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- EUA investigam empresas brasileiras por preços da carne
Preço da carne subiu 18% nos EUA em relação ao ano passado WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 4, uma investigação para analisar supostas violações de regras de concorrência na indústria de processamento de carne, em ação que atinge empresas brasileiras. O processo, que envolve JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef, tramita em meio à disparada dos preços da carne bovina no país e à redução do rebanho. Nos EUA, um quilo de carne moída chegou a US$ 6,75 em janeiro deste ano, de acordo com Federal Reserve Economic Data, um aumento de 18% em comparação com o ano passado. "Há muito trabalho que já foi feito e muito ainda a fazer. Estamos avançando o mais rápido possível", afirmou o procurador-geral interino Todd Blanche. O procurador, que detalhou que o departamento já revisou cerca de 3 milhões de documentos, entrevistou pecuaristas e produtores e vai anunciar, no fim desta semana, um acordo que deve afetar os preços do frango, carne suína e peru. Consultadas, JBS e MBRF —conglomerado formado pela união entre Marfrig e BRF, que controla a National Beef nos EUA — afirmaram que não comentarão a decisão do governo americano. Cargill e Tyson Foods não responderam até a pulbicação dessa material. Peter Navarro, conselheiro do comércio da Casa Branca, destacou que metade das quatro maiores empresas do setor são brasileiras. Ele relembrou que, no último ano, quando o presidente impôs tarifas ao Brasil em resposta a ações consideradas prejudiciais aos EUA, o lobby da carne — que, segundo ele, é representado por interesses brasileiros — teria pressionado o governo americano. Navarro disse ainda que, nesse contexto, a carne que deveria estar abastecendo o mercado interno acabou sendo desviada para outros destinos, citando a China como exemplo. No fim do ano passado, uma reportagem do jornal americano The New York Times, afirmou que a Casa Branca solicitou uma análise das práticas das empresas frigoríficas após o presidente Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais, ter acusado as gigantes do mercado de inflacionar artificialmente os preços e colocar em risco o abastecimento alimentar do país. Já na época, um comunicado da administração Trump nomeou especificamente JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef como alvos da investigação. A secretária de Agricultura Brooke Rollins afirmou que essas empresas controlam cerca de 85% do mercado de processamento de gado nos EUA. "Esse nível de concentração disparou de apenas 25% em 1977 para 71% em 1992, e agora para impressionantes 85%", escreveu ela em uma publicação nas redes sociais. "Juntas, essas empresas operam por meio de dezenas de negócios subsidiários, criando um cenário que deixa muitos de nossos produtores de gado com opções limitadas de comercialização. Para alguns pecuaristas, isso significa menos oportunidades de marketing, complicando um mercado já desafiador", disse Rollins. Ele defendeu ser necessário "trabalhar para enfrentar isso e proteger nossos pecuaristas e consumidores". Também disse que o governo pretende "promover justiça e concorrência", a fim de garantir que os produtores "tenham opções e um campo de jogo nivelado". Em uma imagem publicada pelo Departamento de Agricultura, dois braços aparecem se cumprimentando e na foto está escrito: "Departamento de Agricultura e Departamento de Justiça lutando pela manipulação dos preços". Após o anúncio da investigação, o deputado republicano Jason Smith afirmou que apoia a investigação de "possíveis práticas anticompetitivas na indústria de abate de carne". "Nossos fazendeiros merecem uma chance justa, competição real e preços transparentes", disse. ** Com AF **
- Dívida dos EUA chega a US$ 39,2 trilhões e supera o PIB anual do país
