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Aliados de Trump pressionam governo após agente do ICE matar americano


Republicanos começam a questionar ações do ICE após assassinato de dois americanos
Republicanos começam a questionar ações do ICE após assassinato de dois americanos

WASHINGTON - A morte do segundo americano em menos de um mês por agentes do ICE em Minneapolis, no Minessota, intensificou a pressão contra ações desastrosas para caçar imigrantes nos Estados Unidos, inclusive de aliados e grupos próximos ao presidente Donald Trump, e pode levar a uma nova paralisação do governo.


Enquanto a administração republicana tenta justificar o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de UTI no Centro Médico de Veteranos, como legítima defesa ao afirmar que o homem de 37 anos estava armado, vídeos mostram que ele segurava apenas um celular no momento que foi atacado por agentes do ICE.


As imagens de Alex Jeffrey Pretti sendo alvejado por pelo menos cinco tiros quando já estava imobilizado levaram parlamentares do partido de Trump a pedir uma investigação mais profunda sobre as táticas usadas por oficiais federais de imigração.


O incidente aconteceu a menos de duas semanas após um agente do ICE atirar e matar a americana Renee Good na mesma cidade.



O presidente da Comissão de Segurança Interna da Câmara, o republicano Andrew Garbarino, solicitou depoimentos de dirigentes do ICE e da Patrulha de Fronteira (CBP), afirmando que a prioridade deve ser manter os americanos seguros.


Além de Garbarino, o deputado do Texas e ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Michael McCaul, também levantou o questionamento.


No Senado, os republicanos Thom Tillis, da Carolina do Norte, Bill Cassidy, da Louisiana, Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca, devem somar votos com os democratas para barrar o projeto de lei que prevê a injeção de US$64,4 bilhões no Departamento de Segurança Interna (DHS), US$ 10 bilhões especificamente para o ICE, levando a uma paralisação parcial do governo até o fim do mês, quando expira o prazo para a aprovação do orçamento.


O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que não fornecerá os votos necessários para que o plano orçamentário siga adiante se a parte que financia o DHS estiver incluída, classificando os acontecimentos em Minnesota como "terríveis" e "inaceitáveis em qualquer cidade americana".


Reação Inesperada

A reação mais inesperada veio da Associação Nacional do Rifle, a NRA, uma das organizações mais próximas de Trump. A entidade se uniu a outros grupos de defesa das armas e pediu uma investigação completa sobre a morte de Alex Pretti.


A NRA criticou declarações do procurador da Califórnia Bill Essayli, indicado por Trump, que sugeriu que agentes estariam quase sempre justificados ao atirar em pessoas armadas. Segundo a associação, esse tipo de discurso é perigoso e criminaliza cidadãos que possuem armas legalmente.


O Gun Owners of America, uma organização sem fins lucrativos que faz lobby em defesa do direito às armas, também criticou o comentário do procurador. O grupo afirmou que agentes federais não estão "altamente propensos" a estar "legalmente justificados" a atirar em pessoas com licença para portar arma oculta que se aproximem enquanto estão legalmente armadas.


A ong acrescentou que a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos protege o direito dos americanos de portar armas durante protestos.


Disputa no Judiciário

O governo de Minnesota e as prefeituras de Minneapolis e St. Paul entraram com um pedido urgente na Justiça para que a administração Trump interrompa a operação da polícia migratória, argumentando que a forma como os agentes estão atuando coloca moradores em risco e pode provocar novas mortes.


O Estado também solicitou uma medida para garantir que nenhuma prova do local do tiroteio seja destruída ou alterada por agentes federais. O pedido foi aceito imediatamente pela juíza Kate Menendez, que determinou que todas as evidências sejam preservadas.


Levante democrata

Após um longo período de silêncio, os ex-presidentes democratas Barack Obama e Bill Clinton divulgaram notas duras sobre as ações truculentas do ICE que culminaram na morte de dois americanos até o momento.


Em comunicado, Barack e Michelle Obama classificaram a morte como uma tragédia e disseram que o episódio é um alerta de que valores fundamentais dos EUA estão sob ataque, afirmando que agentes federais não estariam atuando de forma legal ou responsável em Minnesota.


Bill Clinton afirmou que cenas vistas em Minneapolis são algo que ele jamais imaginou ver no país e pediu que os americanos se manifestem em defesa da democracia.


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