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Juiz nega asilo a família de menino de 5 anos detido por ICE em Minneapolis


A detenção de Liam comoveu o país e despertou o debate sobre a ação do ICE contra imigrantes
A detenção de Liam comoveu o país e despertou o debate sobre a ação do ICE contra imigrantes

MINNEAPOLIS - Um juiz federal de imigração negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos cuja detenção por agentes do ICE provocou repercussão nacional no início deste ano. A decisão determina a deportação dos equatorianos, mas o caso ainda será analisado em instância superior após recurso apresentado pela defesa.


De acordo com o Distrito Escolar Público de Columbia Heights, em Minnesota, onde Liam estuda, o encerramento do processo é considerado “de partir o coração”. Em nota, a instituição afirma que segue apoiando a criança e demonstra esperança em uma reversão da decisão.


O advogado da família, Paschal Nwokocha, informou que a decisão foi tomada há algumas semanas por um juiz de imigração em Nova York, mas só agora veio a público. Segundo ele, o recurso já foi encaminhado ao Conselho de Apelações de Imigração (BIA), o que permite que a família permaneça nos Estados Unidos até que haja uma decisão final.


"O problema é que eles não tiveram a oportunidade de contar sua história. O processo foi encerrado sem que pudessem apresentar os méritos do caso", afirmou.



O drama dos equatorianos ganhou notoriedade em janeiro, quando Liam foi detido junto com o pai, Adrian Alexander Conejo Ramos, na porta de casa, logo após retornarem da pré-escola. Segundo relatos de funcionários da escola, agentes teriam usado a presença da criança para facilitar a abordagem e entrar na residência.


Pai e filho foram levados para um centro de processamento de imigração no Texas, mas acabaram liberados semanas depois por decisão do juiz distrital Fred Biery, que criticou duramente a condução do caso. Na ocasião, ele classificou a ação do governo como parte de uma política “mal concebida”, que poderia resultar em traumas a crianças.


As autoridades de imigração, por sua vez, apresentaram versões divergentes. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou anteriormente que a criança teria sido abandonada pelo pai, versão contestada pela defesa.


A família entrou nos EUA em 2024 por meio de um sistema criado durante o governo Biden, que permitia o agendamento de pedidos de asilo por aplicativo. O governo, no entanto, afirma não ter registro do uso da ferramenta no caso específico.


** Com Agências **


 
 
 

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