WASHINGTON - A dívida nacional dos Estados Unidos chegou a US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março, ultrapassando os cerca de US$ 31 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável (CRFB, na sigla em inglês). Em 2025, o governo americano gastou US$ 1,78 trilhão a mais do que arrecadou, mantendo a trajetória de alta do endividamento, e também do custo para financiá-lo. Na prática, déficits maiores empurram a dívida para cima, e o aumento da dívida eleva a conta de juros. Quando o endividamento avança mais rápido do que a arrecadação, o espaço fiscal se estreita, mesmo sem a adoção formal de medidas de ajuste. Na semana passada, a Fitch Ratings alertou que a nota de crédito dos EUA está sob pressão diante de um “déficit em expansão”, que mantém o endividamento do país “muito acima” do observado em outras economias com classificação AA. A agência rebaixou os EUA em agosto de 2023 para AA+, citando o impasse recorrente em torno do teto da dívida. No relatório mais recente, a Fitch também apontou a piora das contas públicas associada aos cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act. ** Com AE **
- Serviço Secreto diz que trocou tiros com suspeito armado perto da Casa Branca
WASHINGTON - O Serviço Secreto dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira, 5, que seus agentes confrontaram um indivíduo armado e "suspeito" perto da Casa Branca, que mais tarde disparou contra eles antes de fugir a pé e ser baleado pela polícia. O incidente levou a um breve bloqueio na região. Agentes que patrulhavam o perímetro externo do complexo da casa presidencial identificaram uma pessoa que o vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, descreveu como um "indivíduo suspeito que parecia ter uma arma de fogo". Ele fugiu brevemente a pé depois de ser abordado por agentes do Serviço Secreto e disparou em sua direção, disse Quinn em uma coletiva de imprensa. Os agentes então dispararam contra o suspeito, que foi atingido e posteriormente hospitalizado, acrescentou Quinn. A comitiva de JD Vance passou pela área "não muito antes" do incidente, disse Quinn. Não havia nenhuma indicação de que o suspeito pretendia se aproximar do vice-presidente. Um jovem que passava pelo local foi atingido pelo suspeito, mas não sofreu nenhum ferimento grave e estava sendo tratado em um hospital, acrescentou Quinn. Os agentes observaram a "impressão visual de uma arma de fogo" ao considerar o comportamento do indivíduo como suspeito quando ele foi visto fora da propriedade da Casa Branca, disse Quinn. As autoridades policiais têm estado em alerta nos últimos dias na capital dos EUA após um tiroteio no Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado, pelo qual um homem foi preso. Quinn foi questionado se o incidente desta segunda-feira estava ligado a "outros atentados recentes" contra a vida do presidente Donald Trump que estava na Casa Branca quando o incidente ocorreu. "Se foi direcionado ao presidente ou não, eu não sei, mas vamos descobrir", disse Quinn. ** Com Reuters **
- Brasileira diz ser alvo de xenofobia ao postar fotos com marido americano
Casal diz não se abalar com comentários xenofóbicos em suas redes sociais SALT LAKE CITY - Uma influenciadora brasileira que vive nos Estados Unidos expôs neste domingo, 3, comentários xenofóbicos que recebe em suas redes sociais ao postar fotos com seu marido americano. A página tem 123 mil seguidores e é dedicada a compartilhar as viagens e o dia a dia do casal Jad e Hansen Holland. Os jovens, que moram em Utah, compilaram comentários que dizem ter recebido em sua conta, todos feitos em inglês. Entre eles, estão frases como: "Seus filhos serão mestiços nojentos"; "Deporte-a"; "Outra garota de país de terceiro mundo venerando seu dono branco e americano"; "Por que você não conseguiu encontrar uma mulher branca americana?"; "Ele destruiu a linhagem dele"; "Espero que ela não engravide porque eu odeio crianças interraciais"; "Saia fora, terceiromundista. Você nunca será tão bonita como qualquer europeia"; "Casar com uma branca é absolutamente a melhor decisão". "Esses comentários não nos afetam, mas ainda é louco que as pessoas se sintam confortáveis em dizer coisas como essa, e sabemos que não somos os únicos que os recebem", diz uma postagem na conta dos influenciadores. Ao contrário do Brasil, os EUA não têm uma lei que criminalize especificamente a xenofobia. Mas ataques do tipo contra estrangeiros podem ser enquadrados como crime de ódio. Ainda não está claro se Jad e o marido vão denunciar os ataques na Justiça.
