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- Trump nega retirada de ICE de Minnesota e chama Pretti de 'agitador'
Trump voltou a mudar o tom após ver imagens de outro incidente com o ICE envolvendo Pretti MINNEAPOLIS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou a retirada do ICE de Minnesota, ao mesmo tempo que chamou Alex Pretti, um dos dois civis assassinados por tais agentes, de "agitador". "Não iremos retirar a equipe de imigração de Minnesota de jeito nenhum", afirmou Trump à imprensa ainda na quinta-feira, 29. Já nesta sexta, 30, ele usou o Truth para criticar o enfermeiro americano de 37 anos que foi morto em cinco segundos com dez tiros pelo ICE enquanto protestava em Minnesota contra sua política anti-imigração. "Agitador e, talvez, insurgente: a reputação de Alex Pretti caiu drasticamente com o vídeo recém-divulgado em que ele aparece gritando e cuspindo no rosto de um agente do ICE que se mantinha calmo e controlado", escreveu Trump sobre o vídeo gravado uma semana antes da execução do americano, ocorrida no dia 24 de janeiro. Nas imagens, Pretti também chuta o veículo governamental, sendo controlado pelas forças federais na sequência. Além do enfermeiro, uma outra americana, Renee Good, também de 37 anos, foi morta pelo ICE em Minnesota durante uma abordagem no início do mês - no caso, um membro do serviço de imigração atirou contra seu carro. ** Com Ansa **
- Criança de 5 anos detida por agentes de imigração nos EUA está 'deprimida e triste'
Pai relata que Liam pergunta quando vai voltar para casa e para a escola MINNEAPOLIS - O menino equatoriano de cinco anos que foi detido em Minneapolis por agentes do ICE está "deprimido e triste", informou na quarta-feira, 28, o deputado democrata Joaquín Castro após visitá-lo em um centro de detenção no Texas. Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro na porta de casa, na cidade mais populosa de Minnesota, quando o menino voltava da escola. As imagens da detenção, em que a criança usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha, rodaram o mundo. Deputado afirma que pai e filho estão em processo de asilo Pai e filho foram levados a um centro de detenção para famílias migrantes de Dilley, no Texas, a mais de 1.800 km de Minneapolis. Joaquín Castro, que é deputado pelo Texas, visitou os dois e disse estar preocupado com a saúde mental de Liam. "O pai diz que (o menino) não é o mesmo, que está dormindo muito porque está deprimido e triste", afirmou o representante democrata pelo Texas em um vídeo publicado nas redes sociais. Ainda segundo Castro, Liam não está se sentindo bem, dorme apenas no colo do pai e está resfriado. (Assista o depoimento de Castro na íntegra ao clicar no vídeo) Castro disse que econtrou dezenas de crianças detidas, incluindo um bebê de dois meses O congressista, que estava acompanhado da deputada Jasmine Crockett, argumenta que a família está no país em situação legal e que ambos deveriam ser liberados. "Estou preocupado com a saúde mental dele", acrescentou Castro. Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de deportação de Liam e seu pai. Segundo a imprensa local, ambos têm um processo pendente em um tribunal de imigração. O magistrado também impediu a transferência dos dois do centro de detenção de Dilley, local para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis de entrada no país. Mais de cem pessoas protestaram na quarta-feira diante do prédio de Dilley, mas a manifestação foi dispersada com gás lacrimogêneo pelas forças de segurança. **Com AFP **
- ICE encerra operações de fiscalização reforçada no Maine
