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Aumento o número de turistas que evitam os EUA


NOVA YORK - Os Estados Unidos deveriam estar atingindo níveis recordes de turismo já que é um dos anfitriões da Copa do Mundo da FIFA, além de comemorar o centenário da Rota 66 e os 250 anos da sua independência em 2026. Mas o número de visitantes segue uma linha decrescente.


No ano passado, a entrada de estrangeiros no país registrou uma queda em 5,4%, enquanto o resto do mundo observou crescimento de 4%, segundo o Barômetro Mundial do Turismo.


O número de canadenses que visitam os EUA caiu em 22% em 2025, em relação ao ano anterior. O índice representa a maior redução do mercado turístico global.


De acordo com especialistas, uma série de fatores contribuem para isso. Recentemente, viajantes vivenciaram tempos de espera de até quatro horas em aeroportos americanos — os mais longos dos 24 anos de história da Administração de Segurança do Transporte (TSA, na sigla em inglês).


A culpa foi de uma paralisação parcial do governo federal iniciada em meados de fevereiro, ela já é a mais longa da história do país.


Como o Congresso não aprovou um orçamento para o funcionamento da agência aeroportuária, fiscais da TSA trabalharam sem receber por mais de um mês. Com isso, milhares deles suspenderam os trabalhos e mais de 500 se demitiram.


Uma ordem presidencial assinada no dia 30 de março restaurou os pagamentos dos funcionários da TSA e pretende reduzir significativamente os tempos de espera dos aeroportos. Mas as manchetes e as fotos de longas filas são mais um dentre uma série de obstáculos enfrentados atualmente pelo setor de viagens e turismo dos EUA.


A presença contínua de agentes do ICE nos aeroportos americanos também não parece ajudar a promover a imagem do país.


Os agentes do ICE foram originalmente destacados para auxiliar na falta de funcionários da TSA. Mas o secretário de Transporte, Sean Duffy, declarou que eles permanecerão "pelo tempo que for necessário"..


Sandra Awodele nasceu na Nigéria, mas é cidadã americana naturalizada. Ela afirma que a presença do ICE a deixou mais alerta.

"Com o ICE detendo pessoas que podem ou não ser cidadãos e se desculpando posteriormente se estiverem errados, precisei mudar meus planos de viagem algumas vezes, quando o aeroporto aonde estiver chegando tem grande presença do ICE", ela conta.


"Nunca tive nenhum problema, mas, agora, receio que possa vir a ter, devido aos procedimentos e protocolos que talvez eu desconheça. É assustador."


O envio de agentes do ICE aos aeroportos é apenas um dentre uma série de rápidas mudanças de políticas que confundem alguns viajantes internacionais.


Uma combinação de sentimento antiamericano causado por algumas das políticas do presidente Trump e das longas esperas ainda vivenciadas por alguns viajantes em muitos aeroportos americanos fez com que alguns ponderassem se esta é a época adequada para visitar a terra do Tio Sam.


Além disso, guerra atual dos EUA e Israel contra o Irã, que vem aumentando a ansiedade e o custo das passagens aéreas, não mostra sinais de relaxamento.


O chefe de relações governamentais da Associação de Viagens (o grupo lobista do setor de viagens americano), Erik Hansen, declarou que o setor de viagens do país reconhece a necessidade de reduzir as diferenças entre os temores dos viajantes e sua experiência real no campo.


Ele também destaca que muitos aeroportos criaram processos alfandegários rápidos que reduziram as filas para as chegadas internacionais, enquanto outros implementaram um processo de segurança prático para manter as filas andando com rapidez.


No momento, as discrepâncias entre as garantias oficiais e o desconforto dos viajantes permanecem sem solução.


** Com BBC **


 
 
 

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