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Brasileiro é condenado por tráfico humano

Atualizado: 21 de nov. de 2025


Câmara de segurança flagra Ronald após ele fazer uma das remessas do esquema
Câmara de segurança flagra Ronald após ele fazer uma das remessas do esquema

BOSTON - A Corte Federal de Boston condenou o brasileiro Flavio Alexandre Alves, o Ronaldo, por tráfico humano, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) na última semana.


O comunicado diz que Ronaldo confessou no dia 22 de outubro ser um dos nomes por trás do esquema que trouxe centenas de brasileiros ao país e também de ter envolvimento em lavagem de dinheiro.


Ao todo o brasileiro pode pegar 50 anos de prisão. A acusação de tráfico humano pode levar a uma sentença de até 10 anos de reclusão e mais três de liberdade condicional. Já a pena por lavagem de dinheiro chega a 20 anos de prisão.


Como ele também confessou ter entrado ilegalmente nos EUA pode ser sentenciado a outros 20 anos.


Somadas, as multas associadas às condenações podem atingir US$ 750 mil.


A sentença deve ser anunciada pela juíza Margaret Guzman apenas em dezembro.


Prisão


O homem de 41 anos, que reentrou nos EUA após ser deportado por crime semelhante, foi preso no fim de março em Worcester.


A prisão foi resultado de uma investigação do Departamento de Segurança Interna dos EUA (HSI) em parceria com a Polícia Federal do Brasil (PF) que começou em 2022. Outras quatro pessoas do grupo criminoso foram presas nos EUA, informou o DOJ na época.



A PF também cumpriu mandados de prisão e apreensão no Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal. Uma pessoa não identificada foi presa.


De acordo com o processo, Ronaldo conspirava com outras pessoas para trazer brasileiros para os EUA através do México. Quando os imigrantes chegavam no país, ele comprava passagens aéreas para diferentes Estados.


Ronaldo também enviava pagamentos para o México com o objetivo de cobrir as despesas associadas à travessia.


As vítimas incluem crianças e adolescentes - a maioria do Maranhão - e pagavam valores elevados para realizar a travessia, muitas vezes com juros abusivos.


Em 2004, Ronaldo já havia sido condenado por tráfico de pessoas na Califórnia. Ele foi deportado para o Brasil em fevereiro do ano seguinte e retornou ilegalmente para os EUA.


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