México, foram contabilizados 2.600 casos e nove mortes, segundo a Opas (Organização Panamericana da Saúde).
** Com AP **

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