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Lyons defende ICE em sabatina no Congresso


Em seu discurso de apresentação, Lyons disse que o ICE não vai recuar e que o trabalho está só começando
Em seu discurso de apresentação, Lyons disse que o ICE não vai recuar e que o trabalho está só começando

WASHINGTON - O diretor interino do ICE, Todd Lyons, defendeu as ações da agência ao ser sabatinado no Congresso na terça-feira, 10, sobre a violência da polícia de imigração em uma semana decisiva no Congresso para liberar mais recursos para as operações.


No comitê da Câmara, deputados dos dois partidos repudiaram as mortes de Renee Good e Alex Pretti em Minneapolis no mês passado. Enquanto os republicanos acusaram autoridades locais de não cooperarem com os agentes, a oposição democrata denunciou as mortes e outros abusos do ICE, como a detenção de um menino de apenas 5 anos e a repressão violenta aos manifestantes.


Lyons foi questionado pela oposição se ele pediria desculpas por integrantes do governo Trump terem acusado os americanos mortos de serem terroristas domésticos. "Não vou falar sobre nenhuma investigação em andamento”, respondeu.


Entrentanto Lyons responsabilizou líderes locais e manifestantes pela escalada do uso da força nas operações do ICE "que atrapalham o trabalho dos agentes".


Rodney Scott, chefe da polícia de fronteira (CBP), e Joseph Edlow, diretor do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS), também foram questionados na sabatina.


Os democratas exigem mudanças. Querem a obrigatoriedade de mandados judiciais para as operações do ICE e a restrição ao uso da força. Se nada for feito até o fim da semana, a oposição ameaça barrar o novo orçamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) que é responsável pelo ICE - e a área poderá ficar sem dinheiro.


O presidente Donald Trump vinha apostando na pauta anti-imigração para conseguir manter a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de novembro para o Congresso. Só que os republicanos estão preocupados com a repercussão da violência em Minnesota e até mesmo com as críticas do presidente à apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, que vem levantando a voz contra as ações do ICE. Eles temem a reação negativa entre o eleitorado latino.


Uma pesquisa do “New York Times” e da Siena College, de janeiro, mostrou que 59% dos latinos desaprovavam o desempenho de Trump.


**Com Agências **


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