- Lula viaja aos EUA para se reunir com Trump
Lula e Trump programavam o encontro para março WASHINGTON - O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva viaja aos Estados Unidos nesta quarta-feira, 6, para se encontrar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump. A reunião deve acontecer no dia seguinte, na Casa Branca. A informação foi confirmada por diversos veículos de imprensa, mas ainda não houve posicionamento público por parte do Palácio do Planalto ou de autoridades americanas. Desde a breve reunião entre os dois presidentes às margens da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, por sua sigla em inglês), na Malásia, em outubro, havia a expectativa de uma visita oficial de Lula ao republicano. Na ocasião, os dois conversaram por telefone em janeiro, e o petista chegou a afirmar que a viagem aconteceria em março. Tentativa de normalizar relações A relação entre Brasília e Washington acumulou atritos após o norte-americano impor tarifas extras aos produtos brasileiros e sancionar autoridades envolvidas com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia. Em fevereiro, a nova taxa global de Trump eliminou grande parte das barreiras tarifárias norte-americanas. O Brasil saiu beneficiado, mas não encerrou suas demandas sobre o tarifaço. Também permanecem outros ruídos diplomáticos. No mês passado, os EUA expulsaram um delegado brasileiro da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), acusando-o de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição. Em retaliação, um agente norte-americano que atuava no Brasil também teve suas credenciais cassadas. A tentativa de arrefecer nova escalada de tensões é vista como prioritária pelo presidente brasileiro, que enfrenta tentativa de reeleição em outubro. Apesar de abrir um canal de diálogo com Trump, Lula voltou a criticar o republicano de forma mais incisiva por sua condução da guerra no Irã. Investigações comerciais, terras raras e terrorismo O petista também indica publicamente que quer normalizar as relações comerciais com os Estados Unidos. O Brasil permanece alvo de investigações norte-americanas sobre “práticas desleais” ligadas, por exemplo, ao trabalho forçado e ao uso do pix. Outro tema que deve compor a pauta é o interesse do Departamento de Estado dos Estados Unidos de designar grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Trump também assume interesse público em negociar acesso às terras raras brasileiras. ** Com Agências **
- Foragido da Justiça do Paraná por feminicídio é preso na Geórgia
Junior entrou no radar da polícia da Geórgia após atos violentos contra mulheres SANDY SPRINGS - O ICE avança com os procedimentos para deportar o brasileiro Job da Luz de Freitas Junior, foragido da Justiça do Paraná por ser suspeito do assassinato da própria mulher em 2024. Ele foi preso em Sandy Springs, na Geórgia, na semana passada. Junior já estava na mira da polícia local por denúncias de violência contra uma mulher, informou a delegacia de Sandy Springs. Ele passou a ser monitorado de perto por investigadores locais após um alerta emitido pelas autoridades migratórias. “O ICE recebeu informações indicando possível envolvimento em abuso físico contínuo contra outra vítima”, informou a polícia local em nota oficial, sugerindo que o suspeito teria feito uma nova vítima de violência doméstica durante sua estadia no estado da Geórgia. A abordagem e identificação do foragido contaram com o suporte tático da polícia local, que o entregou à custódia federal logo após a prisão. No Brasil, há uma ordem de prisão expedida pela Vara Criminal de Piraquara, no Paraná, referente ao homicídio de sua companheira ocorrido em território brasileiro há dois anos.
- Surgem novas provas contra atirador em jantar com presença de Trump
Investigadores descartaram dúvidas sobre autoria dos disparos contra agente do Serviço Secreto WASHINGTON - Investigadores encontraram provas contundentes de que o suposto atirador que tentou invadir um jantar de gala da imprensa em Washington, ao qual esteve presente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fato atirou contra um agente do Serviço Secreto, disse uma procuradora federal neste domingo, 3. Até agora, persistiam dúvidas sobre qual arma havia atingido o agente em seu colete de proteção durante o jantar de gala, realizada em 25 de abril, já que pelo menos outro policial federal também havia aberto fogo. Jeanine Pirro, procuradora federal em Washington, declarou ao programa "State of the Union", da rede CNN, que os investigadores já podem afirmar com total certeza