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- Quatro morrem após após tiroteio em festa familiar na Califórnia
Vítimas e atirador seguem sem ser identificados pelas autoridades STOCKTON - Quatro pessoas, entre 8 e 21 anos, morreram depois que 14 pessoas foram baleadas em uma reunião familiar em Stockton, no norte da Califórnia, na noite de sábado, segundo a polícia. O tiroteio ocorreu em uma festa de aniversário de uma criança, disse o vice-prefeito de Stockton, Jason Lee, em um post no Facebook. "Estou em contato com funcionários e autoridades de segurança pública para entender exatamente o que aconteceu, e vou insistir em obter respostas", afirmou. A polícia disse que recebeu relatos pouco antes das 18h (horário local) de um tiroteio que ocorreu perto do bloco 1900 da Lucile Avenue em Stockton. "Podemos confirmar neste momento que aproximadamente 14 pessoas foram atingidas por tiros e quatro vítimas foram confirmadas como mortas", escreveu o Gabinete do xerife do condado de San Joaquin em um post no X. "Esta é uma investigação muito ativa e em andamento, e as informações permanecem limitadas. As primeiras indicações sugerem que este pode ser um incidente direcionado, e os investigadores estão explorando todas as possibilidades." As autoridades não forneceram nenhum detalhe sobre o atirador. ** Com Reuters **
- Luísa Sonza embala multidão em tradicional parada em NY
Luísa Sonza representou o Brasil entre as estrelas internacionais do evento NOVA YORK - O tradicional desfile da Macy abriu a temporada de festas de fim de ano nesse Dia de Ação de Graças e a cantora brasileira Luísa Sonza foi uma das atrações internacionais nas ruas de Nova York. De carona no carro alegórico de Dora Aventureira, Luísa cantou “Luísa Manequim” para uma multidão que acompanhava os balões gigantes, além de apresentações musicais e de danças, na manhã desta quinta-feira, 27. O 99º desfile da Macy's trouxe ainda DCynthia Erivo, Lainey Wilson e os atores do “KPop Demon Hunters", sucesso na Netflix, entre outros para as ruas de NY.
- Suspeito afegão de tiroteio na Casa Branca recebeu asilo no governo Trump
WASHINGTON - O governo de Donald Trump apontou nesta quinta-feira, 27, falhas de verificação da época do seu antecessor que teriam permitido a admissão de um imigrante afegão suspeito de atirar em dois membros da Guarda Nacional em Washington, mas o suspeito recebeu asilo neste ano, sob a atual gestão republicana. Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão de 29 anos, entrou nos EUA em 8 de setembro de 2021, sob a Operação Allies Welcome, algo como Boas-vindas a Aliados. O programa de reassentamento foi criado pelo ex-presidente democrata Joe Biden após a retirada militar dos EUA do Afeganistão em agosto de 2021, que levou ao rápido colapso do governo afegão e à tomada do país pelo Talibã. O diretor do FBI, Kash Patel, e Jeanine Pirro, procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, ambos nomeados por Trump, disseram durante coletiva de imprensa que o governo Biden não conseguiu realizar verificações de antecedentes adequadas ou fazer a triagem de Lakanwal antes de permitir que ele entrasse nos EUA em 2021. Nenhum dos funcionários forneceu qualquer evidência para apoiar as afirmações. Patel disse que Lakanwal, que havia trabalhado com as forças do governo dos EUA durante a guerra no Afeganistão, foi autorizado indevidamente a entrar no país porque "o governo anterior tomou a decisão de permitir que milhares de pessoas entrassem sem fazer uma única verificação de antecedentes ou triagem". O programa, que permitiu a entrada de mais de 70 mil cidadãos afegãos nos EUA, de acordo com um relatório do Congresso, foi projetado com procedimentos de verificação, inclusive por agências de inteligência e antiterrorismo. Mas a natureza apressada e em grande escala das evacuações levou críticos a dizer que as verificações de antecedentes eram ineficientes. SUSPEITO TRABALHOU COM A CIA De acordo com o programa Operation Allies Welcome, os afegãos que entraram nos EUA recebiam uma "liberdade condicional" de dois anos que lhes permitia viver e trabalhar legalmente e depois solicitar um status mais permanente. O documento analisado pela Reuters diz que Lakanwal solicitou asilo em dezembro de 2024 e foi aprovado em 23 de abril deste ano, três meses após a posse de Trump. Lakanwal, que residia no Estado de Washington, não tinha histórico criminal conhecido. O arquivo do governo sobre Lakanwal diz que ele foi examinado pelos EUA por causa de seu trabalho com parceiros do governo norte-americano durante a guerra no Afeganistão, e nenhuma informação potencialmente