Pressão da população forçou o relaxamento das operações do ICE no Maine AUGUSTA - O ICE encerrou suas operações reforçadas no estado do Maine, informou nesta quinta-feira, 29, a senadora republicana Susan Collins, após uma conversa com a chefe do Departamento de Segurança Interna (DHS). “Posso informar que a secretária (Kristi) Noem me comunicou que o ICE encerrou suas atividades reforçadas no estado do Maine. No momento, não há operações de grande escala do ICE em andamento ou planejadas aqui”, escreveu Collins em uma publicação na rede X, acrescentando que o ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) continuarão com as operações normais. Nos últimos dias, o trabalho dos agentes de imigração tem sido questionado em todo o território americano. Principalmente depois da morte do segundo cidadão americano em Minneapolis. No início de janeiro, a poetisa e mãe de três crianças Renee Nicole Good, 37, foi morta a tiros por um agente do ICE. No último sábado (24), o enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, também de 37 anos, foi morto por um agente de imigração do DHS. Ambos estavam em protestos contra a política migratória do presidente Donald Trump. Desde esta segunda morte, os protestos contra a política migratória na segunda gestão de Trump ganharam mais corpo. Americanos, inclusive, republicanos como o presidente americano, têm se posicionado a favor da redução do que muitos acreditam ser truculência. ** Com Reuters **
- Onda de frio extremo fecha parques aquáticos da Disney e da Universal na Flórida
Previsão é que Volcano Bay reabra na sexta-feira, 30 ORLANDO - Uma intensa tempestade de inverno que avança pelos Estados Unidos derrubou as temperaturas em boa parte do país e provocou efeitos incomuns na Flórida. A Disney World e a Universal Studios anunciaram o fechamento temporário de parques aquáticos diante do frio persistente, que deve continuar ao longo da semana, segundo previsões meteorológicas. O parque aquático Typhoon Lagoon, da Disney, está com as atividades suspensas desde terça-feira (27) de janeiro. A previsão é de reabertura em 30 de janeiro, com novo fechamento programado entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Já a Universal informou nas redes sociais que o Volcano Bay não vai funcionar nos dias 28 e 29 de janeiro. Os principais parques temáticos seguem abertos. Impacto do frio nas operações Apesar da manutenção das atividades regulares, o clima extremo tem gerado incertezas entre visitantes. Nas redes sociais, turistas questionam possíveis fechamentos de atrações e cancelamentos de shows e desfiles, especialmente com previsões entre 30 e 40 graus Fahrenheit (de –1°C a 4°C). Há dúvidas, sobretudo, sobre o funcionamento de montanhas-russas em temperaturas próximas ao congelamento. Em declaração ao Daily Mail, um porta-voz da Disney afirmou que “a segurança e o conforto de visitantes, funcionários e animais são sempre prioridade, independentemente do clima”. Segundo a empresa, em períodos mais frios, artistas utilizam figurinos com camadas adicionais, animais têm acesso a áreas internas climatizadas e as equipes monitoram continuamente as condições para fazer ajustes quando necessário. Até o momento, não houve anúncio de fechamento de atrações além dos parques aquáticos. De acordo com o site Inside the Magic, em episódios anteriores de frio intenso, a Disney já modificou desfiles, cancelou fogos de artifício e atrasou a abertura matinal dos parques. A publicação destaca que atrações com trilhos expostos, como Big Thunder Mountain Railroad, Expedition Everest e Test Track, são mais sensíveis a baixas temperaturas e ventos fortes. O alerta vai além do conforto dos visitantes. Com termômetros próximos de 0°C, há riscos para tubulações, sistemas mecânicos dos brinquedos e até para o paisagismo dos complexos. Um alerta de geada foi emitido em Orlando, com mínimas entre –7°C e –1°C. Segundo o serviço meteorológico, a região central da Flórida deve registrar uma das sensações térmicas mais baixas já observadas neste fim de semana. Em orientação publicada anteriormente, o site oficial de planejamento da Disney recomenda o uso de roupas em camadas e sugere priorizar atrações em ambientes fechados durante dias extremamente frios. A empresa também lembra que lojas espalhadas pelos parques vendem casacos e moletons para quem precisar se proteger do frio durante a visita. ** Com Agências **
- Expectativa de vida da população dos EUA sobe para 79 anos