que o disparo partiu do homem acusado pelo ataque, Cole Allen. "Podemos estabelecer que um projétil - proveniente da espingarda de ação por bombeamento Mossberg do acusado - ficou incrustado nas fibras do colete do agente do Serviço Secreto", afirmou Pirro. Allen, que foi contido e detido pelas forças de segurança quase imediatamente após invadir com várias armas um posto de controle, ainda não apresentou sua declaração de culpa ou inocência. "É, sem sombra de dúvida, seu projétil; ele atingiu aquele agente do Serviço Secreto. Tinha a firme intenção de matá-lo - e de matar qualquer um que se interpusesse em seu caminho - em sua tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos", acrescentou Pirro. ** Com AFP **
- 'Visto de Ouro' de Trump é emitido para apenas uma pessoa em mais de seis meses
Fracasso do programa indica que não há super ricos suficientes dispostos a doar dinheiro para os EUA WASHINGTON - O número de candidatos ao visto "Gold Card" (Cartão de Ouro), lançado pelo presidente Donald Trump para atrair milionários para os Estados Unidos, tem ficado aquém das expectativas do governo americano. Sete meses depois da implementação, o programa atraiu 338 interessados e emitiu um visto. Anunciado em fevereiro de 2025 e colocado em prática em setembro, o programa prevê que estrangeiros desembolsem US$ 1 milhão para assegurar uma permissão de residência acelerada nos EUA. Dos 338 interessados apenas 165 pagaram a taxa inicial de processamento de US$ 15 mil. Destas, 59 avançaram para uma etapa subsequente de preenchimento de dados e análise do formulário pelo governo. E, no final de abril, só uma pessoa havia efetivamente desembolsado US$ 1 milhão e sido aprovada para o "visto de ouro". As informações foram compartilhadas pelo secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, durante uma sabatina no Congresso no fim do mês passado e contrasta com as declarações anteriores. O secretário chegou a alardear um potencial de venda de 200 mil vistos ao anunciar o programa. Posteriormente, em junho, ele afirmou que o programa já havia atraído "70 mil interessados". Há um ano, Lutnick também afirmou que o Gold Card poderia arrecadar US$ 1 trilhão em receita e que ajudaria a "equilibrar o Orçamento" dos EUA. A dívida pública do país é de US$ 31,3 trilhões. Mesmo diante de números muito distantes dos propagandeados no lançamento do programa, Lutnick tentou demonstrar satisfação com os resultados do programa durante a sabatina no Congresso. Embora apenas uma pessoa tenha sido aprovada, "há centenas na fila que estão sendo analisadas", disse Lutnick. "Desbloqueie a vida na América" O Gold Card visa substituir o EB-5, um programa que existia há décadas e que oferecia vistos americanos para pessoas que investissem cerca de US$ 1 milhão em uma empresa com pelo menos dez funcionários. O programa de Trump também prevê que empresas paguem US$ 2 milhões para garantir a residência de um funcionário estrangeiro, juntamente com uma taxa de manutenção anual de 1%. O site governamental do programa exibe o slogan "Desbloqueie a vida na América" e passa longe do princípio da impessoalidade: logo no topo há uma imagem de um cartão dourado que mostra o semblante de Trump, ao lado de uma águia, a Estátua da Liberdade e a assinatura do presidente. O site também anuncia os planos de um futuro "Cartão Platina Trump" no valor US$ 5 milhões, que prevê que seu titular possa "passar até 270 dias nos EUA sem estar sujeito a impostos americanos sobre renda obtida fora dos EUA". ** Com Agências **
- Spirit Airlines cancela todos os voos e encerra as atividades
Fechamento da companhia de uma hora para outra deixou passageiros frustrados WASHINGTON - A companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines, que atendia diversos destinos nos Estados Unidos e na América Latina, anunciou neste sábado, 2, que cancelou todos os seus voos e iniciou o "encerramento ordenado de suas operações", após o fracasso de um possível resgate financeiro por parte da Casa Branca. O presidente Donald Trump havia manifestado interesse em oferecer ajuda econômica para salvar milhares de empregos na empresa, que havia declarado falência duas vezes em 2025. A companhia aérea conectava os EUA, especialmente a Flórida, com mais de 20 destinos na América Latina e no Caribe, entre eles México, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Peru, Porto Rico e República Dominicana. A empresa tinha 4.119 voos entre 1° e 15 de maio, com capacidade para 809.638 passageiros, de acordo com a empresa de dados de aviação Cirium. Especialistas acreditam que