Trump ordena que Censo dos EUA deixe de contar imigrantes ilegais
- Rádio Manchete USA

- 8 de ago. de 2025
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta quinta-feira, 7, que seu governo comece a trabalhar em um novo Censo, e disse que a pesquisa deve desconsiderar imigrantes que estão no país ilegalmente.
"Instruí o nosso Departamento de Comércio a começar imediatamente o trabalho em um novo censo altamente preciso, baseado em fatos e números atuais e, o que é importante, usando os resultados e as informações obtidas nas eleições presidenciais de 2024", anunciou Trump em sua plataforma, Truth Social. "As pessoas que se encontram ilegalmente em nosso país NÃO SERÃO CONTADAS NO CENSO", acrescentou, usando letras maiúsculas.
Os EUA realizam o censo populacional a cada 10 anos e o próximo está previsto para 2030. Não está claro se o republicano quer adiantar a contagem.
Historicamente, o censo conta todos os residentes dos EUA, independentemente de seu status migratório.
Durante o seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, Trump tentou incluir uma pergunta sobre cidadania no censo de 2020, mas foi impedido pela Suprema Corte.
Agora, Trump volta a intervir, ciente de que uma mudança na contagem oficial poderia transformar o Congresso, o colégio eleitoral e as políticas públicas.
Nos EUA, o Censo é usado para diversos fins, inclusive para distribuir o número de cadeiras no Congresso entre os diferentes Estados.
A ferramenta também é usada para definir quantos delegados cada Estado tem direito a colocar no Colégio Eleitoral que elege o presidente do país.
Desaceleração Demográfica
Em meio à desaceleração demográfica nos EUA, a população de imigrantes aumentou em 1,6 milhão de pessoas entre 2022 e 2023, muitas delas de origem latino-americana, segundo o Instituto de Políticas Migratórias (MPI, na sigla em inglês), com sede em Washington.
Em 2023, 47,8 milhões de migrantes moravam nos EUA, segundo dados do escritório do censo. Deste número, quase 75% "estavam no país legalmente como cidadãos naturalizados, residentes permanentes legais", ou seja, detentores do 'green card', ou com "vistos temporários", especifica o MPI.
Segundo o Pew Research Center, se os migrantes em situação irregular tivessem sido eliminados do censo, vários Estados teriam sido privados de uma cadeira no Congresso em 2020, como a Califórnia.
Disputa no Texas
O anúncio de Trump ocorre no momento em que os republicanos tentam modificar o mapa eleitoral no Texas para obter até cinco cadeiras a mais nas eleições legislativas de 2026.
O projeto, que propõem um chamado "gerrymandering" — redesenhar os distritos eleitorais para ganhos políticos do partido que está no poder — tem o apoio de Trump.
Com o objetivo de esvaziar a Assembleia e impedir a votação, dezenas de congressistas estaduais democratas deixaram o Texas. Os republicanos do Texas ameaçaram prendê-los.
Nesta quinta, o senador republicano John Cornyn disse que o FBI participar de operações para localizar e prender os democratas texanos
** Com AFP **

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