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DHS acusa brasileiros de ser membros de gangue para justificar detenção de menor


MARLBOROUGH - Após a repercursão da detenção da brasileira de 14 anos em Marlborough, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, em inglês) justificou que a medida foi adotada para proteger a menor. Segundo o órgão, ela estava acompanhada por "dois imigrantes ilegais do Brasil e suspeitos de pertencer à gangue Primeiro Comando de Massachusetts", mas não lista crimes associados aos indivíduos.


Em nota, o DHS afirma que os alvos da operação da tarde de terça-feira, 10, eram , Igor José Cordeiro Ferreira, 28 anos, e Lucas da Silva Senes de Almeida, 25. “O ICE não prendeu uma menina de 14 anos — nossos agentes a [RESGATARAM] de supostos membros de gangue”, escreveu a secretária adjunta do DHS, Lauren Bis.



O governo federal afirma que agentes do ICE levaram a criança até a delegacia da cidade com a intenção de localizar o pai de B.E.S, como ela foi identificada pelas autoridades. Sem sucusso, a menor foi levada para o JFK Building, escritório do ICE em Boston, e em seguida transferida para o Escritório de Reassentamento de Refugiados em Nova York, onde permaneceu detida até a quinta-feira, 12, quando foi entregue à guarda dos tios para obedecer uma ordem judicial .


A defesa da menor alega que os suspeitos são amigos dos irmãos com quem a menina estava morando desde que o pai teve problemas com a Justiça. B.E.S migrou para os EUA em 2019, quatro anos antes da mãe morrer.


Abordagem

Segundo o ICE, os agentes estavam atrás de Ferreira e Almeida que estariam ligados ao Primeiro Comando de Massachusetts, um braço da organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital. Não há informações dos crimes pelos quais eles seriam acusados.


Uma busca no sistema de dados da Justiça de Massachusetts mostra apenas três casos por infrações no trânsito, todos fechados, em nome de Ferreira. Nada consta sobre Almeida.


Entretanto, o ICE alega que o veículo em que os imigrantes estavam é ligado a uma suposta tentativa de invasão domiciliar ocorrida no início do mês em Walpole.


A polícia da cidade diz que o crime está sob investigação e não fornece detalhes.


Informações do DHS revelam que Cordeiro Ferreira entrou ilegalmente nos EUA em 2022. Após ser detido pela Patrulha de Fronteira no setor de San Diego, na Califórnia, ele foi liberado sob compromisso de comparecimento na corte.


Já Da Silva Senes de Almeida não deixou o país em 2024, como exigido pelas condições de seu visto.


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