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  • Terceiro brasileiro admite culpa em esquema de venda de carteira de motorista

    Brasileiros falsificavam documentos para garantir acesso de "seus clientes" à habilitação BOSTON – Gabriel Nascimento de Andrade, 27, é o terceiro brasileiro a se declarar culpado em um esquema de venda de carteira de motorista em Nova York e Massachusetts para pessoas que não se qualificavam para o documento e utilizavam passaportes e endereços falsos. Ele admitiu a culpa em uma audiência no dia 6 no Tribunal Federal de Boston e a sentença vai ser anunciada em abril. Contra Andrade, a investigação revelou que em pelo menos uma ocasião ele recebeu US$450 de um cliente no estacionamento de um escritório da RMV (Departamento de Registro de Carros de Massachusetts), em Plymouth. Em troca, o réu forneceu uma conta de TV à cabo falsa para servir de prova de residência. Em setembro, a juíza Margaret Guzman condenou César Augusto Martins Reis, 28 anos,a pouco mais de nove meses de prisão seguida por extradição. No mês seguinte, Helbert Costa Generoso, 39, recebeu a mesma pena que é bem menor que a máxima prevista de 15 anos para esses tipos de crime. Em tempo: O ICE não respondeu o nosso pedido de confirmação de que Reis e Generoso já foram deportados. Outros dois acusados Edvan Fernandes Alves De Andrade, 34, de Worcester, e Leonel Teixeira de Souza Junior, 38, de Milford, já estavam no Brasil quando a quadrilha foi desmantelada em dezembro de 2024. Esquema fraudulento De acordo com o processo, as fraudes para fornecer habilitação para pessoas que moravam fora de Nova York ocorreram entre novembro de 2020 e setembro de 2024. Massachusetts entrou nas negociações após julho de 2023, quando passou a emitir carteira de motorista para imigrantes indocumentados. Já em Nova York o documento estava disponível para residentes sem status imigratório legal no país desde 2019. Leia também: Brasileiro é condenado por venda de carteira de motorista e vai ser deportado Os réus cobravam cerca de US$ 1,4 mil para conseguir a habilitação. No total, foram mais de mil clientes e, segundo as investigações, aproximadamente 600 tiveram sucesso. Os falsários burlavam o sistema de Nova York que exige que os candidatos tirem fotos enquanto fazem o teste escrito on-line na tentativa de evitar fraudes. Os réus pediam a seus clientes para se fotografarem em posições que simulavam que estavam completando a prova, mas eram os acusados que respondiam aos testes escritos, criavam certificados de conclusão de escolas de condução de Nova York, inclusive com assinaturas falsas de funcionários desses locais. Com esse certificado, os candidatos compareciam ao Departamento de Registro de Carros de NY para apresentar os documentos de identidade e comprovante de residência no Estado, mesmo local para onde eram enviadas as habilitações. Os endereços eram controlados pela quadrilha. Os condenados e seus cúmplices recrutavam clientes em Massachusetts e os dirigiam até Nova York, "vários de uma vez só", para a primeira fase e também para o teste de rua. Em Massachusetts, o esquema forjava os passaportes para usar como identidade para requerer a habilitação. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Inteligência aponta riscos à segurança na Copa do Mundo nos EUA

