Brasileira ex-cunhada de porta-voz de Trump é liberada do ICE sob fiança
- Rádio Manchete USA

- 8 de dez. de 2025
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NOVA YORK - Um juiz de imigração determinou nesta segunda-feira, 8, a libertação de Bruna Ferreira, 33, ex-cunhada da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sob fiança de US$ 1,5 mil. Morando nos Estados Unidos desde os seis anos de idade, a brasileira foi detida pelo ICE no dia 12 de novembro, acusada de estar no país ilegalmente.
Bruna é mãe de um menino de 11 anos, cuja guarda ela compartilha com Michael Leavitt, irmão de Karoline. Mas autoridades ligadas ao Departamento de Segurança Interna (DHS) alegaram que ela é uma mãe ausente, fato negado por ela.
A brasileira aguarda agora ser solta do centro de detenção do ICE em Louisiana, que tem sido destino frequente de imigrantes presos por todo o país e usualmente o último lugar antes do embarque para deportação. A escolha do estado é atribuída a autoridades locais que são mais alinhadas ao governo Trump e ao ICE do que em outros lugares.
Segundo a defesa da brasileira, Bruna está sob proteção do Daca, um programa criado pela gestão Barack Obama para regularizar o status de permanência daqueles que chegaram quando eram crianças no país. Ela não tem antecedentes criminais, conforme confirmado pela imprensa americana.
Desde a detenção, a Casa Branca descreve Bruna como uma criminosa e diz que ela é uma mãe ausente na vida do filho, do ex-companheiro e de Karoline, ferrenha defensora da campanha do presidente para deportar milhões de pessoas. O governo afirma ainda que Bruna e Karoline não conversam há anos e que a brasileira nunca morou com o próprio filho.
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Em entrevista ao jornal The Washington Post, Bruna falou sobre sua relação com a secretária de Imprensa. "Pedi a Karoline para ser a madrinha do meu filho, no lugar da minha única irmã. Cometi um erro ao confiar neles. Não consigo imaginar por que estão criando essa narrativa", afirma.
Na entrevista, ela mostrou fotos de família, registros do tribunal e seu perfil nas redes sociais. Ela afirmou que, um dia, considerou Karoline como sua irmã.
Bruna relatou ao jornal que conheceu Michael Leavitt em uma festa. Eles ficaram noivos e tiveram um filho enquanto viviam em New Hampshire, mas a relação teria se desgastado e terminado antes do casamento, em 2011. Desde então, eles dividem as obrigações com a criança, de acordo com o relato de Bruna e com documentos judiciais.
A brasileira disse se sentir ofendida com as calúnias ditas sobre ela pela Casa Branca e pelo DHS, que coordena o ICE. Ela afirma que seu filho é parte da família Leavitt e que vê os parentes do ex-companheiro com frequência.
Bruna afirma considerar absurda a declaração de que não convive com o filho. De acordo com o depoimento, antes da prisão, ela geria dois negócios de limpeza e vestuário, além de levar o filho à escola, ir a jogos escolares, dar presentes e procurar dar ao filho "tudo o que um jovem precisa", segundo disse ao jornal americano.
**Com informações do Post e da agência Folha**

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