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- ICE prende 88 imigrantes em Charlotte durante operação realizada no fim de semana
Manifestantes marcham pelo centro de Charlotte em resposta às ações do ICE (Foto: Reprodução M-USA) CHARLOTTE - Agentes do ICE chegaram a Charlotte, Carolina do Norte, no sábado, 15, prendendo 88 pessoas e demonstrando sinais de violência e truculência em suas ações, expandindo a política de repressão do governo de Donald Trump a cidades lideradas por democratas. O comando da operação foi de Gregory Bovino, mesmo funcionário que esteve à frente de ações semelhantes em Chicago e Los Angeles no início deste ano, e mais uma vez cercado de críticas por suas táticas agressivas. Na manhã de sábado, os principais redutos de imigrantes na cidade estavam vazios. Os restaurantes salvadorenhos, fechados. Os vendedores ambulantes que costumam vender mangas nos fins de semana, ausentes. E no Home Depot a operação não teve o sucesso esperado pelos agentes devido a intervenção de americanos contrários às medidas repressoras. Em grupos de WhatsApp moradores compartilharam vídeos dos agentes mascarados chegando a pequenas empresas e lojas em toda a cidade, procurando por pessoas. A operação foi batizada pelo próprio ICE de “Charlotte’s Web” e cresceu durante todo o fim de semana. Por volta das 12h40min, Bovino, ladeado por mais de uma dúzia de agentes, foi visto caminhando pelo estacionamento de uma loja Home Depot na North Wendover Road. Muitos moradores pegaram seus celulares e começaram a gravar. Uma mulher perguntou por que eles estavam em um lugar onde as pessoas estavam simplesmente fazendo compras. Um agente, que estava mascarado, respondeu que estavam procurando criminosos. Eles ficaram na loja por cerca de cinco minutos e depois foram embora. A MANCHETE USA esteve no local ouvindo moradores americanos e estrangeiros. “É um absurdo falar que estão atrás de criminosos quando a gente vê nos jornais que a maioria das pessoas presas é formada por trabalhadores honestos, pais de família”, disse A.J., uma brasileira que pediu para não ser identificada. Em uma declaração conjunta, autoridades locais, incluindo a prefeita Vi Lyles e Mark Jerrell, presidente dos comissários do condado de Mecklenburg, disseram que o movimento estava “causando medo e incerteza desnecessários em nossa comunidade, já que operações recentes em outras cidades resultaram na detenção de pessoas sem antecedentes criminais e em protestos violentos como resultado de ações injustificadas”. O governador Josh Stein, do Partido Democrata, pediu que os moradores permaneçam pacíficos em seus protestos, incluindo um que aconteceu na tarde de sábado que atraiu centenas de pessoas envoltas em bandeiras mexicanas. Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), disse que os agentes estavam perseguindo criminosos para proteger a segurança pública. “Os americanos devem poder viver sem medo de que criminosos violentos estrangeiros ilegais prejudiquem eles, suas famílias ou seus vizinhos”, destacou em comunicado. “Estamos enviando agentes do DHS para Charlotte para garantir a segurança dos americanos e eliminar ameaças à segurança pública.” Cidadãos americanos na mira Willy Aceituno, 46, disse em uma entrevista a emissoras de TV locais que estava indo tomar café da manhã no sábado, antes de dirigir para um trabalho na construção civil, quando os agentes o abordaram em um estacionamento. Eles perguntaram se ele era cidadão dos Estados Unidos, contou. Ele, que mora em Charlotte há 24 anos e se naturalizou há cerca de seis anos, envolveu-se em uma conversa divertida com os agentes, em um esforço para dar cobertura aos migrantes da região que talvez não tivessem documentação. Mesmo sendo cidadão, Aceituno foi abordado por outro grupo de agentes e um deles quebrou a janela do lado do motorista de sua picape Ford vermelha e o tirou do veículo. Ele foi algemado e colocado num camburão, onde ficou detido por cerca de 20 minutos antes que os agentes o deixassem ir. “É terrível”, lamentou. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Erro no preenchimento de receita provoca a morte de criança de 2 anos na Flórida
