top of page

Resultados de busca

1062 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Investimento do ICE em tecnologias de monitoramento desafia limites da legalidade

    Ferramentas incluem reconhecimento facial, identificação de placas de carro e monitoramento de celulares WASHINGTON - A operação anti-imigração de Donald Trump, liderada pelo ICE, tem desafiado os limites da legalidade para além das disputas sobre as apreensões e deportações. As agências vinculadas ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) investiram milhões de dólares em ferramentas tecnológicas no último ano, incluindo sistemas de reconhecimento facial e de monitoramento, que estão sendo usados nas ruas do país não apenas contra indivíduos sem documentação e suspeitos de crime, mas também contra cidadãos americanos que protestam contra o governo — levantando preocupações sobre o uso de informações sensíveis para reprimir a oposição. Os casos de uso dos novos recursos contra cidadãos americanos estão sendo mapeados por grupos da sociedade civil e veículos de imprensa, enquanto documentos públicos do DHS mostram o aumento dos investimentos em tecnologias de monitoramento e identificação. Uma revisão realizada pelo Washington Post de um relatório anual divulgado na quarta-feira (28) pelo órgão oferece um panorama dos meios que os agentes já são capazes de desempenhar. Entre as ferramentas tecnológicas adquiridas para uso dos agentes federais estão programas de reconhecimento facial, de identificação de placas de carro, monitoramento de aparelhos celulares, bases de dados para localização de aparelhos eletrônicos, drones e mesmo serviços de perícia digital que potencialmente são capazes de entrar de forma remota em dispositivos privados. "As tecnologias estão sendo implantadas, ou aparentam estar sendo implantadas, de uma forma muito mais agressiva do que vimos no passado", disse Nathan Freed Wessler, advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), em entrevista ao New York Times. "A combinação de todas essas tecnologias está dando ao governo capacidades sem precedentes." Reconhecimento facial Voluntária de um grupo que monitora o trabalho dos agentes de imigração, Nicole Cleland, de 56 anos, foi surpreendida na manhã de 10 de janeiro, quando seguia uma viatura do ICE. O veículo e bloqueou a passagem de seu carro, e um homem desceu e a abordou, chamando-a pelo nome. "Ele disse que tinha reconhecimento facial e que sua câmera corporal estava ligada", contou a mulher, que nunca havia encontrado o agente antes. Há pelo menos sete casos registrados de cidadãos americanos submetidos a reconhecimento facial neste mês em Minneapolis. Ativistas ouvidos pelo New York Times dizem que as pessoas não deram autorização para terem seus rostos gravados — o que não impediu os agentes. Duas ferramentas de reconhecimento parecem estar em uso. Uma delas é o aplicativo Mobility Fortify, desenvolvido pela empresa NEC, que permite aos agentes compararem as digitalizações faciais e de impressões digitais com bancos de dados que contêm o status imigratório e outras informações dos indivíduos — que o DHS afirma estarem limitadas a dados disponíveis para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Outra é o Clearview AI, um programa de reconhecimento facial que o DHS já disse ter utilizado para investigações de exploração infantil, que consulta bancos de dados públicos. A revisão realizada pelo Washington Post lista mais uma tecnologia que teria sido adquirida pelo ICE, desenvolvida pela empresa BI2 Technologies, especializada no escaneamento da íris de eventuais suspeitos. O grupo afirma que o programa é capaz de obter uma leitura identificadora do olho de uma pessoa em segundos a uma distância de quase 40 centímetros. Investimentos milionários O ICE expandiu consideravelmente suas ferramentas tecnológicas no último ano após um aporte financeiro significativo. Em julho, o presidente Trump sancionou uma lei que aumentou o orçamento anual do ICE de US$ 8 bilhões para aproximadamente US$ 28 bilhões, o que elevou a agência ao patamar de mais rica do governo. Parte dos recursos foi empregada em formas tecnológicas de vigilância. Em abril, o DHS fechou um contrato de quase US$ 30 milhões com a empresa de tecnologia Palantir, para o desenvolvimento de um sistema baseado em inteligência artificial que ajudaria a encontrar e rastrear indivíduos para deportação. Fontes no departamento disseram que o sistema — um banco de dados que integra diferentes informações — já está em uso. Em setembro, o órgão também gastou quase US$ 10 milhões na aquisição de pelo menos três ferramentas e serviços de monitoramento de mídias sociais, que permitem acessar informações de celulares, de acordo com registros de compras e contratos públicos. Uma dessas ferramentas foi desenvolvida pela Paragon, uma empresa israelense, que permitiria que as pessoas controlem telefones ou os acessem remotamente para ler mensagens ou rastrear as suas localizações. As outras foram criadas pela Penlink, uma empresa de software sediada no Nebraska, e usam dados de redes sociais coletados da internet e informações de corretores de dados para ajudar a construir dossiês de qualquer pessoa que tenha uma conta em redes sociais. "Pelo que podemos ver nos pedidos públicos de propostas, o ICE está aumentando o uso de tecnologia de reconhecimento facial tanto na fronteira quanto no interior do país e contratando empresas como a Palantir para coletar o máximo de dados possível, criando verdadeiros dossiês sobre as pessoas, com base em seus registros educacionais, financeiros, contas de redes sociais, serviços públicos e etc", afirmou a jornalista Caitlin Dickerson, repórter do The Atlantic que cobre a política imigratória de Trump, em entrevista ao "The Ezra Klein Show". "Acho que, no fim das contas, trata-se de coletar uma quantidade enorme de informações sobre as pessoas que podem ser usadas para rastreá-las mais facilmente, mas também para monitorar seus comportamentos e atividades." Temores de represália Ainda de acordo com a jornalista, uma preocupação adicional à extensão das ferramentas de monitoramento é a ampliação do conceito de "terrorismo doméstico" pela administração Trump, que inclui na definição pessoas que defendem pontos de vista como anticapitalismo, anticristianismo, visões contrárias à família americana tradicional e até mesmo extremismo em relação à imigração. Em Richfield, cidade de Minnesota, Nicole contou que três dias após a abordagem pelo agente do ICE que a chamou pelo nome, ela recebeu um e-mail do DHS informando que seu benefício do programa Global Entry, que permite a entrada rápida pela alfândega para viajantes pré-aprovados e de baixo risco, havia sido revogada, sem qualquer explicação. "Não sei até onde o ICE pode chegar", disse Cleland, relatando que a raiva inicial se converteu em medo do Estado. "Estou tentando descobrir o que posso fazer sem me colocar em maior risco ou colocar outras pessoas em risco. Sou uma americana completamente comum e não posso tolerar o que está acontecendo agora", acrescentou. O DHS não especifica quais tecnologias os agentes de imigração estão usando em Minneapolis. Uma porta-voz afirmou que a agência não detalharia seus métodos. "Há anos, as forças policiais de todo o país têm utilizado a inovação tecnológica para combater o crime. Com o ICE não é diferente", pontuou. Previsão de investimento O ICE continua buscando mais tecnologia. Na semana passada, a agência publicou uma solicitação de informações sobre maneiras de adquirir e integrar melhor as chamadas tecnologias de big data e publicidade em suas operações, afirmando que estava "trabalhando com volumes crescentes de documentação administrativa criminal, civil e regulatória de diversas fontes internas e externas". O questionário pedia aos fornecedores que descrevessem os tipos de dados que poderiam fornecer sobre "pessoas, empresas, dispositivos, locais, transações e registros públicos". Também perguntava como seus sistemas poderiam ajudar a "identificar indivíduos, entidades ou locais de interesse" e se as pessoas poderiam ser pesquisadas por identificadores, incluindo "nome, telefone, dispositivo, conta e localização". Justin Sherman, pesquisador sênior do Centro de Privacidade e Tecnologia da Faculdade de Direito de Georgetown, disse que essa solicitação demonstrava que o ICE está "redobrando seus esforços" para a compra de dados sensíveis. ** Com Agências **

