Resultados de busca
1284 resultados encontrados com uma busca vazia
- Corrida por ovos nos EUA eleva a dúzia a US$ 10
Mercados limitam a venda de ovos por cliente para tentar conter a crise NOVA YORK - A escassez de ovos nas prateleiras dos mercados dos Estados Unidos está levando os mercados a limitar a venda do produto e superinflaciona a dúzia que chega a ser vendida US$ 10 em muitas cidades. A crise se arrasta desde 2022 quando começou o surto da gripe aviária e a caixa com 12 ovos passou custar cerca US$ 2. Em dezembro do ano passado o preço dobrou para US$ 4,15. Embora alguns estados tenham controlado o surto do ano passado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA na sigla em inglês) precisou sacrificar cerca de 17,2 milhões de galinhas poedeiras apenas entre novembro e dezembro, quase metade de todas as aves mortas pelo vírus no ano passado. Com menos ovos no mercado, muitas pessoas compram o máximo que podem quando os encontram nas gôndolas. A voracidade pelo produto vem aumentando ainda mais os preços, reavivando a "crise do papel higiênico" da pandemia, quando os consumidores estocaram o produto, comparou a professora de marketing na Universidade Emory, Saloni Vastani, especialista em preços, em entrevista ao USA Today. "Os preços estão subindo por causa da gripe aviária, mas isso está levando as pessoas a comprar mais ovos do que o normal porque elas preveem preços mais altos e menor oferta nos supermercados", observa. Alguns pontos de venda já limitam a compra de ovos. "Continuamos a limitar o número de compras de ovos (...) e estamos trabalhando com nossos fornecedores para atender à demanda", disse o Sam's Club em comunicado. A USDA divulgou relatório sobre os preços da dúzia de ovos em 31 de janeiro. Enquanto em Nova York a caixa custava em média US$ 7,25, na Califórnia o preço girava em torno de US$ 8,72. O órgão acredita que a produção de ovos caia ainda mais em 2025, "refletindo um rebanho menor resultado de perdas para a gripe aviária". Os preços podem aumentar 20,3% ao longo do ano, contra 2,2% na média geral dos alimentos. No "melhor cenário", as reposições podem levar "mais de nove meses para voltar ao normal". A estimativa é de Matt Sutton-Vermeulen, diretor de práticas agrícolas e alimentares da Kearney, uma empresa global de consultoria em estratégia e gestão.
- Trump tem aprovação de 53% da população dos EUA, diz pesquisa
Donald Trump durante o juramento na cerimônia de posse em 20 de janeiro (Foto: Arquivo) WASHINGTON - A primeira pesquisa após a posse do presidente Donald Trump em 20 de janeiro revela que o republicano tem a aprovação de 53% da população americana, 47% discordam de como os Estados Unidos estão sendo conduzidos. O levantamento feito TV CBS News em parceria com a YouGov divulgou neste domingo, 9, apenas os percentuais absolutos, sem contar os entrevistados que não sabem ou não responderam aos questionamentos. A pesquisa da CBS também aponta que 59% dos entrevistados aprovam a sua política de deportação de imigrantes, rejeitada por 41%. Em relação à condução no conflito entre Israel e o Hamas, 54% concordam com o presidente (contra 46% de desaprovação), mas apenas 13% acham uma boa ideia a anexação da Faixa de Gaza enquanto 47% reprovam e outros 40% não sabem ou responderam que depende. A política de guerra tarifária contra outros países divide opiniões. Apesar de 56% aprovarem a taxação de produtos chineses, apenas 44% apostam na mesma política em relação a produtos do México, 40% aos da Europa e 38% aos do Canadá. Já a campanha de combate à inflação não está agradando os americanos. Enquanto 66% não acha que o republicano está fazendo o suficiente para reduzir os preços, 31% dizem que ele está na direção certa e 3% avaliam que o governo está muito focado na questão. A pesquisa ouviu 2.175 adultos entre 5 e 7 de fevereiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
- Diplomata brasileiro vai acompanhar voo de deportados dos EUA
