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- Trump promete controlar Gaza 'no longo prazo' e realojar palestinos
Benjamin Netanyahu disse que os EUA são os melhores amigos de Israel (Foto: Reprodução TV) WASHINGTON - Em entrevista conjunta com o primeiro-ministro israelense na Casa Branca nesta terça-feira, 4, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que seu país poderia "assumir" a Faixa de Gaza e reerguer o território palestino até ele se tornar a "Riviera do Oriente Médio". O americano afirmou que vislumbra a suposta tomada do território pelos EUA como uma ocupação a "longo prazo". "Possuir aquele pedaço de terra, desenvolvê-lo, criar milhares de empregos. Vai ser realmente magnífico", afirmou Trump. Ele sugeriu também que os palestinos poderiam ser levados para fora de Gaza enquanto o território fosse restabelecido. Gaza sofreu destruição em larga escala durante ofensiva israelense — que, por sua vez, foi uma resposta aos ataques do grupo palestino Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. O americano indicou Egito e Jordânia como possíveis destinos para os palestinos de Gaza durante a suposta reconstrução pelos EUA, embora vários países no Oriente Médio já tenham rejeitado essa ideia antes. "Acho que eles [palestinos de Gaza] deveriam receber um bom, fresco e bonito pedaço de terra, e nós conseguiríamos que algumas pessoas investissem dinheiro para construí-lo, torná-lo agradável", declarou Trump, afirmando que "a coisa de Gaza não funcionou". O presidente americano rejeitou que seu plano tivesse qualquer relação com uma "solução de dois Estados" (caminho apoiado internacionalmente como solução para a paz entre Israel e os palestinos). O líder isralense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os planos de Trump são uma ideia "que vale a pena se prestar atenção". Para Netanyahu, o americano vê "um futuro diferente para Gaza". "Acho que é algo que poderia mudar a história", afirmou o israelense. O primeiro-ministro também disse que "Israel acabará com a guerra vencendo a guerra" — em meio a um cessar-fogo em Gaza que interrompeu, por enquanto, 15 meses de conflito entre Israel e o Hamas. Abu Zuhri também disse que a sugestão de Trump de que os moradores de Gaza sejam reassentados em países próximos é uma "receita para criar caos e tensão na região". "Nosso povo na Faixa de Gaza não permitirá que esses planos passem. O que é necessário é o fim da ocupação e agressão contra nosso povo, não sua expulsão de suas terras", ele disse a vários meios de comunicação. Riyad Mansour, o embaixador palestino nas Nações Unidas, disse: "Para aqueles que querem mandar [os palestinos] para um lugar feliz e agradável, deixe-os voltar para suas casas originais dentro de Israel", respondeu Mansour, em um vídeo postado no X pela missão palestina na ONU. "Nossa terra natal é nossa terra natal... eles querem reconstruir Gaza, as escolas, os hospitais, a infraestrutura porque é onde eles pertencem e eles amam viver lá. E eu acho que os líderes devem respeitar os desejos do povo palestino." Rashida Tlaib, a única palestino-americana do Congresso dos EUA, acusou Trump de "pedir abertamente por limpeza étnica". "Ele está perfeitamente confortável com cortar os americanos trabalhadores de fundos federais enquanto o financiamento para o governo israelense continua fluindo", diz Tlaib, a representante democrata em Michigan em um post no X. No passado, Tlaib criticou a forma como o ex-presidente dos EUA Joe Biden lidou com o conflito Israel-Hamas. Em novembro de 2023, o Congresso votou para censurá-la — uma punição um passo antes da expulsão da Câmara — por seus comentários denunciando o governo israelense. Poucos líderes mundiais se pronunciaram até o momento. