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  • Coiote brasileiro é sentenciado a 30 meses de prisão

    Ronaldo ao sair de uma empresa de remessa de dinheiro BOSTON - O brasileiro Flavio Alexandre Alves, o Ronaldo, foi condenado a 30 meses de prisão por tráfico humano, lavagem de dinheiro e reentrada ilegal nos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça. A pena imposta pela juíza Margaret Guzman no dia 27 de fevereiro é bem menor do que a máxima prevista de 50 anos. Ronaldo está preso desde o fim de março do ano passado e confessou no dia 22 de outubro ser um dos nomes por trás do esquema que trouxe centenas de brasileiros aos EUA. Ele deve ser deportado em setembro após cumprir a sentença de reclusão. A prisão do coiote em Massachusetts foi resultado de uma investigação do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) em parceria com a Polícia Federal do Brasil (PF) que começou em 2022. Outras quatro pessoas do grupo criminoso foram presas nos EUA, informou o DOJ na época. Leia também: Brasileiro é condenado por tráfico humano No Brasil, a PF também cumpriu mandados de prisão e apreensão no Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal. Uma pessoa não identificada foi presa. Esquema De acordo com o processo, Ronaldo conspirava com outras pessoas para trazer brasileiros para os EUA através do México. Quando os imigrantes chegavam no país, ele comprava passagens aéreas para diferentes Estados. Ronaldo também enviava pagamentos para o país vizinho com o objetivo de cobrir as despesas associadas à travessia. As vítimas incluem crianças e adolescentes - a maioria do Maranhão - e pagavam valores elevados para realizar a travessia, muitas vezes com juros abusivos. Em 2004, Ronaldo já havia sido condenado por tráfico de pessoas na Califórnia. Ele foi deportado para o Brasil em fevereiro do ano seguinte e retornou ilegalmente para os EUA. Pena máxima Ao todo, o brasileiro poderia pegar 50 anos de prisão. A acusação de tráfico humano pode levar a uma sentença de até 10 anos de reclusão e mais três de liberdade condicional. Já a pena por lavagem de dinheiro chega a 20 anos de prisão. Como ele também confessou ter entrado ilegalmente nos EUA poderia ter sido sentenciado a outros 20 anos. Somadas, as multas associadas às condenações podem atingir US$ 750 mil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Grupo de 24 estados americanos entra na Justiça contra tarifas de Trump

    Estados alegam que são prejudicados com tarifas extras impostas aos parceiros comerciais estrangeiros WASHINGTON - Um grupo de 24 estados americanos entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump, no primeiro desafio legal às suas recém-impostas tarifas globais de 10%, alegando que o presidente americano não pode ignorar uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou a maioria de suas tarifas anteriores sobre bens importados, citando uma nova base legal. Estados liderados pelos democratas, incluindo Nova York, Califórnia e Oregon, argumentam que as novas tarifas, anunciadas por Trump pouco depois da decisão da Suprema Corte em 20 de fevereiro, também são ilegais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana impôs a Trump uma derrota contundente ao derrubar uma grande parte das tarifas recíprocas que ele havia aplicado em abril do ano passado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), decidindo que a lei não lhe concedia o poder que ele afirmava ter. As novas tarifas foram impostas por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que se destina a lidar com emergências monetárias de curto prazo, e não com déficits comerciais que surgem quando uma nação rica como os Estados Unidos importa mais do que exporta, segundo o processo apresentado pelos estados no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, sediado em Nova York, informou a agência Reuters. "O foco agora deveria ser reembolsar as pessoas, e não duplicar as tarifas ilegais", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que as mais recentes tarifas de Trump são uma tentativa de contornar a necessidade de trabalhar com o Congresso, como exige a Constituição dos EUA. E agora, vão rever os acordos? Eles fizeram negócios com Trump para conseguir tarifas mais baixas. "Que não haja dúvida: a principal política econômica do presidente Trump é historicamente impopular e está custando aos americanos, às nossas empresas e a nós, como estados, centenas de bilhões de dólares", afirmou Rayfield. "Isso não pode continuar apenas porque alguns advogados de Trump encontraram uma maneira de distorcer palavras e elaborar um argumento jurídico." A ordem executiva de Trump de 20 de fevereiro impôs uma tarifa de 10% sobre as importações, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quarta-feira que essas taxas provavelmente aumentariam para 15% ainda esta semana. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que o governo defenderá vigorosamente a ação do presidente no tribunal. ** Com Agências **

