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- Mesmo sem direito a benefício, imigrantes irregulares pagam bilhões ao Social Security
**THE NEW YORK TIMES NOVA YORK - A Administração da Previdência Social dos Estados Unidos recebe bilhões de dólares a cada ano de uma fonte inesperada: imigrantes vivendo no país ilegalmente. Recolhimento de imigrantes ajuda a pagar aposentados americanos (Foto: Manchete USA) Este grupo pagou cerca de US$ 25,7 bilhões em impostos da Previdência Social em 2022, de acordo com uma análise recente do Instituto de Política Tributária e Econômica, um grupo de pesquisa de impostos. Como os trabalhadores em situação imigratória irregular não podem receber aposentadoria e outros benefícios federais, os bilhões que eles injetam no programa atuam efetivamente como um subsídio para os beneficiários americanos. O presidente Donald Trump, quando candidato, prometeu realizar o maior programa de deportação em massa do país e restringir os caminhos legais para a imigração. É difícil prever se a nova administração será capaz de cumprir suas promessas mais agressivas, entre elas enviar para casa os cerca de 11 milhões de trabalhadores atualmente em situação irregular nos Estados Unidos. Mas se a Casa Branca seguir adiante, especialistas projetam um amplo impacto na economia e isso poderia custar à Previdência Social cerca de US$ 20 bilhões em fluxo de caixa anualmente, de acordo com atuários do próprio órgão que envia benefícios para 68 milhões de americanos por mês, totalizando US$ 1,5 trilhão no ano passado. A Previdência Social enfrenta um déficit de financiamento há anos, em parte devido a mudanças demográficas. A queda nas taxas de natalidade significa que menos pessoas estão contribuindo para o programa, milhares de de baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964) estão se aposentando diariamente e muitos deles estão recebendo benefícios por períodos mais longos. "As realidades demográficas dos Estados Unidos são cada vez mais desafiadoras para programas como a Previdência Social", disse Shai Akabas, diretor executivo do programa de política econômica do Centro de Política Bipartidária, uma organização sem fins lucrativos. "A imigração líquida para o país é um fator que tem positivamente contrabalançado essa tendência e ajudado a preencher a lacuna deixada por uma força de trabalho envelhecida." O fundo fiduciário que paga os benefícios de aposentadoria deve se esgotar em 2033, quando a receita fiscal será suficiente para pagar 79% dos benefícios programados. Isso significa que os cheques dos beneficiários seriam reduzidos em 21% se o Congresso não fizer nada. Grandes mudanças na política de imigração poderiam ter efeitos em cascata na Previdência Social americana. Havia a projeção de a taxa de imigração líquida impulsionar o crescimento populacional —e representar todos os aumentos populacionais a partir de 2040, porque as taxas de fecundidade americanas são tão baixas, de acordo com um relatório de 2024 do Escritório de Orçamento do Congresso. "Se a força de trabalho imigrante diminuir, isso provavelmente piorará o quadro financeiro da Previdência Social a curto prazo e exigirá reformas mais significativas em outros lugares", disse Akabas. "As questões mais amplas da política de imigração e segurança de fronteiras exigem um pensamento cuidadoso que vai além de seu impacto no programa da Previdência Social." Para se ter uma ideia de como diferentes níveis de imigração —tanto legal, como ilegal— podem alterar as finanças do programa a longo prazo, podemos analisar o último relatório anual de confiabilidade dos administradores da Previdência Social, que prevê a saúde financeira do fundo fiduciário combinado para benefícios de aposentadoria e invalidez ao longo de um período de 75 anos a partir de 2024. A melhor estimativa dos gestores assume uma população de 1,24 milhão de imigrantes a cada ano. Com essa taxa, o programa precisa de mais 3,5% de sua folha de pagamento tributável para se tornar totalmente solvente. Mas se a imigração líquida anual caísse para 829 mil (sua estimativa mais baixa), o déficit de financiamento de longo prazo do programa pioraria cerca de 10% (de 3,5% para 3,9% da folha de pagamento tributável). Por outro lado, se a taxa líquida de imigração subisse para quase 1,7 