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, reiterou o apoio "de longa data" de seu país a uma solução de dois estados no Oriente Médio. "Temos uma posição bipartidária de longa data para uma solução de dois estados", disse ele a repórteres na quarta-feira, referindo-se à criação de um Estado palestino independente que existiria ao lado de Israel. "A posição da Austrália é a mesma de hoje de manhã, do ano passado e de 10 anos atrás", disse ele, acrescentando que essa posição recebeu apoio bipartidário. Albanese acrescentou que não "faria um comentário diário sobre as declarações do presidente dos EUA". Após a coletiva de Trump e Netanyahu, a Arábia Saudita reafirmou sua posição de que não estabelecerá laços com Israel sem a criação de um estado palestino. Esta posição é "firme e inabalável", diz o Ministério das Relações Exteriores do país em uma declaração. O ministério disse que esta "não é uma questão para negociação" e que não haverá "paz permanente" sem que os palestinos tenham seus "direitos legítimos" de estado garantidos. Na coletiva na Casa Branca, Trump também disse que espera renovar o esforço para normalizar as relações entre Israel e a Arábia Saudita. 'Surpresas' e limitações do plano Presente na entrevista na Casa Branca, o repórter da BBC Bernd Debusmann Jr. afirmou que, após o evento, o clima na sala era de "surpresa". "Enquanto a maior parte da imprensa aqui esperava muito pouca discordância pública entre Netanyahu e Trump, poucos esperavam que este pedisse abertamente uma 'tomada de controle' dos EUA" sobre Gaza, escreveu Debusmann Jr. "Muitas perguntas certamente serão feitas sobre isso nos próximos dias — e resta saber como a Casa Branca esclarecerá esses pontos." Paul Adams, repórter de diplomacia da BBC, classificou os planos anunciados por Trump como "atordoantes". Para ele, Trump não deixou claro em que tipo de posição de autoridade internacional os EUA poderiam tomar Gaza. "Trump diz que suas ideias têm amplo apoio, mas não há sinal disso no Oriente Médio. Egito, Jordânia e Arábia Saudita as condenaram", escreveu o repórter da BBC em análise. "Os palestinos na Cisjordânia ocupada por Israel também estarão se perguntando esta noite o que o presidente [Trump] tem reservado para eles", afirmou. O presidente americano afirmou que ainda não se decidiu sobre uma possível anexação israelense de partes da Cisjordânia, mas diz que fará um anúncio sobre isso "nas próximos quatro semanas". Adams indaga se "alguma coisa" dos planos anunciados nesta terça é "séria". "Com Trump, é difícil dizer", ele mesmo rebate. "Mas ele derrubou décadas de política dos EUA para o Oriente Médio durante seu primeiro mandato — e parece pronto para fazer o mesmo agora."
- Primeiros imigrantes ilegais são transferidos para Guantánamo
Governo não informou perfil dos imigrantes enviados para Guantánamo WASHINGTON - Um voo das Forças Armadas dos Estados Unidos transportou nesta terça-feira, 4, o primeiro grupo de imigrantes detidos para a Baía de Guantánamo, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O governo do presidente Donald Trump se prepara para transferir pelo menos 30 mil de imigrantes ilegais para a base naval americana em Cuba. Uma autoridade, falando sob condição de anonimato para a agência Reuters, disse que a primeira viagem levou 12 imigrantes. A porta-voz afirma que a intenção do governo não é manter imigrantes por tempo indeterminado na prisão de segurança máxima, mas não definiu se os estrangeiros transferidos têm passagem criminal. Guerra ao Terror Guantánamo se tornou célebre durante a campanha de "Guerra ao Terror" criada por Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, e questionada diversas vezes pelas constantes violações do direito internacional e dos direitos humanos. A prisão de Guantánamo foi estabelecida em 2002, pelo então presidente George W. Bush, para receber suspeitos de terrorismo e supostos combatentes "ilegais" detidos durante operações militares americanas fora dos EUA. O local recebeu cerca de 780 presos desde sua criação, sendo que 15 permanecem lá. Incontáveis relatos de tortura de prisioneiros vieram à tona, incluindo a prática do "waterboarding" — o ato de forçar a cabeça de um suspeito em água até quase afogá-lo, para forçar uma delação. Vários detidos por tempo indeterminado jamais chegaram a ser inidiciados por qualquer crime, passando até 14 anos em celas semelhantes a jaulas. Apenas dois prisioneiros chegaram a ser condenados. Os presidentes democratas Barack Obama e Joe Biden prometeram fechar a prisão, mas não o fizeram durante seus respectivos mandatos. A prisão de Guantánamo é anexa à Base Naval de Guantánamo, mantida pelos EUA na ilha de Cuba desde 1903, mesmo com as hostilidades entre Washington e Havana desde a Revolução Cubana de Fidel Castro, que tomou o poder em 1959.
