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1285 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Tempestades de inverno causam enchentes e matam ao menos 14 nos EUA

    Kentucky soma 12 vítimas fatais, a maioria da pessas morreu encurralada nas casas e carros WASHINGTON - Pelo menos 14 pessoas morreram após as inundações provocadas pelas tempestades de inverno nos últimos dias no centro e no leste dos Estados Unidos. Só em Kentucky foram 12 vítimas fatais. A maior parte dos mortos se afogou ao ficar presa em seus carros devido à rápida elevação das águas, afirmou o governador de Kentucky, Andy Beshear, em entrevista coletiva. Entre elas, estavam uma mãe e seu filho. O governador afirmou ainda que os socorristas resgataram mais de mil pessoas em 24 horas. O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, confirmou pelo menos uma morte devido à tempestade no Estado. "Ainda há várias pessoas desaparecidas", observou. Outra pessoa morreu em Atlanta, na Geórgia, quando uma "árvore extremamente grande" caiu sobre uma casa no início do domingo (16), segundo o bombeiro Scott Powell à imprensa.

  • Geórgia avança em lei para prender imigrantes ilegais

    Projeto pode acabar com benefícios aos imigrantes nas cidades batizadas como santuários ATLANTA - O Senado da Geórgia avançou na última semana para criminalizar autoridades locais que não cooperarem com o ICE. O SB 21 aprovado na quinta-feira, 13, prevê que eles sejam responsabilizados civilmente por crimes cometidos por imigrantes indocumentados. O projeto de lei do senador Blake Tillery, republicano de Vidalia, retira a proteção vigente desde 2009 de cidades santuários, criada para proteger os governos de serem processados por não colaborar com os agentes federais. O texto foi aprovado por 33 votos a 18, com o apoio dos democratas David Lucas, de Macon, e Freddie Powell Sims, de Dawson, e segue para debate na Câmara dos Deputados. O SB 21 reforça outra lei que entrou em vigor em julho do ano passado que obriga os policiais a questionar o status imigratório de detidos e de pessoas que eles "acreditam ter cometido um crime". A legislação em vigor coloca em xeque a distribuição de verbas para as delegacias que não colaboram com o ICE e os policiais que não cumprirem podem ser processados por crime de contravenção. A intenção da nova lei é garantir a aplicação das regras nas cidades santuários. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trump sanciona lei que libera deportação de imigrantes por crime não violento

    Trump no momento da assinatura do Laken Riley Act (Foto: Reprodução TV) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou a primeira lei de seu mandato nesta quarta-feira, 29. O "Ato Laken Riley" força as autoridades americanas a prender e deportar imigrantes ilegais acusados ou condenados por crimes não violentos, como furto e direção sob influência de álcool. Leia mais: Após ser aprovado no Senado, Trump deve assinar primeira lei anti-imigrante Com nova lei - que foi aprovada no Congresso com o apoio dos democratas - autoridades deverão deter imigrantes por qualquer crime, mesmo que seja não violento. Assim, imigrantes devem ser deportados caso tenham cometido "roubo, furto, roubo em lojas, agressão a um agente da lei ou qualquer crime que resulte em morte ou ferimentos corporais graves a outra pessoa" sem direito a um julgamento. A legislação leva nome de estudante morta por um imigrante. O projeto, chamado de "Ato Laken Riley", leva o nome de uma estudante de 22 anos assassinada por José Antonio Ibarra, um venezuelano de 26 anos em situação irregular, procurado por roubo em lojas. Ibarra foi condenado à prisão perpétua. Leia também: Trump anuncia ordem executiva para enviar imigrantes para Guantánamo No mesmo momento, Trump anunciou que quer mandar 30 mil imigrantes para o centro de detenção de Guantánamo.