MIAMI - Um erro médico de preenchimento de receita (faltava uma vírgula decimal) foi fatal para um menino de dois anos que morreu após receber uma dose de potássio dez vezes maior do que a prescrita. O caso agora está na justiça em processo movido por sua mãe. O caso ocorreu no estado da Flórida em março de 2024 e veio à tona recentemente com a apresentação da ação judicial iniciada pelos pais da criança. Eles também alegam que alertas do sistema foram ignorados e houve atrasos críticos no atendimento de emergência. De acordo com os autos do processo, o menino havia sido transferido para uma segunda unidade de saúde para receber cuidados especializados após sofrer uma infecção viral com hipocalemia. Foi nesse contexto que o erro de prescrição que supostamente causou a overdose teria ocorrido. Segundo a denúncia, a falta de uma vírgula na receita alterou a dosagem de 1,5 mmol de potássio para 15 mmol, duas vezes ao dia. A mãe afirma que o médico iniciou o tratamento com a dose anterior, mas a transcrição no sistema acabou prescrevendo uma quantidade excessiva que ninguém corrigiu. O processo alega ainda que o sistema de alerta do hospital avisou sobre a overdose, mas a administração não foi interrompida. A criança recebeu duas doses do suplemento; e minutos após a segunda dose, sofreu uma parada cardíaca. Um procedimento de urgência crítica para atender a parada cardiorrespiratória (PCR) foi acionado, mas o processo judicial descreve atrasos e várias tentativas frustradas de intubação. O coração da criança voltou a bater espontaneamente após a reanimação, embora o período sem oxigênio pudesse ter causado danos neurológicos irreversíveis. A criança foi levada para a UTI e colocada em ventilação mecânica. Nas duas semanas seguintes, apresentou convulsões e complicações associadas ao seu estado crítico. A família decidiu desligar os aparelhos de suporte à vida em 18 de março de 2024. Segundo os autores da ação, a sequência de erros — desde a prescrição médica incorreta até a omissão de verificações de segurança — impediu a recuperação da criança da infecção viral inicial. O documento enfatiza que o dano cerebral resultou da overdose e da hipóxia sofrida durante o atendimento à crise. O relatório judicial acrescenta detalhes clínicos da admissão da criança: ela pesava 9,5 quilos e apresentava baixos níveis de potássio, o que justificava a necessidade de suplementação, mas não na quantidade efetivamente administrada. Portanto, o processo alega responsabilidade por parte do médico, da equipe médica e da farmácia do hospital. O caso reabriu o debate sobre erros de medicação e a importância dos sistemas de verificação em ambientes digitais: uma vírgula omitida e alertas ignorados foram suficientes para transformar uma indicação terapêutica em um desfecho fatal, segundo a alegação da família em seu processo. Com informações de El Tiempo
- Trump diz que EUA podem iniciar conversas com Maduro
Navios dos EUA estão no Caribe em posição de ameaça à Venezuela WASHINGTON - O presidente Donald Trump disse no domingo, 16, que os Estados Unidos podem iniciar conversações com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que enfrenta uma pressão cada vez maior de Washington em meio a um maciço reforço militar dos EUA no Caribe. Esse foi um dos primeiros sinais de um possível caminho para acalmar uma situação tensa na região, à medida que os EUA realizam uma campanha de ataques mortais contra barcos suspeitos de tráfico de drogas na costa venezuelana e no leste do Oceano Pacífico. "Talvez tenhamos algumas conversas com Maduro, e veremos como isso vai se desenrolar", disse Trump aos repórteres no domingo em West Palm Beach, Flórida, antes de embarcar em um voo de volta para Washington. "Eles gostariam de conversar." Trump não forneceu mais detalhes sobre a possibilidade de conversações com Maduro, a quem os EUA acusam de ligações com o comércio ilegal de drogas, o que Maduro nega. Autoridades graduadas do governo Trump realizaram três reuniões na Casa Branca na semana passada para discutir opções para possíveis operações militares contra a Venezuela, incluindo ataques terrestres dentro do país, disseram autoridades, falando sob condição de anonimato. Trump afirmou na sexta-feira que ele "meio que se decidiu" sobre a Venezuela, sugerindo que uma decisão poderia vir em breve. O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as últimas falas de Trump. ** Com Reuters **