- Imigrantes recorrem a aplicativo para escapar do ICE
Página virtual pontua onde agentes do ICE foram avistados (Foto: Reprodução) NOVA YORK - Diante da campanha intensiva dos Estados Unidos para mostrar os esforços para cumprir a promessa de deportação em massa, imigrantes têm resgatado aplicativos que utilizavam no primeiro governo Donald Trump para se esquivar de agentes de imigração. O Padlet é uma das plataformas usadas por residentes estrangeiros tanto para relatar a presença de oficiais do ICE como para evitá-los. O aplicativo permite que os usuários publiquem informações sobre a localização de agentes de imigração em tempo real, sobre um mapa. Usuários podem adicionar informação, vídeos e fotos das operações (Foto: Reprodução) O perfil anônimo People Over Papers também está disponível na internet aqui . O dispositivo esclarece que o "objetivo é coletar dados sobre avistamentos", mas não há certeza absoluta ainda que as postagens sejam supervisionadas por moderadores. A mensagem também orienta "a usar a informação com cautela e levar em conta o erro humano". Além da tecnologia, em vários cidades há cartazes com números de telefone que podem ser úteis caso se conheça alguém que foi preso em uma batidas. Associações também pretendem criar serviços de alerta próprios. As ações do ICE têm sido usadas pelo governo Trump como uma vitrine para mostrar que as suas políticas estão em curso. Todos os dias, os perfis da Casa Branca nas redes sociais replicam as informações postadas pelo órgão americano com a quantidade de pessoas detidas. Até o momento, houve pelo menos duas operações de larga escala, em Chicago e em Nova York. Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA —que tem o ICE sob seu guarda-chuva— acompanhou pessoalmente a ação na Big Apple. A agência federal relata ter detido mais de 7 mil pessoas desde a posse do republicano no dia 20 de janeiro. A maioria não tem antecedentes criminais. Ainda assim, os perfis do órgão postam retratos justamente daqueles que têm ficha na polícia, descrevendo nas postagens os crimes pelos quais eles foram condenados.
- Republicanos no Congresso se movimentam para acabar com a cidadania por nascimento
Parlamentares endossam decisão de Trump de acabar com cidadania automática por nascimento WASHINGTON - Dezoito dos 25 republicanos do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira, 3, um documento em apoio à ordem executiva do presidente Donald Trump para acabar com o direito à cidadania dos filhos de imigrantes. Senadores também apresentaram um projeto de lei sobre o assunto. A ação liderada pelo deputado Jim Jordan (R-Ohio) responde ao processo movido por procurados democratas de quatro Estados que contestam a vontade de Trump em um tribunal de Seattle, em Washington. O juiz distrital dos EUA, John Coughenour, nomeado pelo ex-presidente republicano Ronald Reagan, o último a realizar uma reforma imigratória no país em 1986, vai ouvir as partes na quinta-feira. Trump, no seu primeiro dia no cargo, assinou uma ordem executiva que restringe o direito de cidadania por nascimento a menos de um dos pais seja cidadão ou residente permanente. Leia também: Trump cancela cidadania de filhos de imigrantes “O direito à cidadania de nascença garantida pela 14ª Emenda é sobre a lealdade aos Estados Unidos, não está meramente sujeito as suas leis ou a algum subconjunto delas”, diz o resumo da petição dos deputados. Paralelamente, senadores republicanos apresentaram o projeto de lei Birthright Citezenship of 2025 . O texto de autoria de Lindsdey Granham, da Carolina do Sul, Katie Britt, do Alabama e Ted Cruz, do Texas, afirma que a interpretação de que a Constituição garante a cidadania a toda criança nascida nos EUA atrai o turismo do nascimento, quando mulheres viajam para o país apenas para dar a luz. A proposta prevê o fim do direito à cidadania automática apenas para bebês nascidos após a sanção da lei, diz a minuta. .
