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Guerra contra o Irã custa quase US$ 1 bilhão por dia aos EUA


Centenas de civis estão morrendo nos bombardeios contra o Irã
Centenas de civis estão morrendo nos bombardeios contra o Irã

WASHINGTON - O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã iniciou um conflito Sem prazo para terminar que gera um custo de US$ 890 milhões por dia ao país americano. A Casa Branca apresentou numerosas justificativas, desde a queda do regime dos aiatolás - o que não aconteceu - passando pelo risco de Teerã ter uma arma nuclear a argumentos de cunho religioso.


Embora os republicanos no Congresso endossem essa guerra, 56% dos americanos se opõem à iniciativa, segundo pesquisa PBS News/NPR/Marist.


Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional. O bombardeio matou o líder supremo Ali Khamenei no sábado (28) e atingiu instalações do governo do Irã e áreas civis, como uma escola em Minab, onde mais de 170 pessoas morreram.


No Líbano, o fantasma da guerra voltou a bater à porta, com bombardeios e uma invasão terrestre de Israel. A maior parte dos mortos vivia no Irã, mas há vítimas em outros sete países, além de seis militares americanos.


Em resposta, os iranianos atacaram Israel, instalações usadas pelos EUA e países da região, causando estragos e mortes também em locais que acreditavam ser ilhas de prosperidade. Mais de 23 mil voos foram cancelados, e centenas de petroleiros estão parados na entrada do Estreito de Ormuz. O petróleo disparou, e pode chegar aos US$ 100 por barril.


Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional.


Os objetivos mutáveis dos EUA

Os objetivos dos EUA são difusos. Trump já mencionou desde a destruição das capacidades nuclear e militar do Irã até a possibilidade de forçar uma rendição da liderança e provocar uma mudança de regime. O risco aqui é entrar em uma guerra prolongada e cara, que pode impactar sua popularidade em ano de eleição para o Congresso, além dos impactos econômicos pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.


Por outro lado, o objetivo principal do Irã é a sobrevivência do regime. Para isso, uma semana depois do início dos bombardeios, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido líder supremo, foi escolhido como seu sucessor, segundo a mídia estatal iraniana.


Além disso, estratégia iraniana tem sido ampliar o custo da guerra para os adversários, atingindo Israel, bases americanas no Golfo e ameaçando o tráfego no Estreito de Ormuz, enquanto pressiona por um recuo. O risco, porém, é a escalada levar à destruição de parte significativa de suas capacidades militares, maior isolamento internacional e a desestabilização interna.


** Com Agências **


 
 
 

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