- Trump diz que apoia votação na Câmara para divulgação de arquivos de Epstein
Trump e Epstein eram frequentemente vistos juntos em festas WASHINGTON - O presidente Donald Trump afirmou no domingo, 16, que apoia uma votação na Câmara dos Representantes para a divulgação de mais arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, apesar de sua oposição anterior à medida. "Os republicanos da Câmara deveriam votar pela divulgação dos arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. Segundo as autoridades, Epstein morreu em 2019 por suicídio enquanto aguardava julgamento na prisão por suposta exploração sexual de menores. Sua sócia, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão pelo mesmo crime. O presidente classificou a controvérsia sobre os crimes de Epstein como uma "farsa democrata", após a divulgação de e-mails nos quais o financista escreveu que Trump "sabia das garotas". Antes de sua morte, Epstein foi obrigado a registrar seu nome como criminoso sexual na Flórida após se declarar culpado em 2008 de duas acusações de solicitação de prostituição, incluindo uma envolvendo uma menor de idade. Alguns críticos acusaram Trump de tentar esconder detalhes sobre seus próprios supostos atos impróprios, o que o presidente nega. O tema dividiu o frequentemente leal Partido Republicano e afastou Trump de alguns de seus aliados dentro do movimento "Make America Great Again" (MAGA), incluindo a congressista Marjorie Taylor Greene. No fim de semana, Trump retirou seu apoio à campanha de reeleição da deputada em 2026. "Alguns 'membros' do Partido Republicano estão sendo 'usados', e não podemos permitir que isto aconteça", afirmou Trump em sua publicação, em referência aos congressistas que se afastaram de sua postura anterior. Sobre os e-mails revelados, democratas no Comitê de Supervisão da Câmara disseram que as mensagens "levantam sérias questões sobre Donald Trump e seu conhecimento dos horríveis crimes de Epstein". Nos e-mails também há mensagens com Larry Summers, ex-assessor econômico de Barack Obama e que presidiu a Universidade de Harvard. Além disso, as mensagens revelaram que o ex-presidente democrata Bill Clinton frequentou o círculo do financista nova-iorquino nas décadas de 1990 e 2000. Trump exigiu que a procuradora-geral Pam Bondi e o FBI investiguem os vínculos de Epstein com Clinton e Summers. ** Com AFP **
- Trump suspende 'tarifaço' sobre café, carne, banana, açaí e outros produtos agrícolas
Suspensão parcial das tarifas atinge produtos de alta demanda nos EUA WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 14, uma ordem executiva que suspenda parte das tarifas recíprocas aplicadas a todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos sobre uma série de produtos agrícolas. Entre eles, estão itens produzidos pelo Brasil como o café, vários cortes de carne bovina, açaí, castanha-do-pará, tapioca, mandioca e frutas como banana, laranja e côco, dentre outros. Nela, Trump afirma que decidiu mudar o escopo de produtos sobre os quais essas taxas são cobradas após receber informações e recomendações de autoridades que monitoram a aplicação destas medidas, além de considerar o andamento das negociações com outros países, a demanda interna por certos produtos e a capacidade de produção americana destes itens. A ordem diz ainda que a mudança será aplicada a uma série de produtos listados em um anexo e que ela entrará em vigor "em relação às mercadorias que entrarem para consumo, ou forem retiradas do armazém para consumo, a partir das 00h01 [no horário local] do dia 13 de novembro de 2025". As tarifas recíprocas foram anunciadas por Trump em abril deste ano, quando uma taxa mínima de 10% foi aplicada a todos os seus parceiros comerciais. Ainda não está claro se isso se aplica aos 40% adicionais aplicados por Trump em julho para uma série de produtos brasileiros. Questionados, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmaram que ainda buscam entender o alcance das medidas. Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou estar "em contato com seus pares americanos" para entender se a ordem executiva desta sexta-feira "se aplica apenas à tarifa base de 10%, à de 40% ou a ambas". Saudade do 'cafezinho' brasileiro O anúncio de Trump terá um impacto significativo na economia brasileira porque, dentre os produtos agora com tarifas suspensas, estão alguns itens nos quais o Brasil é um fornecedor relevante dos EUA, nosso segundo maior parceiro comercial. Uma análise do centro de pesquisas Tax Foundation destaca o Brasil como quarto maior fornecedor de alimentos para os EUA, com US$ 7,4 bilhões em importações, atrás de União Europeia (US$ 31 bilhões), México (US$ 17,6 bilhões) e Canadá (US$ 15,6 bilhões). O Brasil é de longe, por exemplo, o principal fornecedor de café para os EUA, respondendo por cerca um terço de todas as importações. Os EUA são o maior consumidor deste produto do mundo, mas praticamente não produzem a commodity. O preço do café acumula neste ano uma forte inflação nos EUA e a tarifa imposta sobre a produção brasileira estava agravando esse cenário, causando preocupação em Trump por pressioná-lo em uma frente importante para seu eleitorado, a economia. Segundo um cálculo da BBC News Brasil a partir de dados oficiais do MDIC, em setembro, a quantidade de café brasileiro enviada aos EUA caiu quase pela metade (-47%) em relação ao mesmo mês de 2024. Na primeira conversa travada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar das tarifas, no início de outubro, o presidente americano admitiu que os EUA estava "sentindo falta" de alguns produtos brasileiros afetados pelo tarifaço, e citou especificamente o café, segundo apurou a BBC News Brasil na época. O Brasil também é o quarto maior fornecedor de mangas e goiabas (que estão juntos na nomenclatura de mercadorias usada no comércio exterior) para os americanos, tendo embarcado cerca de US$ 56 milhões desses produtos ao país em 2024. O México é o principal fornecedor, com US$ 550 milhões, seguido do Peru (US$ 96,9 milhões) e do Equador (US$ 56 milhões), segundo o Observatório de Complexidade Econômica. Os EUA cultivam manga em Estados como Flórida, Califórnia e Havaí, mas boa parte do consumo interno é suprido com importações. O mesmo vale para a goiaba, com cultivo modesto na Flórida, no Havaí e em Porto Rico. Produtores brasileiros de manga foram duramente afetados pelas tarifas americanas, com produção encalhada diante do cancelamento de pedidos, como mostrou a BBC News Brasil. O Brasil é ainda o maior exportador de carne bovina do mundo e responde por 23% das importações americanas do produto, segundo cálculo da Genial Investimentos. Os EUA são o segundo maior mercado para o produto brasileiro, atrás apenas da China. Mas, ao contrário do café e de frutas como a manga, no caso da carne os EUA são também um grande produtor. No entanto, o país enfrenta uma queda histórica na oferta de carne bovina. Atualmente, os EUA têm o menor número de cabeças de gado em 74 anos, depois que os pecuaristas reduziram a produção após vários anos de seca e preços baixos. Paralelamente, a demanda dos consumidores se manteve firme, fazendo com que os preços nos supermercados aumentassem. A suspensão das tarifas sobre a carne também deve beneficiar a Argentina, que responde por 2,1% das importações americanas e é governada por Javier Milei, aliado de Trump. No início de novembro, Trump disse que compraria mais carne argentina para baratear o produto no mercado americano, o que deixou produtores nacionais enfurecidos. Recente aproximação EUA-Brasil O anúncio desta sexta-feira não faz diretamente parte das negociações que estão sendo travadas entre Brasil e EUA sobre as tarifas aplicadas especificamente sobre produtos brasileiros e anunciadas em julho. Elas foram adotadas em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado ideológico de Trump, e incluem uma tarifa extra de 40% sobre boa parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos somada às taxas recíprocas de 10% anunciadas em abril. Desde o breve encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, os dois países se reaproximaram e reabriram as conversas sobre as taxas aplicadas pelos EUA. Os dois presidentes se reuniram pessoalmente na Malásia no fim de outubro para tratar do tema. Nesta semana, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reuniram-se