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- Legisladores dos EUA seguem na lutando por volta de salvadorenho deportado por engano
O deputado democrata, Maxwell Frost, em entrevista nesta segunda-feira (Foto: Reprodução TV) WASHINGTON - Quatro legisladores democratas dos Estados Unidos, em visita a El Salvador, prometeram, nesta segunda-feira, 21, lutar até conseguir o retorno do migrante salvadorenho Kilmar Ábrego García, preso no país centro-americano após ser deportado por engano por Washington. Na semana passada, o senador democrata Chris Van Hollen visitou El Salvador com o mesmo propósito e, depois de muito esforço, conseguiu se encontrar com Ábrego García, que chegou deportado em 16 de março junto com 238 venezuelanos e outros 22 salvadorenhos. O governo de Donald Trump os acusa de serem criminosos, mas sem fornecer provas. "Vamos lutar com todas as nossa forças para nos assegurarmos de que ele volte para casa para ter o devido processo", disse o representante Maxwell Frost, da Flórida, durante uma coletiva de imprensa em um hotel de San Salvador. Ele acrescentou que tanto ele quanto seus colegas querem saber "onde está agora" Ábrego García e "qual é sua condição", pois "sua família merece saber". Leia também: Presidente de El Salvador se recusa a devolver imigrante deportado por engano "Não há razão para acreditar que nossa administração, a administração Trump, esteja fazendo algo para facilitar seu retorno seguro para casa", assinalou a representante Yassamin Ansari, do Arizona, depois que os legisladores se reuniram com encarregados da embaixada americana em San Salvador. O governo salvadorenho é um aliado fundamental de Trump em sua política de linha-dura contra a migração. Em pouco mais de um mês, El Salvador recebeu 288 deportados, 252 deles venezuelanos, que estão presos no país. O governo Trump reconheceu que a expulsão de Ábrego García foi causada por um "erro administrativo", mas se recusa a readmiti-lo, alegando que ele é membro da gangue MS-13, que Washington declarou uma organização "terrorista" global. A delegação, também integrada por Robert García, da Califórnia; e Maxine Dexter, do Oregon, espera que o governo salvadorenho a autorize a ver Ábrego García na prisão. Os legisladores são acompanhados nesta viagem pelo advogado americano Chris Newman, representante da mãe e da esposa do salvadorenho deportado. Ábrego García disse ao senador Van Hollen que inicialmente foi mantido no Cecot, um mega presídio para membros de gangues, mas depois foi transferido para uma penitenciária no departamento de Santa Ana, no oeste do país. A juíza americana Paula Xinis diz que as "provas" do governo Trump contra Ábrego García "baseiam-se apenas em seu boné do Chicago Bulls, um moletom com capuz e uma alegação vaga e não corroborada de um informante de que ele pertencia" à filial da MS-13 em Nova York, "onde ele nunca morou". A magistrada pediu aos governos dos Estados Unidos e de El Salvador que devolvessem o migrante que vivia em Maryland, mas nenhum dos dois concordou. ** Com AFP **
- Brasileiro nega ter matado e forjado suicídio da esposa em Massachusetts
Oliveira tentou voltar para o Brasil com os três filhos (Foto: Divulgação Go Fund Me) LYNN - O brasileiro Thiago Oliveira, 33, se declarou inocente essa semana da acusação de matar e forjar o suicídio da sua mulher em Lynn, Massachusetts. Ele está preso sem direito à fiança e volta ao Tribunal Superior de Salem em 14 de maio. Durante a audiência da terça-feira, 15, o promotor Paul Trucker enfatizou que Oliveira matou Carla Lourenço da Silva, de 32 anos, e fez parecer que a companheira tinha se suicidado por enforcamento na casa da família na Summer Street. Inicialmente, o mineiro de Ipatinga foi acusado de atrapalhar as investigações sobre a morte da mulher. A primeira suspeita foi oficializada no dia 23 de janeiro, três dias após o crime. Nesse período, amigos chegaram a fazer uma campanha na internet para arrecadar dinheiro com o objetivo de repatriar o corpo de Carla e ajudar Oliveira a voltar para o Brasil com os três filhos do casal: duas meninas, de 10 e 3 anos, e um menino, de 4 anos. A página do Go Fund Me destacava que a brasileira sofria de depressão e arrecadou US$ 14.580. Em entrevista a MANCHETE USA, pessoas ligadas à família de Carla disseram que o corpo da vítima foi velado no Brasil, mas as crianças continuam nos Estados Unidos. Desde a prisão de Oliveira, elas estão sendo cuidadas por uma vizinha sob proteção do Estado. A avó materna, Mara Lúcia, conseguiu o visto americano para tentar obter a guarda dos netos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Quenianos vencem Maratona de Boston
