EUA acusam homem baleado por agente da Patrulha de Fronteira em Portland
- Rádio Manchete USA

- 13 de jan.
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PORTLAND - O venezuelano baleado por um agente de patrulha de fronteira na semana passada em Portland, Oregon, foi acusado nesta segunda-feira, 12, de agressão a policiais federais, informou o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos.
Luis Nino-Moncada enfrenta acusações de agressão agravada a um agente federal e depredação de propriedade federal. A denúncia ressalta que ainda que o réu bateu repetidamente com seu carro no veículo vazio dos agentes. Ele volta ao tribunal na quarta-feira, 14.
O incidente em Portland ocorre em meio ao aumento das tensões relacionadas aos esforços de deportação em massa do presidente Donald Trump, e após um agente de imigração do ICE atirar e matar uma mulher em Minneapolis, Minnesota, um dia antes.
Segundo as autoridades, Nino-Moncada, baleado no braço e atualmente sob custódia do FBI, tem ligações com a gangue venezuelana Tren de Aragua e está nos EUA ilegalmente.
O agente da patrulha de fronteira atirou nele e em uma mulher que estava no carro por medo de que Nino-Moncada "pudesse atingir a eles e a outros agentes da Patrulha de Fronteira com o veículo alvo", afirma o DOJ.
O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona a patrulha de fronteira, disse na semana passada que Nino-Moncada teria usado seu carro como arma.
Não há imagens das câmeras dos uniformes dos agentes nem de segurança sobre o incidente.
A mulher foi identificada pelo DHS como Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras, que, segundo as autoridades federais, também está nos EUA ilegalmente. Ela foi baleada no peito.
Yorlenys foi presa pelo CBP ao entrar no país pela froteira com o México há três anos e solta, mas nunca compareceu à Corte conforme o determinado.
O DOJ alega que ela também tem vínculos com a gangue venezuelana, estava envolvida com prostituição e já esteve envolvida em um tiroteio em Portland.
Após o tiroteio, a dupla fugiu no veículo, dirigindo cerca de três quilômetros a nordeste antes de pedir ajuda médica.
**Com Reuters**

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