Com a pandemia da Covid-19, expectativa de vida tinha caído para pouco mais de 76 anos WASHINGTON - A expectativa de vida nos Estados Unidos subiu para 79 anos em 2024, a maior marca da história do país, de acordo com os dado publicados nesta quinta-feira, 29 pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). As informações preliminares mostram que a trajetória positiva continuou no ano passado. O fim da pandemia de covid-19 e a redução das taxas de mortalidade de doenças cardíacas, do câncer e de overdoses de drogas, entre outras condições, são os principais fatores para a melhora do indicador, destaca o órgão. Durante décadas, a expectativa de vida aumentou continuamente nos EUA e chegou ao pico em 2014, próxima dos 79 anos. A situação permaneceu estável até a eclosão da pandemia de covid-19, quando o indicador caiu para menos de 76 anos e meio, em 2021. Desde então, o número tem se recuperado. As doenças cardíacas continuam sendo a principal causa de morte no país, mas as ocorrências caíram cerca de 3% pelo segundo ano seguido. ** Com Agências **
- Nova diretriz orienta ICE a focar em criminosos e evitar confrontos
Após mortes de americanos, orientação é abordar apenas imigrantes com antecendentes criminais MINNEAPOLIS - Após a repercursão da morte de dois americanos em Minnesota, os agentes do ICE que atuam naquele Estado receberam instruções para evitar confrontos com "agitadores". A nova diretriz que passou a circular na quarta-feira, 28, ordena ainda que os oficiais abordem apenas imigrantes que tenham antecedentes criminais ou condenações. Isso representaria uma mudança em relação às operações de busca e apreensão em larga escala que provocaram reações negativas e contestações judiciais em Minneapolis e outras cidades dos Estados Unidos. "NÃO SE COMUNIQUE NEM INTERAJA COM AGITADORES", dizia um e-mail divulgado por um alto funcionário do ICE. "Isso não serve para nada além de inflamar a situação. Ninguém vai convencer o outro. A única comunicação deve ser entre os agentes que emitem ordens." O Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o ICE, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A mudança operacional ocorre depois que o presidente Donald Trump afirmou esta semana que pretendia "reduzir" a tensão em Minneapolis e St. Paul, após agentes federais de imigração terem matado dois cidadãos americanos neste mês. Nos dois casos, autoridades do governo Trump rapidamente descreveram as vítimas como agressores, uma afirmação contestada por evidências em vídeo. Trump incumbiu o czar da fronteira, Tom Homan, de assumir as operações em Minnesota, numa mudança para uma abordagem mais "direcionada" à fiscalização, segundo um alto funcionário em declaração à Reuters. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, que liderou operações de confronto em Los Angeles, Chicago e outras cidades, foi rebaixado e se aposentará em breve, informou a Reuters. Segundo as novas diretrizes descritas no e-mail, os agentes do ICE receberão megafones para que possam dar ordens ao público e "precisam verbalizar cada etapa do processo de prisão". As diretrizes não descrevem que tipo de ações desencadeariam as ordens ou o que os agentes devem fazer caso as ordens não sejam cumpridas. Patrulha da Fronteira apoiará ICE A orientação atualizada veio de Marcos Charles, o principal funcionário da divisão de Operações de Execução e Remoção do ICE, segundo o e-mail. Conforme o documento, os agentes só podem visar imigrantes com antecedentes criminais. "Estamos passando a aplicar medidas direcionadas a estrangeiros com antecedentes criminais", dizia o texto. "Isso inclui prisões, não apenas condenações. TODOS OS ALVOS DEVEM TER VÍNCULO COM CRIMES." Sob o governo do ex-presidente Joe Biden, os agentes do ICE eram obrigados a se concentrar em criminosos perigosos, mas o governo Trump revogou essa política, permitindo que os agentes prendessem pessoas sem antecedentes criminais sem restrições. Os agentes do ICE podem consultar placas de veículos para identificar possíveis alvos e devem efetuar prisões se o proprietário registrado do veículo for um imigrante com histórico criminal, segundo as diretrizes. O ICE conduzirá a operação em Minnesota com o apoio da Patrulha da Fronteira, segundo informações divulgadas, uma mudança de posição após meses de confrontos liderados por Bovino nas ruas da cidade. As diretrizes afirmam que a polícia migratória tem recebido maior cooperação de autoridades estaduais e locais em Minnesota e que a agência poderá ter mais oportunidades de deter imigrantes liberados em liberdade condicional ou condicional. **Com Agências **