    Presidente da Fifa, Gianni Infantino, se aproximou de Trump nos últimos meses (Foto: Casa Branca/ Arquivo) WASHINGTON - Relatórios de inteligência das polícias dos Estados Unidos alertam para o risco de extremistas e criminosos terem como alvo a Copa do Mundo em um momento em que centenas de milhões de dólares destinados à segurança foram liberados com atraso, prejudicando o ritmo dos preparativos no país. Os documentos, até então não divulgados, foram produzidos por autoridades federais e estaduais, além da Fifa, entidade responsável pela organização do torneio, e apontam para o risco de ataques extremistas, incluindo ações contra infraestruturas de transporte, além de possíveis distúrbios civis relacionados à política de imigração do presidente Donald Trump. A Copa do Mundo, um dos maiores eventos esportivos do planeta, será disputada em junho e julho deste ano, com jogos distribuídos entre EUA, Canadá e México. Embora a segurança nesses eventos já seja tradicionalmente reforçada, autoridades norte-americanas estão em alerta ainda maior desde o início da guerra envolvendo o Irã, diante de preocupações com possíveis retaliações. Nos últimos meses, responsáveis pela organização nos EUA os alertas sobre o atraso na liberação de US$ 625 milhões em verbas federais para segurança, previstas em um pacote orçamentário aprovado em julho de 2025 com apoio republicano. A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), encarregada de distribuir os recursos, havia informado em novembro que faria a liberação até 30 de janeiro. Após questionamentos da imprensa e reclamações de autoridades e organizadores sobre a ausência dos valores, a agência anunciou na quarta-feira (18) que os recursos foram finalmente concedidos, afirmando que irão “reforçar os preparativos de segurança”. Com a abertura da Copa marcada para 11 de junho no México — seguida por partidas nos EUA e Canadá no dia seguinte —, estados e cidades-sede já estão em fase avançada de planejamento, incluindo estratégias para prevenir possíveis ataques. Segundo autoridades ouvidas pela reportagem, os atrasos no financiamento e os alertas de ameaças tornaram o processo ainda mais complexo. De acordo com Mike Sena, presidente da National Fusion Center Association, a distribuição dos recursos costuma levar meses, enquanto a aquisição de tecnologia e equipamentos pode demandar ainda mais tempo. “Será extremamente apertado”, afirmou. Um relatório de inteligência de dezembro de 2025, produzido em Nova Jersey — que sediará jogos, incluindo a final —, destacou ataques domésticos recentes, planos terroristas frustrados e a disseminação de propaganda extremista. O documento também menciona a possibilidade de aglomerações espontâneas ligadas a tensões entre países. Outro relatório, de setembro de 2025, identificou uma publicação online que incentivava ataques à infraestrutura ferroviária durante a Copa, sugerindo que haveria “muitas oportunidades” para descarrilar operações, com menção a jogos na costa oeste dos EUA e do Canadá. Os documentos foram obtidos pela organização Property of the People. Atrasos e disputa política Democratas atribuíram o atraso na liberação dos recursos à então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Sob sua gestão, o departamento também reteve, no ano passado, centenas de milhões de dólares em verbas de segurança destinadas a estados governados por democratas e ao Distrito de Columbia, pressionando por maior rigor na fiscalização imigratória. Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, responsabilizou os democratas pelo impasse, citando divergências sobre políticas de imigração. Segundo ele, o presidente está focado em fazer desta “a maior Copa do Mundo da história”, garantindo ao mesmo tempo o evento “mais seguro já realizado”. A política migratória de Trump já impacta o ambiente do torneio e gera preocupações sobre a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). Desde o início de seu mandato, em janeiro de 2025, agentes têm intensificado detenções de suspeitos de imigração irregular em cidades dos EUA e realizado abordagens em aeroportos, inclusive envolvendo turistas. Dados do Departamento de Comércio dos EUA indicam queda no número de visitantes internacionais desde o início do governo Trump. Ainda assim, há sinais iniciais de forte demanda por voos e ingressos para a competição. Em relatório da Fifa datado de 28 de janeiro, analistas alertaram que o ativismo contrário ao ICE em cidades americanas pode reduzir barreiras para “ações hostis de atores isolados ou elementos extremistas”. Além disso, Trump implementou restrições totais ou parciais de viagem a cidadãos de mais de três dezenas de países, incluindo o Irã, que negocia com a Fifa a transferência de seus jogos para o México devido às tensões com os Estados Unidos. Outras seleções classificadas — como Haiti, Costa do Marfim e Senegal — também enfrentam restrições para seus torcedores. Eventos paralelos sob atenção Autoridades apontam ainda preocupação com os eventos “Fifa Fã Festival”, que reúnem grandes públicos em áreas abertas para transmissão dos jogos. Um festival planejado para o Liberty State Park, em Jersey City, durante toda a Copa, foi cancelado inesperadamente no mês passado e substituído por eventos menores. A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, afirmou que a mudança permitiria ampliar o acesso da população. No entanto, segundo fontes envolvidas no planejamento, preocupações com segurança também influenciaram a decisão. A deputada federal Nellie Pou, cujo distrito inclui o MetLife Stadium — um dos palcos da Copa —, destacou a dimensão do desafio. Segundo ela, cada uma das 104 partidas do torneio equivale, em termos de operação, a um Super Bowl. “As autoridades locais e as forças de segurança certamente estarão sob grande pressão”, afirmou. “Elas precisam de cada dólar disponível — e precisam disso agora.” ** Com Reuters **

