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  • ICE prende trabalhadores no centro de Chelsea

    Imigrantes foram presos a caminho do trabalho (Foto: Cortesia Wilfredo Lemus) CHELSEA - Agentes do ICE realizaram ações em cidades de Massachusetts nesta terça-feira, 19, prendendo dezenas de imigrantes de acordo com relatos de uma ONG com sede em Chelsea, um dos locais de operação e apreensão. Segundo a La Colaborativa, uma das mais importantes organizações de defesa dos imigrantes no Estado, "a comunidade foi tomada por uma sensação de cerco após vivenciar a maior invasão do ICE realizada até agora". Após alertar sobre as operações nas redes sociais, a La Colaborativa fechou o escritório para evitar que visitantes que chegassem fossem "alvos" do ICE. De acordo com a organização, pelo menos dez pessoas foram detidas em Chelsea. Outras cidades na costa sul, além de Everett e New Bedford, também relataram prisões. Em Chelsea, os agentes federais foram vistos no estacionamento do Market Basket, ao redor do Chelsea City Hall e em outras ruas principais. Uma das filmagens reproduzida em redes sociais e pela TV mostra vários policiais do ICE em frente a um prédio residencial na Washington Avenue, uma das mais movimentadas de Chelsea. Às 8h45 outra equipe de agentes federais foi vista no estacionamento no Market Basket, um dos mercados mais populares da região, e um homem sendo algemado. Um homem teria sido detido no estacionamento do Market Basket (Foto: Cortesia Emily Menjares) Mas a cena que mais chamou a atenção foi a prisão de três trabalhadores que estavam em uma van de uma empresa de pintura. O incidente aconteceu por volta das 6h30 próximo da Chestnut Street, quando José Orellana buscava três funcionários para fazer um serviço em Needham. Orellana, que dirigia a van que estampa a marca Orellana Painting, afirma que nunca havia sido interpelado por agentes federais antes. "Eles pediram os meus documentos e, ainda que eu tenha dito ser um cidadão americano, eles checaram da mesma forma", conta. Os três funcionários foram detidos após os policiais constatarem que estão ilegais no país. Entretanto, pelo menos um deles tem autorização de trabalho, segundo a família. Em nota, a prefeitura de Chelsea confirmou as ações do ICE na cidade. "O Departamento de Polícia de Chelsea foi notificado, mas não participou de nenhuma ação da agência federal." Ao ser questionado, o ICE disse que não comenta operações em andamento. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Astronautas voltam à Terra após nove meses 'presos' na ISS

    Butch Wilmore e Suni Williams estavam na Estação Espacial Internacional desde junho, depois que a nave espacial apresentou problemas de propulsão (Foto: Keegan Barber/Nasa) TALLAHASSEE - A espaçonave Crew Dragon Freedom, da companhia SpaceX, pousou no Golfo do México, na costa de Tallahassee, na Flórida, no fim da tarde de terça-feira, 18, encerrando com sucesso uma missão dos astronautas que atraiu a atenção do mundo todo nos últimos meses. O voo de volta também teve o comandante americano Nick Hague e o piloto russo Aleksandr Gorbunov, ambos da missão Crew-9, que foi à ISS com apenas dois astronautas, em setembro passado, para permitir o retorno de Wilmore e Williams. Barcos rapidamente se aproximaram da cápsula no Golfo do México para as verificações iniciais de segurança, escoltados por um grupo de golfinhos. Logo em seguida, um navio içou a cápsula da SpaceX a bordo. Após a abertura da escotilha, os quatro astronautas foram retirados um a um, fazendo sinais com o polegar para cima para mostrar que estava tudo bem. Nos próximos 45 dias, eles passarão por um programa de reabilitação para se acostumar novamente com a gravidade da Terra. "Promessa feita, promessa cumprida", celebrou a Casa Branca no X. Wilmore e Williams haviam ido ao Espaço na nave Starliner, da Boeing, em junho de 2024, porém ficaram bloqueados na ISS devido a problemas no propulsor do veículo, que voltou vazio para o planeta. Eles faziam um voo de teste e deveriam ficar apenas poucos dias na órbita terrestre, mas sua estadia ultrapassou nove meses, número acima da média habitual de meio ano, porém abaixo do recorde de permanência ininterrupta no Espaço, de 437 dias, estabelecido pelo russo Valeri Polyakov na antiga estação MIR. ** ANSA **