  • Casos de sarampo levam à quarentena e outras medidas em instalações do ICE no Texas

    Doentes detentos estão isolados para evitar o alastramento da doença na prisão do Texas HOUSTON - Imigrantes do Centro de Detenção de Dilley, no Texas, estão em quarentena e foram suspensos "todos os movimentos" após a confirmação de dois casos de sarampo entre os detidos, informou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) nesta segunda-feira, 2. Os diagnósticos no sul do Texas foram confirmados pelo Departamento de Saúde do Estado no sábado e "todos os ‌detidos estão recebendo cuidados médicos adequados", garantiu o DHS em nota. "O Corpo de Serviços de Saúde do ICE tomou medidas imediatas para colocar em quarentena e controlar a propagação e a infecção, suspendendo todos os movimentos dentro das instalações e colocando em quarentena todos os indivíduos suspeitos de terem entrado em contato com os infectados", afirmou o órgão. Os dois casos no Texas ocorrem em meio ao aumento dos casos de sarampo em todo os Estados Unidos. Em 2025 foi o maior surto desde que a doença foi declarada eliminada no país em 2000. O Texas registrou 762 infecções, atrás apenas da Carolina Sul com 800 pessoas doentes. O deputado Joaquin Castro, democrata do Texas, disse que ‌a instalação deveria ser fechada imediatamente. "Devido às condições de confinamento em Dilley, à falta ‌de resposta médica imediata e capacidade e à falta de experiência com doenças como o sarampo, Dilley não está equipada para combater qualquer propagação", disse ele. A instalação do ICE em Dilley, operada pela empresa privada CoreCivic, foi inaugurada em 2014 para abrigar famílias de migrantes flagradas cruzando ilegalmente a fronteira entre os EUA e o México. Ela deveria ter sido fechada durante o governo Biden, mas foi contratada novamente no ano passado pelo presidente Donald Trump como parte de sua repressão à imigração. A instalação tem sido palco de vários casos de imigração de grande repercussão, incluindo a recente detenção de um menino de 5 anos e seu pai, que foram libertados e devolvidos à sua casa nos subúrbios de Minneapolis após uma ordem judicial. O porta-voz de Castro disse anteriormente que os dois passaram por um exame médico completo ao deixar Dilley no sábado à noite e que Castro e sua equipe do Congresso, que visitaram a instalação na semana passada, foram vacinados contra o sarampo. "Há acesso pouco confiável a ‌cuidados médicos e uma negligência em relação a bebês, crianças, mulheres e homens quando estão doentes e sofrendo. Sejamos claros: o ICE é totalmente responsável por essas condições", disse o porta-voz do congressista **Com Reuters**