- Voo de deportados dos EUA no Brasil na sexta-feira por Fortaleza
Transportar imigrantes algemados é praxe da administração americana (Foto: Divulgação DHS) WASHINGTON - O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, decidiu que o avião de brasileiros deportados dos Estados Unidos que chega na sexta-feira, 7, deve pousar em Fortaleza, no Ceará, para que eles não sobrevoem o país algemados. Uma reunião na tarde de hoje deve definir se a mudança de Belo Horizonte para a capital cearense será definitiva. O encontro também vai discutir os detalhes logísticos sobre a chegada da aeronave e como vai ser feita a assistência aos repatriados. Esse é o segundo avião de deportados desde que Donald Trump assumiu a Casa Branca no dia 20 de janeiro. As condições as quais os brasileiros foram submetidos ao longo do trajeto o voo que aterrissou em 24 de janeiro em Manaus, no Amazonas, provocou a reação do governo Lula contra o que chamou de “uso indiscriminado de algemas”. Segundo a Polícia Federal, o uso de algemas em imigrantes é uma praxe em voos fretados dos EUA para repatriação, mas elas são retiradas ao pousar no Brasil onde os nacionais não são prisioneiros. Isso não aconteceu com os 88 brasileiros que desembarcaram em Manaus, no Amazonas. Eles esperaram algemados para seguir viagem até a capital mineira, o que não aconteceu porque o avião americano não tinha condições técnicas para chegar ao destino. Leia também: Brasileiros deportados foram agredidos a pauladas durante voo Agora, como resposta, os brasileiros devem ser desalgemados ao chegar em Fortaleza e seguir para seus respectivos destinos em liberdade. Acordo de Deportação O número de remoções de imigrantes brasileiros dos EUA cresceu depois de acordo assinado, em 2018, entre os presidentes dois países na época, o brasileiro Michel Temer e o Donald Trump (que estava em seu primeiro mandato). O tratado bilateral permitiu a realização de voos de repatriação de imigrantes ilegais que não tinham mais possibilidade de recursos junto à administração americana. Segundo os dados mais recentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA, de 2018 a 2022, 11.300 brasileiros foram removidos do território norte-americano, 65% a mais do que foi registrado nos cinco anos anteriores (2013 a 2017), 6.800. A repatriação de brasileiros ocorreu ao mesmo tempo em que houve uma queda nos processos de remoção de imigrantes estrangeiros de uma forma geral (ou seja, de todas as nacionalidades). De 2013 a 2017, os EUA retiraram do país 1,8 milhão de pessoas, número que caiu para 1,1 milhão no período de 2018 a 2022, ou seja, um recuo de 38%. A Polícia Federal informou que, de 2020 a 2024, o Brasil recebeu 94 voos de repatriação, levando 7.637 brasileiros.
- Trump cancela cidadania de filhos de imigrantes
Filhos de imigrantes legais também são afetados pela medida WASHINGTON - O presidente Donald Trump cumpriu a promessa de campanha e assinou nesta segunda-feira, 20, uma ordem para acabar com a cidadania automática para filhos de imigrantes nascidos nos Estados Unidos. No entanto, essa medida já enfrenta questionamentos na Justiça. A ação executiva afirma que pelo menos um dos progenitores - mãe ou pai - deve ter o green card (residência permanente) ou ser americano para garantir a nacionalidade aos filhos nascidos a partir de 19 de fevereiro. O texto cita que crianças de pais estrangeiros ilegais ou com visto - como turista, estudante ou trabalho - no momento do nascimento não têm direito automático à cidadania americana. A entidade ativista American Civil Liberties Union e outros grupos processaram imediatamente o governo Trump. A primeira frase da 14ª Emenda à Constituição dos EUA estabelece o princípio da “cidadania por direito de nascença”: “Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado em que residem.” A maioria dos estudiosos de direito concorda que o presidente Trump não pode acabar com a cidadania por direito de nascença com uma ordem executiva. "Ele está fazendo algo que vai incomodar muitas pessoas, mas, no final das contas, isso será decidido pelos tribunais", disse Saikrishna Prakash, especialista constitucional e professor da Faculdade de Direito da Universidade da Virgínia. "Isso não é algo que ele pode decidir sozinho." Prakash disse que, embora o presidente possa ordenar que funcionários de agências federais interpretem a cidadania de forma mais restrita — agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, por exemplo — isso desencadearia contestações legais de qualquer pessoa cuja cidadania seja negada. Isso poderia levar a uma longa batalha judicial que acabaria na Suprema Corte dos EUA. Isso só pode acontecer através de uma emenda constitucional que exigiria uma votação de dois terços na Câmara dos Representantes e no Senado e a aprovação de três quartos dos Estados dos EUA. Leia a ordem executiva na íntegra aqui .