JetBlue Airways e Frontier Airlines devem ser beneficiadas com a medida. Em um comunicado, a dona da aérea, Spirit Aviation Holdings, anunciou "com pesar que a companhia iniciou o encerramento ordenado de suas operações, com efeito imediato. Os passageiros da Spirit não devem ir ao aeroporto". O site da empresa exibe uma mensagem informando que "o serviço de atendimento ao cliente não está mais disponível". A companhia aérea afirmou que processará os reembolsos dos voos já adquiridos. BAIXO CUSTO A empresa é conhecida por seus chamativos aviões amarelos, começou a oferecer voos em 1992 e se consolidou por seu baixo custo como uma forte concorrente das companhias aéreas tradicionais. Seu presidente e diretor executivo, Dave Davis, afirmou que em março havia chegado a um acordo com os credores para um plano de reestruturação que "teria permitido ressurgir como um negócio com futuro". No entanto, o vertiginoso aumento dos preços do combustível desde a eclosão da guerra no Oriente Médio "nos deixou sem outra alternativa senão realizar um encerramento gradual da empresa", afirmou no comunicado. FRACASSO EM FINANCIAMENTO Na sexta-feira (1°), Trump declarou que havia enviado uma "proposta final" de resgate à companhia aérea, que em 2024 empregava cerca de 11 mil pessoas. "Imagino que estamos analisando. Se pudermos fazer, faremos, mas apenas se for um bom negócio", disse. Altos funcionários de sua administração criticaram o governo anterior de Joe Biden por ter bloqueado uma oferta de aquisição de US$ 3,8 bilhões por parte da JetBlue, argumentando que prejudicaria os consumidores. Em nota, a Spirit garantiu que houve "esforços amplos e exaustivos para reestruturar o negócio", mas que a falta de financiamento adicional a deixava "sem outra opção senão empreender este encerramento". Nas últimas semanas, a companhia vinha negociando uma linha de crédito emergencial de US$ 500 milhões com o governo Trump. Alguns dos investidores credores da Spirit se opuseram aos termos do resgate, segundo os quais o governo poderia acabar ficando com 90% da Spirit, porque isso os deixaria em uma situação financeira pior caso a companhia aérea eventualmente falisse. Alguns parlamentares republicanos também se opuseram a um resgate governamental da Spirit. Para Jan Brueckner, professor emérito de Economia da Universidade da Califórnia em Irvine, a alta do preço do combustível foi "a gota d'água". AMERICAN E UNITED OFERECEM AJUDA A CLIENTES Após o anúncio do encerramento, American Airlines e United Airlines, duas das gigantes americanas do transporte aéreo, se ofereceram para ajudar os clientes da Spirit. A American garantiu que oferecia "tarifas de resgate" nas rotas da Spirit para "mitigar o impacto nas comunidades" e a United propôs "passagens só de ida com preço máximo a partir da maioria das cidades para onde voava" a empresa de baixo custo. A Associação de Comissários de Bordo, sindicato que representa cerca de 5.000 funcionários da Spirit, disse que estava em contato com outras companhias aéreas para apoiar o pessoal da Spirit. "A cada comissário de bordo em atividade será fornecido hotel e/ou um voo para retornar para casa", acrescentou o sindicato. Este encerramento é "a notícia mais difícil de nossas vidas", completou. REGULADOR DESCARTA RESGATE DE LOW COSTS O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse neste sábado que não acredita que o governo precise socorrer as companhias aéreas de baixo custo devido aos altos preços do combustível de aviação. "Eu diria que, neste momento, não acho que seja necessário. Elas têm acesso a dinheiro. Se quiserem recorrer ao governo dos EUA, seremos um credor de última instância. Se puderem encontrar dólares nos mercados privados, acho que será melhor para elas", disse Duffy em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, após o colapso da companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines. Ele afirmou ainda que a perspectiva de resgate da Spirit foi vista como uma oportunidade por algumas outras companhias aéreas de obter dinheiro "não necessariamente com base na necessidade, mas com base na oportunidade". Um grupo de companhias aéreas de baixo custo dos EUA, incluindo a Frontier e a Avelo, disse na segunda-feira que havia proposto a troca de bônus de subscrição que poderiam ser convertidos em participações acionárias por US$ 2,5 bilhões em assistência do governo dos EUA. A Association of Value Airlines confirmou que solicitou ao governo do presidente Donald Trump a criação de um pacote de liquidez de US$ 2,5 bilhões, a ser usado exclusivamente para compensar