  • Testes de motorista na Flórida passam a ser exclusivamente em inglês

    Nova regra também proíbe auxílio de intérprete nos testes teóricos e de rua TALLAHASSE - A partir de sexta-feira, 6, todos os exames teóricos e práticos para carteira de motorista serão realizados exclusivamente em inglês, anunciou o Departamento de Segurança Rodoviária e Veículos Motorizados da Flórida (FLHSMV). Anteriormente, os exames teóricos para a maioria das categorias de habilitação não comercial eram oferecidos em vários idiomas, enquanto os exames teóricos para Permissão de Aprendizagem Comercial (CLP) e Carteira de Habilitação Comercial (CDL) estavam disponíveis em inglês e espanhol. Os serviços de tradução também não serão mais permitidos para os exames teóricos ou práticos e "quaisquer provas impressas em idiomas diferentes do inglês serão descartadas". "O FLHSMV permanece comprometido em garantir estradas seguras para todos os floridianos e visitantes, promovendo comunicação clara, compreensão das leis de trânsito e comportamento responsável ao volante", afirma o comunicado publicado na sexta-feira (30). A Flórida começou a revisar as políticas de trânsito após um acidente fatal em agosto. O indiano Harjinder Singh, que vive ilegalmente no país desde 2018, dirigia um caminhão na Florida Turnpike e fez uma conversão ilegal. Segundo a Patrulha Rodoviária da Flórida, o imigrante "utilizou uma área de acesso restrito, destinada apenas a veículos oficiais, para realizar uma manobra proibida" e bloqueou completamente as duas faixas da rodovia. Em seguida, uma minivan que trafegava na via não conseguiu parar ou desviar e colidiu fortemente com o veículo de carga. Três mulheres morreram. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Secretária de Segurança Interna diz que agentes terão câmeras corporais em Minneapolis

    Noem garantir expansão do monitoramento assim que Congresso liberar recursos MINNEAPOLIS - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Kristi Noem, disse nesta segunda-feira, 2, que seus agentes ‌em campo em Minneapolis, vão usar câmeras corporais, com efeito imediato, e que o programa de vigilância vai ser implementado em todo o país assim que o financiamento estivesse disponível. "Com efeito imediato, estamos implantando câmeras corporais em todos os agentes em campo em Minneapolis. À medida que o financiamento estiver disponível, o programa de câmeras corporais será expandido para ‍todo o país", disse Noem no X. As políticas de imigração do governo do presidente Donald Trump estão sob escrutínio após o assassinato de dois cidadãos norte-americanos em Minnesota no mês passado por agentes do ICE, que faz parte do DHS. Os ‌assassinatos levaram a protestos em todo o país. Defensores dos direitos humanos têm condenado amplamente as políticas de imigração de Trump por carecerem do devido processo legal e tornarem o ambiente hostil para as comunidades de imigrantes. Trump apresentou suas ações como tendo o objetivo de melhorar a segurança interna. Trump também comentou o anúncio de Noem nesta segunda-feira, dizendo aos repórteres que as câmeras corporais "geralmente tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo". "Então, de modo geral, acho que 80% são boas para a aplicação da lei. Mas se ela quer fazer isso, eu concordo", disse Trump, acrescentando que a decisão foi tomada por Noem e não por ele. O anúncio de Noem veio após uma ligação que ela teve com o comissário da agência Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Rodney Scott, o ‌czar da fronteira de Trump, Tom Homan, que foi encarregado de assumir as operações em Minnesota, e o diretor interino do ICE, Todd Lyons. **Com Reuters**

  • Homem é condenado por matar a esposa em caso que envolve babá brasileira na Virgínia