  • Eduardo Bolsonaro pode pedir asilo nos EUA

    Eduardo Bolsonaro gravou o vídeo em que pede licença em Dallas, no Texas (Foto: Reprodução Youtube) DALLAS - Horas depois de anunciar a licença da Câmara dos Deputados em seus canais da internet, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 19, em entrevistas que avalia entrar com pedido de asilo nos Estados Unidos para conseguir permanecer legalmente no país por mais de três meses. O parlamentar disse temer que seu passaporte seja cassado e que sua articulação em busca de sanções a Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nos EUA seja bloqueada. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem brecado a imigrantes a possibilidade de eles pedirem asilo e aguardar enquanto a corte processa as solicitações. Eduardo, porém, pondera que sua situação será diferente porque ele entrou de maneira legal. "Estou avaliando as opções com o advogado." Segundo o deputado, estava tudo certo para ele assumir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, mas ele diz acreditar que o trabalho nos EUA agora é mais importante. Eduardo avalia que sua permanência no país reforça "o estado depreciado das instituições brasileiras" e que isso pode ajudar a pressionar por soluções internacionais. Eduardo diz ter vindo para os EUA de férias para passar o Carnaval e voltaria para o Brasil ontem, mas mudou de ideia com a possibilidade de ter o passaporte tomado pela Justiça brasileira. "Quando eu estava vindo, os deputados do PT mandaram para a PGR [Procuradoria-Geral da República] a representação pedindo o meu passaporte e a prisão preventiva do Paulo Figueiredo [influenciador de direita]. No dia seguinte, o Alexandre de Moraes puxou para ele o processo", observou. No fim da tarde desta terça, depois do anúncio da licença, a Procuradoria Geral da República (PGR) se posicionou contra um pedido de parlamentares petistas para que o deputado tivesse seu passaporte retido e fosse impedido de ir aos EUA. Pouco depois, o STF decidiu arquivar o pedido. Mesmo assim, Eduardo mantém os seus argumentos para ficar no exterior. "Ainda que você possa considerar pequena a chance de pegarem o passaporte, se anular o meu trabalho aqui nos EUA, você joga só com as regras do jogo dentro do Brasil, no território do Alexandre de Moraes. Aí já era. Eles estão correndo para tentar condenar o Bolsonaro antes da eleição de 2026. A única esperança que a gente tem é a do exterior. Dentro do Brasil, eu já não acredito mais que possa haver justiça nas cortes brasileiras", observou. Eduardo acredita que tem apoio do seu eleitorado para requerer o pedido de licença não remunerada de quatro meses. "É o tipo de licença que os deputados pegam para se candidatar a prefeito normalmente. Depois de quatro meses eu vou ver o que eu vou fazer", disse. Visto americano Eduardo diz que está sendo sendo orientado por um advogado sobre a melhor opção de permanecer legalmente nos EUA. Atualmente, o parlamentar está com o "visto B1, B2, de turismo e negócio, que vale 90 dias, mas a gente vai mudar esse status". "Ele está me recomendando fortemente a entrar com o pedido de asilo. Porque não dá para afastar da possibilidade do Moraes dobrar a aposta e tentar me extraditar ou pedir a minha prisão preventiva aqui fora", avaliou. O deputado brasileiro nega que espera privigilégios do governo americano que tem dificultado os processos de asilo. "Eu entrei legalmente aqui. Estou discutindo as outras opções com o advogado. Tem visto de estudo, tem visto de trabalho, tem uma possibilidade infinita de vistos, de habilidades especiais". Eduardo gravou o vídeo sobre sua licença em Dallas, no Texas. "Aquele prédio laranjinha ali atrás, é o Museu do Holocausto de Dallas. É nas proximidades onde o presidente Kennedy foi assassinado também, tomou tiro lá, um lugar emblemático", disse. Recursos Eduardo garante ter uma reserva de dinheiro para se manter nos EUA e que também contará com a ajuda de amigos e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em pouco mais de um mês desde a posse do presidente Donald Trump em 20 de janeiro, Eduardo veio aos EUA quatro vezes, todas elas, segundo o deputado, bancada por recursos próprios. "A única viagem paga em parte pelo PL foi durante o Cpac, conferência conservadora que aconteceu no mês passado", afirmou. ** Com Agências **

  • Famílias de migrantes buscam respostas após deportação dos EUA para El Salvador