  • Brasileiro é condenado por venda de carteira de motorista e vai ser deportado

    Massachusetts entrou na segunda fase do esquema fraudulento BOSTON – O Tribunal Federal de Boston condenou na última semana o brasileiro César Augusto Martins Reis, 28 anos, a pouco mais de nove meses de prisão por um esquema de venda de carteiras de motoristas de Nova York e Massachusetts para pessoas que não se qualificavam para o documento e utilizavam passaportes e endereços falsos. A pena é bem menor que a máxima prevista de 15 anos para esses tipos de crime. A juíza Margaret Guzman decidiu no dia 26 de setembro que o réu deveria cumprir 290 dias na cadeia, tempo que já permaneceu preso, e ser extraditado. Em junho, o brasileiro que morava em Waterbury, Connecticut, quando foi detido, reconheceu a culpa por "conspirar para produzir e portar ilegalmente documentos de identificação para depois transferi-los a terceiros". Ele foi flagrado pela polícia no dia 4 de fevereiro do ano passado com 50 carteiras de motorista fraudulentas, destaca o processo. Além de Reis, a investigação que desmantelou a quadrilha em dezembro culminou na prisão de Helbert Costa Generoso, 39, de Danbury, em Connecticut, Gabriel Nascimento de Andrade, 26, de Boston, em Massachusetts. Eles ainda não foram julgados. Outros dois acusados Edvan Fernandes Alves De Andrade, 34, de Worcester, e Leonel Teixeira de Souza Junior, 38, de Milford, já estavam no Brasil. Esquema fraudulento De acordo com o processo, as fraudes para fornecer habilitação para pessoas que moravam fora do Estado ocorreram entre novembro de 2020 e setembro de 2024. Massachusetts entrou nas negociações após julho de 2023, quando passou a emitir carteira de motorista para imigrantes indocumentados. Já em Nova York o documento estava disponível para residentes sem status imigratório legal no país desde 2019. Leia também: Brasileiros podem pegar até 15 anos de prisão por venda de carteiras Os réus cobravam cerca de US$ 1,4 mil para conseguir a habilitação. No total, foram mais de mil clientes e, segundo as investigações, aproximadamente 600 tiveram sucesso. Os falsários burlavam o sistema de Nova York que exige que os candidatos tirem fotos enquanto fazem o teste escrito on-line na tentativa de evitar fraudes. Os réus pediam a seus clientes para se fotografarem em posições que simulavam que estavam completando a prova, mas eram os acusados que respondiam aos testes escritos, criavam certificados de conclusão de escolas de condução de Nova York, inclusive com assinaturas falsas de funcionários desses locais. Com esse certificado, os candidatos compareciam ao Departamento de Registro de Carros de NY para apresentar os documentos de identidade e comprovante de residência no Estado, mesmo local para onde eram enviadas as habilitações. Os endereços eram controlados pela quadrilha. Os réus e seus cúmplices recrutavam clientes em Massachusetts e os dirigiam até Nova York, "vários de uma vez só", para a primeira fase e também para o teste de rua. Em Massachusetts, o esquema forjava os passaportes para usar como identidade para requerer a habilitação. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Israel e Irã lançam mais ataques à medida que crise se aprofunda

    Irã promete resistir com ataques contra aliados dos EUA e Israel WASHINGTON - Israel e Irã lançaram novos ataques um contra o outro na sexta-feira, 20, um dia após Teerã atingir uma refinaria de petróleo israelense e depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou Israel contra novos ataques a um campo de gás offshore iraniano compartilhado com ⁠o Catar. Israel atacou Teerã, tendo como alvo a "infraestrutura do regime terrorista iraniano", ‌disseram os militares em uma breve declaração que não forneceu detalhes. O Irã disparou uma barragem de mísseis contra Israel, disseram os ‌militares israelenses, acionando sirenes de ataque aéreo em ‌Tel Aviv, enquanto explosões de interceptores de defesa aérea ecoavam ⁠pela cidade. A guerra contra o Irã matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, espalhou-se pelo Oriente Médio e atingiu a economia global desde que EUA e Israel lançaram seu ataque conjunto em 28 de fevereiro. Os Emirados Árabes Unidos também relataram uma "ameaça de míssil" no ‌início da sexta-feira, quando os muçulmanos começaram a comemorar o feriado de ‌Eid al-Fitr, marcando o ⁠fim do mês ⁠sagrado do Ramadã. O Kuweit disse que uma refinaria de petróleo no Estado do ⁠Golfo foi atingida por um ‌ataque de drones. ESCALADA DA CRISE ‌ENERGÉTICA Os últimos ataques ocorrem após dias de ataques iranianos contra a infraestrutura regional de energia, o que tem agitado os mercados globais. Os preços da energia subiram na quinta-feira depois que o Irã respondeu ⁠a um ataque israelense a um importante campo de gás atingindo a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, que processa cerca de um quinto do gás natural liquefeito do mundo, causando danos que levarão anos para serem reparados. O principal ‌porto da Arábia Saudita no Mar Vermelho, onde o país conseguiu desviar algumas exportações para evitar o fechamento do ponto de saída do ⁠Golfo pelo Irã, o Estreito de Ormuz, também foi atacado na quinta-feira. Os preços do petróleo caíram na sexta-feira, uma vez que os países ocidentais e o Japão se ofereceram para ajudar a garantir a passagem segura dos navios pelo estreito -- normalmente o canal para um quinto dos suprimentos de petróleo do mundo -- e os EUA delinearam medidas para aumentar a produção de petróleo. Os ataques às instalações regionais de energia ressaltaram a capacidade contínua do Irã de cobrar um preço alto pela campanha israelense-americana e os limites das defesas aéreas para proteger os ativos de energia mais valiosos e estratégicos do Golfo. ** Com Reuters **