Governo brasileiro não pode impedir o uso de algemas em deportados WASHINGTON - Um diplomata brasileiro vai acompanhar o segundo voo de deportados dos Estados Unidos sob a administração Trump que chega no Brasil amanhã por Fortaleza, informou o Itamaraty nesta quinta-feira, 6. O avião vai sair de Alexandria, na Louisiana, durante a madrugada, e ainda não se sabe o número de passageiros nem se todos são nacionais. No dia 24 de janeiro, o voo com 158 pessoas a bordo – 88 delas brasileiras – aterrissou em Manaus, no Amazonas, de onde devia seguir para Belo Horizonte. A viagem foi interrompida após os brasileiros pedirem socorro e relataram maus-tratos e ameaças dos agentes de imigração dos EUA. Leia mais: Brasileiros deportados foram agredidos a pauladas durante voo Dessa vez, a viagem será organizada pelo Itamaraty, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Polícia Federal; pelo lado norte-americano, participarão representantes da Embaixada em Brasília e pelo ICE. O avião fará uma escala técnica em Porto Rico e seguirá para Fortaleza, no Ceará, onde chegará durante a tarde. Os horários de saída e chegada não foram detalhados. Mas segundo o governo brasileiro, a escolha da capital nordestina seria para reduzir o tempo de viagem até o território brasileiro e para evitar que os brasileiros sobrevoem o país algemandos. De acordo com as autoridades, a decisão sobre o uso de algemas em deportados é exclusiva dos EUA. Um diplomata do consulado-geral do Brasil em Houston acompanhará o grupo. Também será disponibilizada uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar os passageiros até Belo Horizonte, em Minas Gerais. Em ambas as capitais haverá um esquema de recepção e apoio. A Polícia Federal fará operação para a realização de procedimentos migratórios e de segurança aeroportuária. As informações da viagem estão em uma nota conjunta assinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério das Relações Exteriores, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e Ministério da Defesa. "A iniciativa visa a oferecer suporte imediato aos cidadãos que retornam ao país em condições de vulnerabilidade, assegurando dignidade e assistência integral", diz o comunicado. Segundo o Itamaraty, o voo desta sexta-feira será acompanhado em tempo real pelo grupo de trabalho designado para a operação, com o objetivo de avaliar e servir de modelo à organização dos voos seguintes.
- Brasileiros deportados foram agredidos a pauladas durante voo
BH, MANAUS, NY – Os relatos dos brasileiros deportados dos Estados Unidos que chegaram a Belo Horizonte no sábado, 25, retratam maus-tratos por parte dos agentes de imigração americanos responsáveis pelo voo de volta ao Brasil, incluindo agressões físicas e ameaças. O tratamento degradante foi compartilhado por todos os 88 brasileiros que chegaram a Manaus após o avião em que eram trazidos dos EUA parar para abastecimento e apresentar problemas no ar-condicionado. Desembarcando na noite de sábado no aeroporto de Confins após serem soltos pela Polícia Federal, vários dos migrantes disseram ter ficado 50 horas algemados, sem ar-condicionado no voo e sujeitos a abusos dos americanos. "Nem cachorro merecia ser tratado daquele jeito", disse Jefferson Maia em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo . Ele ficou dois meses preso nos EUA após atravessar a fronteira com o México. "Passei quase 50 horas acorrentado, sem comer direito. Estou há cinco dias sem tomar banho." Segundo Jefferson, ele foi agredido pelos agentes de imigração já em Manaus, quando os americanos tentaram fazer o avião decolar mesmo apresentando falha no motor. Nesse momento, os migrantes pediram para sair da aeronave. "O agente me enforcou, puxou a corrente das algemas até que meu braço sangrasse", conta. "Não volto [pros EUA] nunca mais." Os abusos dos agentes americanos só pararam quando alguns deportados conseguiram alertar as autoridades brasileiras, gritando por socorro após uma das portas de emergência ser aberta. Os gritos foram ouvidos por funcionários do aeroporto que trabalhavam na pista e alertaram a Polícia Federal. "A gente disse pra eles: nós não vamos mais viajar nesse avião, chama a nossa polícia, tira a gente daqui", afirma Denilson José de Oliveira, 26 anos. "Senti muito medo. Parecia que estavam tentando nos matar." A partir deste instante uma mobilização foi criada para acionar o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O ministro falou em "flagrante desrespeito" dos direitos dos brasileiros. O Planalto, atendendo a uma ordem do presidente Luis Inácio Lula da Silva, também enviou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para completar a viagem de Manaus até o aeroporto de Confins em Minas Gerais. Na mesma noite do sábado, o Itamaraty publicou em suas redes sociais a informação de que pedirá explicações ao governo dos EUA sobre "o tratamento degradante dispensado aos passageiros no voo". Em reportagem publicada na Folha de S. Paulo , o brasileiro Carlos Vinicius de Jesus, 29, disse que os agentes americanos agrediram e humilharam os migrantes. "Bateram em nós, falaram que iam derrubar o avião, que nosso