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Nevascas provocam mortes e caos de Norte a Sul dos EUA

Em Nova York, o domingo teve poucas pessoas nas ruas devido ao estado de emergência  Foto: AFP
Em Nova York, o domingo teve poucas pessoas nas ruas devido ao estado de emergência Foto: AFP

NOVA YORK - Grande parte dos Estados Unidos passou este fim de semana sob uma das maiores tempestades de neve dos últimos 40 anos, colocando cerca de 185 milhões de pessoas diante de alertas meteorológicos e levando 23 estados, do Sul ao Nordeste, a decretarem situação de emergência. O frio extremo já provocou ao menos duas mortes e causou impactos severos no transporte aéreo e no fornecimento de energia.


De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, dois homens do condado de Caddo morreram de hipotermia, mortes atribuídas diretamente às condições climáticas extremas provocadas pela tempestade.


A tempestade também deixou mais de 1 milhão de consumidores sem energia elétrica em todo o país, aumentando a preocupação com o risco de novos casos de hipotermia, especialmente entre populações vulneráveis. Até a manhã deste domingo, o site de monitoramento PowerOutage.us mostrava mais de 900 mil clientes sem energia elétrica, principalmente no sul, onde a tempestade começou no sábado.


Outros 250 mil clientes residenciais e comerciais ficaram sem energia no Tennessee, enquanto Texas, Mississippi e Louisiana, onde esse tipo de tempestade é raro, registraram cerca de 100 mil cortes de energia cada. Dezenas de milhares de casas também foram afetadas no Kentucky (centro-leste) e na Geórgia (sudeste).


Os impactos se estendem ao setor aéreo. Mais de 10 mil voos programados para este sábado foram cancelados, além de outros 2 mil do domingo, segundo dados do setor, afetando milhões de passageiros.


Grande parte das regiões central e leste do país enfrenta sensações térmicas entre –20 °C e –30 °C e temperaturas de 10 a 40 graus abaixo da média histórica. Meteorologistas alertam que o vento intenso agrava ainda mais o risco à saúde.


Considerada pelos meteorologistas como um dos piores episódios de inverno das últimas décadas nos Estados Unidos, a tempestade causou intensa queda de neve e acúmulo de gelo com consequências potencialmente "catastróficas", de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês).


Autoridades do Texas, Nova York e Massachusetts pediram aos moradores que permanecessem em casa devido às condições perigosas.

Nevou também em toda a região central dos Estados Unidos, incluindo Kansas, Oklahoma e Missouri, onde algumas áreas já registravam 20 centímetros de neve acumulada na noite de sábado, segundo o NWS.


Voos cancelados e supermercados vazios


Os moradores de Washington acordaram com uma camada de vários centímetros de neve nas calçadas e ruas, com previsão de granizo durante o dia. O presidente Donald Trump disse no sábado em sua plataforma Truth Social: "Continuaremos monitorando e em contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e abrigados!". Os escritórios federais permanecerão fechados por precaução na segunda-feira.


Os aeroportos em Washington, Filadélfia e Nova York tiveram quase todos os seus voos cancelados para o dia. Mais de 15 mil voos de e para os Estados Unidos foram cancelados durante o fim de semana, e milhares de outros sofreram atrasos, de acordo com o site FlightAware.


A tempestade, descrita como "excepcionalmente grande e duradoura" pelo NWS, é causada pela chegada de uma massa de ar ártico vinda do Canadá. Cientistas observam que as perturbações no vórtice polar, que enviam essas massas de ar ártico em direção ao resto da América do Norte, tornaram-se mais frequentes nos últimos 20 anos. Isso pode ser devido ao aquecimento relativamente rápido do Ártico, que enfraquece a faixa de ventos que normalmente isola a atmosfera sobre essa zona polar.


As temperaturas congelantes esperadas após a tempestade podem durar até uma semana, com sensação térmica prevista para cair abaixo de -45°C em algumas áreas.


Da Redação com agências



 
 
 

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