Secretária defende operações do ICE em sabatina no Senado
- Rádio Manchete USA

- 4 de mar.
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WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, se recusou nesta terça-feira, 3, durante uma sabatina do Comitê do Judiciário do Senado, a pedir desculpas por ter chamado de "terroristas domésticos" os americanos mortos em operações do ICE e disse que os seus agentes estão sob "constante ataque".
A chefe do DHS foi questionada por democratas que afirmam que os oficiais sob seu comando abusam do poder, usam força excessiva e violam os direitos constitucionais das pessoas para implementar a agenda do governo Trump.
O senador Dick Durbin, de Illinois, principal democrata na comissão, questionou Noem repetidamente sobre comentários que ela fez logo após as mortes de Renee Good e Alex Pretti, em incidentes diferentes, nos quais os retrataram como os agressores nos eventos que levaram às suas mortes. Ele exigiu que ela se desculpasse.
"Você e sua agência se apressaram em rotular essas vítimas como, abre aspas, terroristas domésticos", disse Durbin sobre os assassinatos em Minneapolis em janeiro. "Temos ampla evidência em vídeo e depoimentos de testemunhas oculares que comprovam que você está errada. Suas declarações causaram dor imensurável a essas famílias."
Noem disse que suas declarações se baseavam em informações de pessoas presentes no local. "Eu estava recebendo relatos de agentes no local e eu diria que era uma cena caótica, como vocês viram em Minneapolis e St. Paul", disse ela. A secretária acrescentou que seus agentes "trabalham para atingir os piores dos piores" e muitas vezes enfrentaram violência por parte dos manifestantes.
A mulher de confiança do presidente Donald Trump também foi criticada por republicanos. O senador John Kennedy, da Louisiana, quis saber por que seu departamento pagou mais de US$ 200 milhões por uma campanha publicitária na qual ela apareceu no ano passado incentivando imigrantes a deixarem o país voluntariamente e questionou se Trump sabia do valor antecipadamente.
Noem defendeu os anúncios, dizendo que foram eficazes e seguiram o processo regular de licitação do departamento.
"Bem, eles foram eficazes para aumentar o reconhecimento do seu nome", rebateu Kennedy.
As táticas de imigração do DHS provocaram impasse no Congresso sobre o financiamento regular da pasta, ainda não resolvido. No ano passado, porém, foi aprovado um projeto que garantiu reforço orçamentário para a política de deportações do governo federal.
Noem também deve depor nesta quarta-feira na Câmara dos Representantes.
** Com Agências **

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