Fim de semana é marcado por atos contra políticas de Trump
- Rádio Manchete USA

- 7 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

WASHINGTON - O fim de semana nos Estados Unidos e no mundo foi marcado com protestos contra as políticas do presidente Donald Trump em um momento em que os países reagem ao tarifaço do republicano e o americanos reclamam da medidas sociais, econômicas e anti-imigrantes implementadas em quase três meses.
A coalizão composta por dezenas de grupos de esquerda, como MoveOn e Marcha das Mulheres, convocou manifestações sob o lema "Hands Off" (tire suas mãos) em mais de mil cidades americanas. Segundo os organizadores, cerca de 600 mil pessoas aderiram aos atos nos EUA e em outros países. Em Washington, pelo menos 5.000 se reuniram perto da Casa Branca.
Os manifestantes atacaram as medidas da administração Trump de despedir milhares de funcionários federais, fechar escritórios da Administração da Segurança Social, fechar agências inteiras, como a USAID, deportar imigrantes, reduzir as proteções para pessoas transgênero e cortar o financiamento federal para programas de saúde.
Os cartazes e gritos das multidões reforçavam o sentimento de rejeição, com frases como “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou” e “Parem o mal”.
Mundo
O movimento ganhou apoio de manifestantes em cidades da Europa. Houve atos em capitais como Paris, Roma, Londres e Berlim.
Cerca de 200 organizações pró-Palestina fizeram parte dos atos diante da ofensiva do presidente contra estudantes de universidades que participaram de manifestações anti-Israel no ano passado.
O governo já prendeu ao menos três alunos de prestigiadas universidades, sob a acusação (sem evidências) de que apoiam o grupo terrorista Hamas, e agora tenta deportá-los.
O professor de ciência política de Columbia, Robert Shapiro, afirma que o tamanho dos atos deste sábado pode ser um indício de que a oposição tenha espaço para ganhar corpo.
"Teremos que ver como isso se desenrola. As eleições na terça [em Wisconsin] mostram que há uma crescente na oposição, de raiva contra os republicanos", diz. "A principal coisa a observar é o efeito das tarifas. Trump entrou dizendo que iria melhorar a economia, tornar a vida das pessoas melhor do que nunca. E a primeira coisa que fez foi impor tarifas que, por todos os sinais, basicamente devastarão a economia."
Popularidade
Por outro lado, a Casa Branca minimizou os protestos, afirmando que o presidente ainda conta com forte apoio entre suas bases eleitorais.
Mas na última semana uma pesquisa da Pew Research mostrou que sete em cada dez adultos nos EUA dizem que têm acompanhado as notícias sobre ações e iniciativas do governo muito (31%) ou razoavelmente (40%) de perto. Dois terços desse grupo afirmam que o fazem por estarem preocupados com os atos do presidente.
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