Korir e Sharon concluíram a prova em menos de duas horas BOSTON - O Quênia dominou o pódio da 129ª edição da Maratona de Boston nesta segunda-feira, 21, que reuniru 31 mil corredores. John Korir foi o primeirio a chegar na tropa de elite masculina, enquanto Sharon Lokedi foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Korir terminou a prova com 2h 4min e 45s. Mas a disputa masculina não acabou por aí, isso porque Alphonce Felix Simbu e Cybrian Kotut protagonizaram um final de prova arrepiante. O queniano e o tanzaniano percorreram a Boyslon Street quase colados um no outro e ambos concluíram a corrida e Korir levou a melhor por alguns centímetros. Já Sharon Lokedi concluiu a prova em 2h 17min 22s e tirou a chance da também queniana Hellen Obiri de conquistar o tricampeonato em Boston, por 19 segundos de diferença. Helen liderou por boa parte da maratona, mas nos metros Sharon a ultrapassou a compatriota e a deixou em segundo no pódio. A maratona da capital de Massachusetts tem 42km e é uma das mais tradicionais e desafiadoras do mundo.
- Morre Francisco, o Papa do Povo
Morre Francisco, o papa de hábitos simples que lutou para mudar a Igreja VATICANO - Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu aos 88 anos após uma intensa luta pela vida nos últimos dois meses. O Vaticano anunciou a morte às 7h35 pelo horário local (1h35 horário de Nova York) desta segunda-feira, 21. O pontífice ocupou o cargo por 12 anos. Nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia do seu antecessor e, ainda, o primeiro jesuíta no posto. À frente da igreja católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266. Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu.
- Juíza duvida que notificações de deportação de Trump para a Venezuela estejam de acordo com decisão da Suprema Corte
Imagem de deportados dos EUA divulgada pelo governo de El Salvador em março WASHINGTON - A juíza distrital dos Estados Unidos, Charlotte Sweeney, disse, durante uma audiência em Denver nesta segunda-feira, 21, que os avisos de deportações iminentes dados aos migrantes venezuelanos detidos no Bluebonnet Detention Facility, no Texas, não faziam menção ao habeas corpus, que se refere ao direito dos detidos de contestar a legalidade de sua detenção. "Vocês estão agindo como se esses indivíduos - muitos dos quais não falam o idioma - soubessem que existe algo chamado habeas corpus", disse Sweeney, nomeada pelo ex-presidente democrata Joe Biden. "Estou analisando a notificação agora. Ela não dá nenhuma indicação de qualquer direito de buscar qualquer tipo de alívio". Sweeney disse que decidirá até terça-feira se estenderá sua ordem que protege dois homens venezuelanos sob custódia da imigração no Colorado de serem deportados de acordo com a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. Os advogados dos migrantes venezuelanos estão tentando persuadir os juízes de todo o país a exigir que o governo avise os migrantes com 30 dias de antecedência antes de deportá-los de acordo com a lei 1798, depois que o tribunal superior bloqueou temporariamente o governo federal de deportar um grupo de venezuelanos detidos em Bluebonnet. Enquanto isso, em uma petição apresentada nesta segunda-feira à Suprema Corte, a American Civil Liberties Union, que representa os migrantes, pediu aos juízes que mantivessem o bloqueio, escrevendo que as autoridades não haviam fornecido aos migrantes em Bluebonnet a notificação necessária ou a oportunidade de contestar as remoções antes que muitos fossem embarcados em ônibus com destino ao aeroporto. Na audiência em Denver, o advogado do Departamento de Justiça Michael Velchik disse que o governo notificaria os migrantes de que eles estavam sendo alvo de remoção de acordo com a lei. Qualquer migrante que disser que deseja contestar sua remoção terá 24 horas para fazê-lo, disse Velchik. ** Com Reuters **
- Trump se reúne com varejistas dos EUA para discutir tarifas sobre importações