    Banfield negou o crime e sustentou versão de que "tentou salvar a sua mulher" RESTON - O americano Brendan Banfield foi considerado nesta segunda-feira, 2, culpado pelo assassinato da esposa, Christine Banfield, e de um homem, Joseph Ryan, em 2023. O caso envolve a brasileira Juliana Peres Magalhães, que trabalhava na residência do casal em Reston, na Virgínia, como babá da filha do casal. Banfield ainda aguarda a sentença, prevista para maio, quando poderá receber a pena máxima prevista em lei. Ele também foi condenado por uso de arma de fogo e por colocar uma criança em perigo — a filha que tinha quatro anos à época, estava na casa no momento dos assassinatos. Na fase final do julgamento, os promotores afirmaram que Banfield e Juliana, que mantinham uma relação extraconjugal, conspiraram para atrair um homem até a residência. O plano, segundo a acusação, era incriminá-lo pelo assassinato de Christine Banfield. De acordo com a investigação, o homem não tinha qualquer relação com a família e foi encontrado por Banfield e pela babá por meio de um site fetichista. A audiência, iniciada em 12 de janeiro, ouviu mais de 20 testemunhas. Após o veredito, o promotor do condado de Fairfax, Steve Descano, afirmou a jornalistas que Banfield teve uma conduta "monstruosa", sobretudo por cometer os crimes e depois mentir no banco das testemunhas. Christine (ao centro) foi surpreendida enquanto dormia por desconhecido atraído pelo marido e Juliana Segundo a promotoria, Banfield desejava construir uma vida com Juliana e não via outra forma de fazê-lo sem matar a esposa. Questionado se teria alguma mensagem para a filha do casal, Descano respondeu: "Não sei se tenho uma mensagem para ela, mas espero que ela passe a vida cercada de pessoas que a amem". Babá brasileira A brasileira Juliana Peres Magalhães foi presa em 2023, acusada de matar Joseph Ryan. Em 2024, firmou um acordo com a promotoria, declarou-se culpada por homicídio culposo e pode ser sentenciada a até dez anos de prisão. Em troca de uma pena mais branda, comprometeu-se a colaborar com a investigação e a testemunhar contra Banfield. Juliana fez acordo com a promotoria para delação que pode reduzir a sua pena pelo assassinato de Ryan Após o julgamento, a promotora Jenna Sands afirmou que a redução da pena foi necessária para incentivar Juliana a dizer a verdade e que o acordo reflete sua cooperação com o caso. Ela afirmou durante audiência que a morte foi planejada por semanas e que Banfield teria afirmado que o divórcio não era uma opção pois envolveria dinheiro e a disputa da guarda da criança. Leia também: Babá brasileira acusa ex-amante de duplo assassinato e pode se livrar da cadeia Ao ser questionada sobre o motivo de ter testemunhado contra Banfield, Juliana disse que fez "a coisa certa". A defesa, no entanto, atacou sua credibilidade e pediu que os jurados considerassem as circunstâncias do acordo firmado com os promotores. "Quando se mente e se manipula para levar alguém a fazer uma declaração, isso não é buscar a verdade", afirmou o advogado na alegação final, na sexta-feira (30). "Isso é plantar a verdade." Carroll também alegou que Juliana teria iniciado conversas com um jornalista interessado em comprar sua história. De acordo com mensagens apresentadas no tribunal, o plano seria produzir um documentário para a Netflix. A promotora Jenna Sands reconheceu que o tempo de prisão "certamente nunca compensará as vidas pelas quais ela foi responsável por tirar", mas afirmou que o acordo permitirá que a juíza aplique uma punição proporcional e mensurável. **Com Agências**

  • Influenciador brasileiro é preso pelo ICE em NJ

    Pena defendia que Trump não deportaria quem estivesse em dia com as obrigações fiscais NEWARK - O influenciador digital Junior Pena foi preso pelo ICE nesse sábado, 31, horas depois de postar um vídeo convidando brasileiros para encontrá-lo em um comércio em Nova Jersey, onde gravaria um comercial e entrevistaria compatriotas. Considerado por muitos contraditório, o brasileiro é conhecido nas redes sociais por publicar conteúdo sobre migrar para os Estados Unidos, compartilhar seu olhar sobre a vida no país e fazer campanhas por pessoas que passam por dificuldades. Por outro lado, ele é fã declarado do presidente Donald Trump. Segundo o policial Maycon MacDowel, amigo pessoal de Junior, o influenciador está em Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes em Nova Jersey, após ser preso pelo ICE por não ter comparecido a uma audiência de trânsito. Em vídeo publicado no Instagram, McDowel afirma que Pena tinha uma Corte por dirigir com o registro do carro expirado. "A advogada adiou a Corte, mas não foi alterado no sistema." O policial brasileiro diz que a advogada é a mesma que estava à frente do processo imigratório de Pena. O influenciador entrou ilegalmente nos EUA pelo México em 2009, foi preso e liberado com a condição de responder ao processo de deportação em liberdade em um esquema conhecido como "cai-cai". McDowel disse que a justiça migratória concedeu o perdão a Junior Pena e que ele não tem carta de deportação, " tendo apenas que voltar ao Brasil para conseguir o benefício imigratório" sem dar detalhes sobre qual seria a via disponível para o influenciador. Entretanto, a administração de Donald Trump tem repetido que "estar em processo imigratório não garante proteção contra a prisão nem contra a deportação". De acordo com o policial, uma nova advogada vai dar entrada a um pedido de fiança assim que um juiz assumir o caso de Pena ainda nesta segunda-feira. O ICE não respodeu ao nosso pedido de comentário até a publicação dessa matéria. Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, Pena já declarou apoio a Trump e disse que os trabalhadores não precisavam se preocupar porque só criminosos seriam expulsos. “Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, garantiu em um dos vídeos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Menino de 5 anos detido pelo ICE volta para casa