milhão anualmente, o déficit de financiamento melhoraria em 10% (para 3,1% da folha de pagamento). Em outras palavras, para cada 100 mil imigrantes a mais a cada ano, a lacuna de financiamento é melhorada em 0,09% da folha de pagamento tributável. Trabalhadores em situação irregular nos EUA devem pagar impostos sobre a renda, com cerca de metade declarando imposto de renda federal. Apesar da contribuição sobre a folha de pagamento, não podem receber benefícios do sistema de seguridade social ou créditos como o crédito tributário por renda auferida, que requer números da Previdência Social válidos para todos os declarantes e dependentes. Empregadores devem usar o formulário I-9 (documento exigido pelo governo para verificar identidade e a elegibilidade para trabalhar) para confirmar a identidade e a elegibilidade de dos funcionários. Trabalhadores em situação irregular podem usar números falsos ou de terceiros para receber salários, mas utilizam o ITIN (Número de Identificação de Contribuinte Individual) para declarar impostos. Criado pelo IRS (a Receita Federal dos EUA) em 1996, o ITIN permite que pessoas sem número de Previdência Social, como titulares de visto de estudante ou cônjuges de trabalhadores, cumpram as obrigações fiscais. O Instituto de Política Tributária e Econômica estima que os trabalhadores que vivem no país ilegalmente pagaram um total de US$ 96,7 bilhões em impostos federais, estaduais e locais em 2022, um terço dos quais foi destinado aos impostos sobre folha de pagamento que são dedicados ao pagamento de programas de seguridade social, incluindo Seguro Social, Medicare e taxas sobre desemprego. "Está bem estabelecido que os trabalhadores indocumentados contribuem para a solvência dos principais programas de seguridade social por meio de suas contribuições fiscais", disse Carl Davis, diretor de pesquisa do Instituto de Política Tributária e Econômica.
- ICE prende cidadãs americanas que falavam espanhol
Depois de perceber o engano, agente pediu desculpas (Foto: Imagem ilustrativa/ Cortesia) MILWAUKEE - Em meio a uma onda de repressão praticada pelo governo de Donald Trump, uma família porto-riquenha, incluindo uma criança pequena, foi levada sob custódia pelo ICE depois de ser ouvida falando espanhol. O incidente ocorreu em Milwaukee, Wisconsin, e o erro foi reconhecido só depois de chegarem ao centro de detenção. Elas estavam fazendo compras quando as autoridades se aproximaram e as detiveram. Eles não foram autorizados a esclarecer sua situação até que já estivessem sob custódia, informou a emissora Telemundo Porto Rico. "Minha irmã explicou, em inglês, que elas são cidadãs americanas, mas de Porto Rico", disse um membro da família a um programa local, mantendo o anonimato devido aos receios em torno da situação. Após a apresentação de documentos oficiais, os funcionários teriam suavizado a sua posição. “Peço imensa desculpa”, disse um agente, segundo o relato da família. Apesar do pedido de desculpas, a família teria ficado retida e precisou arrumar o seu próprio transporte para voltar para casa. Nas redes, usuários reagiram com indignação ao episódio. “Em que loja? Por que ele não deu essa informação aqui? Então você está fazendo compras com uma Certidão de Nascimento em cima disso? O que é isso!”, questionou um deles. Outro manifestou a sua frustração com o clima político atual, comentando: “Obrigado… Que pena que o povo continue a votar em cores e não em valores… vai ficar pior”. Democrata rebateu a retórica de que o ICE está prendendo criminosos (Foto: Reprodução) A deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez (D-NY) também reagiu ao incidente. "O ICE está cercando cidadãos americanos inocentes", escreveu no X. A linha dura praticada pela agência de imigração do governo motivou advogados de todo o país a ensinarem a população as melhores práticas quando confrontados, que inclui: o direito de permanecer em silêncio, o direito à representação legal e a capacidade de recusar a entrada sem um mandado. Eles também aconselham manter os documentos seguros e à mão. Porto Rico foi adquirida pelos Estados Unidos, junto com outras ilhas caribenhas, em 1898, após a Guerra Hispano-Americana. Os porto-riquenhos são por lei cidadãos naturais dos EUA e podem circular livremente entre a ilha e o continente.