  • Brasileiro admite ter mentido em processo de imigração e pode pegar 20 anos de cadeia

    Se voltar para o Brasil Vidal Filho vai cumprir pena de 275 anos em regime fechado (Foto: Arquivo) BOSTON - O brasileiro Antonio José De Abreu Vidal Filho, 31, se declarou culpado no Tribunal Federal de Boston por mentir sobre seu pedido de asilo, divulgou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) na sexta-feira, 14. Ele pode pegar até 20 anos de cadeia. A sentença está marcada para o dia 29 de maio, um ano após o indiciamento do réu por dois crimes de fraude de visto, dois de perjúrio e um de falsificação, ocultação e encobrimento de um fato material. A denúncia diz que o ex-policial militar escondeu das autoridades de imigração sobre o seu envolvimento na Chacina de Curió, em Fortaleza, no Ceará, quando marcou "não" ao ser questionado sobre já ter sido preso ou condenado em seu país de origem. Durante uma audiência em fevereiro do ano passado, Vidal Filho alegou que nunca havia mentido às autoridades americanas e que omitiu informações porque ainda não havia sido preso na época. ICE O brasileiro foi detido pelo ICE em agosto de 2023, quando estava trabalhando em Rye, New Hampshire, após seu nome entrar para a lista vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) dias antes devido a sua condenação pela Chacina de Curió em novembro de 2015. Vidal Filho foi condenado pela Justiça do Brasil a 275 anos e 11 meses de prisão por 11 homicídios, três tentativas de homicídio e quatro crimes de torturas física e mental - a maioria das vítimas tinha entre 16 e 18 anos sem passagem pela polícia. Leia mais: EUA indiciam ex-policial condenado a 275 anos de prisão no Ceará por fraudar visto Segundo o Ministério Público do Ceará, os crimes foram motivados por vingança pela morte do soldado Valtemberg Chaves Serpa, morto horas antes ao proteger a mulher em uma tentativa de assalto. Mais de seis meses pós a chacina, Vidal Filho, que é natural de São Luis do Maranhão, foi preso pela polícia cearense em 31 de agosto de 2016. Ele conseguiu a liberdade provisória em 24 de maio de 2017 para aguardar o julgamento em liberdade. Nesse período, ele deixou o país e foi considerado desertor da Polícia Militar. A defesa do ex-policial alegou que a vinda dele para os EUA não tem relação com nenhuma possível fuga por conta da chacina, mas sim para estudar. Entretanto, duas semanas após conseguir o benefício de responder o processo em liberdade Vidal Filho foi no Consuldado americano, em Recife, para requisitar o visto de turista (B2). Ao preencher o formulário, ele negou ter sido preso ou condenado por algum crime. O visto foi aprovado 13 dias depois, mas ele só viajou para os EUA em 30 de maio de 2018, desembarcando em Miami, Flórida. Em 29 de janeiro de 2020, Vidal Filho pediu asilo político no país e “mentiu ao afirmar que nunca havia sido acusado, processado, preso ou interrogado fora dos Estados Unidos”, afirma a promotoria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Nova lei na Flórida pune imigrantes capturados pelas polícias locais