Tarifas aumentam custo dos produtos de uso diário WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com grandes varejistas, incluindo Walmart, Home Depot, Lowe’s e Target, nesta segunda-feira, 21, para discutir tarifas amplas que provavelmente aumentarão o custo dos produtos de uso diário que eles importam. As grandes redes norte-americanas, como o Walmart e a Target, dependem muito de produtos importados, e as tarifas — incluindo taxas de 145% sobre a China — devem aumentar a pressão sobre os norte-americanos, já sobrecarregados pela inflação prolongada. “Tivemos uma reunião produtiva com o presidente Trump e sua equipe e apreciamos a oportunidade de compartilhar nossas percepções”, disse um porta-voz do Walmart em um comunicado, sem entrar em detalhes. O varejista disse mais cedo que seu presidente-executivo, Doug McMillon, estaria presente. Essa é a primeira reunião de McMillon com Trump desde a introdução das tarifas do “Dia da Libertação” do presidente. No início de abril, McMillon disse que os dois não haviam discutido pessoalmente as tarifas, embora outros membros da liderança do Walmart estivessem em contato regular com sua administração. Um porta-voz da Home Depot caracterizou a reunião como “informativa e construtiva”. Um representante da Target disse que seu presidente-executivo Brian Cornell estava presente em uma reunião produtiva… para discutir o caminho a seguir no comércio”. A Lowe’s não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Dependência das importações Mais da metade das importações do Walmart e da Target são provenientes da China, de acordo com dados das empresas, enquanto a Home Depot e a Lowe’s também importam desse país. Os analistas estão preocupados com a possibilidade de esses varejistas sofrerem um impacto substancial em suas margens de lucro como resultado das tarifas. As ações do Walmart subiram menos de 2% em 2025, enquanto todas as outras registraram perdas de dois dígitos. A Target foi a mais atingida, com queda de 32% até o momento neste ano. As tarifas de Donald Trump As políticas tarifárias erráticas de Trump têm causado impacto em vários setores e agitado os mercados acionários dos EUA durante semanas. Mais recentemente, ele expressou sua raiva em relação aos comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse na semana passada que a economia estava correndo o risco de ter um crescimento menor e uma inflação maior. Os mercados dos EUA tiveram fortes vendas nesta segunda-feira, enquanto a nota de referência do Treasury de 10 anos e o dólar também ficaram sob pressão. Ele anunciou tarifas abrangentes sobre dezenas de países em 2 de abril, antes de suspender as tarifas por um período de 90 dias — exceto aquelas sobre a China, destacando a segunda maior economia do mundo para as maiores taxas. ** Com Reuters **
- Filho de policial mata 2 pessoas na Universidade Estadual da Flórida
TALLAHASSEE - O filho de uma vice-xerife matou duas pessoas e feriu pelo menos seis pessoas na Universidade Estadual da Flórida nesta quinta-feira, 17, antes de ser baleado por policiais e hospitalizado, disseram autoridades. A polícia acredita que o atirador -- filho de um vice-xerife do condado de Leon -- agiu sozinho e não se sabe o motivo. O suspeito teve acesso à arma de sua mãe, que já foi sua arma de serviço. Ela a comprou do departamento e agora é uma arma pessoal, disseram eles. "Infelizmente, o filho dela teve acesso a uma de suas armas que foi encontrada no local", disse o xerife do condado de Leon, Walter McNeil, na coletiva de imprensa. Acredita-se que o suspeito de 20 anos -- identificado como Phoenix Ikner -- seja estudante da FSU na capital do Estado, Tallahassee, disse Jason Trumbower, chefe da força policial da universidade. As duas pessoas que foram mortas não eram estudantes. Trumbower não forneceu detalhes sobre as outras quatro pessoas que foram baleadas e feridas. Os policiais que responderam ao incidente atiraram no agressor quando ele não obedeceu às ordens de se render e o levaram sob custódia, disseram as autoridades. As quatro vítimas feridas, além do atirador, foram levadas ao hospital com ferimentos de bala. Tiroteios em massa em campi escolares dos EUA se tornaram quase comuns nos últimos anos. O incidente desta quinta-feira foi o segundo tiroteio no campus da FSU em 11 anos. Em 2014, um graduado abriu fogo logo cedo na biblioteca