  • EUA registram site após promessa de divulgar arquivos sobre extraterrestres

    EUA ainda não divulgaram informações sobre os alienígenas conforme o prometido WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos registrou essa semana os domínios “alien.gov” e “aliens.gov”, segundo revelou um rastreador automatizado de novos sites federais. Até o momento, as páginas não estão ativas nem exibem conteúdo. A iniciativa ocorre cerca de um mês após o presidente Donald Trump anunciar que determinaria a divulgação de arquivos governamentais relacionados a supostos extraterrestres. Na ocasião, o republicano afirmou que instruiria diferentes órgãos a identificar e tornar públicas informações sobre vida alienígena, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs). A decisão foi tomada em meio à repercussão de declarações do ex-presidente Barack Obama. Em entrevista ao podcast do youtuber Brian Tyler Cohen, Obama afirmou “saber” da existência de extraterrestres, embora não os tenha visto diretamente. A fala viralizou nas redes sociais e levou o ex-presidente a esclarecer o comentário. Segundo ele, durante seu mandato, não teve acesso a evidências de contato entre extraterrestres e a Terra. “Eu não vi nenhuma evidência durante minha presidência de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Sério”, afirmou. Até agora, não há indicação oficial sobre quando ou se os domínios resgistrados na quarta-feira, 18, serão utilizados para divulgar informações ao público. ** Com Agências **

  • Juiz nega asilo a família de menino de 5 anos detido por ICE em Minneapolis

    A detenção de Liam comoveu o país e despertou o debate sobre a ação do ICE contra imigrantes MINNEAPOLIS - Um juiz federal de imigração negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos cuja detenção por agentes do ICE provocou repercussão nacional no início deste ano. A decisão determina a deportação dos equatorianos, mas o caso ainda será analisado em instância superior após recurso apresentado pela defesa. De acordo com o Distrito Escolar Público de Columbia Heights, em Minnesota, onde Liam estuda, o encerramento do processo é considerado “de partir o coração”. Em nota, a instituição afirma que segue apoiando a criança e demonstra esperança em uma reversão da decisão. O advogado da família, Paschal Nwokocha, informou que a decisão foi tomada há algumas semanas por um juiz de imigração em Nova York, mas só agora veio a público. Segundo ele, o recurso já foi encaminhado ao Conselho de Apelações de Imigração (BIA), o que permite que a família permaneça nos Estados Unidos até que haja uma decisão final. "O problema é que eles não tiveram a oportunidade de contar sua história. O processo foi encerrado sem que pudessem apresentar os méritos do caso", afirmou. Leia também: Menino de 5 anos detido pelo ICE volta para casa O drama dos equatorianos ganhou notoriedade em janeiro, quando Liam foi detido junto com o pai, Adrian Alexander Conejo Ramos, na porta de casa, logo após retornarem da pré-escola. Segundo relatos de funcionários da escola, agentes teriam usado a presença da criança para facilitar a abordagem e entrar na residência. Pai e filho foram levados para um centro de processamento de imigração no Texas, mas acabaram liberados semanas depois por decisão do juiz distrital Fred Biery, que criticou duramente a condução do caso. Na ocasião, ele classificou a ação do governo como parte de uma política “mal concebida”, que poderia resultar em traumas a crianças. As autoridades de imigração, por sua vez, apresentaram versões divergentes. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou anteriormente que a criança teria sido abandonada pelo pai, versão contestada pela defesa. A família entrou nos EUA em 2024 por meio de um sistema criado durante o governo Biden, que permitia o agendamento de pedidos de asilo por aplicativo. O governo, no entanto, afirma não ter registro do uso da ferramenta no caso específico. ** Com Agências **

  • Secretária de Inteligência Nacional dos EUA admite que governo do Irã continua intacto