governo não era nada. A gente que se rebelou, iam nos matar. Eles falaram que se eles quisessem eles fechavam a porta da aeronave e matavam todos nós." Segundo Carlos, o avião, que partiu na sexta-feira, 24, da cidade de Alexandria, na Virgínia, apresentou falha técnica ainda em espaço aéreo americano, fazendo uma parada no estado da Louisiana, no sul do país. Depois, precisou pousar no Panamá e, por fim, em Manaus. A MANCHETE USA pediu explicações às autoridades americanas mas ainda não recebeu resposta. O carioca Marcos Vinicius Santiago de Oliveira, 38, confirmou as agressões contra outros deportados, contou a respeito da pane que teria ocorrido no avião e disse que os brasileiros foram forçados a ir ao banheiro de porta aberta. Para Aeliton Cândido, 33, de Divinópolis (MG), “foi a pior coisa que já passei na minha vida. Medo de morrer". Luiz Fernando Caetano Costa fez relato detalhado sobre o tratamento degradante dos americanos durante o voo: "Eu não fui agredido, mas os meninos foram. Eles estavam algemados, meteram o porrete neles sem dó. Desumano. Chutes, jogando os moleques no chão. Em um deles, um cara deu um mata-leão.” Luiz estava há 1,6 ano nos EUA. Vários brasileiros mostraram as marcas da violência que sofreram dos agentes. Sinais de brutalidade com requintes de crueldade estavam nas feridas provocadas por pauladas. "Alguns rapazes mais novos começaram a ver as crianças passando mal, eles estavam falando para tirar as crianças", afirmou Mario Henrique Andrade Mateus, 41, que diz ter ficado três meses detido na imigração americana. "Após a chegada da Polícia Federal, depois de muita discussão, muita briga, eles não queriam deixar a gente descer. E quando aceitaram, eles queriam tirar as algemas para que a PF não visse que nós estávamos algemados em território brasileiro", acrescentou Mario Henrique. Além dos maus-tratos relatados no voo, os brasileiros também revelaram o tratamento desumano nas prisões. "Até cachorro aqui no Brasil come melhor do que a gente comeu lá", disse Lucas Gabriel Maia. "Era pão, água e cereal." Outros migrantes também relataram que comiam hamburgueres no almoço e na janta. A Embaixada dos EUA em Brasília não se manifestou formalmente e no sábado havia dito apenas que "os cidadãos brasileiros do voo de repatriação estão sob custódia das autoridades brasileiras" e que a representação diplomática estava em contato com as autoridades. A violência cometida no voo chamou a atenção de autoridades internacionais. Citando o caso do Brasil, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse neste domingo, 26, que não permitirá que aviões militares dos EUA façam voos de deportação até o seu país. "Um migrante não é um criminoso e deve ser tratado com a dignidade que um ser humano merece", afirmou Petro em publicação no X. "Não posso fazer com que migrantes fiquem em um país que não os quer; mas se esse país os devolve, deve ser com respeito, em aviões civis", afirmou. "A Colômbia exige respeito." Autoridades brasileiras vão cobrar dos EUA explicações sobre violência (Foto: Reprodução TV)
- Novo voo com brasileiros deportados dos EUA chega em Fortaleza
FORTALEZA - O novo voo com deportados dos Estados Unidos aterrissou pouco após 4 da tarde desta sexta-feira em Fortaleza. Segundo informações do governo do Ceará, são 111 imigrantes que retornaram agora ao Brasil. Desse total, aproximadamente 80% são de Minas Gerais e devem seguir viagem em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. A Secretaria de Direitos Humanos do Ceará, que trabalha em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, disse que serão fornecidos alimentos e serviços de atendimento psicológico aos brasileiros que desembarcaram hoje. Brasileiros foram acompanhados por um diplomata designado pelo governo federal O trajeto do avião que saiu de Alexandria, na Lousiana, até Fortaleza foi providenciado pelo governo dos Estados Unidos e inicialmente a previsão era que o voo tivesse Belo Horizonte como primeira parada no Brasil. Mas segundo o governo brasileiro, a escolha da capital nordestina seria para reduzir o tempo de viagem até o território brasileiro e para evitar que os brasileiros sobrevoem o país algemandos. Leia também: Diplomata brasileiro vai acompanhar voo de deportados dos EUA No dia 24 de janeiro, o voo com 158 pessoas a bordo – 88 delas brasileiras – aterrissou em Manaus, no Amazonas, de onde devia seguir para Belo Horizonte. A viagem foi interrompida após os brasileiros pedirem socorro e relataram maus-tratos e ameaças dos agentes de imigração dos EUA.