principal da universidade, ferindo dois alunos e um funcionário enquanto centenas de pessoas estudavam para os exames. O ataque começou por volta das 11h50 (12h50 no horário de Brasília), perto do Diretório dos Estudantes no campus da FSU. Os alunos e professores foram orientados a ficarem em locais seguros enquanto a polícia respondia ao incidente. Mais de 42.000 alunos frequentam as aulas no campus principal. O estudante Max Jenkins descreveu o atirador saindo do prédio do Diretório dos Estudantes e disparando quatro ou cinco tiros do lado de fora. "Ele viu o cara da manutenção que estava acenando para todo mundo e acho que o ouviu, provavelmente se virou e atirou naquela direção", disse Jenkins em um vídeo no site do jornal Tallahassee Democrat. "Há um carrinho de golfe aqui com um buraco de bala." Chris Pento estava em uma visita pela universidade com seus filhos e almoçando no prédio do Diretório dos Estudantes quando os tiros começaram a soar. "Foi surreal, as pessoas começaram a correr. Ela simplesmente foi pisoteada", disse Pento à estação de TV local WCTV, referindo-se à sua filha. Além da arma com o suspeito, as autoridades acreditam que ele tenha levado uma espingarda para o campus, mas disseram que não havia certeza se essa arma foi usada no tiroteio. Tiroteios em massa notáveis em faculdades ou universidades nos últimos anos incluem o massacre de 2007 na Virginia Tech em Blacksburg, Virgínia, onde 32 pessoas foram mortas e 23 ficaram feridas. Em 2023, houve dois tiroteios em massa em faculdades, um na Michigan State University, onde três estudantes foram mortos e pelo menos outros cinco ficaram feridos. O outro incidente ocorreu na Universidade de Nevada, em Las Vegas, onde três membros do corpo docente foram mortos antes de um suspeito morrer em um tiroteio com a polícia. ** Com Reuters **
- Trump quer pagar imigrantes que se autodeportarem dos EUA
Donald Trump não definiu o valor da "ajuda" para imigrantes saírem do país WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista veiculada nesta terça-feira, 15, pela Fox News que planeja lançar um novo programa oferecendo dinheiro para que os imigrantes que estão no país ilegalmente saiam voluntariamente. Trump disse que esse "programa de autodeportação" incluiria alguma assistência financeira e a perspectiva de reentrar no país legalmente mais tarde. "Vamos lhes dar uma ajuda financeira", disse Trump à apresentadora Rachel Campos-Duffy, de acordo com transcrição oficial de entrevista gravada na segunda-feira. "Vamos lhes dar algum dinheiro e uma passagem de avião, e depois vamos trabalhar com eles. Se eles forem bons, se quisermos que voltem, trabalharemos com eles para que voltem o mais rápido possível." Um porta-voz da Casa Branca disse não ter nada a acrescentar aos comentários de Trump. Trump, um republicano, prometeu deportar um número recorde de imigrantes que estão ilegalmente nos EUA e testou os limites da lei dos EUA para aumentar as prisões e deportações. Seu governo tem pressionou os imigrantes a ajudarem em sua própria expulsão. Os imigrantes estão sendo solicitados a sinalizar sua "intenção de partir" usando um aplicativo da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, o CBP Home. ** Com Reuters **
- EUA diz que "bola está com a China" em relação às tarifas
Tarifas sobre produtos chineses já chegam a 145% WASHINGTON - A bola "está com a China" para negociar sobre as tarifas dos Estados Unidos, afirmou na terça-feira, 15, a Casa Branca, em meio a pressões de Pequim, que deixou de receber entregas de aviões da Boeing. "O presidente afirmou, novamente, que está claramente aberto a um acordo com a China. Mas é a China que precisa de um acordo com os Estados Unidos" e não o contrário, disse a jornalistas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. "A China quer o que nós temos: o consumidor americano", afirmou. "Em outras palavras, [os chineses] precisam do [nosso] dinheiro". Para Leavitt, "a bola está com a China" caso queira encerrar a guerra comercial iniciada por Trump com tarifas que abalaram os mercados financeiros. Mas Pequim optou por manter a pressão, com mais represálias. Sua contramedida mais recente consistiu em deixar de aceitar a entrega de aviões fabricados pela fabricante americana Boeing. Um gesto que Trump denunciou em sua rede Truth