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Babá brasileira é condenada a dez anos de prisão por assassinato na Virgínia


Juliana pouco antes da leitura da sentença no tribunal nesta sexta-feira
Juliana pouco antes da leitura da sentença no tribunal nesta sexta-feira

RESTON - A brasileira Juliana Peres Magalhães não conseguiu escapar da pena máxima e foi condenada nesta sexta-feira, 13, a dez anos de prisão pelo assassinato de um homem na Virgínia. A babá só deve sair da cadeia em 2033 mesmo após um acordo para testemunhar contra o ex-amante.


A juíza Penney Azcarate disse que embora a babá tenha sido fundamental no processo contra Brendan Banfield - que arquitetou o duplo homícidio que resultou na morte da própria mulher, Christine Banfield, e do desconhecido Joseph Ryan, "não merecia nada mais que a prisão e refletir a dor que causou".


Juliana - que foi contratada através do programa Au Pair em 2021 e se envolveu com o patrão no ano seguinte - confessou que disparou o segundo tiro que matou Ryan e contou detalhes do plano para se livrar de Christine.


Entre as dez razões que a juíza listou para condenar Juliana à pena máxima, estão a falta de empatia pelas vítimas durante o julgamento, o uso da filha de 4 anos do casal na cena do crime, a omissão de socorro aos pedidos de Christina e a criminalização da vítima.


Confissão

Juliana foi presa em outubro de 2023, acusada de matar Joseph Ryan em fevereiro daquele ano. Em 2024, firmou um acordo com a promotoria, declarou-se culpada por homicídio culposo para se livrar da pena máxima de dez anos de prisão. Em troca de uma pena mais branda, comprometeu-se a colaborar com a investigação e a testemunhar contra Banfield.


Apenas depois deste acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato, isso já mais de um ano depois, em setembro . Ele é acusado de esfaquear a própria mulher a atirar contra Ryan.


Segundo a brasileira, ela e o amante usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher.


Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento.


Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afimou a paulista na audiência de terça-feira.


A brasileira avisou o amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa.


Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse.


Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro.


O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher.


De acordo com as as autoridades do Condado de Fairfax, o marido esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia a matado.


No início do mês, um júri já condenou Brendan Banfield pelo assassinato de sua esposa, Christine, e de um inocente desconhecido, Ryan, em um plano complexo que envolveu o uso de um site de fetiches para atrair Ryan e simular uma invasão domiciliar. A condenação por homicídio qualificado acarreta automaticamente uma sentença de prisão perpétua.


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