    MINNEAPOLIS - O menino de 5 anos que estava mantido há duas semanas em um centro de detenção do ICE no Texas voltou para casa em Minnesota após ser libertado neste sábado, 31. A informação foi compartilhada na rede social X pelo deputado democrata Joaquín Castro. “Liam e seu pai saíram do centro de detenção de Dilley ontem à noite. Eles nunca deveriam ter estado lá. Graças às suas vozes e à sua indignação, eles agora estão livres”, escreveu o representante do Texas em uma publicação com fotos da criança e seu pai juntos. Em 20 de janeiro, Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos na frente da casa da família em Minneapolis quando chegavam da escola. A foto do menino de 5 anos no momento de sua detenção, na qual aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, enquanto é segurado por um agente vestido de preto, comoveu o mundo. Leia também: Criança de 5 anos detida por agentes de imigração nos EUA está 'deprimida e triste' O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, alegou que o menino havia sido detido depois que seu pai, supostamente um imigrante ilegal, tentou fugir para evitar a prisão. Mas testemunhas e dirigentes da escola de Liam contam outra história. O órgão federal está no centro de polêmicas pela ampla margem de atuação em suas operações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes por agentes do ICE em janeiro, também em Minneapolis. Adrian e Liam passaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1,8 mil quilômetros de Minneapolis. Neste sábado, um juiz federal ordenou a libertação de ambos. O magistrado afirmou, em sua decisão, que “este assunto tem origem na implementação, mal concebida e mal executada pelo governo, de cotas diárias de deportações, ainda que isso implique traumatizar crianças”. “Também parece que o governo ignora um documento histórico americano chamado Declaração de Independência”, continuou o juiz do Texas. Após a decisão do magistrado, os dois foram libertados no mesmo dia. Segundo o deputado Joaquín Castro, o próprio parlamentar os levou de volta, neste domingo pela manhã, para Minneapolis. “Não vamos parar até que todas as famílias, todas as crianças, estejam de volta a seus lares”, assegurou no X. **Com Agências**

  • Senado dos EUA aprova projeto de lei para encurtar paralisação do governo após acordo entre democratas e Casa Branca

    Serviços federais não essenciais deixaram de funcionar durante o fim de semana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 30, um projeto de lei orçamentária que deve encurtar a iminente paralisação do governo. O projeto de lei é resultado de um acordo, fruto de uma intensa rodada de negociações, entre o presidente Donald Trump e os senadores democratas, que exigem reformas na ofensiva contra a imigração do governo após os recentes acontecimentos em Minneapolis. Mesmo com essa votação, a paralisação parcial começará à meia-noite de sexta-feira porque a Câmara dos Deputados está em recesso até segunda-feira, tornando inevitável a interrupção do financiamento do governo durante o fim de semana. O pacote bipartidário de gastos aprovado esta noite vai financiar a maior parte do governo e manter o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) — agência que coordena a atuação de agentes de imigração — em funcionamento por duas semanas, enquanto democratas e o presidente americano negociam restrições à política de imigração do governo. Após o assassinato de Alex Pretti no último fim de semana por um agente federal de imigração em Minneapolis, os democratas afirmaram que não votariam a favor de nenhum financiamento adicional para o DHS, a menos que limites rigorosos fossem adicionados para restringir as táticas dos agentes de imigração. Eles exigiram que a parte referente à segurança interna fosse separada do restante do pacote de gastos e bloquearam a votação enquanto tentavam chegar a um acordo com o Trump e os republicanos para novas restrições à repressão à imigração promovida pelo presidente. As negociações começaram na noite de quarta-feira para resolver a disputa e, na tarde de quinta-feira, o presidente e os republicanos concordaram em retirar a maior parte do financiamento da segurança interna e fornecer apenas duas semanas de financiamento contínuo nos níveis atuais, enquanto discutem possíveis medidas para restringir as operações de deportação do departamento. Ainda que não haja até o momento uma data definida para a votação na Câmara, a aprovação no Senado já representou um grande avanço nas negociações entre a Casa Branca e os legisladores democratas. O pacto foi impulsionado por uma mudança brusca de postura do presidente e dos republicanos no Congresso, que se apressaram nos últimos dias em se distanciar do caos e da violência causados ​​pelos agentes federais que executam a campanha de deportação de Trump. "Não temos muitas ferramentas de negociação no Senado, mas obviamente o financiamento é uma delas", disse o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria que intermediou o acordo com Trump. "Percebemos que precisávamos reformar e realmente controlar o ICE". A declaração veio após os assassinatos de dois cidadãos americanos por agentes federais de imigração em Minneapolis neste mês, que cristalizaram o que as pesquisas já indicavam: uma ampla rejeição às táticas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), uma potencial área de vulnerabilidade para o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato deste ano. "Nunca vi um partido político transformar seu melhor tema em seu pior tema em um período tão curto como o que aconteceu nas últimas semanas", afirmou o senador John Kennedy, republicano da Louisiana, a repórteres antes da votação do acordo na noite de sexta-feira. A votação terminou com 71 votos a favor e 29 contra o pacote de financiamento do governo, com 24 democratas e cinco republicanos votando contra. Como a Câmara não conseguiu aprová-lo antes de segunda-feira, o financiamento para o Departamento de Segurança Interna e uma série de outros órgãos, incluindo o Pentágono e programas de saúde e transporte, estava prestes a expirar após a meia-noite de hoje. "Podemos inevitavelmente enfrentar uma breve paralisação do governo", disse o presidente da Câmara, Mike Johnson, a repórteres na noite de quinta-feira, durante uma exibição do filme “Melania” no Kennedy Center. Os líderes republicanos esperavam que o apoio de Trump facilitasse a aprovação do acordo na Câmara, onde vários conservadores haviam se oposto anteriormente aos apelos dos democratas para separar o projeto de lei de segurança interna do pacote de gastos e expressavam indignação com a situação. A aprovação da legislação ocorreu um dia depois de os democratas bloquearem um pacote de gastos mais amplo que incluía US$ 64,4 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, bem como verbas para financiar diversas outras agências pelo restante do ano fiscal. Segunda rodada de negociações A próxima fase da negociação, que discutirá restrições à política anti-imigração de Trump e à atuação dos agentes federais, promete ser intensa e difícil. Os democratas pressionam para proibir que os agentes de imigração usem máscaras e exigem que usem câmeras corporais e identificação visível. Eles também querem o fim das batidas policiais aleatórias, a exigência de mandados judiciais para abordagens e buscas e que os agentes de imigração sejam submetidos aos mesmos padrões de uso da força que as forças policiais locais. Além disso, os democratas pediram uma investigação independente dos dois tiroteios fatais em Minneapolis, que provocaram as mortes de Alex Pretti e Renee Good, algo que muitos republicanos também defendem. Vários republicanos disseram estar abertos a algumas dessas restrições, mas também exigiram que a medida tenha como alvo estados e municípios que se recusem a cooperar com as autoridades federais de imigração. **Com Agências **

