'Taxação é consequência de ataques de Moraes e Lula a Bolsonaro', diz subsecretário de Trump
- Rádio Manchete USA

- 15 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

WASHINGTON - O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos,
, afirmou nesta segunda, 14, que o tarifaço é uma "consequência há muito esperada" que o ato da administração republicana foi motivado pelos "ataques" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano. Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil", escreveu o funcionário do alto escalação do governo americano em seu perfil no X (antigo Twitter).
"As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente", encerra o Subsecretário de Diplomacia Pública americana.
A página oficial da embaixada dos EUA no Brasil replicou e traduziu a postagem feita pelo funcionário público americano em sua conta no X, endossando a mensagem.
De acordo com a página oficial do órgão em que Darren Beattie trabalha, "o Subsecretário de Diplomacia Pública lidera os esforços do Departamento para expandir e fortalecer as relações entre o povo dos Estados Unidos e cidadãos de outros países".
"Os departamentos e escritórios subordinados ao Subsecretário promovem os interesses nacionais, buscando envolver, informar e compreender as perspectivas de públicos estrangeiros", prossegue a definição.
Na carta que comunicou o aumento das taxas, Donald Trump critica a julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o classificando como "uma desgraça internacional" e afirma que "esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!".
No domingo, 13, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu a autonomia do Judiciário brasileiro e criticou a taxação de 50% imposta pelos EUA.
As novas taxas sobre produtos brasileiros devem entrar em vigor no dia 1º de agosto. Até lá, o governo tenta encontrar soluções, por meio de um comitê interministerial presidido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Além de aliados do governo, nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também tentam negociar para reverter ou adiar o tarifaço.
Sobre os esforços, Paulo Figueiredo, blogueiro aliado do ex-presidente e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que dos EUA pede por sanções em busca de anistia para os condenados por 8 de janeiro, diz que o governador "atrapalha sem saber" ao tentar reverter as taxas, e atrasa um possível perdão que seria negociado para evitar as tarifas.
** Com AE **

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