- Embaixada dos EUA no Brasil alerta cidadãos para riscos no Carnaval
Milhares de estrangeiros, muitos americanos visitam o Brasil durante o carnaval RIO DE JANEIRO - A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou um comunicado com recomendações de segurança para cidadãos norte-americanos que pretendem participar do carnaval de 2025 no país. A nota, publicada no site oficial da embaixada, alerta os turistas para riscos como furtos, assaltos e golpes aplicados contra estrangeiros Os EUA orientam que visitantes evitem andar sozinhos, especialmente à noite, mantenham as janelas fechadas ao se deslocarem de carro e não usem joias ou carreguem grandes quantias de dinheiro. O comunicado enfatiza que turistas devem evitar favelas, mesmo em contexto de festas de rua, e ter atenção redobrada com golpes em encontros. “Criminosos visam estrangeiros através de aplicativos de namoro ou em bares antes de drogar e roubar suas vítimas. Não aceite bebidas de estranhos”, diz a nota. Outras recomendações incluem não deixar bebidas desacompanhadas, viajar em grupos e monitorar notícias locais para atualizações de segurança. Em casos de assalto, o documento orienta não reagir. “Não resista fisicamente a qualquer tentativa de roubo. Os criminosos geralmente estão armados. Sua vida é muito mais valiosa do que seus bens pessoais."
- ICE faz operação de guerra no Colorado e não divulga números
"Operação Aurora" visava membros de guange, mas ICE não divulgou balanço da ação até agora DENVER - Uma operação do ICE em busca de 100 membros de uma gangue venezuelana essa semana levou pânico para os imigrantes do Colorado. A agência federal não informou quantas pessoas foram presas nem o número de criminosos. Na quarta-feira, 5, os veículos táticos da SWAT atravessaram Denver e Aurora e agentes federais foram de porta em porta em busca dos criminosos. A agência federal também não divulgou os nomes das pessoas detidas na "Operação Aurora , mas a Fox News, que participou da operação, informou que 30 pessoas foram presas, mas apenas um era membro de uma gangue. Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que mais de 100 membros do Tren de Aragua foram deportados do Colorado na quarta-feira. Ao jornal Colorado Sun , o Gabinete do Xerife do Condado de Arapahoe disse na quinta-feira, 6, que recebeu dois detidos do ICE que tinham mandados por crimes cometidos em seu condado, mas o departamento do xerife não forneceu seus nomes ou outros detalhes. Eles devem ser processados e, se soltos, vão para custódia da agência federal. Para o czar da fronteira, Tom Homan, a operação do ICE foi prejudicada por um vazamento que alertou membros de gangues. Buscas Agentes federais, entre eles do ICE e do FBI, invadiram na madrugada da quarta-feira (6) complexos de apartamentos . A operação que usou granadas fumegantes e ferramentas para arrombar portas, durou o dia todos. A moradora Deicy Aldana contou que os policiais invadiram o seu apartamento e levaram o marido e o sogro que são venezuelanos. Os agentes disseram que os homens voltariam para casa dentro de cerca de cinco horas se a papelada estivesse em ordem. Os homens não retornaram embora tivessem autorização de trabalho e tivessem apresentado a documentação necessária para permanecer temporariamente no país, afirmou a mulher. Horas depois, Aldana recebeu uma mensagem do marido de que seria deportado.