desqualificante havia sido encontrada. "Esse animal nunca teria estado aqui se não fosse pelas políticas perigosas de Joe Biden, que permitiram que inúmeros criminosos não avaliados invadissem nosso país e prejudicassem o povo norte-americano", disse Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca. O diretor da CIA, John Ratcliffe, disse em um comunicado que Lakanwal havia trabalhado com unidades locais apoiadas pela CIA no Afeganistão. "O governo Biden justificou trazer o suposto atirador para os Estados Unidos em setembro de 2021 devido ao seu trabalho anterior com o governo dos EUA, incluindo a CIA, como membro de uma força parceira em Kandahar, que terminou logo após a retirada caótica", disse Ratcliffe. "Esse indivíduo -- e tantos outros -- nunca deveria ter sido autorizado a vir para cá." O tiroteio contra tropas dos EUA em solo norte-americano por um imigrante provavelmente repercutirá no cenário político. Trump já ordenou o envio de mais 500 soldados para Washington. Embora Lakanwal estivesse no país legalmente, o incidente se encaixa diretamente na narrativa de Trump sobre imigração. Ele fez da repressão à imigração legal e ilegal um ponto central de seu mandato, e esse caso pode dar margem para ampliar o debate além da legalidade e incluir um exame mais minucioso da verificação de imigrantes. Em uma mensagem de vídeo publicada pela Casa Branca na quarta-feira, Trump chamou Lakanwal de "animal" e os tiroteios de "um ato de terror". Trump pediu um novo exame de todos os cidadãos afegãos que entraram nos EUA durante o governo Biden. Todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos foram suspensos pelo governo Trump na noite de quarta-feira. A porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, disse em comunicado que o governo Trump deve revisar todos os casos de asilo da era Biden, expandindo uma revisão dos refugiados da era Biden relatada pela Reuters no início desta semana. Uma fonte familiarizada com o assunto disse que a suspensão inclui pedidos de afegãos que trabalharam com a CIA. O ataque também ressuscitou críticas do governo Trump à caótica retirada dos EUA do Afeganistão em 2021. A retirada levou a um colapso do governo afegão muito mais rápido do que o esperado. A retirada de milhares de afegãos alimentou as preocupações dos republicanos de que terroristas em potencial poderiam se infiltrar nos EUA. ** Com Reuters**
- Trump promete suspender imigração de 'países do Terceiro Mundo' após ataque em Washington
Trump não estava na Casa Branca na hora do ataque WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira, 27, que seu governo fará uma "pausa permanente" na imigração de todos os "países do Terceiro Mundo", após a morte de um membro da Guarda Nacional em um ataque perto da Casa Branca. As declarações marcam uma nova escalada das medidas de imigração que Trump ordenou desde o tiroteio na quarta-feira, 26, que os investigadores dizem ter sido realizado por um cidadão afegão que entrou nos EUA em 2021 sob um programa de reassentamento. Trump não identificou nenhum país pelo nome ou explicou o que quis dizer com países do "Terceiro Mundo" ou "pausa permanente". Ele disse que o plano incluiria casos aprovados durante o governo do ex-presidente Joe Biden. "Farei uma pausa permanente na migração de todos os países do Terceiro Mundo para permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente, encerrarei todas as milhões de admissões ilegais de Biden, (...) e removerei qualquer pessoa que não contribua para os EUA", disse ele em sua plataforma de mídia social, Truth Social. Trump disse que acabaria com todos os benefícios e subsídios federais para "não cidadãos", acrescentando que "desnaturalizaria os imigrantes que prejudicam a tranquilidade doméstica" e deportaria qualquer estrangeiro considerado um gasto público, um risco à segurança ou "incompatível com a civilização ocidental". A Casa Branca e os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters. Sarah Beckstrom, 20 anos, não resistiu aos ferimentos As declarações de Trump foram feitas após a morte, na quinta-feira, da integrante da Guarda Nacional Sarah Beckstrom, 20 anos, que foi baleada. O companheiro da Guarda, Andrew Wolfe, 24, estava "lutando por sua vida", disse Trump. Anteriormente, autoridades do Departamento de Segurança Interna disseram que Trump havia ordenado uma ampla revisão dos casos de asilo aprovados durante o governo de Biden e dos Green Cards emitidos para cidadãos de 19 países. O suposto atirador, identificado pelas autoridades como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, recebeu asilo este ano sob