    Imagens de deportados para El Salvador aterrorizam famílias de venezuelanos desaparecidos do sistema do ICE WASHINGTON - Familiares de migrantes venezuelanos que suspeitam que entes queridos tenham sido enviados a El Salvador como parte de uma rápida operação de deportação dos Estados Unidos no fim de semana lutam para obter informações, enquanto uma batalha legal se desenrola. Foi lançada uma linha de ajuda pelo WhatsApp para as pessoas que procuram familiares, enquanto os advogados de imigração tentavam localizar seus clientes após eles ficarem incomunicáveis. Em uma proclamação publicada no sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 para deportar rapidamente o que a Casa Branca disse serem membros da quadrilha venezuelana Tren de Aragua. O governo Trump usou a autoridade para deportar 137 venezuelanos para El Salvador no sábado, mesmo quando um juiz ordenou a interrupção das remoções, provocando um impasse legal. A movimentação repentina causou confusão entre familiares e advogados. “Esse caos é proposital”, disse Anilú Chadwick, diretora pro bono do grupo de defesa Together & Free. “Eles querem esgotar as pessoas e esgotar os recursos.” O Departamento de Segurança Interna dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O governo Trump forneceu poucos detalhes até o momento sobre as identidades das pessoas deportadas. Mas Solanyer Sarabia acredita ter visto seu irmão de 19 anos, Anyelo, entre as imagens compartilhadas online dos venezuelanos deportados para a mega-prisão de El Salvador. Sua cabeça havia sido raspada e ele estava vestido com roupas brancas de presidiário. Segundo ela, em uma entrevista à Reuters por telefone do Texas, Anyelo disse na noite de sexta-feira que seria deportado para a Venezuela. O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o caso de Sarabia. “É extremamente preocupante o fato de centenas de pessoas terem sido levadas em aviões do governo dos EUA para El Salvador e ainda não termos informações sobre quem elas são, seus advogados não terem sido notificados e as famílias terem sido deixadas no escuro”, disse Lindsay Toczylowski, diretora-executiva do Immigrant Defenders Law Center. Johanny Sanchez, de 22 anos, suspeita que seu marido Franco Caraballo, de 26 anos, que foi detido no Texas, possa estar agora em El Salvador, mas não tem certeza. Sanchez diz que Caraballo ligou para ela na sexta-feira, por volta das 17h, para dizer que seria deportado para a Venezuela. Ele estava confuso porque tinha um pedido de asilo pendente e uma data marcada no tribunal para quarta-feira. Sanchez disse que, na manhã de sábado, ela o procurou em um sistema de imigração online do governo dos EUA, onde a localização dos detentos é registrada, e viu que ele não estava mais listado em um centro de detenção. Ela conversou com a família de Caraballo na Venezuela, que disse não ter recebido notícias. Às 19h de sábado, ela estava desesperada por informações. Então, por volta das 23h, ela viu notícias sobre deportações dos Estados Unidos para El Salvador. O ICE não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o caso de Caraballo. ** Com Reuters **