- China responde Trump com retaliações e anuncia tarifas sobre combustíveis e veículos
Trump acusa China de promover a entreda de fentanil nos EUA (Foto: Ilustração) WASHINGTON - A China respondeu nesta terça-feira, 4, às tarifas impostas pelo governo Trump às importações de produtos do país com medidas similares contra os combustíveis, veículos e máquinas agrícolas comprados pelos Estados Unidos. A retaliação de Pequim foi anunciada minutos após a entrada em vigor das tarifas de 10% adicionais impostas pelo presidente Donald Trump às importações de produtos chineses. Trump também havia anunciado tarifas contra o Canadá e o México, neste caso de 25%, mas suspendeu a implementação das medidas por 30 dias em troca do aumento da vigilância e segurança em suas fronteiras para combater o tráfico de fentanil. O Ministério das Finanças da China anunciou em um comunicado a adoção de tarifas de 15% sobre o carvão e o gás natural liquefeito (GNL) e de 10% sobre o petróleo bruto, máquinas agrícolas e alguns modelos de veículos. Segundo Pequim, a decisão de Trump “viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), não faz nada para resolver seus problemas e prejudica a cooperação econômica e comercial normal entre China e Estados Unidos”. O Ministério do Comércio apresentou uma queixa à OMC por considera que as medidas adotadas por Washington eram “de natureza mal-intencionada”. Além da resposta tarifária, as autoridades chinesas anunciaram uma investigação contra o grupo americano Alphabet (matriz do Google) por violação das leis antimonopólio e a inclusão do grupo de moda PVH (proprietário das marcas Tommy Hilfiger e Calvin Klein) e do grupo biotecnologia Illumina em uma lista de “entidades não confiáveis”. Pequim também anunciou novos controles sobre a exportação de metais e produtos químicos raros, como tungstênio, telúrio, bismuto ou molibdênio, utilizados em várias indústrias. Trégua com México e Canadá Trump justificou a taxação contra os três principais aliados comerciais dos Estados Unidos como uma punição por não fazerem o suficiente para conter o fluxo ilegal de migrantes e de drogas ao território americano. O republicano, no entanto, anunciou acordos de última hora com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, para aumentar a vigilância na fronteira e suspender por 30 dias a implementação das novas tarifas. O presidente americano disse que pretendia ligar para o homólogo chinês, Xi Jinping, nas próximas 24 horas para negociar um acordo similar. As autoridades americanas apontam a China como responsável pela entrada no país do fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína e responsável por quase 75 mil mortes anuais por overdose no país. O serviço de inteligência americano afirma que a China envia componentes químicos para o México, onde os cartéis os transformam em fentanil e enviam o produto para os Estados Unidos. O magnata republicano afirma que o Partido Comunista que governa a China tem “subsidiado empresas químicas chinesas para que exportem fentanil”.
