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Trump diz que suspensão das decisões de asilo nos EUA durará 'muito tempo'


Trump culpa administração anterior pela entrada de suspeito que foi regularizado no país em abril
Trump culpa administração anterior pela entrada de suspeito que foi regularizado no país em abril

WASHINGOTN - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 30, que seu governo planeja manter suspensas as decisões sobre concessão de asilo por "muito tempo", após um cidadão afegão atacar dois guardas nacionais perto da Casa Branca, matando um deles.


Ao ser questionado sobre quanto tempo duraria a pausa, Trump afirmou que não tinha "um limite de tempo" em mente para a medida, que segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), está vinculada a uma lista de 19 países com restrições de viagem aos EUA.


"Não queremos essas pessoas", declarou o republicano. "Sabem por que não as queremos? Porque muitos não foram bons e não deveriam estar em nosso país", acrescentou.


O governo Trump congelou as decisões de asilo após o ataque a tiros em Washington em 26 de novembro, no qual Sarah Beckstrom, de 20 anos, morreu, e Andrew Wolfe, de 24, ficou gravemente ferido.


O autor dos disparos foi identificado pelas autoridades como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, que foi preso e enfrenta acusações de homicídio.


Lakanwal foi membro das "unidades zero" dos serviços afegãos, um grupo antiterrorista apoiado pela CIA para combater os talibãs. Ele entrou nos EUA como parte do programa de reassentamento após a retirada caótica das forças americanas do Afeganistão em 2021.


Ao suspeito foi concedido asilo em abril de 2025, quando Trump já era presidente, mas, segundo os chefes do FBI, da CIA e do DHS, Lakanwal chegou ao país sem supervisão adequada devido a "políticas de asilo frouxas a administração Joe Biden".


Após o ataque armado, Trump escreveu que planejava "pausar permanentemente a migração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema americano se recupere completamente".


Quando perguntado sobre quais nacionalidades seriam afetadas, o DHS apontou uma lista de 19 países, incluindo Afeganistão, Cuba, Haiti, Irã e Mianmar, que já enfrentam restrições de viagem aos EUA desde junho.


** Com AFP **


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