  • Fugitivas do 8/1 estão presas nos EUA ao tentar entrar ilegalmente no país

    Quatro foragidas pelos ataques do 8/1: Raquel Lopes (acima esq.), Rosana Maciel (acima dir.), Michely Paiva (abaixo esq.) e Cristiane Silva (abaixo dir.) foram presas nos EUA (Foto: Reprodução STF/Instagram/Arquivo Pessoal) WASHINGTON - Quatro mulheres foragidas por envolvimento nos ataques do 8 de Janeiro, com mandados de prisão no Brasil, estão presas nos Estados Unidos após tentar entrar ilegalmento no país. Segundo pessoas ligadas às brasileiras, o objetivo era conseguir refúgio político com o governo de Donald Trump, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Raquel Lopes, Rosana Maciel e Cristiane da Silva foram condenadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e Michely Paiva é ré por cinco crimes, como golpe de Estado e associação criminosa. Raquel foi presa em 12 de janeiro em La Grulla, na fronteira do México com o sudeste do Texas. As demais foram presas em 21 de janeiro, um dia depois do republicano assumir a Casa Branca, em El Paso. Raquel Lopes Raquel Lopes, 51, de Joinvile (Santa Catarina) foi condenada a 17 anos de prisão por cinco crimes no 8/1, como golpe de Estado, associação criminosa e dano a patrimônio público. Tem mandado de prisão em aberto no Brasil. Ela nega ter destruído bens. Em abril passado, Raquel saiu do país com um grupo de militantes por meio da fronteira seca que Santa Catarina tem com a Argentina. Ela permaneceu até 17 de novembro no país vizinho, quando fugiu de Buenos Aires com outro grupo de militantes após a Justiça argentina mandar prender foragidos alvos de pedidos de extradição do STF. No Chile, a catarinense cruzou o Deserto do Atacama e chegou ao Peru pela cidade de Santa Rosa, passou pela Colômbia até chegar ao México. Em 12 de janeiro, tentou entrar nos EUA pela cidade de La Grulla, no Texas. No dia 19, foi transferida para a Unidade de Detenção do ICE El Valle. Ela está sem advogado desde dezembro. Em conversa com o UOL, o filho de Raquel, Acenil Francisco, disse que a família "está correndo atrás de um advogado para fazer a defesa dela". Rosana Maciel Gomes Rosana Macial Gomes, de 51 anos, de Goiânia (Goiás) foi condenada a 14 anos de prisão por cinco crimes no 8/1. Ela em dois mandados de prisão em aberto no Brasil e uma ordem de extradição na Argentina. A goiania fugiu para o Uruguai do Brasil em janeiro de 2024. Em abril, estava em Buenos Aires, na Argentina, e em novembro, deixou o país rumo aos EUA. Passou pelo Peru, Colômbia e México. Foi presa em El Paso (Texas), em 21 de janeiro. Seis dias depois, foi transferida para a detenção da ICE na mesma cidade. Segundo sua defesa no STF, "quando [Rosana] entrou no Palácio do Planalto viu que os bens públicos estavam danificados e não danificou qualquer bem, tanto que ficou em estado de choque de ver uma situação daquela". A defesa dela disse que não poderia comentar sua situação no exterior. Michely Paiva Alves A comerciante Michely Paiva Alves, de 38 anos, de Limeira (São Paulo) é ré por cinco crimes no 8/1 e tem mandado de prisão em aberto no Brasil. Ela chegou a se candidatar, no ano passado, a vereadora de sua cidade pelo Podemos, enquanto respondia a processo criminal no STF. A Justiça Eleitoral negou o registro da candidatura. Em julho, a PF encontrou provas de que a paulista organizou e financiou um ônibus com 30 pessoas, de Limeira para Brasília, para irem ao ato de 8/1. O frete custou R$ 12 mil, dos quais R$ 6.500 foram pagos por Michely. Ela admitiu o negócio aos investigadores e disse que chamou pessoas que estavam em frente à unidade do Exército em Limeira. Um mês após a descoberta da PF, a defesa de Michely pediu um acordo de nãoe não persecução penal com o MPF (Ministério Público Federal) — com isso, poderia fazer serviços comunitários, pagar uma multa e fazer um curso sobre democracia para se livrar de punições. Mas os prazos para aceitar a oferta desse tipo de acordo já haviam sido vencidos e, agora, havia um fato novo. O MPF então denunciou Michely por cinco crimes com base nas provas obtidas pela PF. Por outro lado, a defesa dela disse, no processo, que "não há provas de que a acusada depredou o Congresso Nacional, bem como [de que] participa de movimentos criminosos". Em setembro, Michely fugiu para a Argentina. No mês seguinte, embarcou com militantes para os EUA. Passou por Peru, Colômbia e México. Foi presa em El Paso (Texas) em 21 de janeiro e se encontra detida na mesma cidade. Cristiane da Silva Cristiane da Silva, 33, de Balneário Camboriú (Santa Catarina) foi condenada pelo STF a um ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime no 8/1. A garçonete tem mandado de prisão no Brasil. A defesa de Cristiane afirmou ao STF que ela "não estava envolvida no protesto e sequer esteve acampada durante dias" para incitar as Forças Armadas a darem um golpe. Ela disse que foi a Brasília "para passear". À PF, afirmou que pagou R$ 500 na passagem de um coletivo que transportou militantes. Cristiane fugiu em junho de 2024 para a Argentina . Em novembro, a catarinense juntou-se a outros militantes e fugiu para os EUA. Ela passou por Peru, Colômbia e México até ser presa em El Paso, onde permanece detida. A defesa de Cristiane afirma que estão sendo tomadas medidas para resolver a situação dela nos EUA.