Social. "Curiosamente, eles acabam de recuar de um acordo importante com a Boeing, alegando que 'não tomarão posse' dos aviões" cobertos por pedidos firmes, declarou. A agência de notícias Bloomberg, citando fontes não identificadas, afirmou que a China ordenou às suas companhias aéreas que deixem de aceitar aviões da Boeing. - Crescimento da China - A China anunciou nesta quarta-feira que sua economia cresceu 5,4% no primeiro trimestre, mais do que o projetado pelos analistas, enquanto os exportadores aceleram suas operações antes da aplicação das tarifas dos Estados Unidos. O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou na segunda-feira uma viagem pelo sudeste asiático, para buscar uma resposta coordenada às tarifas americanas. Trump determinou uma tarifa adicional de 145% aos produtos importados da China. Mas suavizou o tom ao isentar computadores, smartphones e outros produtos eletrônicos, assim como semicondutores, a maioria dos quais vem da China. Pequim respondeu com uma taxa que já chega a 125% Sheng Laiyun, funcionário de alto escalão do Escritório Nacional de Estatísticas (ONE) da China, disse que as tarifas americanas "pressionarão o comércio e a economia do nosso país". A China anunciou nesta quarta-feira a nomeação de Li Chenggang como seu novo representante para negociações comerciais internacionais. Ao mesmo tempo, o serviço postal do território chinês de Hong Kong anunciou nesta quarta-feira que interromperá o envio de pacotes para os Estados Unidos devido aos aumentos tarifários "abusivos" de Trump. Para todos os outros países, o governo dos Estados Unidos suspendeu por 90 dias as tarifas adicionais que ultrapassassem os 10%. E a Casa Branca afirmou que está aberta para negociações. - UE em "posição de força" - A União Europeia (UE) está "em uma posição de força" nas conversas, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em entrevista à revista alemã Die Zeit. "Os europeus sabem exatamente o que querem e quais são seus objetivos", avaliou. Outro país na mira de Trump, o Canadá, fez na terça-feira um gesto aos fabricantes de automóveis: permitiria a importação de certa quantidade de veículos montados nos Estados Unidos em troca do compromisso de manter a produção em território canadense sem tarifas. Ottawa impôs tarifas de 25% sobre esses produtos, em retaliação aos 25% aplicados por Washington aos veículos que entram no país. Segundo a imprensa japonesa, a Honda considera transferir suas linhas de produção canadenses para os Estados Unidos, mas o grupo negou a informação. Além dos automóveis, Trump também impôs tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio. Ele planeja fazer o mesmo com os semicondutores e os produtos farmacêuticos "dentro de um ou dois meses", segundo seu secretário de Comércio, Howard Lutnick. A empresa de tecnologia Nvidia notificou na terça-feira a agência reguladora americana dos mercados financeiros que espera um impacto de 5,5 bilhões de dólares neste trimestre devido a uma nova exigência de licença sobre o principal chip que pode vender legalmente na China. Além disso, Trump ordenou na terça-feira uma investigação sobre os efeitos na "segurança nacional" da importação de minerais críticos e de "produtos derivados" como smartphones, carros elétricos ou baterias. A investigação é considerada uma primeira etapa antes de novas tarifas sobre estes produtos, caso seja demonstrado que o volume de importação representa um risco para a segurança nacional. ** Com AFP **
- Trump x Harvard: entenda o que quer o presidente dos EUA e como a universidade tem desafiado o governo
Direção da Harvard diz que governo não pode ditar o que é ensinado na instituição CAMBRIDGE - De um lado, Harvard: a universidade mais antiga e rica dos Estados Unidos, com uma marca tão poderosa que seu nome virou sinônimo de prestígio. Do outro, o governo de Donald Trump: determinado a ir mais longe do que qualquer outro em uma tentativa de remodelar o ensino superior no país. Na segunda-feira (14), Harvard se tornou a primeira universidade a desafiar abertamente o governo Trump, que exige mudanças amplas para limitar o ativismo na instituição. A universidade considera as exigências como uma ameaça não apenas à própria instituição, mas à independência que a Suprema Corte há décadas garante às universidades dos EUA. “A universidade não abrirá mão de sua independência nem de seus direitos constitucionais”, escreveram os advogados da instituição em carta ao governo. “Nem Harvard, nem qualquer outra universidade privada pode permitir ser assumida pelo governo federal.” O governo afirmou que está congelando cerca de US$ 2,3 bilhões (R$ 13,5 bilhões) em recursos destinados à universidade. A suspensão marca a sétima vez que a gestão Trump adota esse tipo de medida contra instituições de elite em uma tentativa de forçar o alinhamento com a agenda política do governo. 