Brasileira é assassinada pelo ex-marido em NY dias após conseguir medida protetiva
- Rádio Manchete USA

- há 1 dia
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FARMINGVILLE - A brasileira Adriana Barbosa, 46, que morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido, Marcos Marques-Leal, 57, tinha uma medida protetiva contra o assassino, revelam os dados do Boletim de Ocorrência da polícia de Farmingville, em Nova York.
Agentes foram chamados para atender a uma ocorrência de violência doméstica por volta das 20h15, da quinta-feira, 12, em uma casa na Granny Road, de acordo com a delegacia do Condado de Suffolk. "Ao chegar, os policiais encontraram Adriana Barbosa com ferimentos de faca", informou o comunicado oficial.
A vítima foi levada ao Hospital Universitário de Stony Brook, onde morreu.
Uma adolescente, uma das duas filhas do casal, que estava na residência também ficou ferida. Segundo a polícia, "ela sofreu um corte na mão" e foi encaminhado ao hospital, mas não corre risco de morte.
Marcos foi encontrado na casa com ferimentos graves que, de acordo com o comunicado, parecem ter sido provocados por ele mesmo após o ataque. Ele também foi socorrido e permanece hospitalizado.
A polícia informou que ele foi acusado de homicídio em segundo grau, além de desacato à Justiça e de colocar em risco o bem-estar de um menor.
A reportagem não conseguiu acesso à defesa de Marcos até a publicação dessa matéria.
Segundo uma entrevista de uma amiga, Pollyana Belo, à Folha de S. Paulo, poucos dias antes de ser morta, Adriana havia obtido na Justiça a proteção após relatar episódios recorrentes de intimidação. A separação teria ocorrido há cerca de dois anos após uma traição de Marcos, mas ele não aceitava o fim do casamento.
Durante o processo de divórcio, as disputas se intensificaram, sobretudo em torno da divisão de bens do ex-casal, incluindo a casa onde Adriana vivia com as filhas. De acordo com Pollyana, mesmo após ser retirado do imóvel por ordem judicial, Marcos continuava a frequentar o local e a ameaçar a ex-mulher.
"Ela me disse que tinha medo de ele matá-la", afirmou a amiga. Ela conta que tentou alertá-la sobre os riscos, mesmo após a concessão da medida judicial. "Ele ficava o tempo todo ali, brigando, xingando, ameaçando."
Segundo Pollyana, Adriana demonstrava alívio nos dias anteriores ao crime por ter conseguido a ordem judicial, mas ainda temia possíveis represálias. "Ela achava que, com a decisão da Justiça, as coisas poderiam se acalmar", recorda.
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