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Rei Charles defende unidade entre EUA e Reino Unido em meio às tensões com o Irã

WASHINGTON - O rei Charles, do ‌Reino Unido, disse nesta terça-feira, 28, ao Congresso dos Estados Unidos que, apesar de uma era de incertezas, e de conflitos na Europa e no Oriente Médio, que os dois países sempre serão aliados firmes e unidos na defesa da democracia, em um momento de profundas divisões sobre a guerra com o Irã.


"Quaisquer que sejam nossas ⁠diferenças, quaisquer que sejam os desacordos que possamos ter, estamos unidos em nosso compromisso de ‌defender a democracia, de proteger todos os nossos povos e de saudar a coragem daqueles que diariamente arriscam suas vidas a serviço de nossos países", afirmou Charles a ‌parlamentares norte-americanos durante um raro discurso em uma reunião conjunta ‌do Senado e da Câmara dos Deputados dos EUA, e após uma prolongada ⁠ovação de pé durante sua entrada com a rainha Camilla.


Charles proferiu o discurso no segundo dia de uma visita de Estado aos EUA, em um momento de tensão nas relações entre os dois países, após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar repetidamente o primeiro-ministro do Reino Unido, sir Keir Starmer, pelo que Trump considera falta de ajuda na condução da ‌guerra contra o Irã.


"Venho aqui hoje com o maior respeito pelo Congresso dos Estados Unidos -- essa cidadela ‌da democracia criada para representar ⁠a voz de ⁠todo o povo norte-americano para promover direitos e liberdades sagrados", disse Charles.


Trump afirmou que Starmer, que recebeu ⁠alguns aplausos em seu país por não aderir ‌à ofensiva contra o Irã, ‌não era nenhum Winston Churchill, e menosprezou uma oferta posterior de assistência militar para defender aliados na região.


Antes do discurso, Charles se reuniu com os principais parlamentares republicanos e democratas após uma visita matinal à Casa Branca com Camilla, que incluiu uma ⁠reunião a portas fechadas entre o rei e Trump.


Os eventos fazem parte de uma visita aos EUA destinada a reforçar os laços forjados entre o Reino Unido e sua ex-colônia ao longo dos 250 anos desde a independência norte-americana.


O rei foi apenas o segundo soberano britânico a discursar no Congresso dos ‌EUA. Sua mãe, a rainha Elizabeth, discursou para as duas Casas em 1991.


Amizade

Mais cedo, durante uma cerimônia de recepção ao ar livre na Casa Branca, Trump enfatizou a amizade ⁠que se desenvolveu entre britânicos e norte-americanos desde seus dias como adversários durante a Guerra da Independência e as "feridas de guerra" que ela causou.


"Os soldados que antes se chamavam de casacas vermelhas e ianques se tornaram os Tommies e os GIs que, juntos, salvaram o mundo livre como irmãos de armas e irmãos na eternidade", disse o presidente em uma referência à Segunda Guerra Mundial, enquanto centenas de convidados se reuniam no gramado sul com o Monumento a Washington à distância.


Depois de acompanhar o rei e a rainha até sua limusine para deixarem a Casa Branca, Trump disse a jornalistas: "Foi um encontro muito bom. Ele é uma pessoa fantástica. Eles são pessoas incríveis e é uma verdadeira honra".


** Com Reuters **

 
 
 

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