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ICE prende 88 imigrantes em Charlotte durante operação realizada no fim de semana

Atualizado: 18 de nov. de 2025

Manifestantes marcham pelo centro de Charlotte em resposta às ações do ICE       (Foto: Reprodução M-USA)
Manifestantes marcham pelo centro de Charlotte em resposta às ações do ICE (Foto: Reprodução M-USA)

CHARLOTTE - Agentes do ICE chegaram a Charlotte, Carolina do Norte, no sábado, 15, prendendo 88 pessoas e demonstrando sinais de violência e truculência em suas ações, expandindo a política de repressão do governo de Donald Trump a cidades lideradas por democratas. O comando da operação foi de Gregory Bovino, mesmo funcionário que esteve à frente de ações semelhantes em Chicago e Los Angeles no início deste ano, e mais uma vez cercado de críticas por suas táticas agressivas.


Na manhã de sábado, os principais redutos de imigrantes na cidade estavam vazios. Os restaurantes salvadorenhos, fechados. Os vendedores ambulantes que costumam vender mangas nos fins de semana, ausentes. E no Home Depot a operação não teve o sucesso esperado pelos agentes devido a intervenção de americanos contrários às medidas repressoras.


Em grupos de WhatsApp moradores compartilharam vídeos dos agentes mascarados chegando a pequenas empresas e lojas em toda a cidade, procurando por pessoas. A operação foi batizada pelo próprio ICE de “Charlotte’s Web” e cresceu durante todo o fim de semana.


Por volta das 12h40min, Bovino, ladeado por mais de uma dúzia de agentes, foi visto caminhando pelo estacionamento de uma loja Home Depot na North Wendover Road. Muitos moradores pegaram seus celulares e começaram a gravar.


Uma mulher perguntou por que eles estavam em um lugar onde as pessoas estavam simplesmente fazendo compras. Um agente, que estava mascarado, respondeu que estavam procurando criminosos. Eles ficaram na loja por cerca de cinco minutos e depois foram embora.


A MANCHETE USA esteve no local ouvindo moradores americanos e estrangeiros.

“É um absurdo falar que estão atrás de criminosos quando a gente vê nos jornais que a maioria das pessoas presas é formada por trabalhadores honestos, pais de família”, disse A.J., uma brasileira que pediu para não ser identificada.


Em uma declaração conjunta, autoridades locais, incluindo a prefeita Vi Lyles e Mark Jerrell, presidente dos comissários do condado de Mecklenburg, disseram que o movimento estava “causando medo e incerteza desnecessários em nossa comunidade, já que operações recentes em outras cidades resultaram na detenção de pessoas sem antecedentes criminais e em protestos violentos como resultado de ações injustificadas”.


O governador Josh Stein, do Partido Democrata, pediu que os moradores permaneçam pacíficos em seus protestos, incluindo um que aconteceu na tarde de sábado que atraiu centenas de pessoas envoltas em bandeiras mexicanas. 


Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), disse que os agentes estavam perseguindo criminosos para proteger a segurança pública. 


“Os americanos devem poder viver sem medo de que criminosos violentos estrangeiros ilegais prejudiquem eles, suas famílias ou seus vizinhos”, destacou em comunicado. “Estamos enviando agentes do DHS para Charlotte para garantir a segurança dos americanos e eliminar ameaças à segurança pública.” 


Cidadãos americanos na mira

Willy Aceituno, 46, disse em uma entrevista a emissoras de TV locais que estava indo tomar café da manhã no sábado, antes de dirigir para um trabalho na construção civil, quando os agentes o abordaram em um estacionamento.


Eles perguntaram se ele era cidadão dos Estados Unidos, contou. Ele, que mora em Charlotte há 24 anos e se naturalizou há cerca de seis anos, envolveu-se em uma conversa divertida com os agentes, em um esforço para dar cobertura aos migrantes da região que talvez não tivessem documentação. 


Mesmo sendo cidadão, Aceituno foi abordado por outro grupo de agentes e um deles quebrou a janela do lado do motorista de sua picape Ford vermelha e o tirou do veículo. Ele foi algemado e colocado num camburão, onde ficou detido por cerca de 20 minutos antes que os agentes o deixassem ir. “É terrível”, lamentou. 


É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright.

Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)





 

 
 
 

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