  • Milhares de pessoas vão às ruas nos EUA contra o ICE

    Manifestantes querem pressionar Trump para que ele não volte atrás no relaxamento das ações do ICE MINNEAPOLIS - Milhares de pessoas foram às ruas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 30, para exigir que os agentes do ICE se retirem de Minnesota, onde as mortes de dois cidadãos norte-americanos provocaram indignação pública. O dia nacional de protestos, que viu estudantes e professores saindo das escolas do Arizona à Geórgia, ocorreu em meio a mensagens contraditórias do governo Trump sobre o futuro da Operação Metro Surge, que ‌enviou cerca de 3 mil agentes federais à área de Minneapolis em uma repressão à imigração. Os disparos fatais de agentes federais contra os cidadãos Alex Pretti, no sábado, e Renee Good, em 7 de janeiro, em Minneapolis, durante ‌operações da ICE, provocaram indignação pública e alimentaram a demanda por mais protestos. Em um bairro próximo aos locais onde Good e Pretti morreram, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais marcharam segurando cartazes contra o ICE, usando megafones e pedindo que os agentes federais de imigração deixem sua cidade. Um professor, que pediu para não ser identificado, disse que eles estavam marchando "para enviar uma mensagem ao resto do país para se organizar e resistir, porque a invasão agressiva dos agentes federais pode se voltar para eles em seguida". Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. "Sem trabalho. Sem escola. Sem compras. Parem de financiar ‍o ICE", dizia um slogan no site dos organizadores, nationalshutdown.org, que listava 250 locais para os protestos desta sexta-feira em 46 Estados e em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington. Na Geórgia, alunos de 90 escolas de Ensino Médio, de Atlanta a Savannah, planejaram sair das aulas nesta sexta-feira. "Estamos dizendo que não haverá normalidade enquanto o ICE puder aterrorizar nossas comunidades", disse Claudia Andrade, organizadora dos direitos dos imigrantes do Partido pelo Socialismo e Libertação de Atlanta. Em Aurora, Colorado, escolas públicas fecharam as portas nesta sexta-feira devido à grande ausência prevista de professores e ‌alunos. O subúrbio de Denver foi alvo de intensas batidas de imigração no ano passado, após o presidente Donald Trump acusar a área de ser ‌uma "zona de guerra" invadida por gangues venezuelanas. E em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas cancelaram as aulas em antecipação à ausência em massa de alunos e funcionários. Enquanto isso, a reação contra a política de imigração ameaçou provocar uma paralisação parcial do governo dos EUA. Os democratas no Congresso anunciaram na semana passada que se recusavam a aprovar um pacote de gastos que incluía financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona o ICE. Um acordo anunciado pelos democratas do Senado e pelo presidente Donald Trump na quinta-feira à noite permitiria ao Congresso aprovar o pacote de gastos que cobre uma ampla gama de operações governamentais, excluindo o DHS, enquanto negociam novos limites para a repressão à imigração. Mas as chances de os parlamentares chegarem a um acordo imediato diminuíram nesta sexta-feira, com a oposição de alguns membros do Congresso. O financiamento expira à meia-noite. Em outro desdobramento da política de imigração de Trump, o Departamento de Justiça prendeu o ex-âncora da CNN Don Lemon nesta sexta-feira e o acusou de violar a lei federal durante um protesto dentro de uma igreja em St. Paul, Minnesota, no início do mês. Crítico frequente de Trump, Lemon afirmou que estava cobrindo o protesto como jornalista, não participando dele. Seu advogado, Abbe Lowell, chamou a prisão de "ataque sem precedentes à Primeira Emenda". O Departamento de Justiça já havia acusado outras três pessoas em conexão com o protesto, mas um juiz rejeitou as tentativas anteriores da agência de acusar Lemon e vários outros, alegando falta de provas. OPINIÃO PÚBLICA Semanas de vídeos virais mostrando as táticas agressivas de agentes fortemente armados e mascarados nas ruas de Minneapolis, assim como os tiros contra Good e Pretti, levaram a aprovação pública da política de imigração de Trump ao nível mais baixo de seu segundo mandato, mostrou uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos. À medida que crescia a comoção sobre as operações do ICE, o chamado czar da fronteira de Trump, Tom Homan, foi enviado a Minneapolis após a morte de Pretti provocar protestos em todo os EUA. Em suas primeiras declarações públicas na quinta-feira, Homan disse que os agentes voltariam a operações mais direcionadas, em vez das amplas varreduras nas ruas que levaram a confrontos caóticos com manifestantes, e sugeriu que o governo buscaria reduzir o número de agentes na cidade. Os organizadores dos protestos desta sexta-feira ‌disseram que queriam aumentar a pressão sobre Trump para que ele cumpra suas palavras do início da semana, quando declarou sua intenção de "diminuir um pouco a tensão". Mas Trump levantou dúvidas na quinta-feira quando disse a jornalistas que seu governo "de forma alguma" estava recuando em sua mobilização. Em uma publicação em redes sociais tarde da noite, ele chamou Pretti de "agitador e, talvez, insurrecionista", em referência a um vídeo recém-descoberto que mostra o enfermeiro tendo um confronto com outros agentes 11 dias antes de ser morto, no qual o americano quebrou a luz traseira de um veículo com um chute. **Com Reuters**

