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Brasileiros da cúpula da Legacy são presos por fraude e extorsão

Atualizado: há 1 dia


Além dos quatro líderes da Legacy, outros 10 funcionários também foram detidos em Orlando
Além dos quatro líderes da Legacy, outros 10 funcionários também foram detidos em Orlando

ORLANDO – Após meses de investigação, oficiais do escritório do xerife do Condado de Orange em Orlando, na Flórida, prenderam na segunda-feira, 20, toda a cúpula do Legacy Group, que se apresentava como advogados de imigração e são acusados de extorsão, fraude e falsidade ideológica.


O ditado popular ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’ provavelmente seja a expressão que melhor represente o escândalo envolvendo o Legacy Group. Em julho de 2024 a MANCHETE USA publicou reportagem revelando a ‘venda de asilo e green card’ feita pelos representantes do escritório.


Em áudios aos quais a MANCHETE USA teve acesso, funcionários da Legacy se apresentavam como advogados e ofereciam ‘a oportunidade de ficar legal nos EUA’.

“Eu não vou te vender o asilo convencional, vou te vender o ‘defensivo’ criado pelo presidente Joe Biden”, diz o representante da Legacy. “E logo após a entrada nos documentos você vai receber o social security, o work permit e vai poder tirar até sua drive (referência à carteira de motorista) e fica bem no país”, completa.


Especialistas consultados pela reportagem citam que após o escândalo da blogueira e jornalista brasiliense Patrícia Lélis, acusada nos Estados Unidos de se passar falsamente por uma advogada de imigração e de fraudar seus clientes em aproximadamente US$ 700 mil, alguns escritórios passaram a ser observados por práticas ilegais de divulgação.


Em entrevista à rádio MANCHETE USA na manhã de terça-feira, 21, o advogado Danilo Brack cita que o escândalo vai atingir a outros estelionatários. Usando a expressão ‘quem avisa amigo é’, ele lembra que há um ano já havia citado a fraude cometida pela Legacy e que em breve outros fraudadores também devem cair.


Entre os presos no Condado de Orange estão os brasileiros Ronaldo de Campos, Juliana Colucci, Vagner Soares de Almeida e Lucas Trindade, todos acusados de extorsão, fraude e falsidade ideológica. Outros 10 funcionários da empresa também foram detidos na operação desta segunda-feira.


Esses 14 presos usavam as redes sociais para atrair vítimas, em sua maioria brasileiros em situação irregular nos EUA. Nos anúncios diziam que ‘todos teriam acesso à legalização’. Algumas potenciais vítimas eram contactadas por telefone com a ‘oferta de asilo’.


Casos semelhantes estão acontecendo em todo o país. Em New Jersey, o Tribunal Superior do Estado aplicou em 2024 sanção disciplinar a um advogado autônomo que violou regras de conduta profissional, entre elas a publicidade enganosa. 


De acordo com a Comissão de Revisão Disciplinar do Tribunal, que recomendou a sanção, o advogado Alan Walkow anunciou na internet, por exemplo, que seu escritório tinha “os honorários mais baixos do estado”. 


Aparentemente, um erro crasso: “É difícil ver como o advogado pode substanciar tal declaração, uma vez que ele não sabe quais são os honorários de todos os escritórios de advocacia do estado”, diz o relatório. Obviamente, essa é uma “declaração falsa ou enganosa”.


Danilo Brack disse também que já recebeu em seu escritório vítimas da Legacy que sequer tiveram seus casos levados ao Serviço de Imigração. “Eles falsificavam protocolos. As pessoas achavam que seus casos estavam indo para a frente e eles jamais haviam saído da gaveta”, afirma.


A orientação para quem fez negócio com a Legacy é procurar imediatamente um advogado licenciado para ficar ciente sobre sua situação.

 


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