Trump, de acordo com um arquivo do governo dos EUA visto pela Reuters. Ele entrou nos EUA em um programa de reassentamento criado por Biden após a retirada militar dos EUA do Afeganistão em agosto de 2021, que levou ao rápido colapso do governo afegão e à tomada do país pelo Taliban. Em uma postagem separada antes de seu anúncio de "pausa permanente", Trump alegou que centenas de milhares de pessoas entraram nos EUA totalmente "sem verificação e sem controle" durante o que ele descreveu como a "horrenda" ponte aérea do Afeganistão. Na quarta-feira, os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA interromperam o processamento de todas as solicitações de imigração relacionadas a cidadãos afegãos por tempo indeterminado. ** Com Reuters **
- Custos de produção nos EUA durante a temporada de festas geram alerta
Os preços no atacado do peru estão atualmente cerca de 40% mais altos WASHINGTON - A temporada de festas nos Estados Unidos, que começa nesta quinta-feira, 27, com o Dia de Ação de Graças, levou agricultores e empresários a alertarem sobre o impacto das tarifas de Donald Trump nos custos de produção de bens como o peru e os vegetais. Os preços dos alimentos aumentaram 2,7% em setembro em comparação ao ano anterior, segundo dados do governo. Uma pesquisa do Politico revelou que os alimentos foram a categoria mais difícil de pagar para os americanos. No entanto, os alertas sobre as tarifas de Trump e as preocupações das famílias com o custo de vida contrastam com a mensagem do governo, que tenta convencer os americanos da força da maior economia do mundo. “Embora meu grande trabalho na economia ainda não tenha sido plenamente reconhecido, será! As coisas realmente estão melhorando”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social no fim de semana. Ele destacou que os preços estão “caindo rapidamente”. A Casa Branca afirmou que as lojas oferecem neste ano alimentos mais baratos para o Dia de Ação de Graças, embora alguns alertem que isso pode se dever a uma combinação diferente de produtos disponíveis. Embora o país não tenha experimentado um aumento generalizado da inflação devido às tarifas, economistas, parlamentares e donos de negócios apontam que os impostos aumentaram os custos. A agricultora da Carolina do Norte Mary Carroll Dodd disse a jornalistas nesta semana que “devido ao aumento de nossos custos, principalmente por causa das tarifas, tivemos que aumentar o preço de alguns de nossos vegetais”, como o das couves. Mesmo antes das tarifas, os custos de insumos como fertilizantes, sementes, produtos químicos, equipamentos e combustível já estavam em níveis historicamente altos, acrescentou Nick Levendofsky, diretor-executivo da União de Agricultores do Kansas. “Com as tarifas, estão subindo ainda mais”, completou. “O milho e a soja constituem grande parte do alimento para perus e outros animais de fazenda. Quando esses cultivos ficam mais caros de produzir, o preço por libra do peru sobe”. Os preços no atacado do peru estão atualmente cerca de 40% mais altos devido aos desafios de oferta provocados por doenças aviárias, afirmou recentemente a Federação do Bureau Agrícola Americano. Isso indica que as pressões sobre os preços provavelmente continuarão, mesmo que os preços nas lojas tenham caído neste ano devido às ofertas de Ação de Graças feitas para atrair consumidores. Desafios no setor Uma pesquisa recente do Bureau Agrícola indicou que os preços dos vegetais frescos aumentaram, com uma “escassez contínua de trabalhadores agrícolas” e salários em rápido crescimento que elevam os custos. “Quase com certeza, parte dessa escassez de mão de obra se deve à repressão tanto da imigração legal quanto ilegal”, disse Jeremy Horpedahl, do Instituto Cato, de tendência libertária. Mas os defensores da estratégia comercial de Trump argumentam que as tarifas não impulsionam diretamente aumentos de preços em setores-chave como moradia, alimentos ou saúde. Os preços da carne bovina nos Estados Unidos, por exemplo, foram impulsionados por uma seca nos últimos anos e pela redução do rebanho, disse o economista Jeff Ferry, da Coalizão por uma América Próspera, grupo que apoia as tarifas de Trump. “A cadeia de suprimentos, incluindo fabricantes e importadores, está absorvendo grande parte da tarifa enquanto mantém os aumentos de preços ao consumidor sob controle”, afirmou. No entanto, o panorama futuro segue complexo. Em reconhecimento aos desafios enfrentados pelos agricultores, o governo está considerando ajudas para o setor afetado pelos baixos preços das colheitas e por uma disputa comercial com Pequim neste ano. Ainda assim, Levendofsky