  • Pesquisa revela queda gradual da popularidade de Trump

    A maioria, 51%, aprova as ações imigratórias de Trump (Foto: Divulgação) WASHINGTON - A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira, 17, mostra que 52,4% dos norte-americanos desaprovam o trabalho do presidente Donald Trump, ante 47,3% que o aprovam. Na rodada anterior, de fevereiro, os índices eram, respectivamente, de 49,7% e e 50,3%, o que indica um movimento negativo para o republicano. Para 51,9%, o desempenho de Trump é ruim ou muito ruim (eram 47,4%), enquanto 45,5% o classificam como bom ou excelente (eram 46,3%) e 2,6% como regular (eram 6,2%). Ainda assim, 51% dizem ter uma imagem positiva de Trump (eram 50%) e 49% carregam uma imagem negativa (eram 48%). A pesquisa ainda mediu como os norte-americanos veem a conduta de Trump frente a diversos temas. A nota mais alta do presidente, que tomou posse em 20 de janeiro, aparece na imigração: 51% veem como excelente. Por outro lado, 51% definem como terrível o modo como ele lida com a guerra na Ucrânia — sobre preservação à corrupção, esse índice é de 50%. O instituto também perguntou aos entrevistados quais são os principais desafios dos Estados Unidos atualmente. Inflação e custo de vida aparecem na liderança, com 41%, seguidos por preservar a democracia (40%), economia e mercado de trabalho (39%) e imigração (35%). Os demais itens ficam abaixo dos 30% — a soma supera 100% porque era possível fornecer mais de uma resposta. O AtlasIntel entrevistou 2.550 pessoas no país, via Recrutamento Digital Aleatório, entre 7 e 12 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Outra pesquisa da Ipsos/ Reuters também indicou a queda da popularidade de Trump desde o mês passado. Leia também: Governo Trump tem aprovação de 44% da população

  • Harvard oferece ensino gratuito a estudantes de famílias com renda até US$200 mil

    A oferta entrará em vigor no ano acadêmico de 2025-26, informou a direção da Harvard CAMBRIDGE - A Universidade Harvard informou nesta segunda-feira, 17, que tornará a mensalidade gratuita no próximo ano letivo para estudantes de graduação de famílias com renda inferior a US$200 mil por ano, além de cobrir o seguro saúde, a moradia e outras despesas para aqueles que pertecem a grupos abaixo de US$100 mil. A oferta entrará em vigor no ano acadêmico de 2025-26, informou a universidade localizada em Cambridge, Massachusetts, e uma das mais importantes do mundo. A instituição, que no passado oferecia mensalidades gratuitas para alunos de graduação de famílias com ganho anual inferior a US$85 mil, disse que quer se tornar acessível a mais alunos, especialmente aqueles que vêm de famílias de renda média. As mensalidades e as taxas, incluindo moradia e alimentação, no Harvard College -- o programa de graduação da universidade -- custaram mais de US$82 mil no ano acadêmico de 2024-25, de acordo com o site da instituição. A oferta de mensalidade gratuita pode ajudar Harvard a deter ou reverter o declínio na diversidade racial em seu corpo estudantil desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a ação afirmativa como meio de admitir mais pessoas de cor, em junho de 2023. "Colocar Harvard ao alcance financeiro de mais indivíduos amplia a gama de origens, experiências e perspectivas que todos os nossos alunos encontram, promovendo seu crescimento intelectual e pessoal", disse o presidente da universidade, Alan Garber, em uma declaração. Desde que assumiu a Casa Branca em janeiro, o presidente Donaldo Trump emitiu ordens executivas para desmantelar iniciativas de diversidade, equidade e inclusão nas universidades, forçando-as a criar novas maneiras de reter alunos de diferentes raças e origens. A oferta de Harvard, que segue medidas semelhantes em outras universidades importantes, permitirá que cerca de 86% das famílias dos EUA se qualifiquem para auxílio financeiro, acrescentou o comunicado. A renda familiar média real era de US$80.610 em 2023 nos EUA, de acordo com o Censo norte-americano.