- ICE prende 7 trabalhadores em lava a jato na Filadélfia
ICE prendeu imigrantes por apenas por questões imigratórias (Foto: Divulgação ICE) FILADÉLFIA - Uma operação do ICE que prendeu sete trabalhadores em um lava a jato na Filadélfia, a maior cidade da Pensilvânia, na semana passada levou as autoridades locais a questionarem se o governo Trump está cumprindo a lei federal. Na sexta-feira, 31, o promotor distrital Larry Krasner, avisou que os agentes de imigração devem agir de acordo com a legislação ou vão enfrentá-lo na Justiça. “Se você está inclinado a usar os imigrantes como bode expiatório, prejudicá-los, ser cruel, é melhor fazê-lo dentro da lei”, avisou. Três dias antes, uma equipe do ICE apareceu no Complete Autowash Philly para responder a uma denúncia de exploração trabalhista prendeu sete funcionários - seis dos México e um da República Dominicana, apenas por infrações imigratórias. Os agentes federais não estavam acompanhados por oficiais do Departamento de Trabalho nem por policiais locais, como pede esse tipo de incursão. Outro ponto contraditório da operação é que o dono do estabelecimento, Jeffrey Lee, não foi detido nem responde a um processo trabalhista. Ele lamentou a prisão dos trabalhadores. “Todo mundo tem seus defeitos, mas eles foram honestos e bons. Eles não eram criminosos. Eles prestaram um serviço. Eles ajudaram a construir meu negócio. Eles estiveram lá para mim quando eu precisei deles”, afirmou em entrevista um jornal local. De acordo com o Centro de Estudos sobre Imigração de Nova York, cerca 8.3 milhões das pessoas empregadas nos EUA não têm status imigratório, mais de 5% da força de trabalho. O ICE afirma que a ação de terça-feira (28) foi bem sucedida e ressalta "o compromisso determinado com a segurança nacional e a segurança pública”. “Conseguimos prender indivíduos que estão presentes ilegalmente nos Estados Unidos. Estas operações destacam a dedicação e diligência dos nossos oficiais e agentes na proteção das nossas comunidades contra ameaças potenciais, aplicando as leis de imigração de acordo com as leis dos EUA e as políticas do Departamento de Segurança Interna", defende em comunicado o diretor do ICE na Filadélfia, Brian McShane. Protesto Em protesto às prisões dos trabalhadores, a Coalisão de Imigrantes da Pensilvânia (PIC) convocou 'Um Dia Sem Imigrantes' para esta segunda-feira, 3. A organização admite, entretanto, que o mais importante no momento é manter os imigrantes bem informados e que há um processo de deportação que deve ser respeitado. "Em caso de detenção, qualquer pessoa tem o direito de permanecer calada, não assinar nenhum documento e ter acesso a um advogado", ressalta em suas redes sociais. O movimento pró-imigrante nacional ainda não entrou em consenso sobre as melhores inciativas para o momento, mas há previsão para movimentos semelhantes ao da Pensilvânia em todo o país. 'Um Dia Sem Imigrantes' aconteceu pela primeira vez em fevereiro de 2017 para protestar contra as políticas imigratórias do primeiro mandato do presidente Donald Trump, dias após o republicano assumir a Casa Branca.
- ICE realiza mais de 5 mil prisões em nove dias
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, durante operação em NY (Foto: Reprodução TV) BOSTON - Embora as autoridades e polícias de muitas cidades dos Estados Unidos afirmem que não vão colaborar com as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês), elas não podem impedir o trabalho dos agentes federais. Desde a posse de Donald Trump 5.537 estrangeiros já foram presos, sendo 52% pessoas com antecedentes criminais e 48% detidas por falta de status regular. Em redutos de brasileiros em Massachusetts, prefeituras como as de Marlborough, Somerville e Everett declararam que refutam as ações do ICE, mas não possuem instrumentos para proteger a comunidade. Imagens de pessoas sendo presas circulam nas redes sociais e empresários revelam que centenas de empregados deixaram de ir trabalhar desde que as prisões do ICE se intensificaram desde 20 de janeiro. Na terça-feira, 28, a nova secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, vestiu o colete do ICE e se juntou às autoridades federais para realizar as primeiras operações na cidade de Nova York. “Ao vivo esta manhã de Nova York. Estou participando. Estamos fazendo isso direito, exatamente o que o presidente @realDonaldTrump prometeu ao povo americano, tornando nossas ruas seguras”, afirmou a secretária recém-empossada em informações passadas para a imprensa antes do início das batidas policiais. A nova secretária divulgou um vídeo que mostra a detenção de um imigrante ilegal, segundo ela, um “estrangeiro criminoso com acusações de sequestro, agressão e roubo”. Em um comunicado divulgado na manhã desta terça-feira (28), um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS) disse que a operação realizada tinha como alvo "assassinos, sequestradores e indivíduos acusados de agressão e roubo". O saldo do dia foi de 1.016 imigrantes presos, ainda aquém da média diária de 1,5 mil detidos.