  • Brasileiro é morto pela polícia na Geórgia

    Gustavo enfrentava problemas mentais e estava a caminho de um tratamento de saúde, segundo a família POWDER SPRINGS - O Departamento de Investigação da Geórgia (GBI) investiga as circustâncias da abordagem policial que matou o brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, em Powder Springs. A família rebate as afirmações de que o homem estava armado. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a polícia foi acionada na última terça-feira (3) para atender uma ocorrência relacionada à saúde mental no quarteirão 3000 da New MacLand Road, onde fica um Publix. Ainda conforme a polícia, durante a abordagem, o mineiro sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram várias vezes contra Guimarães. A família, contudo, nega que o mineiro de Belo Horizonte - que vivia legalmente nos Estados Unidos há mais de 20 anos - estivesse com uma arma no momento da abordagem. Um parente disse à rádio Itatiaia que o homem tinha ido ao encontro da mãe e de outras duas mulheres, profissionais da área da saúde, no estacionamento de um supermercado para dar início a um tratamento. Tudo estava conforme o previsto até que sete policiais chegaram no local após receberem a denúncia de que um homem estaria em surto. Diante da agitação, a mãe do mineiro começou a passar mal, e uma ambulância foi acionada. A princípio, a mulher não queria deixar o filho sozinho com os policiais, mas foi convencida pelos militares a ir ao hospital. A notícia da morte de Gustavo chegou para ela cerca de 30 minutos depois, quando já havia sido socorrida. De acordo com o familiar, os tiros atingiram a nuca e o peito do mineiro. “A polícia falou que ele já estava em surto e que teve que reagir e atirar nele porque ele estava armado, quando na realidade ele não estava armado. (...) Essas incongruências da polícia estão deixando a gente bem desconfortável”, contou. A Polícia de Powder Springs lamentou o ocorrido. "Reconhecemos que situações envolvendo crises de saúde mental são extremamente difíceis para todos os envolvidos. Nossos pensamentos estão com a família e os entes queridos da vítima neste momento difícil", escreveu a corporação em sua página do Facebook. Após a conclusão da investigação do GBI, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise. Este é o 16º tiroteio envolvendo policiais na Geórgia este ano. Destes, oito foram fatais. ** Com Agências **

  • Juiz ordena que EUA emitam reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump

    Governo tem que ressarcir prejuízo de importadores enquanto tarifaço esteve em vigor NOVA YORK - Um juiz do tribunal comercial dos Estados Unidos determinou na quarta-feira, 4, que o governo comece a pagar bilhões de dólares em reembolsos a importadores que foram obrigados a pagar tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte no mês passado. Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional, em Manhattan, ordenou que o governo finalize o cálculo do custo de milhões de remessas que entraram no país sem a cobrança das tarifas, segundo documentos do processo. Ele também determinou que os valores devolvidos incluam juros. Quando uma mercadoria chega aos EUA, o importador paga inicialmente um valor estimado de tributos. O cálculo final costuma ser concluído cerca de 314 dias depois, em um procedimento chamado de liquidação. Eaton instruiu a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) a concluir esse processo sem considerar as tarifas, o que deve resultar na devolução dos valores pagos. Segundo o juiz, a agência tem capacidade de ajustar seu sistema para emitir os reembolsos — algo que já ocorre quando um importador paga impostos acima do valor devido. “Eles fazem isso todos os dias. Finalizam entradas e realizam reembolsos”, disse. Eaton também marcou uma nova audiência para sexta-feira (6), quando solicitou atualizações sobre o plano da CBP para efetuar os pagamentos. Na decisão, o magistrado afirmou ainda que o juiz-chefe do tribunal indicou que ele será o responsável por conduzir os casos relacionados aos reembolsos das tarifas. Em documentos apresentados à Justiça, o CBP afirmou que recalcular os custos das remessas sem aplicar as tarifas é uma tarefa “sem precedentes” pela escala e pode exigir a revisão manual de mais de 70 milhões de registros. Em manifestações anteriores, a agência havia solicitado até quatro meses para avaliar as alternativas para realizar os pagamentos. Procurada, a Alfândega não respondeu ao pedido de comentário. “A redação da decisão sugere com bastante clareza uma abordagem ampla, indicando que os importadores têm direito ao reembolso das tarifas impostas sob a IEEPA”, afirmou Ryan Majerus, ex-alto funcionário do Departamento de Comércio dos EUA e atualmente sócio do escritório King & Spalding. “O governo pode contestar o alcance da decisão ou, ao menos, pedir mais tempo para que a Alfândega consiga executar o que certamente será uma tarefa monumental.” US$ 130 bilhões em tarifas O governo dos Estados Unidos arrecadou mais de US$ 130 bilhões com tarifas consideradas ilegais, que foram centrais na política comercial do ex-presidente Donald Trump. A Suprema Corte, no entanto, não estabeleceu orientações claras sobre como os reembolsos devem ser realizados, o que gerou incertezas sobre o processo. A decisão de Eaton foi tomada em um processo movido pela Atmus Filtration, que afirmou em documentos judiciais ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas consideradas ilegais. Os advogados da Atmus não responderam a um pedido de comentário. **Com Reuters**

