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Trump quer limitar período de permanência de estudantes e jornalistas


A regra atual limita vistos de estudante e jornalista  a dez anos
A regra atual limita vistos de estudante e jornalista a dez anos

WASHINGTON - Os Estados Unidos se preparam para impor limites mais rígidos sobre o período que estudantes e jornalistas podem permanecer no país em mais uma iniciativa para diminuir o número de imgrantes.


A proposta da administração republicana restringe o visto de estudante para, no máximo, quatro anos. Da mesma forma, jornalistas estrangeiros terão sua permanência limitada a 240 dias, mas poderão solicitar uma extensão por outros períodos com a mesma duração.


Com as normas atuais, os EUA emitem vistos de acordo com o tempo do programa educacional ou da missão do jornalista, mas nenhuma permissão supera dez anos de validade.


As mudanças propostas foram publicadas no Registro Federal, o que abre um breve período de comentários da opinião pública antes de entrar em vigor. 


O Departamento de Segurança Interna (DHS) argumenta que uma quantidade não determinada de estrangeiros estende os estudos de maneira indefinida para permanecer nos EUA como "estudantes eternos".


"Durante muito tempo, governos anteriores permitiram que estudantes estrangeiros e outros titulares de vistos permanecessem nos Estados Unidos praticamente de maneira indefinida, representando riscos de segurança, custando quantias incalculáveis de dólares aos contribuintes e prejudicando os americanos", afirma um comunicado divulgado pelo DHS.


Entretanto, a administração Donald Trump não apresenta evidências dos efeitos econômicos negativos. Em contrapartida, dados do Departamento do Comércio revelam que esses imigrantes contribuíram com mais de US$ 50 bilhões para a economia americana em 2023.


Mais de 1,1 milhão de estudantes internacionais foram recebidos nos EUA no ano acadêmico 2023-24, mais do que qualquer outro país, o que representa uma fonte de renda para as instituições porque os estrangeiros geralmente pagam a matrícula completa.


Um grupo que representa diretores de faculdades e universidades denuncia a medida como um obstáculo burocrático desnecessário que interfere na tomada de decisões acadêmicas e que poderia dissuadir ainda mais possíveis estudantes que contribuiriam para a pesquisa e a criação de empregos. 


"Esta proposta envia uma mensagem às pessoas talentosas de todo o mundo de que suas contribuições não são valorizadas nos Estados Unidos", destacou Miriam Feldblum, presidente de uma aliança sobre Ensino Superior e Migração. 


** Com AFP **


 
 
 

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