1. O poder de Harvard Nenhuma universidade está mais preparada para resistir do que Harvard, que possui o maior fundo patrimonial do país: US$ 53 bilhões Ainda assim, como outras grandes instituições, Harvard depende do financiamento federal para manter suas pesquisas científicas e médicas. Não está claro por quanto tempo a universidade conseguiria operar sem esses recursos. A recusa de Harvard já começa a inspirar outras instituições. Após inicialmente aceitar parte das exigências do governo, a reitora interina da Universidade Columbia adotou um tom mais firme na segunda-feira. Em comunicado interno, a presidente de Columbia, Claire Shipman, afirmou que algumas das demandas “não são passíveis de negociação”. Ela disse ter lido com “grande interesse” a recusa de Harvard. Columbia era vista como uma das universidades com maior potencial para contestar as ordens do governo, mas sofreu críticas de professores e grupos em defesa da liberdade de expressão ao concordar com concessões. “Harvard é uma instituição especialmente poderosa. Sua decisão tem potencial para mobilizar outras universidades em uma resposta coletiva”, disse David Pozen, professor de direito em Columbia. Ele argumenta que as exigências do governo são ilegais. 2. As ameaças de Trump Trump fala durante encontro com Bukele na Casa Branca — Foto: Reuters/Kevin Lamarque Trump fala durante encontro com Bukele na Casa Branca — Foto: Reuters/Kevin Lamarque Na terça-feira (15), Trump ameaçou intensificar o embate. Nas redes sociais, sugeriu que Harvard pode perder seu status de isenção fiscal “se continuar promovendo ideologias políticas e apoiando ‘doenças’ inspiradas ou apoiadas por terroristas”. A crise levanta dúvidas sobre até onde o governo está disposto a ir. Independentemente do desfecho, uma batalha judicial é considerada certa. Um grupo de professores já entrou na Justiça contra as exigências, e é esperado que Harvard também mova sua própria ação. Na carta de recusa, a universidade afirma que as ordens violam seus direitos garantidos pela Primeira Emenda e outras leis de direitos civis. Para o governo Trump, Harvard representa o primeiro grande obstáculo na tentativa de impor mudanças em instituições que, segundo republicanos, se tornaram centros de liberalismo e antissemitismo. O embate ameaça a tradicional relação entre o governo federal e universidades que dependem de recursos públicos para realizar descobertas científicas. Antes vistos como um benefício ao bem comum, esses fundos passaram a ser usados como forma de pressão política. “Verbas federais são um investimento, não um direito adquirido”, afirmaram autoridades em carta enviada a Harvard na semana passada. 3. Os argumentos do governo O governo acusa a universidade de descumprir obrigações previstas na legislação de direitos civis, que é uma condição para receber recursos públicos. Também alega que a ideologia política está sufocando a liberdade intelectual no campus. A campanha de Trump tem mirado instituições acusadas de tolerar antissemitismo em meio à onda de protestos pró-Palestina nos campi. Algumas das ordens do governo miram diretamente esse ativismo, exigindo que Harvard aplique punições mais duras a manifestantes e revise a admissão de estudantes estrangeiros considerados “hostis aos valores americanos”. Outras determinações ordenam o fim de programas de diversidade, equidade e inclusão, além da interrupção de práticas de admissão e contratação que levem em conta “raça, cor, origem nacional ou critérios equivalentes”. Paradoxalmente, muitos dos assessores da Casa Branca que hoje atacam as universidades de elite são ex-alunos dessas mesmas instituições. Trump é formado pela Universidade da Pensilvânia; o vice-presidente JD Vance, pela faculdade de Direito de Yale. Pelo menos dois secretários de gabinete — Pete Hegseth (Defesa) e Robert F. Kennedy (Saúde) — são ex-alunos de Harvard. Em um programa ao vivo, Hegseth chegou a rabiscar “devolver ao remetente” em seu diploma da universidade, como parte de sua cruzada contra o que chama de “causas esquerdistas” nos campi. 