- ICE manipula Google para criar falsa ideia de operações em massa, denuncia advogada
Especialista afirma que encontrou as inconsistências apenas nas páginas do ICE (Foto: Divulgação ICE) WASHINGTON - O aumento das notícias sobre as operações do ICE em diversas cidades dos Estados Unidos desde a posse do presidente Donald Trump em 20 de janeiro tem causado pânico entre os imigrantes e pode não passar de uma estratégia de marketing da agência federal para atender a promessa de deportação em massa. Uma pesquisa rápida no Google com palavras-chave como "operation" (operação), "raid" (batida) e "arrest" (prisão) junto com "ICE" mostra comunicados de imprensa da agência governamental liderando os resultados de pesquisas. Entretanto, o jornal britânico Guardian destaca, ao citar uma advogada, que na página inicial do Google, os links aparecem com a data de 24 de janeiro de 2025, sugerindo que as supostas operações teriam ocorrido quatro dias após a posse de Trump. Mas ao clicar nos links, aparece no topo da página um aviso de "conteúdo arquivado", explicando que a página "contém conteúdo de uma administração anterior ou está desatualizada". De acordo com o Guardian, há milhares de exemplos de comunicados de imprensa antigos, em todos os 50 estados americanos, que foram atualizados em 24 de janeiro, dando a falsa ideia de que as operações seriam recentes. O jornal O Globo confirmou a denúncia. A Machete USA também fez o teste e comprovou a tese. Na busca por "ICE raid Boston" o terceiro item e o segundo conteúdo do site oficial do órgão federal é "ICE prende brasileiro em Boston procurado por homicídio no Brasil" com a data 24/01/25. Ao acessar o link, a página informa ser um conteúdo arquivado, com data original de 14 de janeiro de 2024, ainda na administração de Joe Biden. Em outra tentativa, "ICE raid Miami" o sexto resultado de busca, abaixo de páginas de notícias sobre o assunto, é do site do ICE com a manchete "ICE prende 18 imigrantes em Miami" e data 24/01/25, mas o conteúdo é de 7 de julho de 2023. A publicação do Guardian aconteceu após uma advogada de imigração, que falou ao jornal sob anonimato por temer represálias, começar a rastrear batidas do ICE a partir da posse de Trump para criar um mapa nacional das operações. Ela reparou que havia um padrão estranho quando operações de mais de uma década surgiram na página principal do Google com uma data recente. Em cada um dos estados, havia pelo menos um comunicado de imprensa do ICE antigo, atualizado em janeiro deste ano, entre os links de destaque no buscador. “Já fiz isso em todos os 50 estados... e em várias cidades. E é a mesma coisa”, disse a advogada ao diário britânico. “Todos eles tinham a última atualização de 24/1/2025 e estavam todos aparecendo na frente do algoritmo.” A mulher, então, deu início a uma investigação digital com ajuda de um amigo especialista em tecnologia. O resultado leva a crer que a agência está deliberadamente manipulando o principal buscador do mundo. Ao Guardian , o ICE não retornou o seu pedido de resposta. Um porta-voz do Google, por sua vez, disse que o objetivo do buscador é "refletir a última vez que uma página foi atualizada" e que seus "sistemas não são projetados para aumentar a classificação de uma página simplesmente porque eles atualizam seu carimbo de data/hora". Por dentro da estratégia Existem diversas estratégias para impulsionar um site para o topo dos resultados do Google, conhecidos como Search Engine Optimization (SEO), ou simplesmente "otimização de mecanismos de busca". O algoritmo do Google analisa diversos fatores para determinar a relevância de uma página e priorizá-la ou não nos seus resultados. Domínios de sites do governo naturalmente já saem em vantagem pela confiabilidade. Outros truques envolvem incluir links do próprio site na página e atualizar a data e hora para uma mais recente, como aparenta ter feito o ICE. A especialista em tecnologia acionada pela advogada, que também falou com o Guardian em anonimato, fez uma série de pesquisas direcionando especificamente para janeiro de 2025 e o site do ICE. Além do Google, também realizou testes no Bing, mecanismo de busca da Microsoft. Como resultado, ela encontrou quase 13 mil comunicados de imprensa do ICE com a data de 24 de janeiro de 2025. Em seguida, ela inspecionou o código front-end das páginas do ICE em busca de pistas. Segundo ela, todos tiveram o seu registro de data e hora alterado. “Todos os artigos foram atualizados no dia 24, o que fez com que o SEO do Google os interpretasse como artigos atualizados recentemente e, portanto, os classificasse em uma posição mais alta”, disse a especialista ao jornal britânico. Os mesmos testes foram feitos com sites de outros órgãos governamentais, como o Departamento de Defesa e o Departamento de Trabalho, e não há evidência de que as datas das publicações dessas páginas haviam sido atualizadas, somente as do ICE.