  • EUA dizem que celular de médica deportada tinha fotos 'simpáticas' ao Hezbollah

    Médica disse que apoiava Hassan Nasrallah sob uma "perspectiva religiosa" como muçulmana xiita BOSTON - Autoridades dos Estados Unidos disseram nesta segunda-feira, 17, que deportaram uma médica de Rhode Island para o Líbano na semana passada após descobrirem "fotos e vídeos simpáticos" a militantes e ao ex-líder de longa data do Hezbollah na pasta de itens excluídos de seu telefone celular. Rasha Alawieh também disse aos agentes que, no mês passado, enquanto estava no Líbano, compareceu ao funeral do líder assassinado do Hezbollah, Hassan Nasrallah, a quem ela apoiava sob uma "perspectiva religiosa" como muçulmana xiita. O Departamento de Justiça dos EUA forneceu esses detalhes ao tentar garantir a um juiz federal de Boston que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, em inglês) não desobedeceu deliberadamente a uma ordem emitida na sexta-feira que deveria ter impedido a remoção imediata da Dra. Rasha Alawieh, especialista em transplante renal e professora assistente da Brown University. A cidadã libanesa de 34 anos, portadora de um visto H-1B, foi detida na quinta-feira no Aeroporto Internacional Logan, na capital de Massachusetts, após retornar de uma viagem ao Líbano para visitar a família. Uma prima da médica entrou com uma ação judicial para impedir sua deportação. Em uma primeira explicação pública, o Departamento de Justiça disse que Alawieh, especialista em rins e professora assistente da Brown University, teve sua reentrada nos Estados Unidos negada com base no que o CBP encontrou em seu telefone e nas declarações dadas por ela durante uma entrevista no aeroporto. "É uma coisa puramente religiosa", disse ela sobre o funeral, de acordo com uma transcrição da entrevista analisada pela Reuters. "Ele é uma figura muito importante em nossa comunidade. Para mim, não é político." Os governos ocidentais, inclusive os Estados Unidos, classificam o Hezbollah como um grupo terrorista. O grupo militante libanês faz parte do "Eixo de Resistência", uma aliança de grupos apoiados pelo Irã em todo o Oriente Médio que também inclui o movimento islâmico palestino Hamas, que desencadeou a atual guerra de Gaza ao atacar Israel em 7 de outubro do ano passado. Com base nessas declarações e na descoberta em seu telefone de fotos de Nasrallah e do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, o Departamento de Justiça disse que o CBP concluiu que "suas verdadeiras intenções nos Estados Unidos não podiam ser determinadas". "Um visto é um privilégio, não um direito ? glorificar e apoiar terroristas que matam americanos é motivo para a emissão de visto ser negada", disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, em uma declaração. Stephanie Marzouk, advogada da prima de Alawieh, Yara Chehab, disse a jornalistas do lado de fora do tribunal nesta segunda-feira que elas vão continuar pressionando para garantir o retorno de Alawieh aos Estados Unidos. "Não vamos parar de lutar", afirmou. ** Com Reuters **

  • Trump ignora ordem judicial e deporta centenas de venezuelanos para El Salvador