    Irã tem resistido aos ataques desde 28 de fevereiro WASHINGTON - O governo do Irã sofreu ‌desgaste desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, mas parece estar intacto -- Teerã e seus representantes continuam capazes de atacar os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio, disse nesta quarta-feira a diretora de Inteligência Nacional dos EUA (DNI, na sigla em inglês), Tulsi Gabbard. "O regime no Irã parece estar intacto, mas amplamente degradado pela Operação Fúria Épica", disse Gabbard, referindo-se à campanha militar dos EUA e de ⁠Israel contra o Irã, em seu discurso de abertura na audiência anual do Comitê de Inteligência do Senado sobre as ‌Ameaças Mundiais aos Estados Unidos. "Mesmo assim, o Irã e seus representantes continuam capazes e continuam a atacar os interesses dos EUA e de seus aliados no Oriente Médio. Se um regime hostil sobreviver, ele procurará iniciar ‌um esforço de anos para reconstruir suas forças de mísseis e ‌UAV (drones)", disse ela. A expectativa era que a audiência se concentrasse na guerra do Irã, agora em sua ⁠terceira semana, já que os parlamentares -- incluindo alguns dos pares do presidente Donald Trump republicanos e também democratas -- querem mais informações sobre uma campanha aérea que matou milhares de pessoas, interrompeu a vida de milhões e abalou os mercados de energia e de ações. Os democratas, em particular, reclamaram que o governo não manteve o Congresso adequadamente informado sobre um conflito que custou bilhões aos contribuintes dos EUA e exigiram depoimentos públicos em vez de reuniões confidenciais realizadas ‌nas últimas duas semanas. O depoimento de autoridades, incluindo Gabbard e o diretor da CIA, John Ratcliffe, provavelmente também abordará o ‌anúncio chocante, na terça-feira, de que ⁠um dos principais assessores de ⁠Gabbard havia se demitido, citando a guerra como motivo. Joe Kent, que chefiava o Centro Nacional de Contraterrorismo, é o primeiro funcionário ⁠sênior do governo Trump a renunciar por causa do conflito. O ‌gabinete do DNI supervisiona o centro de ‌contraterrorismo e Kent é próximo de Gabbard, que manteve um perfil discreto desde o início da guerra contra o Irã. "Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação, e está claro que começamos essa guerra devido à pressão ⁠de Israel e seu poderoso lobby", escreveu Kent em uma carta publicada nas redes sociais. A Casa Branca rejeitou a afirmação de Kent, dizendo que sua carta incluía "falsas alegações". A avaliação da ameaça que Gabbard apresentou ao comitê aumentou a confusão sobre o estado do programa nuclear do Irã. Algumas autoridades do governo disseram, no período que antecedeu a guerra, que o Irã estava a semanas de ‌desenvolver uma arma nuclear, um dos motivos apresentados para iniciar os ataques aéreos. Nesta quarta-feira, Gabbard disse que o programa de enriquecimento nuclear do Irã foi destruído em ataques dos EUA e de Israel em junho e ⁠que Washington não viu nenhum esforço desde então para reconstruir sua capacidade de enriquecimento. Surgiram dúvidas sobre o que foi dito a Trump antes de ele decidir se unir a Israel para atacar o Irã. Fontes familiarizadas com os relatórios de inteligência dos EUA disseram que Trump foi avisado, por exemplo, que atacar o Irã poderia desencadear uma retaliação contra os aliados do Golfo dos EUA, apesar de suas afirmações na segunda-feira de que a reação de Teerã foi uma surpresa. A declaração de Trump veio na esteira de outras alegações do governo que não foram respaldadas por relatórios da inteligência dos Estados Unidos, como a de que o Irã em breve teria um míssil capaz de atingir o território continental dos EUA e que levaria de duas a quatro semanas para fabricar uma bomba nuclear. Trump também foi informado antes da operação que Teerã provavelmente tentaria fechar o Estreito de Ormuz, de acordo com duas outras fontes familiarizadas com o assunto. ** Com Reuters **