    Governador comemora vitória ao lado dos líderes do Congresso (Foto: Divulgação/ Governo da Flórida) TALLAHASSEE - O governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou nesta quinta-feira, 13, a lei que permite à polícia local manter uma pessoa presa apenas por estar em status imigratório irregular nos Estados Unidos, tentando surfar na onda federal da agenda da Casa Branca. Críticos vão questionar a constitucionalidade do texto na Justiça, enquanto os republicanos comemoram, alegando que a nova lei tira da Flórida o rótulo de refúgio de imigrantes. “Hoje aprovamos a legislação mais forte de todo o país para combater a imigração ilegal”, disse o republicano durante a assinatura do pacote de medidas. Na cerimônia, o DeSantis distribuiu estiletes aos apoiadores, criando margens para dúbias interpretações. Leia também: DeSantis promete vetar lei por não ser anti-imigratória o suficiente A lei destina US$ 298 milhões para a contratação de mais de 50 policiais que serão responsáveis ​​por identificar detidos que estão ilegais no país. O texto prevê subsídios para equipar e treinar a polícia local. Outros US$ 48,2 milhões vão para o Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor para ajudar nos esforços de fiscalização. Parte desse montante vai ser distribuído em forma de bônus para policiais que cooperarem com as operações federais. Os imigrantes que forem presos por crimes violentos devem ter a fiança automaticamente negada e serão mantidos em cárcere até o momento de serem transferidos para a custódia do ICE, uma prioridade do governador. Leia também: Congresso da Flórida inicia debate sobre lei anti-imigrante A lei determina ainda a pena de morte para estrangeiros fora do status imigratório que cometam crimes capitais como assassinato e estupro de menor. A legislação exige o aumento de penas para todas as violações cometidas por pessoas indocumentadas e cria uma nova categoria de infração estadual que pode colocar na cadeia por nove meses os imigrantes que chegam na Flórida após entrar no país ilegalmente. Além disso, os estudantes indocumentados perdem o direito de pagar a mensalidade de uma faculdade como residentes, o que garante atualmente desconto a pelo menos 6,5 mil universitários, incluindo beneficiários do DACA.

  • EUA transferem imigrantes sem crimes para Guantánamo

    Governo Bush destinou a base em Cuba para receber terroristas após o atentado de 11 de setembro WASHINGTON - A administração Trump anunciou a transferência "dos piores dos piores" imigrantes - criminosos perigosos e supostos membros de gangues - para a base militar de Guantánamo, mas vem enviando para lá imigrantes não violentos e sem antecedentes criminais. A informação vem do próprio governo. Segundo a secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, cerca de 100 venezuelanos estão sendo mantidos na cadeia em Cuba até que possam ser deportados. Ela não disse quanto tempo isso pode demorar. Grupos de ativistas denunciam, no entanto, que imigrantes sem documentos estão recebendo tratamento semelhante aos de prisioneiros da guerra contra o terror travada durante o governo de George W. Bush: incomunicáveis e sem acesso a advogados, parentes e ao mundo exterior, segundo descreve o processo movido contra o governo dos Estados Unidos por uma coalizão de entidades liderada pela União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu na sigla em inglês). A ação judicial alega que o isolamento não é mera coincidência e que os imigrantes têm dificuldades para contactar advogados e contestar a prisão. Relata ainda que parentes dos detidos só souberam que eles foram transferidos para Guantánamo por meio das imagens amplamente divulgadas pelo governo, em que embarcavam algemados em aviões militares. “Ao mandar os imigrantes para uma ilha remota, isolada de advogados, parentes e do resto do mundo, o governo Trump envia seu sinal mais claro até agora de que o Estado de Direito não significa nada para ele. Agora caberá aos tribunais garantir que os imigrantes não possam ser armazenados em ilhas offshore”, observou o vice-diretor do Projeto de Direitos dos Imigrantes da Aclu, Lee Gelernt. O presidente americano tem planos para mandar até 30 mil imigrantes para a base em Guantánamo, que ainda abriga, em outro setor, 15 integrantes da al-Qaeda. A prisão chegou a ter 800 detentos, que, segundo uma investigação realizada em 2023 pela ONU, eram submetidos a “tratamento cruel e degradante sob o direito internacional”. “É assustador, mas não surpreendente, que o governo Trump esteja explorando e expandindo o maior símbolo de ilegalidade e tortura do século XXI: Guantánamo”, avalia Baher Azmy, diretor jurídico do Centro de Direitos Constitucionais. Por outro lado, o DHS afirma que os imigrantes são detidos em instalações separadas dos membros de bandos criminosos, como o Tren de Aragua. O destino de todos é a deportação, um dos mandamentos que norteiam o atual governo americano. Afinal, nas palavras do porta-voz do DSI, todos esses indivíduos cometeram um crime ao entrar ilegalmente nos EUA. ** Com Agências **