- DeSantis promete vetar lei por não ser anti-imigratória o suficiente
Governador DeSantis: "Não podemos ser fracos com os imigrantes" (Foto: Reprodução de TV) TALLAHASSEE - O governador da Flórida, Ron DeSantis, prometeu na quarta-feira, 20, vetar um projeto lei por não ser anti-imigrante o suficiente e transferir a autoridade de supervisionar as questões imigratórias para o comissário de agricultura. “Devemos ter a lei mais forte do país sobre a fiscalização da imigração. Não podemos ser fracos”, postou DeSantis no X. “A caneta de veto está pronta.” No dia anterior, o Congresso Estadual, liderado pelos republicanos, decidiu destinar meio bilhão de dólares para reforçar a coordenação estadual e local com as autoridades federais. O texto retira ainda o direito de os imigrantes indocumentados frequentar a universidade pelo mesmo valor que um residente legal da Flórida. A mensalidade de pelo menos 2,6 mil estudantes deve dobrar, segundo o documento. A Lei TRUMP (abreviação para Tackling and Reforming Unlawful Migration Policy), entretanto, contraria algumas das prioridades do governador e não inclui a criação de presunção jurídica de que as pessoas no país ilegalmente constituem um risco de fuga. DeSantis também não gostou da indicação do comissário de agricultura, Wilton Simpson, para ser o principal oficial de imigração do Estado nem da extinção da punição de policiais que não colaborem com o ICE, como estava previsto no plano original do governador.
- Mensagens falsas enviadas por WhatsApp provocam pânico
Mensagem falsa levou pânico para brasileiros em Massachusetts BOSTON – Ruas vazias e comércios com pouco movimento nas principais cidades de Massachusetts nesta quinta-feira, 30. Esse foi o saldo provocado por um comunicado falso enviado em grupos de WhatsApp e publicado nas redes sociais, informando que haveria uma megaoperação do ICE. O texto cita a fonte como sendo o ‘Departamento de Proteção aos Imigrantes’, mas esse órgão não existe, segundo a deputada Priscila Sousa (D-MA). A mensagem alarmante falava de blitz nas principais vias urbanas e o uso de sensores infravermelhos para "detectar sinais de calor dentro das residências, possibilitando a localização de indivíduos em casa", medida que não foi usada nas recentes ações em Chicago e Nova York. “Vou bancar a advogada do diabo: ‘Será que isso não foi enviado por algum anti-imigrante para provocar uma deportação voluntária?”, comentou a contadora Suzana Venturini. O advogado de Imigração Danilo Brack explicou que o ICE geralmente não chega às casas com mandado de busca. “Os agentes saem com a ordem de detenção.” O texto citava também que as polícias estadual e locais participariam das operações. Mas vale ressaltar que - em Massachusetts - uma decisão da Suprema Corte estadual de 2017 afirma que as forças policiais do Estado e dos municípios não podem deter uma pessoa apenas porque está ilegal no país. Com o pânico instalado, novas mensagens surgiam nas redes sociais, incluindo ações como paralisar o trabalho e fazer manifesto. “Isso não ajudaria em nada”, disse um ouvinte da rádio Manchete USA. A deputada Priscila Sousa disse em entrevista ao programa Bom Dia Manchete que os congressistas estão tentando aprovar a lei para manter as ‘comunidades seguras’. “Eu e meus colegas estamos trabalhando para aliviar o drama dos imigrantes”, afirma. A parlamentar enfatiza que não há como prever uma ação do ICE. "Antes os agentes federais avisavam as autoridades sobre as operações por cortesia. Isso não acontece mais.” A rádio Manchete USA recebeu centenas de mensagens de pessoas com medo de sair para trabalhar, mandar os filhos para a escola, tendo problemas psicológicos e até admitindo a possibilidade de ir embora do país. “Minha filha está com medo de ir para a escola e quando voltar não me encontrar mais”, disse por WhatsApp a ouvinte M. (o nome dela será mantido em sigilo por segurança.) Em nota, o ICE afirma que está fazendo ações pontuais em Massachusetts em busca de estrangeiros criminosos. A agência não esclareceu, entretanto, se prendeu pessoas sem recorde criminal ou carta de deportação.