  • EUA mantêm juros entre 3,5% e 3,75% com incertezas sobre guerra no Irã

    Jerome Powell, presidente do Fed, concede entrevista coletiva em Washington (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Em meio à guerra no Irã e à disparada no preço do petróleo, o banco central dos Estados Unidos (Fed - Federal Reserve) decidiu nesta quarta-feira. 18, manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% pela segunda reunião consecutiva. A medida foi aprovada por 11 votos a 1, sendo que o único a divergir foi Stephen Miran, indicado por Donald Trump neste segundo mandato, que defendeu um corte de 0,25 ponto percentual. Em comunicado, o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) afirmou que a "incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada" em virtude das consequências incertas do conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro. Sete das 19 autoridades do Fed preveem que as taxas fiquem inalteradas até o final deste ano. Outros sete consideraram que um corte de 0,25 ponto percentual seria necessário, enquanto cinco defendem duas reduções dessa magnitude. As projeções publicadas nesta quarta mostram que os banqueiros centrais se tornaram mais pessimistas em relação à inflação nos últimos meses. O aumento de preços nos Estados Unidos, antes estimado em 2,4%, subiu para 2,7% em 2026, enquanto a expectativa para a taxa de desemprego permaneceu em 4,4%. Os dados mais recentes mostraram que a inflação desacelerou em janeiro, mas o total acumulado em 12 meses subiu de 2,8% para 2,9%. "Ao avaliar a postura adequada da política monetária, o Comitê continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas. O Comitê estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos", destacou a autarquia. Pressionado pelo presidente Donald Trump desde o início de seu novo mandato, o chair do Fed, Jerome Powell, disse nesta quarta que não tem intenções de deixar a instituição até que a investigação sobre os gastos da reforma de sua sede seja concluída. O indicado de Trump, Kevin Warsh, ainda precisa ser sabatinado pelo Senado, e deve assumir em meados de maio, quando termina o mandato de Powell. A decisão já era esperada por analistas que esperavam o posicionamento do Fed frente ao conflito que levou o preço do petróleo em 9 de março ao seu maior patamar em quatro anos e catapultou o preço médio da gasolina e do diesel, que subiram mais de 25% na comparação com o valor antes da guerra. Economistas dizem que os impactos domésticos e globais dependem de quanto tempo a guerra vai durar, da estrutura de um novo governo iraniano e se os preços do petróleo subirão ainda mais além de US$ 100 por barril ou se recuarão logo para os níveis anteriores. Nesta quarta, o preço do Brent, referência mundial, chegou a US$ 109,95. Além do combustível, vários outros preços podem aumentar no país: as companhias aéreas começaram a alertar sobre a alta dos custos de viagem com a elevação do preço do combustível de aviação, e uma autoridade da Casa Branca disse que os EUA estavam buscando outras fontes de fertilizantes agrícolas para evitar impactos nos alimentos. À medida que os consumidores lidam com os preços mais altos relacionados ao petróleo, eles podem cancelar compras ou tentar reduzir totalmente os gastos, enquanto os parceiros comerciais dos EUA na Europa enfrentam um choque inflacionário ainda mais acentuado. Ao mesmo tempo, o Fed deve enfrentar novas cobranças de Donald Trump, que teme os efeitos econômicos em sua campanha nas eleições de meio de mandato marcadas para novembro. A guerra do Irã marca o segundo choque econômico que Trump provocou nas perspectivas do Fed, já que, há um ano, os banqueiros centrais também consideraram as propostas tarifárias do novo governo como um golpe tanto para o crescimento quanto para os preços. Embora o impacto inicial das tarifas não tenha sido tão alto quanto o esperado, as empresas disseram que ainda estão no processo de repassar os custos mais altos, fato que já fez com que as autoridades, na reunião de 27 e 28 de janeiro do Fed, discutissem a possível necessidade de aumentos nos juros em vez de cortes. **Com AF**

  • Diretor de combate ao terrorismo dos EUA se demite por discordar da guerra no Irã

    WASHINGTON - A principal autoridade contraterrorismo dos Estados Unidos anunciou sua demissão nesta terça-feira, 17, em função da guerra no Irã, aconselhando o presidente a "reverter o curso". Em carta postada na sua conta no X, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, declarou que o Irã "não representava ameaça iminente" aos EUA e que o governo "começou esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby americano". Kent tem 45 anos e é veterano da CIA e das forças especiais do país. Sua esposa, a técnica em criptologia da marinha americana Shannon Kent, foi morta em um bombardeio na Síria em 2019. A Casa Branca criticou a carta, afirmando que Trump detinha "evidências convincentes" de que o Irã iria atacar os Estados Unidos em primeiro lugar. No Salão Oval da Casa Branca, Trump declarou achar Kent um "bom rapaz", mas "fraco em questões de segurança". O presidente americano afirmou que a carta de renúncia de Kent fez com que ele percebesse que "é bom que ele esteja fora" e discordou da avaliação do ex-funcionário sobre a ameaça iraniana. Com sua saída, Kent se torna a figura de mais alto escalão do governo Trump a criticar publicamente a operação dos EUA e Israel no Irã. Na carta endereçada a Trump, Kent afirmou que "altas autoridades israelenses" e influentes jornalistas americanos semearam "desinformação", levando o presidente a comprometer sua plataforma "América em Primeiro Lugar". "Esta câmara de eco foi usada para induzir o presidente a acreditar que o Irã representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos", prossegue a carta. "Era uma mentira." Kent é apoiador de Trump de longa data. Ele concorreu duas vezes ao Congresso americano, sem sucesso. O presidente o nomeou no início do governo e ele foi confirmado no cargo por pequena margem. Muitos democratas criticaram suas ligações com grupos extremistas, incluindo membros do grupo Proud Boys. Na audiência de confirmação, Kent também se recusou a retirar as afirmações de que agentes federais teriam fomentado o levante de 6 de janeiro no Capitólio e que Trump teria vencido as eleições presidenciais de 2020. No Centro Nacional de Contraterrorismo, Kent se reportava à diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. Ele supervisionava a análise e detecção de possíveis ameaças terroristas de todas as partes do mundo. Antes de ocupar o cargo, Kent foi destacado 11 vezes para o exterior com as Forças Armadas americanas, incluindo com as forças especiais do Exército dos Estados Unidos no Iraque. Ele se tornou oficial paramilitar da CIA, até deixar o serviço público após a morte da esposa. Kent mencionou seu serviço militar e a morte da esposa na sua carta. Ele afirmou "não suportar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz benefícios para o povo dos Estados Unidos, nem justifica o custo de vidas americanas". A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a indicação de que Trump teria "tomado a decisão com base na influência de terceiros, até de países estrangeiros, é ultrajante e hilária". "Como o presidente Trump declarou de forma clara e explícita, ele tinha evidências fortes e convincentes de que o Irã iria atacar os Estados Unidos em primeiro lugar", destacou ela. Em rápida entrevista ao jornal The New York Times, o comentarista conservador Tucker Carlson elogiou Kent, com quem mantém laços pessoais próximos. "Joe é o homem mais corajoso que conheço e não pode ser descartado como sendo maluco", declarou Carlson. "Ele está deixando um cargo que deu a ele acesso a inteligência relevante do mais alto nível. Os neoconservadores tentarão destruí-lo por isso." "Ele sabe disso e fez assim mesmo", concluiu ele. Diversas autoridades de alto escalão do governo Trump já se demitiram, como a diretora executiva da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Margaret Ryan, e o presidente do Centro Kennedy, Ric Grenell. Mas o segundo mandato do atual presidente apresenta muito menos rotatividade que sua primeira passagem pela Casa Branca, entre 2017 e 2021. ** Com BBC **