  • Senador republicano sugere que ilegais sejam 'punidos' com trabalho

    Senador acusa partidários linha-dura de dificultar a implementação de um programa de trabalho WASHINGTON - O senador Rand Paul voltou a falar essa semana que os estrangeiros que estão apenas ilegais no país e não cometaram nenhum tipo de crime deveriam ser 'punidos' com trabalho. “Se você não tem cidadania, a sua punição é trabalhar. Você pode ficar, mas tem que trabalhar", afirma em tom irônico. O republicano de Kentucky já tinha dito isso em entrevista ao Herald-Leader no dia 10 de janeiro, antes da posse do presidente Donald Trump. Paul destaca que o Congresso tem debatido vários programas de legalização e vistos para milhares de imigrantes que sustentam as indústrias de construção, serviço e agricultura dos Estados Unidos, "mas os projetos fracassam porque conservadores linha-dura defendem que a segurança das fronteiras deve acontecer primeiro". Segundo os últimos dados divulgados pelo ICE, 11 mil pessoas foram presas entre 23 de janeiro e 9 de fevereiro em diversas cidades do país. Uma fonte ligada à agência disse, em condição de anônimato, que menos da metade têm antecedentes criminais. O ICE também não conseguiu até agora cumprir a meta imposta por Tump de 1.2 mil a 1.5 mil prisões de imigrantes por dia. Uma das razões seria porque o sistema carcerário já está a 9% acima da capacidade máxima e, por isso, centenas de pessoas detidas nos últimos dias tiveram que ser soltas sob vigiliância de tornozeleira eletrônica para responder ao processo de deportação em liberdade.

  • EUA processam autoridades de Nova York por carteira de motorista para imigrantes

    Pam Bondi era procuradora-geral da Flórida (Foto: Arquivo) NOVA YORK - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu um processo contra autoridades estaduais de Nova York por acusações de falhas ao aplicar leis federais de imigração, disse a procuradora-geral, Pam Bondi, nesta quarta-feira, 13. A ação, que também cita a governadora de Nova York, Kathy Hochul, a procuradora-geral, Letitia James, e o chefe do Departamento de Veículos Motorizados estadual, Mark Schroeder, tem como alvo a “lei da luz verde” que permite a obtenção de carteiras de motorista em Nova York a pessoas que estão vivendo no país ilegalmente. Bondi afirma que a lei limita a capacidade do Estado de cooperar com a aplicação de leis federais de imigração porque impede o compartilhamento de dados, como o endereço, do motorista. O departamento não divulgou uma cópia do processo em um primeiro momento ou qualquer outro documento com mais detalhes. O processo é movido apenas dias após o Departamento de Justiça processar Illinois pela aplicação de leis de imigração. “Nós fizemos isso com Illinois. Primeiro strike. O segundo strike é Nova York, e, se você for um Estado que não está cumprindo a lei federal, você será o próximo”, disse Bondi. ** Com Reuters**

  • Brasileiro aguarda deportação após cumprir pena por violência sexual

    Ferreira estava preso desde 2021 em Connecticut BROOKLYN - Após passar quatro anos preso por agressão sexual em um presídio de Brooklyn, em Connecticut, o brasileiro Emerson Eduardo Ferreira, 52, está sob a custódia do ICE e aguarda a deportação, informou a agência federal na terça-feira, 11. Ferreira foi condenado em 9 de agosto de 2023 a 18 anos de prisão. Além de violência sexual, o brasileiro foi considerado culpado por manter uma pessoa em cárcere privado e duas violações de medida protetiva. A Justiça reverteu a pena de Ferreira, que estava encarceirado desde 2021, para dez anos de liberdade condicional e Ferreira foi transferido para a custódia do ICE no dia 24 de janeiro. A agência tinha um mandado de prisão contra o brasileiro desde abril de 2024, durante a administração de Joe Biden. Ferreira entrou nos Estados Unidos em 27 de abril de 1999 e "violou os termos de admissão legal", destaca o ICE.