em duas ocasiões para discutir o tema, primeiro no Canadá e depois em Washington. Após os encontros, Vieira disse acreditar ser possível chegar a um acordo ainda neste mês, o que levaria a negociações mais amplas nos próximos. "[Um acordo] que estabelecesse um mapa do caminho para uma negociação, que poderia durar dois ou três meses, para então se concluir definitivamente todas as questões entre os dois países", disse Vieira. Segundo o ministro, durante uma reunião virtual em 4 de novembro, foi apresentada uma proposta aos americanos, que seria "uma resposta à primeira proposta que eles apresentaram, em 16 de outubro". Foi uma referência ao primeiro encontro com Rubio, na Casa Branca, para dar início ao processo de negociação. Vieira ressaltou que a resposta americana pode vir nos próximos dias. Na quinta-feira (13), a Casa Branca anunciou acordos de comércio com quatro países latino-americanos: Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala. ** Com BBC **
- Polícia de Framingham procura adolescentes desaparecidas há uma semana
Isabella e Juliana foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro FRAMINGHAM - Duas adolescentes, que podem ser brasileiras, estão desaparecidas há uma semana, segundo a organização Missing Kids. A Polícia de Framingham, em Massachusetts, confirma que está em busca das irmãs Juliana Miranda, 17 anos, e Isabella Miranda, 16, mas não compartilha detalhes sobre o caso. As autoridades acreditam que as jovens, que foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro, possam estar juntas e pedem a colaboração do público para localizá-las. Quem tiver qualquer informação deve ligar para o Serviço de Emergência (911) ou para a Polícia de Framingham (508-872-1212). É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Governo Trump tenta bloquear mapa eleitoral desenhado por democratas na Califórnia
Governador da Califórnia se tornou o maior opositor da Casa Branca WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na quinta-feira, 13, que se juntará a uma ação judicial apresentada por republicanos na Califórnia, para tentar bloquear os novos mapas de divisão dos distritos eleitorais do estado. O presidente Donald Trump e seus aliados apontam que a nova divisão dos distritos é ilegal, e acusa o Partido Democrata de tentar manipular as regras eleitorais antes da votação para o Congresso no ano que vem. O governador da Califórnia e principal propositor da medida, Gavin Newsom, classificou a redistribuição como uma resposta a um movimento incentivado por Trump em estados de maioria republicana, que pretende "virar cadeiras" em redutos democratas e consolidar o controle na Câmara de Deputados. O governo federal argumenta que os novos mapas eleitorais — colocados para votação na chamada "Proposição 50" — são inconstitucionais porque utilizam indevidamente a raça dos eleitores como fator na determinação dos limites dos distritos. A ação foi movida na semana passada pelo Partido Republicano da Califórnia e, na quinta-feira, o Departamento de Justiça anunciou que também entrou com um pedido para intervir na ação, solicitando que os tribunais bloqueiem os mapas. "O plano de redistribuição de distritos da Califórnia é uma descarada manobra de poder que atropela os direitos civis e zomba do processo democrático", disse a procuradora-geral de Justiça Pam Bondi em um comunicado. "A tentativa do governador Newsom de consolidar o domínio de um único partido e silenciar milhões de californianos não será tolerada". Trump desencadeou uma corrida para redefinição dos mapas, quando pressionou o Texas a proporem novos mapas eleitorais para beneficiar os republicanos. Nos meses seguintes, movimentos para redesenhar os distritos eleitorais varreram o país. No caso específico da Califórnia, a Proposição 50 contempla uma redistribuição temporária dos distritos eleitorais. A expectativa da elite política estadual é de que o redesenho favoreça o Partido Democrata, revertendo cinco cadeiras na Câmara, hoje ocupadas por republicanos, para a sigla. Newsom e seus aliados classificaram a iniciativa como uma forma de "enfrentar Trump" e equilibrar a disputa, como resposta à manobra no Texas. A ação movida pelos republicanos argumenta que os responsáveis pela elaboração do plano de redistribuição dos distritos utilizaram critérios raciais ao redesenhar o mapa, afirmando que o intuito seria favorecer o voto latino. O plano de redistribuição de distritos da Califórnia foi submetido à votação popular na semana passada, sendo aprovado com ampla maioria, obtendo 64% dos votos. "Esses perdedores perderam nas urnas e em breve também perderão nos tribunais", escreveu a assessoria de imprensa de Newsom nas redes sociais, em resposta ao anúncio do Departamento de Justiça. ** Com NYT e AFP **