- Parlamentares discutem futuro dos imigrantes em Massachusetts
BOSTON - Enquanto uma onda de mensagens circula entre brasileiros sobre possíveis batidas do ICE nesta quinta-feira, 30, legisladores começam a batalha no plenário para decidir sobre o futuro dos imigrantes em Massachusetts. De um lado, democratas voltam a defender o projeto de lei Comunidades Seguras que proíbe policiais e oficiais de tribunal a questionar o status imigratório do detido, vítima ou testemunha. A proposta do senador James Eldridge e das deputadas Ruth Balser, Liz Miranda e Priscila Sousa - todos democratas - também exige que as autoridades locais informem por escrito os direitos constitucionais de permanecer em silêncio e não assinar nenhum documento sem a presença de um advogado antes de entregar a pessoa ao ICE, diante de uma ordem judicial que exija a transferência para a custódia federal. "Esse projeto é importante para proteger as vítimas de crimes que deixam de reportar a violência por medo", esclarece a deputada Priscila Souza. Além disso, o texto prevê a proibição de notificar o ICE sobre possíveis solturas e audiências durante um processo. A comunicação deve acontecer, quando exigida pela lei dos Estados Unidos, após a conclusão do caso, ressalta. Leia também: Trump sanciona lei que libera deportação de imigrantes por crime não violento "Atualmente muitos réus e vítimas são prejudicados porque o julgamento do processo é interrompido pela ação dos agentes federais", diz um resumo do projeto de lei. Uma decisão da Suprema Corte de Massachusetts em 2017 afirma que as autoridades locais e estaduais não podem deter uma pessoa apenas porque está ilegal no país nem manter um suspeito preso apenas para cumprir as solicitações do ICE mas, segundo os autores do Comunidades Seguras, não é isso que acontece. "O projeto quer transformar a sentença em lei para evitar que isso seja alterado diante das mudanças de juízes na Corte e evitar interpretações subjetivas de policiais", alega Priscila. Priscila Sousa fala sobre projeto de lei durante evento na State House nesta quarta-feira (Foto: Cortesia MIRA) Em contrapartida, os deputados republicanos Michael Soter e Kenneth Sweezey apresentaram uma proposta que autoriza as polícias locais a manter um imigrante indocumentado detido por até 36 horas mesmo após ter sido liberado da Corte. Soter afirma que a medida ajuda a centralizar a ação do ICE na busca por criminosos. "Assim, os agentes federais não têm a necessidade de fazer incursões nas nossas comunidades e instaurar o clima de medo".
- Trump anuncia ordem executiva para enviar imigrantes para Guantánamo
WASHINGTON – A expressão ‘pior não fica’ parece não ter espaço nos salões da Casa Branca. O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 29, que vai usar a base americana de Guantánamo para prender imigrantes. O centro de detenção em Cuba foi criado em 2002 pelo ex-presidente George W. Bush para prender suspeitos de terrorismo. A transformação em presídio aconteceu ainda como reflexo dos ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo a Casa Branca, o centro tem capacidade para manter presos 30 mil estrangeiros e, segundo Trump, seria usada para manter encarcerados os imigrantes perigosos. "Estou assinando hoje uma ordem executiva para instruir o Departamento de Defesa para começar a preparar a base para imigrantes", disse Trump. "Muita gente nem sabe que isso existe", afirmou. "Temos 30 mil leitos para colocar os piores criminosos estrangeiros que ameaçam o povo americano. Alguns são tão ruins que não confiamos nos países (de origem) para mantê-lo", disse. "Não queremos que eles voltem. Então, vamos mandá-los para Guantánamo. Isso vai dobrar nossa capacidade. É um lugar duro de sair de lá", afirmou. Centro de detenção é acusado de não respeitar os direitos humanos (Foto: US Navy) Vale salientar que a ordem executiva acontece uma semana após o presidente ter determinado que cartéis de drogas e o crime organizado devem ser considerados como terroristas. A base cubana dos EUA foi denunciada por entidades internacionais por representar uma violação aos direitos humanos e por estar fora do território americano não seguem as regras de estado de direito.
- Deportação em massa pode custar US$ 300 bilhões aos cofres públicos
WASHINGTON – Dados do ICE apresentados num estudo realizado em novembro de 2024 revelam que há 1,5 milhão de pessoas com ordem de deportação nos Estados Unidos e pelo menos 38 mil são brasileiras. Estudo do ICE estima em 1,5 milhão de pessoas com ordem de deportação (Foto: Divulgação ICE) O estudo se refere a pessoas que não obedeceram às leis imigratórias do país e tiveram suas deportações determinadas por um juiz. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, em 2022 haviam 11 milhões de imigrantes em situação irregular dentro do país, sendo 230 mil brasileiros. O Itamaraty calcula que 2 milhões de brasileiros vivem nos Estados Unidos. Em 2024, 1.859 brasileiros foram deportados. O advogado de imigração Danilo Brack, em entrevista para a rádio Manchete USA, esclareceu que todos as pessoas que estão no país têm direito a ver um juiz. “Desde que elas não assinem um documento de deportação voluntária”, disse. O ICE cita em seu documento que os imigrantes podem buscar recursos contra a deportação que passam pelo pedido de asilo ou a proteção pela Convenção Contra a Tortura, por exemplo, tratado adotado pela ONU em 1984. O American Immigration Council, grupo de defesa de imigrantes, enfatiza que os custos para deter todos os indocumentados no país, estimados pela ONG em 13,3 milhões, custaria US$ 315 bilhões aos cofres públicos.