4. Os argumentos de Harvard O presidente de Harvard, Alan Garber, disse que as exigências ultrapassam os limites do poder federal. Em comunicado à comunidade acadêmica, escreveu que “nenhum governo — independentemente do partido — deve ditar o que universidades privadas podem ensinar, quem podem admitir ou contratar, e quais áreas de pesquisa devem seguir”. “Esses objetivos não serão alcançados por meio de imposições de poder, desvinculadas da lei, para controlar o ensino e a aprendizagem em Harvard e ditar como operamos”, afirmou Garber. “A tarefa de enfrentar nossas falhas, cumprir nossos compromissos e incorporar nossos valores cabe a nós, enquanto comunidade.” As medidas do governo Trump levaram um grupo de ex-alunos a escrever para os dirigentes da universidade, pedindo que “contestem legalmente e se recusem a cumprir exigências ilegais que ameaçam a liberdade acadêmica e a autonomia universitária”. Entre os que elogiaram a decisão de Harvard está o ex-presidente Barack Obama, que classificou a medida como um repúdio à “tentativa desajeitada do governo de sufocar a liberdade acadêmica”. “Tomara que outras instituições sigam o exemplo”, escreveu ele nas redes sociais. 5. Harvard tem saída? O governo não divulgou quais subsídios e contratos estão sendo congelados. Caso a universidade precise operar com pouca verba federal por um período prolongado, cortes seriam inevitáveis. Apesar de improvável, a universidade poderá ter de encontrar formas alternativas para lidar com o bloqueio de recursos. Segundo documentos internos, Harvard costuma usar cerca de 5% do valor de seu fundo patrimonial em despesas operacionais anuais — o que representa cerca de um terço do orçamento. A universidade poderia aumentar esse percentual, mas instituições do tipo geralmente evitam ultrapassar o limite de 5%, a fim de proteger os rendimentos futuros. Além disso, parte significativa do fundo é vinculada a doações com destinação específica. “Todas as universidades precisam se preparar para essa situação e pensar em como sobreviver de forma mais enxuta nos próximos anos, se for necessário”, afirmou o professor David Pozen. Alguns conservadores sugeriram que, se Harvard quer independência, deveria seguir o exemplo de instituições que abrem mão de recursos públicos para se manter livres de interferência federal. O Hillsdale College, escola conservadora de Michigan, ironizou a universidade nas redes sociais. “Deixar de receber dinheiro do contribuinte deveria ser o próximo passo de Harvard”, escreveu a instituição. Já o Clube Republicano de Harvard divulgou nota pedindo que a universidade chegue a um acordo com o governo e “retome os princípios americanos que formaram os grandes homens desta nação”. ** Com AP **
- ICE quebra vidro de carro para prender homem errado
Agentes do ICE arrombaram carro após imigrante dizer que só sairia com a presença da advogada NEW BEDFORD - Uma ação truculenta de agentes do ICE para prender um imigrante em Massachusetts viralizou na internet e coloca em xeque a credibilidade da agência. As imagens foram gravadas pelo próprio Juan Francisco Mendez minutos antes de sua prisão. Os agentes procuravam um homem chamado Antônio e mesmo quando Mendez disse não ser ele, exigiram que o guatamatelco de 29 anos saísse do carro. O imigrante disse que sairia quando a sua advogada chegasse. Diante da negativa, os agentes quebraram o vidro e prenderam Mendez. “Eles disseram que estavam procurando um certo indivíduo, com um nome diferente”, disse a advogada Ondine Galvez Sniffin que chegou logo depois. “Eu disse que aquele não era meu cliente... Eu conheço o histórico do meu cliente, ele não é o homem que procuravam.” Mendez, a mulher e o filho de 9 anos estão protegidos por um status de asilo após perseguição em seu país de origem a Guatemala. Sniffin localizou Mendez em uma prisão em Dover, New Hampshire, e afirma não ter recebido uma justificativa para a permanência do seu cliente no centro de detenção. O ICE não comentou o caso. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- IRS concorda em compartilhar dados de imigrantes para processos criminais