afirmou que “os agricultores não querem resgate. Querem comércio, não ajuda”. Alguns pequenos empresários dizem que lutam para sobreviver, mesmo com a aproximação da temporada de compras de fim de ano. Jared Hendricks, proprietário da Village Lighting Co., em Utah, disse a jornalistas que sua empresa se “aproxima de 1 milhão de dólares em tarifas neste ano” (cerca de 5,38 milhões de reais) que não estavam originalmente no orçamento. Sua empresa é especializada em decorações e soluções natalinas, com pedidos feitos com um ano de antecedência e grande parte das vendas atreladas a contratos com clientes. “Vendemos muitos desses produtos diretamente com prejuízo”, disse. “Neste ponto, deixamos de trabalhar pelo lucro para trabalhar pelas tarifas”. ** Com AFP **
- Governo Trump suspende imigração de afegãos após ataque contra agentes em Washington
Dois soldados estão em estado crítico, informaram as autoridades WASHINGTON - O governo Donald Trump anunciou a suspensão imediata do processamento de todos os pedidos de imigração relacionados a cidadãos do Afeganistão. A decisão foi tomada ainda na noite de quarta-feira, 26, horas depois de um afegão de 29 anos ser detido em Washington, acusado de atirar contra dois membros da Guarda Nacional perto da Casa Branca. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), o suspeito entrou nos Estados Unidos em setembro de 2021 por meio da Operation Allies Welcome, programa criado pelo governo Joe Biden (2021-2025) após a retomada do poder pelo Talibã, em agosto daquele ano. A iniciativa permitiu a entrada de afegãos considerados vulneráveis com autorizações temporárias de dois anos, sem oferecer status migratório permanente. Em vez disso, esperava-se que os beneficiários buscassem outras vias para permanecer no país, como o pedido de asilo. "O programa de SIV era um dos poucos caminhos restante” para afegãos em busca de uma forma de sair do país", explicou Mevlude Akay Alp, advogada sênior do International Refugee Assistance Project, organização sem fins lucrativos sediada em Nova York. "E não é certo sequer se ele continuar. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, na sigla em inglês) afirmou que a interrupção dos processos ficará em vigor por tempo indeterminado, enquanto são revisados os protocolos de segurança e verificação. O órgão destacou que “a proteção e a segurança de nossa pátria e do povo americano continuam sendo” seu “único foco e missão”. Mais cedo, Trump havia afirmado que o país “precisa reexaminar cada estrangeiro que entrou vindo do Afeganistão”. A suspensão afeta afegãos que tentam permanecer nos EUA buscando asilo, green cards ou outros benefícios migratórios, além daqueles que colaboraram com tropas americanas durante a guerra de 20 anos no país e solicitaram realocação por meio do programa de Visto de Imigrante Especial (SIV). Cerca de 77 mil afegãos entraram nos EUA pela Operation Allies Welcome, segundo estimativa do Serviço de Pesquisa do Congresso. Muitos ainda aguardam aprovação de pedidos de reassentamento em terceiros países ou permanecem escondidos no Afeganistão. O programa enfrentou questionamentos de parlamentares republicanos, que alegaram falhas na checagem de antecedentes, e uma auditoria do inspetor-geral do DHS identificou imprecisões nos dados de alguns participantes. “É inconcebível que procedimentos adequados de verificação tenham sido seguidos durante o caos e a desordem da evacuação americana no Afeganistão, e ainda restam dúvidas sobre a natureza das pessoas inscritas em programas de reassentamento doméstico”, afirmou o deputado James Comer, republicano de Kentucky, em um comunicado de 2023 no qual exigiu mais informações das agências federais sobre os esforços de reassentamento de afegãos. O anúncio desta semana ocorre em um momento de queda significativa no reassentamento de afegãos desde o início do segundo mandato de Trump. Em 2024, cerca de 3,1 mil refugiados afegãos eram reassentados no país a cada mês, número que caiu em quase dois terços entre janeiro e maio deste ano. Em julho, o governo também retirou proteções humanitárias anteriormente concedidas a afegãos já instalados nos EUA. Enquanto isso, o Afeganistão enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo, com mais da metade de sua população — estimada em 42 milhões de pessoas — dependendo de assistência. O país também vive tensões crescentes com o Paquistão, que realizou ataques aéreos contra cidades afegãs e regiões de fronteira nas últimas semanas. Entenda o caso Dois integrantes da Guarda Nacional que faziam patrulha a poucos quarteirões da Casa Branca foram baleados e ficaram