- Conselho aprova questionar status imigratório nas escolas de Oklahoma
Opositores acreditam que medida vai afastar crianças das escolas OKLAHOMA CITY - O Conselho Estadual de Educação de Oklahoma aprovou nesta terça-feira, 28, por unanimidade a exigência de questionar o status imigratório no momento da matrícula, mas não impede o estudante indocumentado de frequentar a escola. O texto segue para discussão no Congresso estadual. Se a medida conseguir o aval dos legisladores e ser sancionada pelo governador republicano Kevin Stitt, os distritos vão ser obrigados a informar o número de alunos sem documentos ao Departamento de Educação de Oklahoma. Leia também: Escolas se opõem a proposta anti-imigrante de Oklahoma O superintendente Ryan Walters defende que a ação é necessária para avaliar as necessidades educacionais locais e estaduais como barreiras linguísticas e culturais, carência de professores de inglês como segunda língua e financiamento. Entretanto, o discurso contraditório de Walters durante uma reunião comunitária levantou dúvidas sobre a intenção do superintendente que tem falado repetidamente sobre "os custos de educar estudantes indocumentados". “Temos que saber quantos imigrantes ilegais existem nas nossas escolas para sabermos como alocar recursos, para sabermos como resolver os problemas que surgem com isso”, explicou. Em tempo: De acordo com o Migration Policy Institute, 90 mil residentes de Oklahoma sem status legal, incluindo cerca de 6 mil crianças matriculadas nas escolas. Logo depois Walters afirmou que “continuaremos avançando para garantir que estamos impedindo qualquer tipo de movimento de imigração ilegal em nosso Estado e em nossas escolas”. A superintendente das Escolas Públicas de Oklahoma City, Jamie Polk, já disse em um e-mail direcionado aos pais e professores que o distrito não tem planos para coletar dados imigratórios. Segundo números oficiais, há 33 mil menores sob supervisão de Polk e 60% deles se identificam como hispânicos. O distrito de Tulsa, que soma quase 34 mil alunos em 69 escolas, também afirmou que não vai questionar o status imigratório de seus estudantes.
- Escolas se opõem a proposta anti-imigrante de Oklahoma
Medida só pode entrar em vigor após ser aprovada pelo Congresso OKLAHOMA CITY - Desde que o superintendente das Escolas Públicas de Oklahoma, Ryan Walters, anunciou na semana passada que pretende questionar o status imigratório e dificulatar a matrícula de estudantes indocumentados, autoridades de educação municipais estão vindo a público para rejeitar a proposta anti-imigrante. A superintendente das Escolas Públicas de Oklahoma City, Jamie Polk, disse em um e-mail direcionado aos pais e professores que o distrito não tem planos para coletar dados imigratórios. Segundo números oficiais, há 33 mil menores sob supervisão de Polk e 60% deles se identificam como hispânicos. O distrito de Tulsa, que soma quase 34 mil alunos em 69 escolas, também afirmou que não vai questionar o status imigratório de seus estudantes. Em um pronunciamento por vídeo divulgado na sexta-feira, 20, a superintendente Ebony Johnson garantiu que não vai compartilhar informações dos alunos e de suas famílias com nenhuma força policial. "As escolas públicas de Tulsa são - e sempre vão ser - um lugar seguro e acolhedor para todos os estudantes." Na segunda-feira, 16, o Conselho Estadual de Educação publicou na sua página na internet a proposta para mudar as regras administrativas e exigir a prova de cidadania para efetuar a matrícula do aluno. O superintendente Ryan Walters defende que a ação é necessária para avaliar as necessidades educacionais locais e estaduais como barreiras linguísticas e culturais, carência de professores de inglês como segunda língua e financiamento. Entretanto, o discurso contraditório de Walters durante uma reunião comunitária na quinta-feira, 19, levantou dúvidas sobre a intenção do superintendente que tem falado repetidamente sobre "os custos de educar estudantes indocumentados". “Temos que saber quantos imigrantes ilegais existem nas nossas escolas para sabermos como alocar recursos, para sabermos como resolver os problemas que surgem com isso”, explicou. Logo depois Walters afirmou que “continuaremos avançando para garantir que estamos impedindo qualquer tipo de movimento de imigração ilegal em nosso estado e em nossas escolas”. O superintendente disse ainda que vai