- Trump anuncia contas bancárias com US$ 1 mil para crianças nascidas sob o seu governo
Para o bebê receber o benefício, um dos pais tem que abrir uma conta bancária WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 28, o lançamento de um programa de contas bancárias para recém-nascidos. A iniciativa é parte de medidas chamadas de "Trump accounts", uma abertura para acessibilidade e economia do país por meio do Departamento do Tesouro. Essa medida tem o objetivo de dar US$ 1 mil a cada bebê, desde que seus pais abram uma conta. Esse dinheiro é então investido no mercado de ações por empresas privadas e a criança pode ter acesso ao valor ao completar 18 anos para propósitos específicos como pagar mensalidades de universidades, iniciar um negócio ou dar entrada em uma casa. Para ter direito, o bebê deve nascer nos EUA entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2028 e ter número de Seguro Social. Qualquer um dos pais pode abrir uma conta para a criança elegível, independentemente do status migratório do responsável. Bancos e corretoras privadas vão administrar o dinheiro, que deve ser investido em fundos de índice dos EUA que acompanham o mercado de ações e podem cobrar no máximo taxas anuais de 0,10%. Os pais podem contribuir com até US$ 2.500 anuais, como já ocorre com contas de aposentadoria. Já empregadores dos pais, parentes, amigos podem fazer doações que, somadas, cheguem a US$ 5 mil em um ano. Governos e instituições de caridade também estão autorizados a colocar dinheiro. Cerca de 58% das famílias americanas possuíam ações ou títulos em 2022, segundo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, embora o 1% da população mais rica detivesse quase metade do valor das ações nesse mesmo ano. Outras iniciativas Antes de Trump criar as contas, Califórnia, Connecticut e o Distrito de Columbia estavam testando os “baby bonds” (títulos para bebês, em tradução literal) que são semelhantes às Trump Accounts em alguns aspectos. Vários outros Estados, incluindo Maryland, estão analisando iniciativas similares. Mas esses programas são voltados para jovens que crescem na pobreza ou em lares adotivos, além de crianças que perderam um dos pais para a covid-19. O dinheiro é gerenciado pelo Estado e não por empresas privadas de investimento. ** Com AFP **
- Equador denuncia tentativa de invasão de agente do ICE em consulado
MINNEAPOLIS - O Ministério das Relações Exteriores do Equador denunciou na terça-feira, 27, a tentativa de invasão de um agente do ICE em seu consulado em Minneapolis, em meio à escalada das tensões na operação anti-imigração ordenada pelo presidente Donald Trump. O governo de Daniel Noboa, um dos aliados mais próximos de Washington na América Latina, enviou uma nota de protesto à Embaixada dos EUA em Quito sobre o incidente. Funcionários da sede consular "impediram a entrada do agente do ICE" na manhã de terça para proteger "os equatorianos que estavam no local naquele momento", afirmou o ministério. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem mascarado tentando acessar o prédio, enquanto um membro da equipe do país sul-americano o adverte de que ele não está autorizado a entrar. Quito solicitou que "atos dessa natureza não se repitam em nenhum dos consulados do Equador nos Estados Unidos" Ainda na terça, Trump anunciou uma "pequena desescalada" em Minneapolis após a chegada de um enviado para amenizar as tensões relacionadas à operação anti-imigração, que resultou na morte de dois civis americanos baleados por agentes federais. **Com Ansa**
- Justiça dos EUA bloqueia expulsão de menino de 5 anos detido pelo ICE