gravemente feridos na tarde de terça-feira. O atirador, identificado como Rahmanullah Lakanwal, foi detido depois que outro membro da patrulha revirou os disparos — e também ficou ferido. Ele vivia em Bellingham, no estado de Washington, perto da fronteira com o Canadá. Segundo fontes familiarizadas com a investigação, o afegão de 29 anos esperou a patrulha entrar em seu campo de visão e começou a disparar. Ele atingiu primeiro uma mulher, depois tomou sua arma de serviço e atirou contra o outro soldado. O militar foi atingido no pescoço antes que outro integrante da unidade respondesse ao agressor. "Este ataque hediondo foi um ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terror. Foi um crime contra toda a nossa nação", disse Trump em um vídeo divulgado pela Casa Branca na noite de quarta-feira. "Precisamos agora reexaminar cada estrangeiro que entrou em nosso país vindo do Afeganistão sob o governo Biden, e devemos tomar todas as medidas necessárias para garantir a remoção de qualquer estrangeiro de qualquer país que não pertença aqui ou não traga benefício ao nosso país". O Migration Policy Institute, um think tank apartidário, estimou em 2022 que havia quase 200 mil imigrantes afegãos nos EUA, com as maiores concentrações nas áreas de Washington, D.C., e Sacramento, na Califórnia. Tropas federais A prefeita de Washington, Muriel Bowser, classificou o ataque como um “tiroteio direcionado”. Embora autoridades tenham destacado que a investigação estava apenas começando e que os motivos do suspeito — que estava sendo tratado em um hospital local — permaneciam desconhecidos, a violência deve reacender o debate sobre o envio de tropas federais por Trump a cidades do país. O presidente mobilizou mais de 2 mil membros da Guarda Nacional nas ruas de Washington em agosto, afirmando que eram necessários para apoiar as forças de segurança federais e do Distrito de Columbia. Mas a medida foi impopular entre moradores da cidade, e um juiz federal decidiu recentemente que o envio provavelmente era ilegal — embora os militares não fossem obrigados a deixar o Distrito imediatamente, para permitir tempo de apelação. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, classificou o ataque como um “ato covarde e vil” contra os militares. Ele disse que Trump o orientou a enviar tropas adicionais a Washington e que faria isso rapidamente. ** Com Agências **
- Brasileira mãe de sobrinho de porta-voz da Casa está sob custódia do ICE
Bruna foi presa há duas semanas quando estava a caminho de pegar o filho na escola BOSTON -A brasileira Bruna Caroline Ferreira, ex-cunhada e mãe do sobrinho da secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, está sob custódia do ICE há duas semanas e corre o risco de ser deportada nos próximos dias. O advogado Todd C. Pomerleau afirma que a prisão de sua cliente é arbitrária. "Para deter uma pessoa, a Constituição exige que o governo demonstre que ela representa um perigo ou risco de fuga. Ela não estava fazendo nada de novo, apenas vivendo sua vida enquanto aguardava sua vez, como dezenas de milhares de outras pessoas que enfrentam esse imbróglio chamado sistema de imigração", explica. "Ela aguardava seu green card ao final do processo. Em outras palavras, sua detenção é ilegal — não há justificativa legal para deter pessoas que já tiveram suas impressões digitais coletadas e que vivem em nosso país há anos, algo que o ICE tem pleno conhecimento", acrescenta. Bruna mora em Revere, em Massachusetts, e, no dia 12 de novembro, estava dirigindo para o estado de New Hampshire (a cerca de 70 quilômetros) para buscar o filho de 11 anos na escola, quando foi detida pela imigração. "Em algum momento da semana passada, parece que ela foi de Massachusetts para New Hampshire, depois para Vermont e, em seguida, para a Louisiana", revela Pomerleau, que passou a representar a brasileira somente nesta semana e tenta obter mais detalhes do caso. Em tempo: De acordo com as informações no sistema de localização de detentos do ICE, a brasileira está agora no Centro de Processamento do ICE no Sul da Louisiana, na cidade de Basile. "Massachusetts, apesar da imigração ter bilhões de dólares para aplicar as leis, de alguma forma não consegue encontrar dinheiro para ter leitos para as mulheres detidas. Estão separando mulheres de seus filhos, de suas famílias e de seus meios de subsistência. Desrespeitaram seu direito a um processo justo", denuncia. Uma pessoa familiarizada com o caso disse que Bruna e a porta-voz Karoline Leavitt "não se falam há muitos anos". "A criança mora em tempo integral em New Hampshire com o pai desde que