  • Senado dos EUA apoia Trump sobre ataques ao Irã e bloqueia tentativa de restringir poderes de guerra

    Republicanos no Senado apoiam ataque dos EUA contra o Irã WASHINGTON - Os republicanos ‌do Senado dos Estados Unidos apoiaram nesta quarta-feira, 4, a campanha militar do presidente Donald Trump contra o Irã, votando para bloquear uma resolução bipartidária que visava impedir a ⁠guerra aérea e exigir que quaisquer ‌hostilidades contra o Irã fossem autorizadas pelo Congresso. O placar no Senado foi de ‌53 a 47 contra o ‌avanço da resolução, em grande parte ⁠seguindo as linhas partidárias, com todos os republicanos, exceto um, votando contra a moção processual e todos os democratas, exceto um, votando a favor. Na mais recente tentativa ‌de democratas e de alguns republicanos de ‌conter as repetidas ⁠mobilizações de ⁠forças militares norte-americanas no exterior pelo presidente Donald ⁠Trump, os ‌patrocinadores descreveram a resolução ‌sobre os poderes de guerra como uma tentativa de retomar a responsabilidade do Congresso de declarar guerra, conforme estabelecido ⁠na Constituição dos EUA. Os oponentes rejeitaram isso, insistindo que a ação de Trump era legal e estava dentro de seu direito como comandante-chefe ‌de proteger os EUA, ordenando ataques limitados. "Esta não é uma guerra para sempre, na ⁠verdade nem mesmo perto disso. Isso vai acabar muito rapidamente", disse o senador republicano Jim Risch, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, em um discurso contra a resolução. Não se esperava que a medida fosse aprovada. Os pares republicanos de Trump detêm uma pequena maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados e bloquearam resoluções anteriores que buscavam restringir seus poderes de guerra. **Com Reuters**

  • Casa Branca diz que Trump está usando tratamento preventivo para erupções cutâneas no pescoço sem dar detalhes