IRS vai compartilhar dados de contribuintes procurados pelo ICE (Foto: Ilustração) WASHINGTON - O IRS - a Receita Federal dos Estados Unidos - vai fornecer dados fiscais sobre imigrantes às autoridades imigratórias que conduzem investigações criminais, mais uma iniciativa do governo republicano de cumprir a promessa de deportação em massa. Um memorando de entendimento foi firmado na segunda-feira (7) entre o Departamento do Tesouro, que supervisiona o IRS, e o Departamento de Segurança Interna (DHS) para compartilhar informações em resposta a solicitações válidas. A justificativa responde a um um processo movido por quatro grupos pró-imigrantes para impedir que o IRS compartilhe informações sobre milhões de não cidadãos que não possuem números de Seguro Social, mas podem pagar impostos após obterem Números de Identificação de Contribuinte Individual (ITIN). Embora autoridades federais afirmem que o acordo inclui salvaguardas e se aplica apenas a questões criminais, grupos de imigrantes e críticos disseram que isso poderia reverter políticas de privacidade de longa data do IRS. “O memorando de entendimento (MOU) apenas permite a troca legal de informações para contribuintes que estão sob investigação criminal ou sujeitos a um processo criminal”, disse a divisão tributária do Departamento da Justiça em um documento judicial. Esse acordo “simplesmente estabelece procedimentos e limites para garantir que tais solicitações e transferências subsequentes de informações sejam tratadas de forma legal e segura.” Ativistas temem que a agência exponha "milhões de contribuintes às táticas agressivas de aplicação da lei de imigração da administração”. Segundo a queixa, os sistemas de computador do IRS “abrigam a maior fonte única de nomes e endereços atuais de indivíduos não autorizados a estar presentes nos Estados Unidos". Um porta-voz do Tesouro disse que o acordo estabelece um “processo claro e seguro para apoiar os esforços da aplicação da lei no combate à imigração ilegal.” Seção 6103 “As bases para este MOU estão fundamentadas em autoridades de longa data concedidas pelo Congresso, que servem para proteger a privacidade dos americanos cumpridores da lei enquanto agilizam a capacidade de perseguir criminosos”, disse o porta-voz. Os grupos que moveram o processo - que incluemCentro de Trabajadores Unidos, Immigrant Solidarity DuPage, Somos Un Pueblo Unido e Inclusive Action for the City - afirmaram que uma seção do Código de Receita Interna, conhecida como 6103, proíbe o Departamento do Tesouro de com partilhar informações de declaração para aplicação civil de imigração. Em vez disso, permite o compartilhamento de informações em investigações e processos criminais. Em 2017, a queixa afirma, o IRS disse que o código não permitia que compartilhasse dados fiscais com o ICE. “Para considerar e entrar em um acordo de compartilhamento de informações,” o IRS “teria que mudar sua interpretação da seção 6103” e fornecer “uma explicação fundamentada para essa mudança,” disseram os grupos na queixa. Em um documento apresentado na segunda-feira, advogados do Departamento de Justiça disseram que o memorando de entendimento fornece um framework para compartilhar informações fiscais em investigações criminais relacionadas a questões de imigração. Por exemplo, eles disseram, “certos estrangeiros que permanecem intencionalmente nos Estados Unidos por mais de 90 dias após uma ordem final de remoção podem ser presos por até quatro anos” e “um estrangeiro que reentra ilegalmente nos Estados Unidos após uma ordem legal de remoção pode ser preso por até dois anos.” Déficit Tributário O Tax Law Center da Faculdade de Direito da Universidade de Nova York disse em um relatório publicado na semana passada que um acordo de compartilhamento de dados entre o IRS e o DHS poderia enfraquecer a conformidade tributária voluntária, um pilar do sistema tributário dos EUA. Isso pode dissuadir pessoas de declarar impostos por medo de aplicação da lei de imigração, mesmo por engano, potencialmente custando bilhões em receita perdida. A medida também quebra décadas de garantias do IRS de que os dados fiscais de imigrantes permaneceriam confidenciais. ** Com Agências **
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