nasceu. Ela nunca morou com a mãe", acrescentou a fonte. O advogado da brasileira rebateu que essa informação "não é precisa" e que "eles moravam juntos quando estavam noivos". Acusação Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) diz que Bruna é "uma imigrante ilegal brasileira com antecedentes criminais, que já havia sido presa por agressão". "Ela entrou nos EUA com um visto de turista B2, que exigia que ela deixasse o país até 6 de junho de 1999", acrescentou o governo, pontuando que Bruna "está em processo de deportação". "Sob o governo do presidente Trump e da secretária [de Segurança Interna, Kristi] Noem, todos os indivíduos que se encontram ilegalmente nos Estados Unidos estão sujeitos à deportação", completa o comunicado. O advogado de Bruna rejeita a acusação. "Ela não possui antecedentes criminais e não é uma 'imigrante ilegal criminosa'."Que nos mostrem provas se essa acusação é real. Não consta nada contra Bruna", defende. Bruna chegou aos EUA com a família há 24 anos e era beneficiária do DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância), programa que concede proteção contra a deportação para crianças que chegaram ao país antes de julho de 2022. O advogado explica que a brasileira não conseguiu renovar o benefício do DACA porque o caso "ficou por anos travado em litígios na Suprema Corte, assim como milhares de outros 'dreamers'". Trump quis encerrar o programa durante o primeiro mandato, mas a Justiça bloqueou a tentativa. O governo questiona a proteção legal dos "dreamers". "O DACA não confere qualquer tipo de status legal neste país", disse recentemente a secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin. Pomerleau pontua que Bruna também está no meio de outro processo para conseguir o green card. O ICE não atendeu ao pedido de comentário da Manchete USA. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Juiz arquiva caso de interferência de Trump nas eleições da Geórgia em 2020
ATLANTA - Um juiz da Geórgia arquivou a última acusação criminal pendente contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, 26, efetivamente encerrando os esforços para responsabilizá-lo criminalmente por tentativas de reverter a eleição de 2020, que ele perdeu para o ex-presidente Joe Biden. Desde que retornou a Casa Branca em janeiro de 2024, o mandatário viu três casos criminais contra ele serem arquivados. Uma moção buscando encerrar a acusação foi apresentada por Pete Skandalakis, o diretor executivo do conselho de promotores do Estado. O caso era visto como uma das ameaças legais mais sérias contra Trump porque condenações criminais estaduais não estão sujeitas a perdões presidenciais. Skandalakis, um promotor de carreira que se candidatou a um cargo como Democrata mas depois se filiou ao Partido Republicano, desmontou o caso originalmente trazido pela procuradora Fani Willis, que representava o condado de Fulton, na Geórgia. Em um relatório de 22 páginas, Skandalakis disse que “não é ilegal questionar ou desafiar os resultados eleitorais”. O promotor concluiu que a investigação realizada por Jack Smith, o conselheiro especial nomeado pelo Departamento de Justiça no governo Biden, era a mais apropriada para seguir ocorrendo. Segundo Skandalakis, a ideia de prosseguir com um caso contra um presidente em exercício na Geórgia era impraticável. Ele apontou que a decisão do Supremo Tribunal dos EUA no ano passado, que concedeu aos presidentes “imunidade absoluta” da acusação criminal por atos dentro de sua autoridade constitucional, significava que levaria “meses, senão anos” para litigar questões de imunidade nos tribunais da Geórgia — e que tudo isso teria que ocorrer após Trump deixar o cargo em 2029. Entenda o caso As circunstâncias que levaram à acusação de Trump começaram em janeiro de 2021, dois meses depois de o republicano ter perdido a eleição de 2020 para Joe Biden. Trump telefonou para o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, e pediu que ele “encontrasse” votos suficientes para reverter a derrota do republicano na Geórgia. Raffensperger se recusou e Joe Biden conquistou a vitória no Estado por menos de 12 mil votos. Essa foi a primeira vitória de um democrata na Geórgia em uma eleição presidencial desde Bill Clinton em 1992. Pouco depois da pressão de Trump sobre o secretário, a promotora do condado de Fulton, Fani Willis, iniciou sua investigação sobre o caso. Mais de dois anos e meio depois, ela apresentou uma extensa acusação contra Trump e 18 de seus aliados. Mas a promotora foi afastada do caso em dezembro do ano passado, após advogados de defesa revelarem que ela manteve um relacionamento amoroso com um advogado que havia contratado para liderar a acusação. Em setembro, o escritório dela perdeu a última tentativa de manter o caso quando a Suprema Corte da Geórgia recusou-se a intervir. Ela foi acusada por Trump de ser uma “criminosa” e o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de uma investigação contra ela. Skandalakis foi encarregado de buscar um substituto para chefiar a investigação após remoção de Fani Willis, mas ele informou no início deste mês que não conseguiu encontrar outro promotor disposto a assumir um caso tão complexo e delicado. ** Com Agências **