os custos maiores de combustível, "como uma medida necessária e direcionada para estabilizar as operações e manter as tarifas aéreas acessíveis durante esse período de volatilidade". As empresas também pediram que o Congresso suspenda o imposto federal de 7,5% sobre as passagens aéreas e o imposto de US$ 5,30 por trecho. A isenção dessas taxas compensaria cerca de um terço do aumento do combustível de aviação. A proposta destaca uma das consequências não intencionais da guerra de EUA e Israel contra o Irã: um aumento nos preços do combustível de aviação que praticamente dobrou os custos, reduzindo as margens e empurrando as companhias aéreas mais fracas para a beira do abismo. ** Com Agências **
- Menino venezuelano de 10 anos vai sozinho à Corte após mãe ser detida pelo ICE
Criança chegou aos EUA ainda bebê HOUSTON - Um menino venezuelano de 10 anos compareceu sozinho, no final do mês de abril, a um tribunal de imigração em Houston, no Texas, após sua mãe ser detida por agentes do ICE. Sem advogado e sem familiares próximos nos Estados Unidos, Wilfredo Gomez passou a enfrentar de forma independente um processo de deportação para o Equador, país onde, segundo aliados da família, ele nunca esteve e não conhece ninguém. O caso ganhou repercussão nos EUA após o congressista democrata Joaquin Castro denunciar a situação nas redes sociais e cobrar a libertação da mãe do garoto, Nexoli, além da suspensão imediata da deportação. Segundo relato de Wilfredo à emissora Univision, a ida ao tribunal foi marcada por medo e insegurança. "Eu estava com muito medo porque era a minha primeira vez no tribunal", afirmou o menino. De acordo com informações da Fox San Antonio e da Chron, Nexoli foi detida em dezembro durante uma blitz policial em Houston e permanece presa desde então. Ela possui autorização de trabalho e, segundo Castro, tentava regularizar sua situação migratória enquanto mantinha um pedido de asilo em andamento junto com o filho. Sem outros parentes nos EUA, a antiga chefe de Nexoli, Marife Mosquera, assumiu a tutela legal de Wilfredo. Foi ela quem recebeu uma notificação do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) informando que o governo federal havia iniciado o processo de deportação da criança. Mosquera também relatou que foi informada de que, com a prisão da mãe, o processo migratório de Wilfredo passou a tramitar separadamente. Desde então, ela tenta obter mais informações junto às autoridades sobre o caso e busca assistência jurídica para o menino. Impactos emocionais Depois da detenção da mãe, Wilfredo passou a apresentar sinais de abalo emocional. Segundo sua tutora, ele perdeu peso e seu desempenho escolar caiu. Ao falar sobre a ausência de Nexoli, o menino destacou a mudança na rotina e no apoio emocional que recebia. "Ela costumava me encorajar muito. Ela ainda me encoraja, mas não é a mesma coisa", disse à Univision. A situação levou Joaquin Castro a fazer um apelo público ao DHS Em publicação na rede X, o parlamentar afirmou que o menino não deveria estar sendo tratado como um infrator. “Wilfredo tem 10 anos. Na semana passada, ele se representou no tribunal de imigração. Sua mãe, Nexoli, foi detida em Houston e está presa, longe do filho, desde dezembro”, escreveu o congressista. Castro afirmou ainda que o governo pretende deportar o garoto para o Equador, embora ele nunca tenha vivido no país. “Ele deveria ser tratado como uma criança, não como um criminoso”, acrescentou. A publicação foi compartilhada posteriormente por Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, que afirmou que situações como essasão comuns no sistema migratório americano. “Dizer que uma criança de 10 anos se representou sozinha em um tribunal de imigração parece uma afirmação distópica, mas isso é relativamente comum em nosso sistema”, escreveu. Ele também criticou medidas adotadas durante o governo de Donald Trump, afirmando que uma das primeiras ações da administração foi retirar financiamento da assistência jurídica gratuita para crianças imigrantes. O Departamento de Segurança Interna ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação dessa reportagem. ** Com Agências **
- Trump sanciona projeto para financiar Departamento de Segurança Interna após longa paralisação por operações do ICE