seguir as regras impostas pelo presidente eleito Donald Trump que "tem um discurso cristalino contra a imigração ilegal". Direito Constitucional Contudo, a proposta anti-imigrante de Walkers pode ser contestada facilmente na Justiça. De acordo com a Constituição Federal, é ilegal questionar a cidadania de um aluno de escola pública dos Estados Unidos. A decisão da Suprema Corte no caso Plyler vs. Doe em 1982 garante o direito universal dos menores à Educação. Por outro lado, David Castillo, presidente e CEO da Câmara Hispânica de Comércio da Grande Oklahoma City, disse ao jornal The Oklahoman que teme que as regras propostas causem pânico na comunidade e que muitos pais parem de matricular seus filhos nas escolas do Estado. Próximos passos Antes de qualquer mudança entrar em vigor, o Conselho Estadual de Educação precisa receber comentários dos residentes de Oklahoma sobre as medidas até 17 de janeiro quando está marcado o início das audiências públicas. Depois disso o Conselho precisa discutir e votar as regras. Se aprovadas pelos conselheiros, o texto chega ao Congresso Estadual para receber o aval dos deputados e senadores antes de seguir para a sanção do governador republicano Kevin Stittque.
- ICE prende mais de mil imigrantes em um dia e se aproxima da meta de Trump
Operações do ICE ocorreram em cidades do país inteiro na última semana (Foto: Divulgação ICE) WASHINGTON - A operação contra a imigração ilegal nos Estados Unidos está ganhando força após uma semana da posse do presidente Donald Trump. O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês) anunciou nessa segunda-feira, 27, a prisão de 1.179 imigrantes. Em sete dias, os agentes federais prenderam 3.552 estrangeiros em todo o país. Os números de hoje se aproximam da meta da Casa Branca de prender entre 1,2 mil e 1,5 mil imigrantes por dia ainda que não se saiba ao certo se há recursos para sustentar essa missão. Até agora os números de prisão sob o mandato de Trump eram semelhantes ao do antecessor Joe Biden. Segundo o ICE, a média diária de prisões no ano passado era de 310. No domingo o número de detenções já havia escalado para 956. A maior parte das operações, segundo o ICE, ocorreu em Chicago, Illinois, onde os agentes bateram de porta em porta em busca de criminosos, como já estava previsto, mas reconhece que prendeu imigrantes que estavam apenas fora do status imigratório no país. O 'czar da fronteira', Tom Homan, disse durante entrevista ontem que atualmente todo mundo que está ilegal no país pode ser deportado, essa é "uma mensagem clara para o mundo de que as nossas fronteiras estão fechadas". Trump também se pronunciou e diz que não tem “responsabilidade maior do que defender nosso país de ameaças e invasões e é exatamente isso que farei. Faremos isso em um nível que ninguém jamais viu antes”. Criminosos Para manter o apoio popular, a administração Trump aposta nas redes sociais para mostrar o rosto e o perfil criminoso dos detidos, mas as imagens revelam um número menor do que o total de prisões divulgado pelo governo. No domingo, a Casa Branca publicou no Instagram o nome, a foto e a nacionalidade do brasileiro Vitor de Sousa Lima e de outros oito homens presos entre os dias 24 e 25 como “alguns dos piores”. Imagem de brasileiro aparece na lista dos piores no perfil do Instagram da Casa Branca (Foto: Divulgação) Eles são “de estupradores de crianças a suspeitos de terrorismo do Estado Islâmico”, afirma o comunicado. Homicídio Culposo O brasileiro que aparece na lista dos mais perigosos é Vitor de Sousa Lima, 28 anos, condenado por homicídio culposo. Ele se envolveu em um acidente em outubro de 2014 que resultou na morte de Francisco Marcos de Souza, de 43 anos, e Michael Vieira de Souza, de 22, em uma estrada de Inhapim, interior de Minas Gerais. Segundo a imprensa mineira, Lima atingiu a moto em que estavam pai e filho. Michael faleceu no local do acidente, e o pai, Francisco, foi socorrido pela ambulância do Hospital São Sebastião, mas não resistiu aos ferimentos. Lima fugiu do flagrante e se apresentou à polícia três dias depois. Ele acabou preso porque já havia um mandado de prisão temporária contra ele. A Manchete USA entrou em contato com o tribunal de Inhapim para entender a situação de Lima com a Justiça brasileira, mas ainda não teve resposta. O ICE também não informou quando e nem em quais condições o imigrante entrou nos EUA.
