Justiça liberta imigrante deportado por engano para El Salvador
- Rádio Manchete USA

- 12 de dez. de 2025
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FILADÉLFIA - Kilmar Abrego Garcia, o imigrante que o governo de Donald Trump deportou por engano, deixou o centro de detenção em que estava na Pensilvânia na tarde desta quinta-feira, 11, após uma decisão judicial.
A juíza federal Paula Xinis, de Maryland, onde reside o salvadorenho com a mulher e os três filhos americanos, ordenou que o salvadorenho fosse solto "imediatamente" sob o argumento que ele estava preso "sem justificativa legal".
A subsecretária do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, acusando a magistrada de "ativismo judicial". "Esta decisão não tem nenhuma base jurídica e continuaremos lutando com unhas e dentes nos tribunais", escreveu na rede social X.
O caso de Abrego García, a quem a administração Trump tentou expulsar para diferentes países africanos, tornou-se um símbolo para aqueles que se opõem à política de deportações em massa de imigrantes sem o devido processo legal.
Em março, ele foi deportado para El Salvador por engano, junto com outros 200 imigrantes, e só foi devolvido aos EUA após meses de batalha judicial.
Na época, o Departamento de Justiça admitiu que o salvadorenho havia sido deportado devido a um "equívoco administrativo".
Relembre o caso
Abrego Garica, que chegou aos EUA ilegalmente aos 16 anos em 2012, foi deportado para El Salvador por engano pelo governo Trump em março, apesar de uma decisão judicial de imigração de 2019 determinar que ele não fosse enviado para seu país natal devido ao risco de perseguição por gangues.
O homem foi trazido de volta em junho após decisões judiciais que contrariaram a vontade do presidente de o mantê-lo na megaprisão de Bukele conhecida por condições severas, onde o imigrante afirma ter sido torturado.
Ao voltar para os EUA, Abrego Garcia foi mantido preso em uma prisão no Tennessee, e libertado sob custódia em agosto. Ele passou dois dias com a família em Maryland e foi preso novamente após uma entrevista de custódia, procedimento comum para imigrantes em liberdade provisória.
Segundo seus advogados, autoridades do governo Trump ofereceram deportá-lo para a Costa Rica, que fica na América Central e tem espanhol como língua oficial, assim como seu país natal El Salvador, caso ele aceitasse se declarar culpado de acusações de transporte de imigrantes vivendo ilegalmente nos EUA.
No entanto, Abrego Garcia se declarou inocente e seus advogados passaram a negociar um acordo com o governo Trump para evitar a deportação para a Uganda.
A defesa de Abrego Garcia também pede ao juiz federal Waverly Crenshaw, de Nashville, responsável pelo caso criminal, que rejeite as acusações, sob o argumento de que o imigrante está “perseguido e processado de forma seletiva” pelo governo Trump em retaliação por contestar sua deportação anterior.
**Com Agências **

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