- ICE prende brasileiro com visto expirado e sem recorde criminal em Massachusetts
Amaral é pai de uma menina de três anos e a mulher está grávida (Foto: Arquivo Pessoal) MARLBOROUGH - A prisão Lucas Amaral na manhã de segunda-feira, 27, realizada pelo ICE em Marlborough, Massachusetts, chamou a atenção por seu modus operandi. O brasileiro, segundo sua esposa, não tem antecedentes criminais, foi preso durante uma abordagem no trânsito. A medida ajudou a agência federal a chegar próximo da meta estabelecida pela Casa Branca de 1,5 mil detenções diárias. "Ele tinha acabado de sair de casa quando me ligou dizendo que eu tinha que pegar o carro porque havia sido preso", contou Suyanne Amaral, mulher de Lucas, durante uma live com o Classificados de Marlborough. As imagens da prisão foram flagradas e viralizaram nas redes sociais Suyanne chegou a falar com o agente do ICE que disse que o marido havia sido "pego por azar". "Eles estavam procurando outra pessoa. Checaram o nome dele e viram que ele está ilegal no país." A brasileira, que é beneficiada pelo DACA - proteção dada a pessoas que chegaram ao país até 2012 ainda crianças - relata que o marido veio para os EUA com o visto de turista há sete anos e ultrapassou a permanência. "Não há nada contra meu marido. Ele não deve corte, nem tem carta de deportação", garantiu Suryane que está grávida de seis semanas. O casal tem uma filha de três anos. A Manchete USA não encontrou nenhum registro criminal contra Amaral após consultar fontes oficiais nos EUA e no Brasil. "Consegui conversar com ele e orientei a não assinar a deportação imediata para que tenha a chance de ter uma audiência com o juiz. A nossa esperança é que seja estipulada uma fiança." Suryane afirma que uma advogada contratada pela família entraria em contato com o ICE nesta terça-feira. A prefeitura e a polícia de Marlborough não responderam ao pedido de comentário sobre a operação dos agentes federais na cidade.
- Brasileiro preso em Massachusetts é transferido para o Texas
Nome de Lucas Amaral apareceu no sistema prisional do Texas 24 horas após sair de Boston MARLBOROUGH – O brasileiro Lucas dos Santos Amaral, detido em Marlboro, Massachusetts, no dia 27 do mês passado, foi transferido para um presídio em Karnes City, no Texas, na segunda-feira, 3. O caso dele chamou a atenção por seu modus operandi. Ele foi preso numa abordagem de trânsito e, segundo sua esposa, não tinha antecedentes criminais. Depois de passar oito dias encarcerado no presídio de Plymouth, Massachusetts, o brasileiro foi transferido. Suyanne Amaral, mulher de Lucas, passou toda a segunda-feira, 3, tentando localizar o marido e recebendo informações truncadas sobre seu paradeiro. Segundo Syanne, Amaral ligou para ela pouco antes das 10 horas na segunda-feira dizendo que havia sido liberado. Depois disso, a mulher, que está grávida e cuida da filha de três anos do casal, não teve mais notícias do brasileiro que está há sete anos nos Estados Unidos. Leia também: ICE prende brasileiro com visto expirado e sem recorde criminal em Massachusetts A mulher do colega de cela de Amaral avisou Suyanne que o brasileiro não estava mais no presídio de Plymonth. O funcionário da instituição penal de Massachusetts informou à mulher que Amaral havia sido colocado em um ônibus em direção ao aeroporto Logan em Boston, sem dar mais detalhes. A MANCHETE USA teve acesso aos documentos de custódia. No final da tarde de terça-feira, 4, o nome de Lucas Amaral já aparecia no sistema do Centro de Processamento Imigratório de Karnes City, Texas. As transferências de presos de imigração são comuns no país. “Massachusetts está sem espaço nos presídios”, disse uma fonte com conhecimento do caso. Especialistas consultados pela reportagem disseram que ‘os deslocamentos muitas vezes servem para dificultar a defesa do preso, mantido longe dos holofotes, da família e da advogada contratada para o caso’.