  • Senado americano começa debate de projeto que mira mudanças nas eleições americanas

    Projeto no Senado tem poucas chances de avançar mesmo com ameaças de Trump de barrar outros textos WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira, 17, um debate sove sobre um projeto de lei eleitoral que pode se estender por dias ou até semanas, mesmo sem chances de aprovação. A estratégia dos republicanos é atrair atenção pública para propostas que endurecem regras de registro de eleitores, em meio à pressão do presidente Donald Trump antes das eleições legislativas de novembro. A chamada “maratona de discursos”, que pode durar uma semana ou mais, enquanto o líder da maioria no Senado, John Thune, tenta equilibrar as exigências do chefe da Casa Branca com a oposição unificada dos democratas. Trump tem pressionado para acabar com o filibuster legislativo — mecanismo que exige 60 votos para avançar projetos —, mas Thune afirma não ter apoio suficiente para isso. Sem os votos necessários, os republicanos pretendem fazer uma demonstração prolongada de apoio à aprovação da proposta exige que eleitores comprovem cidadania americana ao se registrar e apresentem documento de identificação para votar. Trump já indicou que pode barrar outras leis até que o texto seja aprovado. Mesmo assim a votação final deve fracassar. Os republicanos têm 53 cadeiras no Senado, mas precisam de 60 votos para avançar. Todos os 45 democratas e dois independentes, que votam com o partido, são contra a medida. Thune defende, entretanto que o debate servirá para “colocar os democratas em posição registrada”. Em rede social, Trump ameaçou não apoiar republicanos que votarem contra o projeto. "Somente pessoas doentes, dementes ou desequilibradas na Câmara ou no Senado poderiam votar contra a Save America Act (Lei Salve a América)", disse em uma publicação em sua rede social, a Truth Social. "Identificação do eleitor, comprovante de cidadania, fim da votação fraudulenta por correio (somos o único país do mundo que permite isso!)", listou. O texto, chamado de Safeguard American Voter Eligibility Act (SAVE Act), faz parte de uma agenda mais ampla defendida por Trump para ampliar o controle federal sobre eleições. Entre as medidas, estão exigências mais rígidas para comprovação de cidadania e novas penalidades para funcionários eleitorais. O projeto também prevê o compartilhamento de dados de eleitores com o Departamento de Segurança Interna para identificar pessoas em situação irregular. Trump quer incluir ainda a proibição da maioria dos votos pelo correio. Democratas e entidades de direitos civis criticam a proposta e afirmam que não há evidências de participação significativa de não cidadãos nas eleições. Para eles, as novas regras podem excluir milhões de eleitores ao dificultar o acesso aos documentos exigidos. “Não há um novo problema a ser resolvido”, disse Janai Nelson, presidente de uma organização de defesa de direitos civis. Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a medida pode retirar eleitores das listas antes mesmo de votarem. A disputa também envolve a forma do debate. Trump e aliados defendiam um filibuster tradicional, com discursos contínuos para atrasar votações. A liderança republicana rejeitou a ideia e optou por ocupar o plenário com discursos próprios, fora dos limites de tempo habituais. Democratas devem reagir com manobras regimentais, o que pode obrigar senadores a comparecerem ao plenário em horários variados para votações. O cenário ainda é incerto, segundo aliados republicanos, e deve evoluir ao longo dos próximos dias. Contexto Em fevereiro, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou a proposta que exige a comprovação de cidadania norte-americana para participação nas eleições de meio de mandato. A oposição, no entanto, afirmou que a medida impõe encargos desnecessários aos eleitores e concentra poder eleitoral nas mãos do presidente Donald Trump. O projeto exige comprovação de cidadania no momento do registro eleitoral para as eleições e prevê penalidades criminais a funcionários que registrarem pessoas sem a documentação exigida. Medida semelhante já havia sido aprovada duas vezes pela Câmara — em abril passado e em 2024 —, mas foi rejeitada no Senado. A proposta é a versão mais recente de uma iniciativa surgida na campanha presidencial de 2024, impulsionada por alegações falsas de Trump de que um grande número de imigrantes em situação irregular teria votado em eleições federais. As eleições de meio de mandato, também conhecidas como "midterms", serão realizadas em 3 de novembro e renovam toda a Câmara de Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, ambas dominadas pelos partidários do presidente. ** Com AP **