    Mancha no pescoço seria causada por um tratamento preventivo de pele WASHINGTON - O presidente dos‌ Estados Unidos, Donald Trump, está usando um tratamento preventivo para uma erupção cutânea vermelha no pescoço, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, 4, sem dar mais detalhes. A reação do governo veio após fotografias mostrarem uma erupção cutânea vermelha e manchada no lado direito do pescoço de Trump, logo acima da linha do colarinho, durante a sua aparição em uma cerimônia ‌da Medalha de Honra na segunda-feira. Em um ⁠comunicado após o evento, o médico Sean Barbabella disse que Trump estava usando um creme comum como "tratamento preventivo para a pele". "O presidente está usando esse tratamento por uma semana, e ‌a vermelhidão deve durar algumas semanas", disse. Questionada nesta ‌quarta-feira sobre a ⁠necessidade do ⁠tratamento, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ⁠disse aos repórteres ‌que não tinha informações ‌adicionais a compartilhar além dos detalhes fornecidos no comunicado do médico. A saúde de Trump, aos 79 anos e o presidente mais velhos dos EUA ao tomar posse, tem sido um foco maior em seu ⁠segundo mandato, já que hematomas nas mãos e inchaço nas pernas têm sido flagrados em algumas imagens. Em janeiro, Trump atribuiu os hematomas nas mãos ao uso frequente de aspirina ‌e a Casa Branca disse que o presidente bateu a mão em uma mesa durante uma viagem ⁠ao exterior. Seis meses antes, depois que os tornozelos do presidente apareceram inchados, o médico da Casa Branca disse que um ultrassom nas pernas do presidente "revelou insuficiência venosa crônica, uma condição benigna e comum, particularmente em indivíduos com mais de 70 anos". ** Com Reuters **

  • Trump tira Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 5, a saída de sua secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que será substituída pelo senador por Oklahoma Markwayne Mullin. Noem era alvo de questionamentos por conta das operações do ICE contra imigrantes em situação irregular que culminaram na morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis em janeiro. Segundo Trump, Noem teve "resultados numerosos e espetaculares, sobretudo nas fronteiras", e será realocada no cargo de "enviada especial para o Escudo das Américas", iniciativa de segurança voltada ao Hemisfério Ocidental que o presidente apresentará no próximo sábado (7). "Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado senador dos Estados Unidos pelo grande estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos a partir de 31 de março de 2026", escreveu o presidente na plataforma Truth Social. Trump definiu Mullin, 48, como um "guerreiro Maga", acrônimo em inglês para "Make America Great Again" ("Tornar a América grande de novo") e que passou a ser usado para designar os apoiadores do magnata. "Markwayne se dá muito bem com as pessoas e possui a sabedoria e a coragem necessárias para promover nossa agenda 'América em primeiro lugar'. Markwayne trabalhará incansavelmente para manter nossas fronteiras seguras, impedir a entrada ilegal de imigrantes, assassinos e outros criminosos em nosso país, acabar com o flagelo das drogas ilegais e tornar a América segura novamente", salientou. ** Com Ansa **

  • Corpo de brasileira desaparecida nos EUA há três anos é encontrado na fronteira com o Canadá

    Letícia Oliveira Alves deixou a filha com a família antes de partir em missão religiosa NOVA YORK - O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, e teve a identidade confirmada no fim de fevereiro, confirmou a família essa semana. A goiana estava desaparecida desde dezembro de 2023 nos Estados Unidos e havia sido incluída na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo usado para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. Autoridades americanas divulgaram as roupas usadas por Letícia quando foi encontrada Segundo a força policial provincial de Quebec (Sûreté du Québec), caçadores localizaram o corpo na floresta da cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os estados americanos de Vermont e New Hampshire. De acordo com o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não havia sinais aparentes de violência e a principal hipótese investigada é que a morte tenha ocorrido por hipotermia, após exposição prolongada ao frio intenso. Familiares contaram ao jornal O Globo que o corpo foi encontrado ainda em abril de 2024, mas a confirmação oficial da identidade da brasileira só aconteceu quase dois anos depois, no dia 26 de fevereiro. Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó e não participou das viagens feitas pela mãe ao exterior. A família tenta agora arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil, enquanto aguarda a conclusão dos trâmites diplomáticos junto ao Ministério das Relações Exteriores. Histórico do desaparecimento Informações reunidas pela polícia e repassadas ao GLOBO pelo irmão da vítima, Frederico Oliveira Alves, indicam que o caso começou a ser investigado após comunicação feita pela mãe da brasileira às autoridades. O desaparecimento foi registrado inicialmente pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia (GID), que relatou não conseguir mais contato com Letícia desde dezembro de 2023. De acordo com o relato da família, Letícia atuava como missionária da Igreja Adventista e teria iniciado uma viagem pela América do Sul. O primeiro destino mencionado foi a Argentina, seguida por passagem pela Bolívia. Posteriormente, a brasileira teria seguido para os EUA, chegando inicialmente ao Mississippi em junho de 2023. Em meio às buscas, surgiram indícios de que ela poderia estar em Boston, em Massachusetts, possivelmente no endereço de um abrigo localizado na Harrison Avenue. O Consulado-Geral do Brasil na cidade chegou a ser acionado pela família, mas não conseguiu confirmar a presença da brasileira no local. Consultas em bancos de dados também não encontraram informações de voos ou histórico migratório em nome de Letícia. Posteriormente, no entanto, investigadores identificaram um registro de detenção do ICE associado ao nome “Leticia Alpes Oliveira”, com a mesma data de nascimento da brasileira — o que levantou a hipótese de erro de grafia. ICE compartilhou uma foto que seria de Letícia enquanto estava sob custódia da agência Ainda segundo o histórico policial, Letícia teria sido impedida de entrar no Canadá em janeiro de 2024, na região de Buffalo, em Nova York. Após a abordagem na fronteira, ela permaneceu por cerca de três meses sob custódia de autoridades migratórias dos EUA e foi liberada em abril daquele ano, mediante compromisso de comparecer a uma audiência de imigração prevista para 2026 em Boston. A investigação também apontou que a goiana poderia ter sido acolhida em um abrigo feminino na cidade, voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade. No entanto, contatos realizados por autoridades brasileiras não conseguiram confirmar a permanência dela no local, devido às regras de confidencialidade da instituição. A investigação também aponta que Letícia teria usado o nome “Sara Mars”, mas não divulga mais detalhes. ** Com informações de O Globo **

