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Juiz arquiva caso de interferência de Trump nas eleições da Geórgia em 2020


ATLANTA - Um juiz da Geórgia arquivou a última acusação criminal pendente contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, 26, efetivamente encerrando os esforços para responsabilizá-lo criminalmente por tentativas de reverter a eleição de 2020, que ele perdeu para o ex-presidente Joe Biden.


Desde que retornou a Casa Branca em janeiro de 2024, o mandatário viu três casos criminais contra ele serem arquivados.


Uma moção buscando encerrar a acusação foi apresentada por Pete Skandalakis, o diretor executivo do conselho de promotores do Estado. O caso era visto como uma das ameaças legais mais sérias contra Trump porque condenações criminais estaduais não estão sujeitas a perdões presidenciais.


Skandalakis, um promotor de carreira que se candidatou a um cargo como Democrata mas depois se filiou ao Partido Republicano, desmontou o caso originalmente trazido pela procuradora Fani Willis, que representava o condado de Fulton, na Geórgia. Em um relatório de 22 páginas, Skandalakis disse que “não é ilegal questionar ou desafiar os resultados eleitorais”.


O promotor concluiu que a investigação realizada por Jack Smith, o conselheiro especial nomeado pelo Departamento de Justiça no governo Biden, era a mais apropriada para seguir ocorrendo. Segundo Skandalakis, a ideia de prosseguir com um caso contra um presidente em exercício na Geórgia era impraticável.


Ele apontou que a decisão do Supremo Tribunal dos EUA no ano passado, que concedeu aos presidentes “imunidade absoluta” da acusação criminal por atos dentro de sua autoridade constitucional, significava que levaria “meses, senão anos” para litigar questões de imunidade nos tribunais da Geórgia — e que tudo isso teria que ocorrer após Trump deixar o cargo em 2029.


Entenda o caso

As circunstâncias que levaram à acusação de Trump começaram em janeiro de 2021, dois meses depois de o republicano ter perdido a eleição de 2020 para Joe Biden. Trump telefonou para o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, e pediu que ele “encontrasse” votos suficientes para reverter a derrota do republicano na Geórgia.


Raffensperger se recusou e Joe Biden conquistou a vitória no Estado por menos de 12 mil votos. Essa foi a primeira vitória de um democrata na Geórgia em uma eleição presidencial desde Bill Clinton em 1992. Pouco depois da pressão de Trump sobre o secretário, a promotora do condado de Fulton, Fani Willis, iniciou sua investigação sobre o caso.


Mais de dois anos e meio depois, ela apresentou uma extensa acusação contra Trump e 18 de seus aliados. Mas a promotora foi afastada do caso em dezembro do ano passado, após advogados de defesa revelarem que ela manteve um relacionamento amoroso com um advogado que havia contratado para liderar a acusação.


Em setembro, o escritório dela perdeu a última tentativa de manter o caso quando a Suprema Corte da Geórgia recusou-se a intervir. Ela foi acusada por Trump de ser uma “criminosa” e o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de uma investigação contra ela.


Skandalakis foi encarregado de buscar um substituto para chefiar a investigação após remoção de Fani Willis, mas ele informou no início deste mês que não conseguiu encontrar outro promotor disposto a assumir um caso tão complexo e delicado.


** Com Agências **


 
 
 

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