- Caminhoneiro brasileiro é assassinado na Virgínia
Sobrinho foi baleado antes de bater contra uma barra de proteção (Foto: Divulgação Campanha) RICHMOND - A Polícia da Virgínia investiga a morte do caminhoneiro brasileiro Silvio Sobrinho, de 58 anos, que foi baleado em um incidente na Interestadual 295 no Condado de Henrico na noite de sexta-feira, 1. As autoridades procuram o condutor de um caminhão branco com letras verdes que teria atirado contra Sobrinho, morador de Everett, em Massachusetts. Segundo testemunhas, o crime aconteceu por volta das 23h30 quando o motorista de um outro caminhão encostou na carreta de Sobrinho e efetuou vários disparos que atingiram o lado do passageiro e acertou fatalmente o brasileiro. Após os disparos, o caminhão de Sobrinho saiu da pista e bateu contra uma barra de proteção. Um caminhoneiro que viu o acidente parou para ajudar. Minutos depois, uma viatura da Polícia Estadual chegou ao local. O policial tentou reanimar Sobrinho que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ele deixa mulher e dois filhos. Uma vaquinha na internet pede ajuda para a família e destaca que Sobrinho era o provedor da casa. A polícia pede que quem tiver informações sobre o caso deve ligar para 804.750.8758, acionar o #77 do celular ou pelo email bci.81@vsp.virginia.gov.
- Trump admite que tarifas devem causar 'alguma dor'
Trump afirma que será a era de ouro da América (Foto: Arquivo) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 2, que possivelmente "haverá alguma dor" com a aplicação de tarifas contra Canadá, México e China, mas reiterou que "tudo valerá a pena pelo preço que deve ser pago" e que "os resultados serão espetaculares". "Esta será a era de ouro da América! Haverá alguma dor? Sim, talvez (e talvez não!). Mas vamos tornar a América grande novamente, e tudo valerá a pena pelo preço que deve ser pago. Somos um país que agora está sendo administrado com bom senso — e os resultados serão espetaculares!!!", afirmou o presidente em sua rede social Truth Social. "Os EUA têm grandes déficits com Canadá, México e China (e quase todos os países!), devem 36 trilhões de dólares, e não vamos mais ser o 'país estúpido'. Faça seu produto nos EUA e não haverá tarifas! Por que os Estados Unidos deveriam perder trilhões de dólares subsidiando outros países, e por que esses outros países deveriam pagar uma pequena fração do custo do que os cidadãos dos EUA pagam por drogas e farmacêuticos, por exemplo?", escreveu. O país vai impor tarifa de 25% sobre importações do Canadá, à exceção dos recursos energéticos (petróleo, gás natural e eletricidade), que terão tarifa de 10%; 25% sobre produtos do México e uma tarifa adicional de 10% sobre produtos da China. As medidas serão aplicadas a partir desta terça-feira, 4.
- Marmota prevê mais 6 semanas de inverno
Se Phil não enxerga a própria sombra os dias quentes chegam rápido, diz a lenda (Foto: Reprodução TV) PUNXSUTAWNEY - Se depender da tradição, o inverno vai ser longo. A marmota Phil viu a sua sombra ao sair de sua toca neste domingo, 2, o que significa mais seis semanas de inverno. No Dia da Marmota, os membros do Punxsutawney Groundhog Club, na Pensilvânia, vão até Gobbler’s Knob — a casa oficial de Phil — para conferir a previsão do animal. Na realidade, a primareva começa no dia 20 de março, mas se a marmota estiver certa os dias frios continuarão. Entretanto ainda há esperança. Phil arrisca advinhar o clima desde o final dos anos 1800 e não tem acertado muito. Desde 2005, ele só acertou cerca de 35% das vezes, contabiliza a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
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