    Venezuelanos deportados pelos EUA durante triagem pelo governo de El Salvador (Foto: Presidência de El Salvador) WASHINGTON - O governo Trump desobedeceu uma ordem judicial e não interrompeu o transporte de mais de 200 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos para El Salvador no fim de semana. O presidente Nayib Bukele postou nas redes sociais que 238 homens - supostamente membros do grupo criminoso Tren de Aragua - haviam chegado na manhã de domingo (16) ao país, junto com outros 23 supostos integrantes da gangue Mara Salvatrucha (MS-13). O desembarque em El Salvador ocorreu apesar de um juiz federal americano ter barrado deportações com base na lei do século 18 que o governo vinha usando como respaldo. "Ops!... tarde demais", ironizou Bukele em uma rede social. O presidente salvadorenho informou que os detidos tinham sido direcionados para o Centro de Confinamento de Terroristas de El Salvador (Cecot) "por um ano", período que pode ser renovável, o que sugere que eles poderiam permanecer presos por mais tempo. "Os EUA pagarão uma tarifa muito baixa por eles, mas alta para nós", acrescentou. Segundo a Associated Press, El Salvador teria concordado em abrigar cerca de 300 migrantes em suas prisões por um ano a um custo de US$ 6 milhões. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou a chegada dos supostos membros de grupos criminosos ao país centro-americano e agradeceu a Bukele, chamando-o de "o líder em segurança mais forte em nossa região". Lei de Guerra Na noite de sábado (15), o juiz do Distrito de Columbia James Boasberg havia ordenado a suspensão por 14 dias das deportações determinadas pelo governo Trump a partir da invocação da Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. A lei autoriza o governo a deter e expulsar, em tempos de guerra, indivíduos que ameacem a segurança do país, sem a necessidade de garantia do devido processo legal aos afetados. A última vez em que ela havia sido aplicada foi durante a Segunda Guerra Mundial, contra cidadãos americanos de ascendência japonesa. No sábado, Trump declarou que o Tren de Aragua estava "perpetrando e ameaçando realizar uma invasão predatória ou incursão contra o território dos Estados Unidos". Dessa forma, o republicano ordenou que todos os cidadãos venezuelanos no país que tenham pelo menos 14 anos de idade, que sejam membros do Tren de Aragua e que "não sejam naturalizados ou residentes permanentes legais" sejam "detidos, presos e expulsos por serem estrangeiros inimigos". A decisão presidencial foi suspensa pelo juiz Boasberg, que considerou que a lei não é aplicável neste caso, já que os EUA não estão em guerra. Conforme o jornal The Washington Post, depois de saber que os aviões transportando os deportados haviam decolado o magistrado chegou a ordenar que as aeronaves retornassem. Em comunicado, o governo venezuelano, por sua vez, rechaçou a decisão de Trump, considerando que ela evoca "os episódios mais sombrios da história da humanidade, da escravidão ao horror dos campos de concentração nazistas", informou a AP. Direto à megaprisão Um vídeo postado por Bukele nas redes sociais mostra fileiras de homens algemados sendo escoltados para fora do avião por agentes armados. Alguns detidos sendo colocados na parte de trás de veículos blindados, enquanto outros, com a cabeça abaixada por policiais, são forçados a entrar em ônibus. As imagens também exibem uma tomada aérea de uma longa e sinuosa escolta policial conduzindo os ônibus em direção à temida megaprisão de El Cecot. O presídio de segurança máxima é um marco para Bukele e parte de seus esforços para combater o crime organizado. Com capacidade para 40 mil pessoas, o presídio tem sido alvo de críticas de grupos de direitos humanos, que alegam que os presos são maltratados e que seus direitos não são garantidos. Promessa de deportações em massa O governo dos EUA não identificou quem são os homens enviados a El Salvador nem forneceu evidências de que eles eram de fato membros do Tren de Aragua ou que cometeram crimes nos EUA. As deportações fazem parte da campanha contra a imigração ilegal, que tem sido uma das bandeiras do segundo mandato do presidente americano. Em janeiro, ele havia assinado uma ordem executiva declarando o Tren de Aragua e a MS-13 "organizações terroristas estrangeiras". Durante a campanha pela Casa Branca, Trump prometeu lançar a maior operação de deportação da história do país. Até agora, o cronograma ficou aquém das expectativas, já que os agentes do ICE não cumpriram a cota diária de 1.200 prisões definida por Trump. Um relatório recente revelou uma baixa no número menor de imigrantes deportados em fevereiro do que no mesmo mês do ano anterior durante o governo do democrata Joe Biden: 11 mil em fevereiro de 2025, em comparação com 12 mil em 2024. ** Com BBC **

  • Número de mortos por tempestades nos EUA chega a 40

    Estruturas inteiras foram destruídas pelos tornados (Foto: Reprodução TV) NOVA YORK - As autoridades atualizaram na manhã dessa segunda-feira, 17, para 40 o número de mortes causadas pelas tempestades que atingiram parte dos Estados Unidos no fim de semana. Trechos da Pensilvânia, de Nova York e dos Estados do Meio-Atlântico e do Sudeste continuam sob vigilância do Serviço Nacional de Meteorologia por causa de ventos nocivos e tornados. Em uma declaração da Casa Branca, o presidente Donald Trump disse estar monitorando os tornados e as tempestades e anunciou que a Guarda Nacional havia sido enviada para o Arkansas. O republicano prometeu ajuda às autoridades estaduais e locais. Missouri registrou o maior número de mortes, com 12 vítimas fatais em cinco condados, segundo a patrulha rodoviária do Estado, em publicação no X. O governador Mike Kehoe disse que ainda havia uma pessoa desaparecida no Estado, que sofreu destruição generalizada em 27 condados. Oito mortes foram confirmadas em um acidente envolvendo mais de 50 carros no condado de Sherman, no Kansas, causado por uma forte tempestade de poeira, informou a Patrulha Rodoviária do Kansas em um comunicado. Muitos viajantes feridos foram levados para hospitais locais.