  • Governadora anuncia medidas anti-ICE em Massachusetts

    Governadora estava acompanhada por legisladores e ativistas ao anunciar medidas para proteger imigrantes BOSTON - A governadora Maura Healey anunciou nesta quinta-feira, 29, medidas para inibir as ações do ICE em Massachusetts e apresentou um projeto de lei para restringir prisões em prédios estaduais. Com efeito imediato, a ordem executiva da democrata proíbe acordos de colaboração entre agências estaduais e a polícia de imigração em programas como o 287 (g), exceto quando a segurança pública esteja em risco. Isso significa que delegacias e outros prédios estaduais não podem ser usados como centros de processamento do ICE e impede a prisão de pessoas nesses locais sem uma ordem judicial. Proposta de lei No texto enviado ao Congresso, Healey busca expandir as proteções e lista igrejas, escolas, creches, hospitais e clínicas de saúde como locais "onde as pessoas vão e esperam estar seguras" e, portanto, restritos à entrada dos oficiais do ICE. A proposta legislativa de Healey também proibe prisões em tribunais a menos que apresentem um mandado assinado por um juiz. Em tempo: Projeto semelhante já tramita no Congresso, o PROTECT Act, dos deputados, Andy Vargas, de Haverhill, e Judith Garcia, de Chelsea, busca proteger o acesso de imigrantes às Cortes sem correr o risco de serem detidos por agentes do ICE sem um mandado judicial. Esses locais sempre foram considerados "áreas protegidas", mas desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca em 20 de janeiro de 2025, o ICE passou a ter entrada livre. Além disso, uma diretiva do ICE, assinada pelo diretor interino Toddy Lyons, em maio, autoriza, inclusive, os agentes federais a entrar em residências mesmo sem mandado assinado por um juiz e usar a força em busca de pessoas de interesse. O projeto de lei também impede o envio da Guarda Nacional de outros Estados sem a autorização do governo de Massachusetts, além de facilitar o processo de autorização de guarda para os filhos de imigrantes que são detidos ou deportados. A democrata afirma que se a sua proposta for aprovada, as autoridades de Massachusetts "farão tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que a lei seja cumprida e que as pessoas estejam protegidas". "Vou fazer tudo o que estiver sob minha jurisdição e autoridade, mas espero sinceramente que a mensagem seja ouvida: isso [o modos operandis do ICE] não está funcionando", enfatizou a governadora. A presidente do Senado, Karen Spilka, estava ao lado de Healey durante o pronunciamento e garantiu que os parlamentares vão fazer de tudo para passar essas e outras provisões para proteger os residentes de Massachusetts. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Acordo bipartidário não deve impedir paralisação nos EUA