A imagem do menino sendo detido viralizou e causou comoção nacional MINNEAPOLIS - Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou, temporariamente, a expulsão de um menino de 5 anos que foi detido junto com o pai na semana passada, em Minnesota, por agentes do ICE. Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, dois solicitantes de asilo originários do Equador, foram detidos em 20 de janeiro e o caso se tornou um símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais. Qualquer "expulsão ou transferência" do menino e de seu pai está proibida "até nova ordem [...] enquanto contestam sua detenção", decidiu, na segunda-feira, o juiz Fred Biery do Tribunal Federal de San Antonio, no Texas, onde estão detidos. Há versões contraditórias sobre as ações dos integrantes do ICE nesse caso: Washington alega que o pai fugiu e deixou o menino sozinho. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, explicou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai "escapou" de uma batida. "Supõe-se que deveriam deixar que um menino de 5 anos morresse de frio?", questionou Vance, tentando desviar a atenção do problema central. Por outro lado, autoridades escolares alegam que o menor foi usado como "isca" para bater à porta de sua residência e tentar fazer com que outras pessoas saíssem, incluindo sua mãe grávida. A Chancelaria equatoriana confirmou que Conejo e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas. "Um menino de 5 anos, na realidade, não cometeu nenhum crime [...] estão abusando das pessoas migrantes", disse na sexta-feira à emissora CNN o tio do menor, Luis Conejo. O presidente Donald Trump anunciou nessa terça que vai "desescalar um pouco" a situação em Minnesota após a chegada ao estado de seu assessor Tom Homan, enviado para reduzir as tensões em torno da operação anti-imigração. Os protestos ganharam força com as mortes, nas últimas semanas, dos manifestantes Alex Pretti e Renee Good, atingidos por disparos de agentes federais. **Com AFP**
- Americana denuncia sumiço do marido em sistema prisional do ICE
Hannah observa que marido desapareceu da noite para o dia (Foto: Redes Sociais) SAN DIEGO - A mulher do brasileiro Matheus Silveira, preso pelo ICE há mais de dois meses na Califórnia, disse que o marido está incomunicável desde a noite de domingo e que a agência de imigração não sabe informar onde ele está. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira, 26, Hannah conta que conversou com Silveira na noite anterior pelo aplicativo usado para a comunicação com a família e que, ao tentar acessar a conta do imigrante na manhã seguinte, a plataforma indicava que o contato não estava mais disponível. Segundo Hannah, ao procurar o Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego, ela foi informada de que Silveira não estava mais no sistema e que poderia estar em processo de liberação. Mas um colega que dividia a cela com Silveira conseguiu avisar Hannah que o marido havia sido transferido no meio da noite para uma prisão na Lousiana. “O ICE simplesmente não consegue encontrar meu marido. Meu marido teve concedida a saída voluntária dos Estados Unidos, e um juiz determinou que ele poderia embarcar em um voo comercial, um voo regular saindo de San Diego, para ser transferido ao Brasil, onde nós vamos começar nossa nova vida”, explicou Hannah em post nas redes sociais. Entrevista para o green card Silveira , que completa nesta terça-feira, 27, 34 anos, foi detido pelo ICE no dia 24 de novembro no prédio do Serviço e Imigração e Naturalização (USCIS), minutos após ter o pedido de green card através do casamento aprovado. Uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, descreveu Hannah, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. Leia também: Casal vai recomeçar vida no RJ após brasileiro ser preso em entrevista de green card Hannah conta que o marido assinou sua saída voluntária dos EUA em vez de ser deportado e a finalização do acordo levaria "algumas semanas". Por isso, o casal decidiu retomar a vida no Rio de Janeiro, onde mora a família de Silveira. O brasileiro fica impedido de voltar aos EUA por dez anos. A secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que Matheus seguirá sob custódia do ICE enquanto aguarda a saída dos EUA. Tricia McLaughlin declarou que o homem era um "imigrante ilegal brasileiro com antecedentes criminais que permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento de seu visto de estudante F-1". Ela acrescentou que "ele já havia sido preso anteriormente por dirigir sob a influência de álcool e que a solicitação de um green card não garante o status de residente permanente". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Repercursão negativa de morte de americanos pelo ICE força saída do chefe anti-imigração de Minnesota