- Primeira morte no mundo causada pela cepa H5N5 da gripe aviária é relatada nos EUA
SEATTLE - Um morador de Washington morreu após contrair uma forma rara de gripe aviária anteriormente detectada apenas em animais, informaram autoridades de saúde estaduais, o que eleva para dois o número de mortos pelo vírus nos Estados Unidos neste ano. O paciente, identificado como uma pessoa idosa com outros problemas de saúde, estava hospitalizado desde o começo do mês, informou nesta sexta-feira o departamento de saúde do Estado. Exames realizados pela Universidade de Washington indicaram que a vítima tinha a variante H5N5 do vírus da gripe aviária, detalhou o departamento, destacando que se tratava "da primeira infecção registrada em um ser humano por essa variante". O resultado foi confirmado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). "O risco para o público continua baixo", declarou a principal agência de saúde do país. "Não existe evidência de transmissão desse vírus entre pessoas." O paciente possuía "uma criação doméstica de aves em seu jardim", a fonte mais provável da contaminação. O CDC registrou mais de 70 casos humanos de gripe aviária neste ano nos EUA. A Organização Mundial da Saúde registrou mais de mil casos humanos de gripe aviária desde 2003, em 25 países, envolvendo todas as cepas. **Com Agências**
- Maioria dos latinos dos EUA acha que sua situação piorou com Trump, mostra pesquisa do Pew
52% disseram que se preocupam com o fato de que eles ou alguém próximo a eles possam ser deportados WASHINGTON - A maioria dos latinos dos Estados Unidos acredita que sua situação piorou sob o governo do presidente Donald Trump, mostrou uma pesquisa do Pew Research Center divulgada na segunda-feira, 24. Ao serem questionados sobre como veem sua situação, 68% dos entrevistados disseram que ela piorou desde que o republicano voltou à Casa Branca, enquanto cerca de 80% disseram que as políticas do administração Trump prejudicam mais os latinos do que os ajudam. Os esforços de Trump para a deportação em massa e a economia lenta afetaram os latinos, cujos votos nas eleições de meio de mandato de 2026 podem ser fundamentais para manter as maiorias republicanas na Câmara e no Senado. "Não há dúvida de que, se as pessoas estabelecerem conexões com um determinado governo ou partido político, isso poderá ter algumas implicações políticas nas próximas eleições", disse Mark Lopez, diretor da Pesquisa de Raça e Etnia do Pew. O apoio de Trump entre os eleitores latinos foi historicamente forte para um candidato republicano na eleição presidencial de 2024, auxiliado por suas preocupações econômicas e ganhos entre os homens latinos. A organização apartidária disse que 1.116 dos latinos entrevistados eram imigrantes. Cerca de 82% dos latinos estão nos EUA legalmente, de acordo com outros dados do Pew. Os resultados da Pew coincidiram com uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro que mostrou que 32% dos hispânicos aprovavam o desempenho de Trump no cargo, bem abaixo de seu índice geral de aprovação de 42% na época. Cerca de 70% dos latinos que responderam ao estudo do Pew disseram que o governo Trump está "fazendo demais" no que diz respeito à deportação de imigrantes que estão nos EUA ilegalmente, em comparação com 56% no início de março. Mas eles concordaram que algumas pessoas precisam ser deportadas. Além disso, 52% disseram que se preocupam com o fato de que eles ou alguém próximo a eles possam ser deportados, em comparação com 42% nas primeiras semanas do segundo mandato de Trump. Lopez disse que, embora o relatório tenha mostrado um amplo descontentamento entre os latinos, os dados eram sutis em aspectos que podem influenciar o voto. A economia foi classificada como a principal questão entre esses eleitores no pleito de 2024 e, embora o custo de vida continue alto, cerca de metade dos entrevistados disse que espera que a situação melhore. O Pew pesquisou 4.923 latinos entre 6 e 16 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais. ** Com Reuters **