  • Secretária defende operações do ICE em sabatina no Senado

    Krist Noem culpou manifestantes por violência nas ações do ICE WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, se recusou nesta terça-feira, 3, durante uma sabatina do Comitê do Judiciário do Senado, a pedir desculpas por ter chamado de "terroristas domésticos" os americanos mortos em operações do ICE e disse que os seus agentes estão sob "constante ataque". A chefe do DHS foi questionada por democratas que afirmam que os oficiais sob seu comando abusam do poder, usam força excessiva e violam os direitos constitucionais das pessoas para implementar a agenda do governo Trump. O senador Dick Durbin, de Illinois, principal democrata na comissão, questionou Noem repetidamente sobre comentários que ela fez logo após as mortes de Renee Good e Alex Pretti, em incidentes diferentes, nos quais os retrataram como os agressores nos eventos que levaram às suas mortes. Ele exigiu que ela se desculpasse. "Você e sua agência se apressaram em rotular essas vítimas como, abre aspas, terroristas domésticos", disse Durbin sobre os assassinatos em Minneapolis em janeiro. "Temos ampla evidência em vídeo e depoimentos de testemunhas oculares que comprovam que você está errada. Suas declarações causaram dor imensurável a essas famílias." Noem disse que suas declarações se baseavam em informações de pessoas presentes no local. "Eu estava recebendo relatos de agentes no local e eu diria que era uma cena caótica, como vocês viram em Minneapolis e St. Paul", disse ela. A secretária acrescentou que seus agentes "trabalham para atingir os piores dos piores" e muitas vezes enfrentaram violência por parte dos manifestantes. A mulher de confiança do presidente Donald Trump também foi criticada por republicanos. O senador John Kennedy, da Louisiana, quis saber por que seu departamento pagou mais de US$ 200 milhões por uma campanha publicitária na qual ela apareceu no ano passado incentivando imigrantes a deixarem o país voluntariamente e questionou se Trump sabia do valor antecipadamente. Noem defendeu os anúncios, dizendo que foram eficazes e seguiram o processo regular de licitação do departamento. "Bem, eles foram eficazes para aumentar o reconhecimento do seu nome", rebateu Kennedy. As táticas de imigração do DHS provocaram impasse no Congresso sobre o financiamento regular da pasta, ainda não resolvido. No ano passado, porém, foi aprovado um projeto que garantiu reforço orçamentário para a política de deportações do governo federal. Noem também deve depor nesta quarta-feira na Câmara dos Representantes. ** Com Agências **

  • Carta de Trump ao Congresso para justificar os ataques ao Irã não menciona ameaça iminente aos EUA