Bovino é considerado como homem de confiança de Donald Trump MINNEAPOLIS - A administração de Donald Trump mudou de tom em relação às ações do ICE após a repercussão negativa do segundo americano assassinado pelos agentes de imigração em Minneapolis e anunciou nesta segunda-feira, 26, a retirada chefe da Patrulha da Fronteira (CBP), Gregory Bovino, e alguns de seus agentes da cidade mais populosa de Minnesota. Em seu lugar, o presidente enviou o "czar da fronteira", Tom Homan, para se reunir com as autoridades locais e liderar as operações em Minnesota. Em uma publicação nas redes sociais na noite desta segunda-feira, Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do DHS, disse que Gregory Bovino não foi exonerado de suas funções e que ele é "uma peça fundamental" da equipe do governo. A saída de Bovino ocorre em um momento em que a Casa Branca mudou a forma como está lidando com as consequências da morte do enfermeiro Alex Pretti no sábado. A resposta inicial foi retratar a vítima como um "terrorista doméstico" determinado a derramar sangue, versão que recebeu críticas não apenas de oponentes políticos do presidente, mas também de membros das forças de segurança e de seu próprio partido. Imediatamente após o tiroteio, Bovino afirmou que parecia que Pretti "queria causar o máximo de danos e massacrar policiais". Seus agentes rapidamente divulgaram uma fotografia da arma do enfermeiro, insinuando que isso justificava o uso de força letal. Já a secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, disse que Pretti queria "causar danos" e estava "empunhando" uma arma, o que foi claramente refutado pelos vídeos que registraram a execução do americano com pelo menos cinco tiros. A resposta inicial repetiu a estratégia adotada pelo governo Trump três semanas antes, quando agentes federais mataram a tiros outra moradora de Minneapolis, Renee Good. As autoridades disseram que Good era uma terrorista que havia "usado" seu veículo como arma em uma tentativa de ferir agentes do ICE. Assim como no caso de Good, a versão dos fatos apresentada pelo governo Trump foi contestada por autoridades locais, testemunhas e pela família da vítima. Em um comunicado divulgado no domingo (25), os pais de Pretti pediram que a verdade viesse à tona e acrescentaram: "As mentiras repugnantes contadas sobre nosso filho pelo governo são repreensíveis e nojentas." Em publicações nas redes sociais e em uma entrevista ao The Wall Street Journal, Trump se recusou a atacar Pretti, e também se absteve de endossar as ações dos agentes envolvidos. Em uma mensagem publicada em seu perfil no Truth Social, ele descreveu a morte como "trágica" e culpou o ocorrido "no caos provocado pelos democratas", mensagem que foi endossada pelo vice-presidente JD Vance. Trump também confirmou a presença de Homan em Minnesota e disse que o czar da fronteira vai se reportar diretamente a ele. Quem é Gregory Bovino Postura de Bovina é comparada à dos oficiais nazistas Gregory Bovino é a figura pública da campanha do governo Trump para deter e deportar milhares de imigrantes indocumentados dos EUA — um dos poucos agentes que aparecem em frente às câmeras sem máscara. Apelidado de "comandante-chefe" da Patrulha da Fronteira pela secretária Kristi Noem, Bovino ganhou destaque ao liderar as operações em Los Angeles, Califórnia, em junho do ano passado. Ele também dirigiu a controversa Operação Midway Blitz em Chicago, Illinois, em setembro, bem como outras ações polêmicas em Charlotte, Carolina do Norte, e Nova Orleans, Louisiana. Desde o início do ano, ele tem sido visto percorrendo a região metropolitana que engloba Minneapolis e a vizinha St. Paul, Minnesota — onde, diante da rejeição das autoridades locais e estaduais ao envio de centenas de agentes do ICE, Trump ameaçou invocar a Lei da Insurreição. À sua imagem, Bovino acrescentou na semana passada um longo casaco de estilo militar com lapelas largas e insígnias nos braços e ombros, gerando uma onda de indignação nas redes sociais. Mas seus críticos não culpam Bovino apenas por sua escolha deliberada de roupas e um corte de cabelo que lembra oficiais nazistas. Eles também o responsabilizam pelas táticas brutais do ICE durante as batidas e contra aqueles que protestam contra elas. Durante as operações em Los Angeles, ele