- Juíza bloqueia indefinidamente decreto de Trump sobre cidadania por nascimento
Trump assinou a ordem executiva no dia da posse em 20 de janeiro ANNAPOLIS - Uma juíza federal bloqueou, nesta quarta-feira 5, uma iniciativa de Donald Trump para restringir a cidadania por nascimento nos Estados Unidos, um duro golpe sobre a tentativa do presidente de acabar com um direito previsto na Constituição. A decisão proíbe indefinidamente a implementação de uma das ordens executivas mais polêmicas de Trump, que deveria entrar em vigor em todo o país em 19 de fevereiro. “A negação do estimado direito à cidadania causará danos irreparáveis”, disse a juíza distrital dos EUA Deborah Boardman, durante uma audiência em um tribunal de Maryland. Ela enfatizou que o precedente da Suprema Corte protege a cidadania por nascimento e acrescentou que a ordem de Trump “entra em conflito com a linguagem clara da 14ª Emenda”. “Nenhum tribunal do país jamais apoiou a interpretação do presidente. Este tribunal não será o primeiro”, declarou. A ordem judicial se soma a uma suspensão de 14 dias emitida em janeiro pelo juiz federal do estado de Washington John Coughenour,considerou o decreto “descaradamente inconstitucional”. Trump disse à época que planejava recorrer da decisão. Leia Mais: Justiça suspende ordem de Trump e devolve direito à cidadania para filhos de imigrantes A cidadania por direito de nascimento está consagrada na Constituição americana sob a 14ª Emenda, que determina que qualquer pessoa nascida em solo americano é cidadã do país. O decreto do republicano tem como base a ideia de que qualquer pessoa que esteja nos EUA ilegalmente ou com visto não está “sujeita à jurisdição” do país, e, portanto, fica excluída desta categoria. Leia mais: Republicanos no Congresso se movimentam para acabar com a cidadania por nascimento Seus críticos argumentam que a emenda, ratificada em 1868, quando o país tentava se recuperar da Guerra Civil, está em vigor há mais de um século. ** Com AFP **
- Cidade em Nova York é a mais segura dos EUA, aponta estudo
Ramapo Town tem 152.843 habitantes, segundo o Censo americano de 2023 NOVA YORK - O relatório de uma companhia de seguro aponta que a cidade mais segura para se viver é Ramapo Town, em Nova York, que apresenta baixas taxas de crimes violentos e contra o patrimônio, gerando o custo de criminalidade per capita de US$ 271. O estudo é feito anualmente nos útlimos cinco anos e mostra a variação na classificação dos municípios. “As cidades estão em constante evolução, e ter informações atualizadas ajuda a compreender quais locais são mais seguros e como as comunidades respondem à criminalidade ao longo do tempo”, afirmou Anja Solum, gerente de jornalismo de dados da MoneyGeek, em entrevista. Independence, no Missouri, por exemplo, superou as expectativas e passou da 194ª para a 100ª posição. Memphis, no Tennessee, foi classificada como a cidade média-grande menos segura deste ano. A cidade passou da quinta pior para a pior posição, superando Birmingham, no Alabama, e registrando um aumento de US$ 2.500 no custo da criminalidade per capita. Para determinar as classificações, a MoneyGeek avaliou 292 cidades com populações acima de 100 mil habitantes, comparando fatores como taxas de crimes violentos e contra o patrimônio e seus custos sociais. O método considera tanto a frequência quanto a gravidade dos crimes. Quando o assunto é cidade grande, com população acima de 300 mil habitantes, Irvine, na Califórnia, lidera essa lista com um custo de criminalidade per capita de US$ 324. 10 cidades mais seguras Ramapo Town, Nova York Frisco, Texas Irvine, Califórnia Fishers, Indiana Lakewood Township, Nova Jersey Cary, Carolina do Norte Pembroke Pines, Flórida Elk Grove, Califórnia Surprise, Arizona Sterling Heights, Michigan 10 cidades grandes mais seguras: Irvine, Califórnia Honolulu, Havaí Virginia Beach, Virgínia Henderson, Nevada San Diego, Califórnia Lexington, Kentucky Santa Ana, Califórnia El Paso, Texas Riverside, Califórnia Mesa, Arizona
.png)










