top of page
Buscar

Papa diz que não tem intenção de entrar em debate com Trump e fala sobre paz


WASHINGTON - O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira, 13, que não tem "a intenção de entrar em um debate" com Donald Trump, em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos.


"Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz", declarou o papa americano aos jornalistas a bordo do avião que o transportou à Argélia. "Não tenho medo do governo Trump ou de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho", acrescentou.


No domingo (12), Donald Trump disse que não é um "grande fã" do papa Leão XIV, depois que o líder da Igreja Católica fez um apelo à paz. O presidente acusou o pontífice de "brincar com um país que quer uma arma nuclear".


"Não quero um papa que acha ruim que os EUA atacaram a Venezuela (...) e não quero um papa que critica o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo o que fui eleito, DE LAVADA, para fazer", prosseguiu Trump.


O republicano disse ainda que Leão, eleito em maio de 2025, só foi escolhido pelo Colégio Cardinalício graças a ele, Trump. "Ele deveria ser grato, porque, como todo mundo sabe, ele foi uma surpresa. Não estava em nenhuma lista, e só colocaram ele lá porque era americano e a Igreja achou que seria a melhor maneria de lidar com o Presidente Donald J. Trump", escreveu, se referindo a si mesmo na terceira pessoa.


"Leão deveria se ajustar, usar o senso comum, parar de tentar agradar a esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, e não um político", concluiu o presidente americano.


As relações entre a Santa Sé e Washington passam por um momento de tensão. Após as repetidas críticas de Leão 14 às guerras dos EUA, a imprensa americana relatou que o núncio apostólico aos EUA, equivalente a um embaixador, teria sido convocado ao Pentágono pelo governo Trump.


Lá, o cardeal Cristophe Pierre teria sido ameaçado pelos militares americanos, que teriam insinuado que poderiam usar força militar contra o Vaticano se Leão não interrompesse suas críticas. Especificamente, os membros do governo Trump teriam relembrado ao núncio apostólico a história do papado de Avignon —quando a Coroa francesa prendeu um pontífice e pressionou a Igreja a mudar a sede do papado para a França.


** Com AFP **


 
 
 

Comentários


bottom of page