- Governo Trump ordena a revisão dos refugiados da era Biden
WASHINGTON - O presidente Donald Trump ordenou uma ampla revisão de verificação de todos os refugiados que entraram sob o comando do seu antecessor, o democrata Joe Biden, mostrou um memorando interno dos governo dos Estados Unidos visto pela Reuters. A ordem deve se aplicar a cerca de 200 mil estrangeiros que entraram entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025, de acordo com o documento assinado pelo diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, na sigla em inglês), Joe Edlow. ** Com Reuters **
- Juíza federal arquiva processos contra o ex-diretor do FBI e procuradora-geral de Nova York
NOVA YORK - Uma juíza federal rejeitou nesta segunda-feira, 24, as acusações criminais contra o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, concluindo que a procuradora escolhida a dedo pelo presidente Donald Trump para apresentar os casos foi nomeada ilegalmente, em uma decisão que representa um duro golpe nos esforços do Departamento de Justiça (DOJ) para perseguir supostos inimigos políticos do republicano. A decisão rejeita dois casos que Trump havia solicitado publicamente ao pressionar os líderes do DOJ a agir contra figuras de alto nível que o haviam criticado e conduzido investigações sobre sua conduta. Lindsey Halligan, ex-advogada pessoal de Trump, foi nomeada procuradora interina federal para o Distrito Leste da Virgínia em setembro para assumir as duas investigações, apesar de não ter experiência anterior como promotora. As conclusões da juíza Cameron McGown Currie vêm depois que Comey e James acusaram o DOJ de violar a cláusula de nomeação da Constituição dos Estados Unidos e a lei federal ao nomear Halligan em setembro. Currie concluiu que Halligan "não tinha autoridade legal" para apresentar acusações contra Comey ou James. Mas Currie arquivou os casos "sem prejuízo", dando ao DOJ a oportunidade de apresentar novamente os casos com um promotor diferente no comando. "Todas as ações decorrentes da nomeação defeituosa da sra. Halligan", escreveu Currie, foram "exercícios ilegais de poder executivo e estão, por meio desta, anuladas". "Estou emocionada pela vitória de hoje e grata pelas orações e pelo apoio que recebi de todo o país", disse Letitia em comunicado. O advogado Abbe Lowell afirmou que sua cliente "continuará a contestar quaisquer novas acusações motivadas politicamente por todos os meios legais disponíveis". A defesa de Comey e o DOJ não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Trump ordenou que a procuradora-geral Pam Bondi nomeasse Halligan para o cargo depois que seu antecessor Erik Siebert se recusou a apresentar acusações contra Comey ou James, citando a falta de provas confiáveis em ambos os casos. Pouco depois de sua nomeação, Halligan garantiu sozinha as acusações contra Comey e James, depois que outros promotores de carreira do escritório se recusaram a participar. Comey se declarou inocente das acusações de fazer declarações falsas e obstruir o Congresso. James se declarou inocente das acusações de fraude bancária e de mentir para uma instituição financeira. Os advogados de Comey e Letitia argumentaram que a nomeação de Halligan violou uma lei federal que, segundo eles, limita a nomeação de um procurador interino federal a um período de 120 dias. Segundo eles, nomeações interinas repetidas contornariam o processo de confirmação do Senado dos EUA e permitiriam que um promotor atuasse indefinidamente. Siebert já havia sido nomeado por Bondi por 120 dias e, em seguida, foi renomeado pelo Tribunal Distrital Federal para o Distrito Leste da Virgínia, uma vez que o Senado ainda não o havia confirmado na função. Os advogados do Departamento de Justiça argumentaram que a lei permite que o procurador-geral faça várias nomeações interinas para procuradores federais. Ainda assim, Bondi procurou fortalecer os casos ao nomear separadamente Halligan como uma procuradora especial designada para ambos os processos. Nesse mesmo documento, ela também disse que ratificou as acusações. Em uma audiência em 13 de novembro, Currie repetidamente levantou dúvidas sobre por que o Departamento de Justiça achou necessário tomar essa medida se acreditava que a nomeação de Halligan era legal. A contestação da nomeação de Halligan foi um dos vários esforços que os advogados de Comey e Letitia fizeram para que os processos contra eles fossem arquivados antes dos julgamentos. Ambos também argumentaram que os casos são processos "vingativos" motivados pela animosidade de Trump. ** Com Reuters **
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