- PESQUISA: Americanos se opõem a assassinato de suspeitos de tráfico como no Caribe
Maioria dos americanos acredita que suspeitos devem passar por processo judicial WASHINGTON - A maioria dos americanos (51%) se opõe a assassinatos extrajudiciais de suspeitos de tráfico de drogas, aponta pesquisa Ipsos/Reuters. Apenas 29% apoiam o uso das Forças Armadas para matar supostos criminosos sem envolvimento de um juiz ou tribunal, em um sinal de rejeição aos ataques ordenados pelo presidente Donald Trump no Caribe e no Oceano Pacífico Oriental. O levantamento de seis dias foi concluído na quarta-feira (12). Neste período, Washington atacou três embarcações, matando nove pessoas. Agora, 27% dos republicanos entrevistados se opuseram à prática, enquanto 58% a apoiaram; o restante estava indeciso. Já entre os democratas, três quartos se opõem, em comparação a um em cada dez que a apoia. O governo Trump ordenou pelo menos 20 ataques militares nos últimos meses contra embarcações suspeitas no Caribe e ao longo da costa do Pacífico na América Latina, matando ao menos 79 pessoas. Em nenhum dos casos os suspeitos foram interceptados ou interrogados, e Washington tampouco divulgou provas de que seus alvos estivessem envolvidos com o tráfico de drogas ou representassem uma ameaça aos EUA. O direito internacional não permite ataques contra pessoas que não ofereçam perigo iminente a não ser que se trate de combatentes inimigos em um contexto de conflito armado —do contrário, seria apenas assassinato. Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, condenaram os ataques como assassinatos extrajudiciais ilegais de civis. Alguns aliados dos EUA expressaram crescente preocupação de que Washington possa estar violando o direito internacional. ** Com Ag. Folha **
- Embaixada dos EUA alerta para golpe que usa tragédia no Paraná como pretexto para pedir doações
Rio Bonito do Iguaçu foi devastada por tornados; pelo menos 7 pessoas morreram WASHINGTON - A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu nesta quarta-feira, 12, um alerta sobre golpistas que se aproveitam da tragédia causada pelos tornados no Paraná para pedir doações falsas em nome de autoridades americanas. Em publicação nas redes sociais, a representação diplomática afirmou estar ciente de “tentativas criminosas de fraude solicitando doações para operações de socorro no sul do Brasil”. O texto enfatiza que "autoridades americanas não solicitam dinheiro nem pedem doações por meio de redes sociais" e orienta que, diante de qualquer mensagem com esse teor, o público "não envie dinheiro e não compartilhe suas informações pessoais", devendo denunciar e bloquear "imediatamente essas tentativas de golpe”. A publicação é feita cinco dias após a passagem de três tornados pelo Centro-Sul do Paraná, que deixaram ao menos sete mortos e um rastro de destruição em cidades como Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e Turvo. Os fenômenos foram confirmados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e atingiram ventos de até 330 km/h na última sexta-feira (7), segundo laudos técnicos. O município de Rio Bonito do Iguaçu foi o mais afetado, com 90% das construções danificadas. O governador Ratinho Jr. (PSD) decretou estado de calamidade pública, medida reconhecida pelo governo federal. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, visitou a região no fim de semana e anunciou ações emergenciais, incluindo a liberação do saque do FGTS por calamidade e a previsão de repasses estaduais de até R$ 50 mil por família que perdeu a casa. ** Com Assessorias **
- Trabalhadores da Starbucks entram em greve nos EUA no 'Dia do Copo Vermelho'