    Deputados estão em recesso e só voltam ao Congresso na segunda-feira WASHINGTON - Republicanos e democratas podem não ter tempo hábil para evitar a segunda paralisação do governo Trump. Isso significa que grande parte dos serviços federais pode fechar pelo menos durante o fim de semana a partir da meia-noite. Os senadores tentam um acordo para separar o debate sobre ​táticas agressivas de imigração de um amplo pacote de financiamento que os parlamentares para garantir que agências como o Pentágono e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos pudessem operar sem interrupção. A sessão de ontem terminou sem consenso e vai ser retomada às 11 horas dessa sexta-feira, 30, horas antes de um provável shutdown nos Estados Unidos. Os democratas do Senado, irritados com ataque a tiros de um segundo cidadão americano por agentes do ICE em Minneapolis no ⁠fim de semana ⁠passado, ameaçaram atrasar o pacote de financiamento, em um esforço para forçar o presidente Donald Trump a ‌controlar o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona a aplicação da lei federal de imigração. O acordo retiraria o DHS do projeto de lei orçamentária, permitindo que o Congresso aprovasse ‍o pacote geral de projetos de lei prontamente. O financiamento do DHS seria prorrogado por duas semanas, dando tempo ​aos negociadores para chegarem ‌a um acordo sobre as táticas de imigração. Os democratas do Senado exigem novas restrições ‍aos agentes federais de imigração, incluindo o fim das patrulhas móveis, a proibição do uso de máscaras faciais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais. “Esperamos que tanto os republicanos quanto os democratas deem um voto bipartidário ‘SIM’ muito necessário”, escreveu o presidente Donald Trump Trump em uma postagem nas redes sociais. Mas presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, indicou na quinta-feira que poderia ser difícil fazer com que os membros, ‌que estão em um recesso programado, voltem a Washington antes que ‌a Câmara retome seus trabalhos regulares na segunda-feira. ** Com Agências **

  • Trump anuncia Kevin Warsh como próximo presidente do FED

    Os indicadores econômicos se mantiveram estáveis após anúncio de Warsh para o Fed WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve (Fed) em sua rede social Truth Social nesta sexta-feira, 30. O republicano havia dito na noite anterior que a escolha não seria muito surpreendente e que será alguém conhecido por “todos” no mundo financeiro. "Muita gente acha que esse é alguém que poderia ter estado lá alguns anos atrás", observou Trump. Os títulos do Tesouro dos EUA e um indicador do dólar da Bloomberg ficaram estáveis depois que Trump anunciou que Warsh vai suceder Jerome Powell na presidência do banco central americano em maio. Visto como uma escolha relativamente hawkish (mais inclinada ao aperto monetário), Warsh terá de lidar com um presidente que, em seu segundo mandato, criticou duramente autoridades do Fed por não afrouxarem a política monetária de forma tão agressiva quanto ele gostaria. Isso reacendeu preocupações sobre a independência do banco central na definição das taxas básicas de juros que moldam o custo do crédito em mercados ao redor do mundo. Observadores do mercado em Wall Street destacaram que o novo presidente do Fed precisará construir um consenso sobre a política de juros entre os 12 membros votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Nos últimos meses, Warsh alinhou-se ao presidente ao defender publicamente juros mais baixos, contrariando sua reputação de longa data como um “falcão” da inflação. No início desta semana, o Fed manteve as taxas inalteradas após reduzi-las três vezes no fim de 2025. Powell, que Trump nomeou presidente em 2017, deixará o cargo de presidente em 15 de maio, embora seu mandato como diretor do Conselho do Federal Reserve vá até 2028. Warsh integrou a diretoria do banco central dos EUA de 2006 a 2011 e assessorou Trump em política econômica. Será uma volta por cima para Warsh, de 55 anos, que foi preterido pelo presidente para o cargo máximo em 2017, quando Trump escolheu Powell. A escolha de Trump pode enfrentar um caminho complicado para a confirmação no Senado dos EUA. É provável que Warsh seja bem aceito por uma ampla parcela de senadores republicanos, com Bill Hagerty, do Tennessee, chamando-o de “uma escolha muito clara que os mercados aceitariam e apreciariam”. Mas um senador-chave, Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte e membro do Comitê Bancário, prometeu bloquear qualquer indicado de Trump para o Fed até que o Departamento de Justiça dos EUA conclua uma investigação sobre a reforma da sede do banco central em Washington. Essa investigação, que também gira em torno do depoimento de Powell ao Congresso, intensificou ainda mais as preocupações sobre ameaças à independência do Fed. "As indicações para o Fed não vão mudar até que a investigação e a possível denúncia contra o presidente Powell sejam concluídas", disse Tillis a repórteres no Capitólio na quinta-feira. "Cabe ao Departamento de Justiça decidir quando eu retiro esses bloqueios. Eles são retirados no dia em que o caso for julgado ou arquivado." **Com Agências **

bottom of page