Mulher dá à luz em rodovia após ter atendimento negado em hospital em Indiana
- Rádio Manchete USA

- 9 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

CROWN POINT - Uma mulher que teve a internação rejeitada por um hospital durante o parto e acabou dando à luz no meio de uma rodovia em Indiana acredita que foi vítima de racismo.
Mercedes Wells, que teve o quarto filho no dia 16 de novembro, tentou dar entrada Hospital Franciscan Health, de Crown Point, mas foi orientada a ir embora e voltar depois porque estava com apenas 3 cm de dilatação.
"Minha filha está sendo expulsa deste hospital, e ela está em trabalho de parto ativo", afirma Sana Strickland, mãe de Mercedes em imagens gravadas no dia.
Segundo Mercedes, a enfermeira não acreditou que ela estava prestes a dar à luz, mesmo com contrações ocorrendo a cada minuto.
Após ser rejeitada, a mulher partiu com o marido, Leon Wells, em busca de outro hospital no Condado de Lake. Oito minutos mais tarde, no entanto, o bebê veio ao mundo no carro, em plena rodovia.
O parto foi realizado por Leon que recebeu orientações dos atendentes do 911 (serviço de emergência dos EUA) por telefone no momento. "Ela (Mercedes) disse: 'Preciso fazer força.'... Ele estava dirigindo com uma mão, arrancou a calça dela com a outra, olhou para baixo e disse que conseguia ver a cabeça do bebê (...).
"Ele depois pegou um cobertor, segurou o bebê e o colocou no peito da minha cunhada, com o cordão umbilical ainda conectado, e eles continuaram dirigindo.", contou Cherice Joy Thompson, irmã de Leon, à CBS.
Mercedes e a filha, Alena, foram levadas ao Munster Community Hospital, a meia hora do local de onde foram rejeitadas.
A experiência de Mercedes não é incomum entre mulheres negras nos Estados Unidos . O racismo estrutural leva a grandes disparidades na saúde, como revelam dados da taxa de mortalidade materna do país obtidos pela DW.
Em 2022 e 2023, a cada 100 mil bebês nascidos vivos, uma média de 50 mulheres negras morreram, em comparação com uma média de 17 mulheres brancas. Ou seja, mulheres negras têm três vezes mais chances de morrer durante o parto do que mulheres brancas.
"Estou feliz que ela esteja aqui, mas estou com raiva. Estou frustrado. Sabe... por quê? Estamos em 2025", diz Leon Wells, marido de Mercedes.
O Hospital Franciscan Health Crown Point afirma que tanto a enfermeira quanto o médico envolvidos no caso foram demitidos. Agora, a instituição quer tornar obrigatório o “treinamento em competência cultural” para toda a equipe de obstetrícia.
** Com Agências**

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