Sindicato afirma que não há data para fim da greve que começou no dia do Copo Vermelho SEATTLE - Baristas sindicalizados da Starbucks estão iniciando uma onda de paralisações nos Estados Unidos nesta quinta-feira 13, um movimento que, segundo eles, pode se tornar a maior greve da categoria até o momento. O sindicato Workers United, que representa funcionários de cerca de 550 das aproximadamente 10 mil cafeterias próprias da Starbucks no país, planeja parar em pelo menos 40 cidades— incluindo Nova York, Dallas, Minneapolis, Filadélfia e Seattle, cidade natal da empresa. Mais de mil baristas em 65 lojas devem participar do movimento, de acordo com o sindicato. Os protestos não têm prazo para terminar e podem se expandir se não houver avanço na finalização de um contrato coletivo e na resolução de disputas legais. A greve foi programada para coincidir com o “Dia do Copo Vermelho”, promoção anual da Starbucks em que a empresa atrai grandes multidões oferecendo copos reutilizáveis com temas natalinos. A paralisação é a mais recente escalada nos esforços do sindicato para aumentar a pressão sobre a rede de cafés, que eles acusam de se recusar a negociar de forma justa. Os funcionários começaram a votar pela sindicalização das lojas no fim de 2021, mas ainda não conseguiram firmar um acordo coletivo de trabalho. "Estamos preparados para fazer o que for preciso", disse Jasmine Leli, barista em Buffalo, Nova York, e uma das delegadas que representam o sindicato nas negociações, em entrevista na semana passada. "A Starbucks, ao não finalizar esse contrato sindical, está falhando tanto com seus baristas quanto com seus clientes". A Starbucks negou qualquer irregularidade e acusou o sindicato de abandonar as negociações. "Estamos desapontados que o Workers United tenha convocado uma greve em vez de retornar à mesa de negociações", disse na quarta-feira a porta-voz da empresa, Jaci Anderson. Ela afirmou que “quase todas” as cafeterias da Starbucks estarão prontas para atender os clientes independentemente da greve. Os delegados do Workers United rejeitaram em abril a última proposta de contrato da Starbucks. Os organizadores disseram que ela era insuficiente, pois garantia apenas aumentos anuais mínimos de 2% e não assegurava horas de trabalho suficientes para que os empregados se qualificassem aos benefícios. A Starbucks afirmou que já oferece “o melhor emprego do varejo”, com salários médios acima de US$ 19 por hora e remuneração total superior a US$ 30 por hora, incluindo benefícios. ** Com Bloomberg **
- Democratas da Câmara divulgam documentos em que Epstein afirma que Trump "sabia sobre as meninas"
Casa Branca acusa democratas de vazar email seletivamente WASHINGTON - O criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sabia sobre as meninas menores de idade que Epstein foi acusado de vitimizar, de acordo com emails divulgados nesta quarta-feira, 12, pelos democratas na Câmara dos Deputados. Os parlametares citam trocas de mensagens entre Epstein e o autor Michael Wolff e Ghislaine Maxwell, uma socialite britânica que está cumprindo uma sentença de 20 anos de prisão por acusações relacionadas ao seu papel na facilitação do abuso sexual de meninas menores de idade por Epstein. A divulgação ocorreu no dia em que uma nova democrata deve ser empossada na Câmara, um movimento que deve ser um ponto de inflexão em uma campanha para forçar uma votação sobre a liberação de todos os arquivos não classificados relacionados a Epstein, reacendendo o interesse em um caso que tem sido uma grande dor de cabeça política para o presidente. Entre as trocas de mensagens estão um email de 2019 para Wolff, no qual Epstein disse que Trump "sabia sobre as garotas quando pediu a Ghislaine para parar", e uma mensagem de 2011 de Epstein para Maxwell, afirmando que Trump "passou horas em minha casa" com uma de suas vítimas, cujo nome foi suprimido. Trump tem negado veementemente e de forma consistente saber sobre o tráfico sexual de Epstein. Ele disse que ele e Epstein, que morreu por suicídio em uma cela de Manhattan em 2019, já foram amigos antes de se desentenderem. "Os democratas vazaram emails seletivamente para a mídia liberal a fim de criar uma narrativa falsa para difamar o presidente Trump", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado, acrescentando