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que ordenou às Forças Armadas que realizassem ataques aéreos generalizados contra o Irã, matando seus principais líderes e provocando contra-ataques em toda a região, a fim de promover os interesses nacionais americanos e eliminar aquele país como uma ameaça global, contradizendo a alegação de seu governo de que o ataque era necessário para responder a uma ameaça iminente. Em uma carta não confidencial, exigida por lei, enviada na segunda-feira, e cujos dados foram revelados nesta terça-feira, o republicano declarou que a operação militar foi planejada para “neutralizar as atividades malignas do Irã”. O material foi enviado em meio a explicações contraditórias de altos funcionários do governo sobre a justificativa para os ataques, colocando em questão sua legalidade, enquanto a Câmara e o Senado se preparam para votar esta semana se o presidente precisa da autorização do Congresso para usar a força no Irã. Segundo o documento, a missão tinha como alvo o arsenal de mísseis, o programa nuclear e a marinha do Irã, alinhando-se com os objetivos delineados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, no Capitólio na segunda-feira, e estabelecia uma ampla gama de objetivos estratégicos. O presidente escreveu que os ataques foram realizados para proteger o território dos EUA e as forças na região, e “promover os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos, incluindo garantir o livre fluxo do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz”. A carta não mencionava planos para derrubar a atual liderança em Teerã, embora o presidente tenha exortado os iranianos a “tomarem o controle do seu governo” logo após o primeiro ataque na manhã de sábado. Ela ecoava a justificativa apresentada por Rubio de que Washington agiu no fim de semana porque Israel estava preparado para atacar com ou sem o governo Trump e que os contra-ataques iranianos teriam como alvo as tropas americanas. O texto ainda dizia que a campanha de bombardeios americano-israelense em Teerã, que matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi realizada “em autodefesa coletiva de nossos aliados regionais, incluindo Israel”. Mas o magnata rejeitou nesta terça-feira a ideia de que Israel o forçou a agir antes dos ataques. Rubio também procurou, nesta terça-feira, voltar atrás em sua própria sugestão, feita um dia antes, de que os ataques foram realizados para enfrentar a “ameaça iminente” de que um ataque de Israel levaria o Irã a atacar as forças americanas. Autoridades com acesso à inteligência americana afirmaram que Trump exagerou a urgência de qualquer ameaça que o Irã representasse para os EUA. A carta também afirmava que nenhuma força terrestre foi utilizada nos ataques, mas sugeria que soldados americanos poderiam estar envolvidos em uma operação militar prolongada contra o Irã, um resultado que altos funcionários do governo Trump, incluindo Rubio, não descartaram. A carta especificava que o governo a enviou ao Congresso em um esforço para manter os legisladores “totalmente informados” sobre a operação, em conformidade com a lei dos poderes de guerra. O Senado e a Câmara dos Deputados estão se preparando para votar nos próximos dias resoluções que buscam impedir Trump de continuar atacando o Irã sem a aprovação do Congresso sob essa lei, mas espera-se que os republicanos bloqueiem qualquer iniciativa contra os interesses do presidente. ** Com NYT **

  • Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola da Geórgia

    WINDER - O pai de um adolescente acusado de um ataque a tiros em uma escola de Winder, na Geórgia, foi condenado por homicídio, crueldade contra menor e outras acusações relacionadas ao caso e pode pegar até 30 anos de prisão. Colin Gray, de 55 anos, se declarou inocente das 24 acusações e afirmou não saber que Colt, de 14 anos, ia cometer o ataque na Apalachee High School em 2024 que resultou na morte de quatro pessoas: os estudantes Christian Angulo, de 14 anos, e Mason Schermerhorn, também de 14, além dos professores Richard Aspinwall, de 39, e Cristina Irimie, de 53. É da terceira vez que um responsável legal é condenado criminalmente nos Estados Unidos por um atentado cometido pelo próprio filho. O menor aguarda julgamento. Durante as duas semanas de julgamento, os promotores sustentaram que o pai ignorou uma série de sinais de alerta e teve papel essencial ao permitir o acesso do adolescente à arma do crime. De acordo com a acusação, Gray comprou para o filho uma arma de fogo como presente de Natal, meses depois de o garoto ter sido questionado pela polícia por ameaças online envolvendo um possível ataque escolar. Entre os sinais, houve um caderno no qual o jovem teria detalhado planos para matar alunos e professores. Colt também montou uma espécie de altar para outro atirador de escola em seu quarto. Ao se dirigir aos jurados, a promotora assistente do Condado de Barrow, Patricia Brooks, declarou: "Depois de ver sinal após sinal da deterioração do estado mental do filho, de sua violência, de sua obsessão por ataques em escolas, o réu teve alertas suficientes de que seu filho era uma bomba prestes a explodir. E, em vez de desarmá-lo, ele lhe deu o detonador". A acusação também descreveu a dinâmica do crime, relatando que o Colt levou o rifle no ônibus escolar. Segundo os promotores, uma das vítimas tentou conter o atirador e ajudou a salvar colegas. "Christian [Angulo] agiu e se tornou um herói", disse Brooks. "Ele tentou empurrar o atirador para fora da sala de aula e, quando foi baleado, seu último ato nesta Terra foi fechar a porta da sala para proteger seus amigos". A defesa, por sua vez, tentou atribuir a responsabilidade exclusivamente ao adolescente. O júri levou cerca de duas horas para chegar ao veredito. A data da audiência de sentença ainda não foi definida. ** Com Agências **

  • Melania Trump preside sessão do Conselho de Segurança da ONU enquanto guerra no Irã escala

    NOVA YORK - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, defendeu a causa das crianças afetadas por conflitos ao presidir uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, 2, enquanto a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã se intensifica. Embaixadores de todos os membros do Conselho de Segurança, incluindo os rivais de Washington, Rússia e China, fizeram fila para se encontrar com Melania. Os EUA assumiram a presidência rotativa mensal do colegiado. Ela abriu a reunião com a batida de um martelo cerimonial antes de agradecer ao Reino Unido, último a ocupar a presidência. Mais tarde, discursou em uma aparente homenagem a militares americanos mortos na guerra no Oriente Médio, sem citar diretamente o conflito. "Às famílias que perderam seus heróis que sacrificaram suas vidas pela liberdade, sua bravura e dedicação serão sempre lembradas", disse. "A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as nossas sociedades", acrescentou. "Sociedades governadas pelo conhecimento e pela sabedoria são, portanto, mais pacíficas." Antes da reunião, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, disse que "é profundamente vergonhoso e hipócrita que, no primeiro dia de sua presidência do Conselho de Segurança, os Estados Unidos tenham convocado uma reunião de alto nível sobre a proteção de crianças". Momentos depois, a primeira-dama disse: "Os EUA estão ao lado de todas as crianças do mundo. Espero que em breve a paz seja de vocês". Ela foi calorosamente recebida pelos países representados no conselho, com a embaixadora da Grécia, Aglaia Balta, dizendo "obrigada, senhora presidente", enquanto o enviado da França a comparou à célebre ex-primeira-dama e ativista Eleanor Roosevelt. Até a Rússia se juntou ao coro de elogios educados, evitando qualquer referência ao Irã, que foi mencionado apenas pelo Bahrein, membro do conselho e aliado fiel de Washington, que vem sendo atacado na retaliação iraniana. "Desejo a todos força e determinação para ter sucesso na preservação da paz e da segurança em todo o mundo", disse Trump ao encerrar a reunião de duas horas. Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, confirmou que a aparição de Trump foi a primeira vez que uma primeira-dama — ou primeiro-cavalheiro — presidiu uma reunião do Conselho de Segurança. Os EUA detêm a presidência rotativa do conselho durante o mês de março. A terceira esposa do presidente Donald Trump já se aventurou na diplomacia antes, notadamente para tentar garantir a libertação de crianças ucranianas sequestradas pela Rússia. Muitos observadores dizem que o presidente dos EUA pretende contornar o Conselho de Segurança com seu novo "Conselho da Paz", que realizou sua sessão inaugural em Washington no mês passado, com vários países prometendo fundos e pessoal para reconstruir Gaza. **Com AFP**

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