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Terceiro brasileiro admite culpa em esquema de venda de carteira de motorista


Brasileiros falsificavam documentos para garantir acesso de "seus clientes" à habilitação
Brasileiros falsificavam documentos para garantir acesso de "seus clientes" à habilitação

BOSTON – Gabriel Nascimento de Andrade, 27, é o terceiro brasileiro a se declarar culpado em um esquema de venda de carteira de motorista em Nova York e Massachusetts para pessoas que não se qualificavam para o documento e utilizavam passaportes e endereços falsos. Ele admitiu a culpa em uma audiência no dia 6 no Tribunal Federal de Boston e a sentença vai ser anunciada em abril.


Contra Andrade, a investigação revelou que em pelo menos uma ocasião ele recebeu US$450 de um cliente no estacionamento de um escritório da RMV (Departamento de Registro de Carros de Massachusetts), em Plymouth. Em troca, o réu forneceu uma conta de TV à cabo falsa para servir de prova de residência.


Em setembro, a juíza Margaret Guzman condenou César Augusto Martins Reis, 28 anos,a pouco mais de nove meses de prisão seguida por extradição. No mês seguinte, Helbert Costa Generoso, 39, recebeu a mesma pena que é bem menor que a máxima prevista de 15 anos para esses tipos de crime.


Em tempo: O ICE não respondeu o nosso pedido de confirmação de que Reis e Generoso já foram deportados.


Outros dois acusados Edvan Fernandes Alves De Andrade, 34, de Worcester, e Leonel Teixeira de Souza Junior, 38, de Milford, já estavam no Brasil quando a quadrilha foi desmantelada em dezembro de 2024.


Esquema fraudulento

De acordo com o processo, as fraudes para fornecer habilitação para pessoas que moravam fora de Nova York ocorreram entre novembro de 2020 e setembro de 2024.


Massachusetts entrou nas negociações após julho de 2023, quando passou a emitir carteira de motorista para imigrantes indocumentados. Já em Nova York o documento estava disponível para residentes sem status imigratório legal no país desde 2019.



Os réus cobravam cerca de US$ 1,4 mil para conseguir a habilitação. No total, foram mais de mil clientes e, segundo as investigações, aproximadamente 600 tiveram sucesso.

Os falsários burlavam o sistema de Nova York que exige que os candidatos tirem fotos enquanto fazem o teste escrito on-line na tentativa de evitar fraudes.


Os réus pediam a seus clientes para se fotografarem em posições que simulavam que estavam completando a prova, mas eram os acusados que respondiam aos testes escritos, criavam certificados de conclusão de escolas de condução de Nova York, inclusive com assinaturas falsas de funcionários desses locais.


Com esse certificado, os candidatos compareciam ao Departamento de Registro de Carros de NY para apresentar os documentos de identidade e comprovante de residência no Estado, mesmo local para onde eram enviadas as habilitações. Os endereços eram controlados pela quadrilha.


Os condenados e seus cúmplices recrutavam clientes em Massachusetts e os dirigiam até Nova York, "vários de uma vez só", para a primeira fase e também para o teste de rua.


Em Massachusetts, o esquema forjava os passaportes para usar como identidade para requerer a habilitação.


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