- Brasileiro condenado nos EUA por lavagem de dinheiro estava entre deportados
Sinval de Oliveira durante entrevista no aeroporto de Manaus (Foto: Reprodução TV) WASHINGTON - Sinval de Oliveira, 51 anos, um dos 88 brasileiros deportados esse fim de semana no voo fretado pelos Estados Unidos, estava no país há 35 anos e passou os últimos três preso por lavagem de dinheiro. Internautas reconheceram o homem que deu entrevista após a chegada Manaus, onde a aeronave americana aterrissou para abastecer e apresentou problemas mecânicos. Os brasileiros pediram socorro e o governo brasileiro exigiu que fossem retiradas as algemas dos nacionais e providenciou um avião da FAB para levá-los até o destino final em Belo Horizonte. Aos jornalistas, Oliveira ressaltou a boa recepção da Comissão dos Direitos Humanos e contou que estava nos EUA há mais de três décadas sem especificar o motivo da deportação. De acordo com a Polícia Federal, nenhum passageiro do voo de sexta-feira tem problemas com a Justiça do Brasil. Entre os deportados havia famílias e crianças, ressalta a nota. Leia também: Brasileiros deportados foram agredidos a pauladas durante voo Lavagem de dinheiro Nos EUA, Oliveira foi condenado em junho de 2022 a 5 anos de prisão por conspiração para lavagem de dinheiro. O brasileiro tinha se declarado culpado três meses antes. Ele era morador de Torrance, na Califórnia, onde já cumpria liberdade condicional quando começou a ser investigado pelo Departamento de Segurança Interna e Polícia Federal dos EUA em novembro de 2020 por uma série de roubos por fraude envolvendo indivíduos que usavam falsos pretextos para convencer funcionários de empresas a a entregar o dinheiro para fins supostamente legítimos. O esquema movimentou mais de US$ 5 milhões e Oliveira se apresentava como negociador de bitcoins. Segundo o processo , em apenas uma ação Oliveira coletou em Milwaukee US$ 242.980 e usou várias transações menores em caixas eletrônicos em alguns bancos da cidade para "depositar o dinheiro em uma conta bancária funil em nome de uma empresa da Flórida que não tinha nenhum propósito comercial legítimo além de arrecadar dinheiro de atividades ilícitas". Dessa conta laranja o dinheiro era enviado para o exterior e Oliveira ganhava uma comissão em cima do montante. A Manchete USA não conseguiu contato com Oliveira até a publicação dessa matéria.
- Lewandowski manda retirar algemas e correntes de brasileiros deportados e envia avião da FAB
Lula: "No Brasil ninguém acorrenta brasileiros", destacando a soberania nacional (Foto: Divulgação) MANAUS - O Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, desautorizou o uso de correntes e algemas em brasileiros deportados pelos Estados Unidos e destinou um avião da FAB para voar de Manaus a Confins com os passageiros nacionais. A ordem veio do presidente Lula, que diz se tratar de uma questão de soberania e que, no Brasil, ninguém acorrenta brasileiros. As informações são da jornalista Andreia Sadi citando fontes do Ministério da Justiça. O avião teve problemas no ar-condicionado e oficiais americanos mantinham 158 pessoas algemadas e acorrentadas em uma sala do aeroporto internacional Eduardo Gomes. O destino final do voo era Belo Horizonte com conexão prevista na capital amazonense, mas precisou passar por manutenção. Os americanos queriam esperar outro avião vir dos EUA para seguir para Confins, mas a Polícia Federal e o Ministério da Justiça foram avisados. Por isso, o voo da FAB foi enviado. Segundo o Ministério da Justiça, o uso de algemas está desautorizado, porque os deportados são cidadãos livres em território brasileiro. A PF não informou a nacionalidade dos ocupantes do voo, mas, segundo o Itamaraty, 88 são brasileiros. O Ministério da Justiça informou que os brasileiros choraram de alegria e bateram palmas quando tiveram a notícia de que seriam resgatados por voo da FAB e que não seguiriam algemados ou acorrentados.
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