  • Congresso da Flórida inicia debate sobre lei anti-imigrante

    TALLAHASSEE - O Congresso da Flórida discute a partir desta terça-feira, 11, um projeto de lei anti-imigrante após um acordo entre parlamentares republicanos e o governador Ron DeSantis. A proposta prevê que um estrangeiro preso por qualquer motivo seja mantido detido sem direito a fiança até ser transferido para o ICE, uma prioridade do líder do Estado. DeSantis se recusou a sancionar o Trump Act aprovado pelos legisladores em janeiro porque, segundo ele, não cumpria a função de freiar a imigração ilegal. “Agora temos um projeto de lei agressivo e podemos apoiá-lo totalmente,” afirma o governador. Leia mais: DeSantis promete vetar lei por não ser anti-imigratória o suficiente Mas os presidentes da Câmara dos Deputados, Daniel Perez (R-Miami), e do Senado, Ben Albritton (R-Wauchula), falam sobre "pequenas mudanças" no texto aprovado há duas semanas. Uma delas é eliminar o posto de oficial máximo de imigração designado ao comissário da Agricultura, Wilton Simpson. Em contrapartida, ele deve gerenciar US$ 46 milhões para a contratação de 84 policiais “para aprimorar as atividades de abordagem”. Isso inclui a construção de uma nova “estação de fiscalização” ao longo da Interestadual 10, na região de Panhandle. Por outro lado, os pares de DeSantis o convenceram a desistir da ideia de gastar US$ 350 milhões para 'deportar' imigrantes para outros países. O novo texto também anula o poder do governador de transportar estrangeiros de um Estado para o outro, como ele fez ao enviar um avião do Texas para Massachusetts em 2022, utilizando recursos públicos. De acordo com o novo projeto de lei, o programa estadual seria substituído por um novo “onde o transporte de estrangeiros ilegais é feito apenas sob orientação do governo federal sem custo para o contribuinte", garantem os chefes do legislativo. Em contrapartida, o novo conselho estadual supervisionará US$ 250 milhões em subsídios direcionados ao treinamento da polícia local para colaborar com o ICE. Os imigrantes que forem presos por algum motivo teriam a fiança automaticamente negada e seriam mantidas em cárcere até o momento de serem transferidos para a custódia dos agentes federais, uma medida que o governador não abre mão. A proposta também pretende criminalizar a nível estadual os imigrantes que entram e reentram ilegalmente na Flórida.

  • Trump assina ordem executiva com tarifas de 25% sobre aço e alumínio que entram nos EUA

    Mundo estava de olho na Casa Branca à espera da assinatura da ordem executiva WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou no início da noite de segunda-feira, 10, uma ordem executiva que impõe tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelo país a partir de 4 de março. O republicano repete o feito do primeiro mandato quando emitiu duas proclamações impondo tarifas ao aço e ao alumínio que entram nos EUA e retirando as isenções que alguns países ainda tinham. Dessa vez, entretanto, nenhum país será excluído ou isento, como aconteceu em 2018, quando alguns países, incluindo o Brasil, conseguiram negociar. Líderes ainda devem tentar negociar. A justificativa agora foi proteção à indústria e redução do déficit do país. Na assinatura, o presidente Donald Trump disse que é um grande negócio a afirmou que a estratégia vai trazer indústrias e empregos de volta, tornando os EUA ricos novamente. Mas especialistas alertam para os impactos na economia mundial. Os EUA importam cerca de 25% de todo o aço que usam; 16% vêm do Brasil, que em 2024 foi o segundo maior fornecedor de aço para os americanos - atrás só do Canadá. O país americano também importam metade de todo o alumínio que usa. Em 2024, o produto brasileiro ficou em 15º lugar no ranking das importações. A decisão de Trump pode afetar a promessa de campanha de reduzir os custos aos americanos no primeiro dia de governo. Em 2018, usando a mesma justificativa de segurança nacional, Trump impôs tarifas de 25% ao aço e 10% ao alumínio importados que encareceram produtos do dia a dia dos americanos, como carros, eletrodomésticos, até cerveja, por causa das latas de alumínio. O aço é usado principalmente na indústria, na construção e nos transportes. O alumínio, além da construção e transporte, é usado em embalagens e bens de consumo. Economistas já alertaram que as tarifas podem aumentar a inflação, causar interrupções nas cadeias de suprimentos e prejudicar a economia global. ** Com Agências **