  • Massachusetts lança portal para residente denunciar ações violentas do ICE

    Healey diz que ferramenta vai facilitar monitoramento de operações do ICE em Massachusetts BOSTON - O governo de Massachusetts lançou nesta segunda-feira, 16, um portal para denunciar operações violentas do ICE. A página na internet pode receber fotos, vídeos e descrições detalhadas sobre os incidentes. "Esse portal vai nos ajudar a reunir informações, apoiar os residentes e assegurar que os agentes federais estão agindo conforme a lei", enfatizou a governadora Maura Healey em comunicado. Além disso, a procuradoria geral do Estado atualizou o material sobre os direitos e recursos dos imigrantes para incluir informações "sobre como responsabilizar os funcionários federais da imigração". As iniciativas se somam a outras ações como a ordem executiva para limitar a cooperação entre agências locais de polícia e o ICE. As ações do Estado ganham reforço com outra iniciativa da administração da capital. Na semana passada, a prefeita de Boston, Michelle Wu, anunciou a liberação de US$ 4,5 milhões para projetos de apoio aos imigrantes, incluindo serviços jurídicos e educação. SERVIÇO: Para acessar a página para denunciar operações do ICE , clique aqui .

  • Brasileira é acusada de prática ilegal de odontologia em NJ

    OLD BRIDGE - A brasileira Ana Cristina Amato, de 49 anos, volta à Corte no dia 24 de março após ser acusada de exercício ilegal da odontologia, agressão qualificada e facilitação financeira de atividade criminosa. De acordo com a denúncia, Ana mantia um consultório odontológico no centro de Old Bridge, em Nova Jersey, onde realizava os procedimentos odontológicos que anunciava em grupos do WhatsApp. A investigação começou no dia 27 de setembro quando um paciente procurou a delegacia. O homem estava com um gaze na boca e sangrando, observa o relatório. Cinco dias antes, o denunciante havia começado um tratatamento de canal que lhe custaria US$ 1 mil, dentro da média de valores cobrados por clínicas particulares que varia entre US$700 e US$1.500. Entretanto, a falsa dentista perfurou o dente do paciente. Ana chegou a pedir que o paciente retornasse no dia seguinte, mas poucas horas depois foi informado de que deveria procurar outro profissional porque "ela não conseguiria terminar o tratamento". O paciente voltou ao consultório para reaver os US$ 300 que havia pagado adiantado, o que foi recusado pela brasileira. A investigação culminou na prisão de Ana em 19 de fevereiro. À imprensa local, um amigo da brasileira falou que a brasileira tem apenas um curso de assistente de cirurgião-dentista, feito nos Estados Unidos. A fonte, que pediu anonimato, disse que a mulher migrou de São Paulo em 200 e viveu a maior parte do tempo em Queens, Nova York. Casada com um americano e mãe e dois filhos, Ana trabalhou por muitos anos com um dentista e apenas recentemente surgiu a ideia da clínica. “Eu não desconfiava que ela estivesse exercendo ilegalmente a odontologia porque ela dizia que iria fazer apenas limpeza ou clareamento. Ela falava que o consultório dela era para ajudar a comunidade, pessoas carentes. Ela foi em várias clínicas falar com dentistas para fazer parceria, a ideia dela era iniciar o tratamento e depois encaminhar as pessoas para esses dentistas”, contou o amigo. No Instagram, Ana se definia como “empreendedora, mãe, esposa e nerd registrada da odontologia”. Ela oferecia especialmente o serviço de clareamento de dentes. A conta foi apagada. A Manchete USA não conseguiu contato com a brasileira até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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