  • Trump recorre à Suprema Corte para acabar com a cidadania de filhos de imigrantes

    WASHINGTON - O presidente Donald Trump levou a disputa sobre sua tentativa de restringir a cidadania por nascimento à Suprema Corte nesta quinta-feira, 13. O Departamento de Justiça (DOJ) pede a limitação do alcance de três decisões liminares emitidas contra o decreto de Trump por juízes federais nos Estados de Washington, Massachusetts e Maryland. As ações judiciais tem por objetivo barrar o decreto que anula a cidadania automática de crianças em que pelo menos um dos pais não seja cidadão ao portador de green card no momento do nascimento. A medida devia entrar em vigor em 19 de fevereiro. O governo afirma que o escopo das liminares deveria ser reduzido e limitado apenas aos requerentes dos processos. "As liminares universais atingiram proporções epidêmicas desde o início do governo atual", enfatiza o DOJ no documento. "Este tribunal deve dar um basta nisso antes que o uso frequente de liminares universais por parte de tribunais federais se torne ainda mais enraizado", afirma o texto. A prática não é nova, e juízes federais americanos emitiram liminares nacionais para bloquear outras políticas de presidentes anteriores. Os requerentes argumentam, entre outras coisas, que a ordem de Trump viola a 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que estabelece a cidadania para qualquer pessoa nascida do país. O governo Trump argumenta que o direito constitucional não se estende a imigrantes que estão no país ilegalmente ou mesmo a imigrantes cuja presença é legal, mas temporária, como vistos de turista, trabalho e estudante. Na petição desta quinta-feira à Suprema Corte, o Departamento de Justiça afirmou que uma política de cidadania por nascimento universal "criou fortes incentivos para a imigração ilegal". "Isso levou ao 'turismo de nascimento", a prática pela qual mães grávidas viajam para os EUA para dar à luz e garantir a cidadania americana para seus filhos." O esforço de Trump para restringir a cidadania por nascimento faz parte de um movimento mais amplo de repressão à imigração e na fronteira. Uma decisão da Suprema Corte de 1898 fundamenta o entendimento que garante a crianças nascidas nos EUA de pais não cidadãos o direito à cidadania americana. O Departamento de Justiça de Trump argumentou que a decisão do tribunal nesse caso foi mais restrita, aplicando-se a crianças cujos pais tinham "domicílio e residência permanentes nos EUA." O pedido aos magistrados marca o mais recente movimento do governo para defender ações de Trump que vêm sendo judicializadas. A maioria de seis juízes conservadores contra três progressistas da Suprema Corte inclui três nomeados por Trump durante seu primeiro mandato. ** Com Reuters **

  • Juízes dos EUA ordenam que governo Trump reintegre milhares de trabalhadores demitidos

    WASHINGTON - Juízes federais na Califórnia e em Maryland ordenaram nesta quinta-feira, 13, que a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reintegre dezenas de milhares de trabalhadores federais em período probatório que perderam os empregos em demissões em massa. As decisões foram o golpe mais significativo até agora para o esforço de Trump e de Elon Musk em reduzir drasticamente a burocracia federal. As agências do governo tinham até esta quinta-feira para apresentar planos para uma segunda onda de demissões em massa e cortar seus orçamentos. O juiz distrital dos EUA, James Bredar, concordou com 20 estados liderados por democratas que 18 agências que demitiram funcionários em período probatório nas últimas semanas violaram as regulamentações que regem as demissões de trabalhadores federais. A decisão veio horas depois que o juiz distrital dos EUA, William Alsup, durante uma audiência em San Francisco, ordenou a reintegração de funcionários em período probatório demitidos em vários departamentos, como o de Defesa. Alsup disse que o Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA ordenou de forma inadequada que as agências demitissem trabalhadores em massa, mesmo que não tivesse poder para fazê-lo. "É triste quando nosso governo demite um bom funcionário e diz que foi por desempenho quando sabe muito bem que isso é uma mentira", disse Alsup, nomeado pelo ex-presidente Bill Clinton, um democrata. O juiz disse durante a audiência que as agências podem realizar demissões em massa, mas são obrigadas a cumprir uma série de requisitos legais. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma declaração, disse que Alsup não tinha autoridade para emitir a decisão e que a administração "imediatamente reagiria". Trabalhadores em período probatório geralmente têm menos de um ano de serviço em seus cargos, embora alguns sejam funcionários federais de longa data. Mesmo com menor estabilidade que servidores regulares, em geral, os probatórios só podem ser demitidos por questões de desempenho. ** Com Reuters **

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