  • Governo e Justiça travam disputa sobre funcionários nos EUA

    Demissão de funcionários federais são suspensas por ordem de juiz federal BOSTON - A tensão entre a Casa Branca e a Justiça americana aumentou nesta segunda-feira, 11, em meio à disputa sobre a legalidade dos cortes de gastos federais propostos pelo governo após um juiz em Boston, Massachusetts, decidir que o governo deve prorrogar o prazo de sua oferta polêmica de demissão para os funcionários. Desde que assumiu o cargo, no mês passado, o presidente Donald Trump emitiu uma série de decretos para reduzir os gastos federais. Colocou no comando o diretor-executivo da SpaceX e da Tesla, Elon Musk, que faz uma campanha de cortes considerados inconstitucionais por seus críticos. Vários processos judiciais buscam deter o que os opositores consideram uma tomada de poder ilegal. A equipe de Musk congelou programas de ajuda e promoveu cortes de funcionários por meio de propostas e ameaças de demissão. Democratas, sindicatos e ativistas recorreram aos tribunais. A disputa se intensificou no último sábado, quando um juiz bloqueou a tentativa de Musk de acessar os dados pessoais e financeiros de milhões de americanos armazenados no Departamento do Tesouro. Em outra frente, um juiz federal de Rhode Island declarou hoje que o governo Trump violou uma ordem que levanta um congelamento geral de fundos federais: "O congelamento amplo, categórico e generalizado dos fundos federais é, provavelmente, inconstitucional, e causou e continua causando um dano irreparável a uma grande parte deste país." Esta é a primeira vez desde que Trump assumiu o cargo que um juiz federal acusa o seu governo de desafiar uma ordem da Justiça. 'Sem precedentes' Em Boston, o juiz federal George O'Toole decidiu nesta segunda-feira que o governo deve prorrogar o prazo de sua oferta de demissão para os funcionários, definida por especialistas jurídicos como vaga e potencialmente ilegal. O plano foi anunciado em 28 de janeiro e propõe aos trabalhadores oito meses de salário em troca de um pedido de demissão, ou eles se arriscariam a ser demitidos no futuro. Os sindicatos haviam pedido uma medida cautelar para suspender a proposta até que os tribunais se pronunciassem. "Essa é uma ação sem precedentes, realizada em um prazo sem precedentes, que causa um dano irreparável", disse a advogada Elena Goldstein ao juiz federal, segundo o canal WHDH-TV. A imprensa americana informou que pelo menos 65 mil funcionários aceitaram a proposta do governo. "Se as pessoas não aparecerem para trabalhar, temos o direito de demiti-las", disse Trump hoje na Casa Branca. Ele acredita que os funcionários que foram autorizados a trabalhar remotamente desde a pandemia não obedecerão à sua ordem de voltar para o escritório. Apesar dos desafios legais, o governo Trump continuou hoje com sua campanha de cortes, fechando o Escritório de Proteção Financeira do Consumidor, alvo de críticas dos republicanos. Centenas de manifestantes se mobilizaram em frente a essa agência depois que o seu diretor interino, Russell Vought, informou aos funcionários que o escritório de Washington fecharia nesta semana e ordenou que os funcionários ficassem em casa. A equipe de Trump também demitiu David Huitema, diretor do Escritório de Ética Governamental. ** Com AFP **

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