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta quinta-feira a lei que financia as agências do Departamento de Segurança Interna (DHS), incluindo o Serviço Secreto e a Administração de Segurança dos Transportes, pondo fim à paralisação parcial que tem afetado as operações do DHS há quase 11 semanas. O impasse foi rompido quando a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovou por unanimidade um projeto de lei aprovado pelo Senado que os conservadores se recusaram a considerar no mês passado A Câmara aprovou a legislação enquanto as autoridades advertiam que o financiamento atual estava prestes a se esgotar, ameaçando o caos nos aeroportos e apresentando possíveis vulnerabilidades à segurança nacional. Isso representou uma vitória para Trump e para o líder da maioria no Senado, John Thune, que havia pressionado os republicanos da Câmara a aprovar o projeto de lei sem modificações. A legislação, que o Senado aprovou por unanimidade duas vezes, em 27 de março e 2 de abril, financiará as agências do DHS que não estão envolvidas na repressão à imigração de Trump até 30 de setembro, o final do ano fiscal de 2026. Essas agências incluem a FEMA, a Guarda Costeira dos EUA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura. Pedidos para avançar com o projeto de lei mais amplo do DHS se intensificaram após o tiroteio de sábado no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, onde os promotores dizem que um homem tentou assassinar Trump. O escritório de orçamento da Casa Branca também alertou que as operações de segurança interna afetadas não poderiam pagar os funcionários em maio, que começa. Os republicanos da linha-dura da Câmara e outros conservadores se opuseram ao projeto de lei do DHS porque sua linguagem omitia o financiamento para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e para a Patrulha de Fronteira, após a morte a tiros de dois cidadãos norte-americanos por agentes de imigração em Minneapolis. Os líderes republicanos conseguiram amenizar a situação na quarta-feira, aprovando um projeto orçamentário de US$70 bilhões aprovado pelo Senado para fornecer dinheiro novo para o ICE e a Patrulha de Fronteira, o que permitiu que os comitês do Congresso começassem a redigir uma legislação de financiamento separada para essas agências. Os republicanos esperam aprovar essa legislação em maio, usando um procedimento especial de "reconciliação orçamentária" que lhes permite contornar a oposição democrata no Senado. As duas agências de fiscalização de imigração receberam mais de US$130 bilhões em financiamento no ano passado por meio do mesmo procedimento -- um grande impulso que Trump solicitou para realizar sua campanha maciça de deportação de imigrantes. O financiamento para a maior parte do DHS acabou em 14 de fevereiro, quando os democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira. Os democratas insistiram que a fiscalização da imigração estivesse sujeita às mesmas regras operacionais das forças policiais dos Estados Unidos, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares. Mas semanas de negociações terminaram em um impasse. ** Com Reuters **
- Homem acusado de tentativa de assassinato de Trump concorda em permanecer sob custódia
WASHINGTON - O homem acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma festa de gala para a imprensa em Washington concordou, nesta quinta-feira, em permanecer sob custódia enquanto seu processo avança. O suspeito, Cole Allen, de 31 anos, não contestaria imediatamente os argumentos dos promotores de que ele é um perigo para a comunidade e deveria permanecer na prisão, disse sua advogada, Tezira Abe, durante uma audiência no tribunal. Allen supostamente invadiu um posto de controle de segurança e disparou uma espingarda do lado de fora do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca no sábado. Os promotores argumentaram que Allen planejou cuidadosamente atacar Trump e outras autoridades de seu governo enquanto eles jantavam com cerca de 2.600 jornalistas, políticos e outros em um salão de baile no hotel Washington Hilton. Eles alegaram em um processo judicial que Allen viajou de trem de sua cidade natal na Califórnia para Washington armado com a espingarda, um revólver calibre 38, bem como facas e punhais e estava "disposto a cometer um tiroteio em massa dentro de uma sala cheia de autoridades do mais alto escalão do governo dos EUA". Allen é acusado de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime de violência e transporte ilegal de armas e munições através de fronteiras estaduais. Ele ainda não se declarou culpado. Nos autos do processo, seus advogados de defesa destacaram o que chamaram de falhas no caso do governo, incluindo dúvidas sobre se Allen atirou em um agente do Serviço Secreto dos EUA, como as autoridades alegaram inicialmente. ** Com Reuters **
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