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Flórida negocia com governo federal fechamento de prisão "Alcatraz dos Jacarés"


O presidente Donald Trump fez questão de comparecer à inauguração do "Alcatraz dos Jacarés" no ano passado
O presidente Donald Trump fez questão de comparecer à inauguração do "Alcatraz dos Jacarés" no ano passado

TALLAHASSE - A Flórida negocia com o governo federal o fechamento da "Alcatraz dos Jacarés", um centro de detenção de imigrantes símbolo da campanha de deportação do presidente Donald Trump.


Autoridades do centro inaugurado em julho de 2025 em Everglades informaram aos fornecedores na tarde de terça-feira, 12, que o local seria fechado, segundo um funcionário federal e três pessoas a par das operações do local que pediram anonimato porque ainda não há informação pública sobre o assunto.


Os detidos da "Alcatraz dos Jacarés" devem ser transferidos da instalação até o início de junho e que o centro será desmontado nas semanas seguintes, às vésperas do início da temporada de furações na região.


Entretanto, não está claro para onde os detidos irão; o governo federal administra muitos outros centros de detenção, inclusive na Flórida.


O centro de Everglades, administrado pelo Estado, abrigava cerca de 1.400 detidos no mês passado, de acordo com dados do ICE.


Os detalhes chegam dias depois que o The New York Times noticiou que a Flórida está em negociações com o governo Trump para fechar o centro, cuja operação custou ao estado centenas de milhões de dólares desde sua inauguração em julho passado. O governador Ron DeSantis confirmou após a publicação da matéria que autoridades federais e estaduais haviam discutido o fechamento do local.


A Divisão de Gestão de Emergências da Flórida, que opera o centro, nem o gabinete de DeSantis responderam imediatamente a um pedido de comentário.


Já o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou em comunicado que a agência "avalia continuamente as necessidades e requisitos de detenção para garantir que atendam aos mais recentes requisitos operacionais".



Detentos, seus familiares e advogados, bem como ativistas de imigração, têm denunciado repetidamente as condições insalubres e desumanas no presídio. Autoridades estaduais têm consistentemente rejeitado tais descrições e as classificado de falsas.


Quando questionado sobre o futuro do centro nesta segunda, DeSantis não deu a entender que uma decisão fosse iminente. Falando a repórteres em Fort Myers ele disse que autoridades federais não lhe haviam comunicado que queriam o presídio fechado. Mas acrescentou que, se o governo federal parasse de enviar presos, o estado não o manteria aberto.


DeSantis sugeriu que um segundo centro de detenção administrado pelo estado, a oeste de Jacksonville, permanecerá aberto mesmo que o centro de Everglades seja fechado e advertiu seus colegas republicanos para que não abandonem sua posição agressiva em relação à fiscalização da imigração antes das eleições de meio de mandato de novembro. "Acho que seria um grande problema político abandonar a missão de deportação", disse.


Autoridades do DHS concluíram que o centro de Everglades é ineficaz e muito caro de se manter. O governo DeSantis tem gasto mais de US$ 1 milhão (R$ 4,9 milhões) por dia para manter o local, que fica em uma área isolada entre Miami e Naples.


A Flórida ainda não recebeu o reembolso federal de US$ 608 milhões que solicitou para manter o centro por cerca de um ano.


Alguns fornecedores privados contratados pelo estado para ajudar a operar o presídio têm enfrentado dificuldades para arcar com os custos. Um deles que pediu anonimato por medo de represálias do Estado, disse em uma entrevista na semana passada que o estado não pagava algumas faturas há mais de 200 dias.


Ter fornecedores em dificuldades financeiras pode ser problemático para a Flórida quando a temporada de furacões começar, em 1º de junho. Muitos dos mesmos fornecedores que trabalham no centro de detenção também seriam obrigados a responder a um furacão —por exemplo, para remover detritos após uma tempestade. Sua capacidade de resposta pode ser limitada sem dinheiro suficiente para arcar com esses custos, alertou o fornecedor na entrevista.


DeSantis disse em uma entrevista coletiva em Miami na semana passada que não tinha conhecimento de nenhum atraso nos pagamentos aos fornecedores e encaminhou as perguntas à divisão de gestão de emergências do estado.



** Com Agências **



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