Apresentador da Fox News recebe críticas após sugerir 'injeção letal' para pessoas em situação de rua
- Rádio Manchete USA

- 15 de set. de 2025
- 2 min de leitura

NOVA YORK - O apresentador americano Brian Kilmeade, da Fox News, provocou uma onda de reações negativas após sugerir a execução de pessoas em situação de rua durante o programa Fox & Friends, na última quarta-feira. O comentário ocorreu em meio à discussão sobre o assassinato de Iryna Zarutska, jovem ucraniana de 23 anos morta dentro de um trem em Charlotte, na Carolina do Norte.
Ao lado dos colegas Lawrence Jones e Ainsley Earhardt, Kilmeade reagiu à fala de Jones, que defendia a prisão de quem recusasse ajuda pública.
"Ou injeção letal involuntária, ou algo assim. Só mata eles", disse o apresentador.
A declaração, imediatamente considerada insensível e desumana, ganhou repercussão nas redes sociais ao longo do fim de semana.
Retratação
Diante da pressão, Kilmeade voltou ao ar no domingo e pediu desculpas. Admitiu que sua fala foi “extremamente insensível” e reconheceu que estava errado ao propor o uso de injeção letal.
"Estou obviamente ciente de que nem todas as pessoas sem-teto com doenças mentais agem como o agressor na Carolina do Norte e que muitas pessoas em situação de rua merecem nossa empatia e compaixão", afirmou.
A reação de organizações de apoio à população vulnerável foi imediata. Christine Quinn, presidente da Win, que acolhe famílias sem-teto em Nova York, classificou o comentário como “totalmente desprovido de humanidade” e chegou a convidar o apresentador para trabalhar como voluntário em um abrigo. A Fox News não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
O episódio reacendeu debates sobre a responsabilidade da mídia em relação a discursos extremistas. No mesmo dia, em Utah, o ativista conservador Charlie Kirk foi assassinado, o que reforçou as preocupações sobre a ligação entre falas de ódio e violência. Paralelamente, a MSNBC demitiu o comentarista Matthew Dowd após associar explicitamente esse tipo de retórica a ações violentas.
O crime que motivou a discussão envolveu Decarlos Brown Jr., homem em situação de rua diagnosticado com esquizofrenia e com histórico de violência. Sua mãe havia solicitado recentemente internação involuntária. A vítima, Iryna Zarutska, havia fugido da guerra na Ucrânia e se mudado para os Estados Unidos em busca de segurança.
** Com Agência Globo **

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