que a vítima redigida nos emails era a falecida Virginia Giuffre, "que disse repetidamente que o presidente Trump não estava envolvido em nenhuma irregularidade". APOIADORES DE TRUMP DIVIDIDOS O caso Epstein tem perseguido Trump há meses, perturbando até mesmo seus próprios apoiadores políticos, que acreditam que o governo tem encoberto os laços de Epstein com os ricos e poderosos, e têm criticado de forma incomum seu Departamento de Justiça por não divulgar mais informações sobre os supostos crimes de Epstein. Apenas quatro em cada dez republicanos disseram em uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro que aprovavam a maneira como Trump lidou com os arquivos de Epstein -- bem abaixo dos nove em cada dez que aprovam seu desempenho geral na Casa Branca. O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Mike Johnson, deverá dar posse à deputada democrata eleita Adelita Grijalva nesta quarta-feira para suceder seu falecido pai no Congresso. Espera-se que Grijalva forneça a assinatura final necessária para uma petição para forçar uma votação na Câmara para liberar todos os registros não classificados relacionados a Epstein, algo que Johnson e Trump têm resistido até agora. O principal democrata do Comitê de Supervisão, o deputado Robert Garcia, pediu ao Departamento de Justiça que liberasse totalmente os arquivos de Epstein para o público. "Quanto mais Donald Trump tenta encobrir os arquivos de Epstein, mais nós descobrimos. Esses últimos emails e correspondências levantam questões gritantes sobre o que mais a Casa Branca está escondendo e a natureza do relacionamento entre Epstein e o presidente", disse ele em um comunicado. ** Com Reuters **
- Trump assina acordo e encerra paralisação mais longa da história dos EUA
Alívio vem após 43 dias da paralisação do governo americano WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na quarta-feira, 12, a legislação que encerra a mais longa paralisação do governo na história do país, horas depois que a Câmara dos Deputados votou para reiniciar o programa de assistência alimentar, pagar centenas de milhares de servidores federais e reativar o sistema de controle de tráfego aéreo. A Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou o pacote por 222 votos a 209, com o apoio de Trump mantendo em grande parte a unidade do seu partido diante da oposição dos democratas. A assinatura de Trump no projeto de lei, que foi aprovado pelo Senado no início da semana, fará com que os servidores federais que ficaram parados durante os 43 dias de paralisação voltem aos seus postos de trabalho já nesta quinta-feira, embora não esteja clara a rapidez com que os serviços e as operações do governo serão retomados. "Não podemos permitir que isso aconteça novamente", disse Trump no Salão Oval durante uma cerimônia de assinatura que ele usou para criticar os democratas. "Essa não é a maneira de administrar um país." O acordo estende o financiamento até 30 de janeiro, deixando o governo federal em um caminho para continuar adicionando cerca de US$1,8 trilhão por ano à sua dívida de US$38 trilhões. O fim da paralisação oferece alguma esperança de que serviços essenciais para o transporte aéreo, em particular, tenham algum tempo para se recuperar, com a importante onda de viagens do feriado de Ação de Graças a apenas duas semanas de distância. Com o fim do "shutdown", a ajuda alimentar a milhões de famílias também pode abrir espaço nos orçamentos domésticos para gastos, à medida que a temporada de compras de Natal começa a ganhar intensidade. Isso também significa o restabelecimento, nos próximos dias, do fluxo de dados sobre a economia dos EUA provenientes das principais agências estatísticas. A ausência de dados deixou investidores e formuladores de políticas monetárias sem orientações sobre a saúde do mercado de trabalho, a trajetória da inflação e o ritmo dos gastos do consumidor e do crescimento econômico em geral. No entanto, é provável que algumas lacunas de dados sejam permanentes, com a Casa Branca dizendo que os relatórios de emprego e do Índice de Preços ao Consumidor referentes ao mês de outubro talvez nunca sejam divulgados. ** Com Reuters **
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