compartilhou um vídeo promocional mostrando as unidades realizando suas operações ao som de heavy metal. Em outro vídeo postado nas redes sociais na época, ele pode ser ouvido dizendo: "Estamos tornando Los Angeles um lugar mais seguro, já que não temos políticos cuidando disso." Em Chicago, ele liderou uma operação que durou um mês e resultou em mais de 3.200 prisões, conforme relatado na época pela CBS News, parceira da BBC nos EUA. Agentes federais sob seu comando patrulharam bairros predominantemente hispânicos, subúrbios inteiros e centros de transporte, onde foram filmados quebrando janelas de carros e dispersando manifestantes com gás lacrimogêneo. Bovino celebrou publicamente os resultados da operação e defendeu as táticas dos funcionários sob seu comando como 'exemplares', diante das críticas de líderes locais e especialistas que afirmavam que tais ações violam ordens judiciais sobre o uso da força. Seu liderança tem sido examinada por diversos tribunais federais e, em novembro, a juíza Sara Ellis emitiu uma ordem para limitar como os agentes do ICE podiam usar a força durante operações em Chicago. Em sua decisão, Ellis afirmou que Bovino havia mentido ao afirmar que uma pedra lhe foi atirada na cabeça antes de ele usar gás lacrimogêneo contra uma multidão. A magistrada qualificou seu testemunho como "simplesmente não crível". Ao ser questionado sobre o episódio, Bovino reafirmou sua posição, destacando que suas equipes usam sempre "a menor força necessária", e acrescentou: "Se eu tivesse mais gás, teria usado". Ele manteve essa postura também ao ser entrevistado após a morte de Renee Nichole Good, baleada por um agente do ICE em Minneapolis no dia 7 de janeiro. "Meus respeitos para o agente", disse Bovino, reiterando o argumento previamente dado pela secretária Noem, de que o agente atuou em legítima defesa. Durante uma coletiva de imprensa nas semana passada, ele rejeitou a ideia de que os presos nas operações estejam no alvo do ICE "por razões políticas", enfatizando que o objetivo continua sendo a "eliminação de criminosos violentos" e que lacunas nas ações policiais locais e estaduais tornaram necessária a presença de agentes federais na cidade. "A segurança pública em Minneapolis não é negociável", acrescentou.
- ICE confirma atuação em segurança nas Olimpíadas de Inverno na Itália
MILÃO - Agentes da controverso serviço de imigração dos Estados Unidos - o ICE - vão atuar nas operações de segurança americanas durante as Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália, em fevereiro. "Nos Jogos Olímpicos, a divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE está apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e o país anfitrião na avaliação e mitigação de riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais", disse o ICE em um comunicado. O serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI) "é responsável por apurar possíveis ameaças globais envolvendo movimentação de pessoas, bens, dinheiro, contrabando, armas e tecnologia sensível". Por outro lado, a agência reconhece que "todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana". "Obviamente, o ICE não conduz ações de controle de imigração em países estrangeiros", acrescentou. A possível presença de agentes do ICE na Itália 6 e 22 de fevereiro se tornou uma dor de cabeça para a premiê Giorgia Meloni, cada vez mais pressionada internamente a adotar uma postura mais firme contra as ações do presidente Donald Trump, com quem sempre reivindicou ter uma relação privilegiada. O ICE virou alvo de críticas no mundo inteiro após suas operações para rastrear e prender imigrantes supostamente em situação irregular nos EUA, que culminaram no assassinato de dois cidadãos americanos por agentes apenas em janeiro: a poeta Renée Good e o enfermeiro Alex Pretti. "Após violências e assassinatos nos EUA, agora ficamos sabendo que os agentes do ICE virão à Itália para a segurança nas Olimpíadas de Milão-Cortina. Não podemos permitir isso", disse nesta terça, 27, o ex-premiê Giuseppe Conte, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S). Já o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que o ICE "não é bem-vindo" na cidade. "É uma milícia que entra nas casas das pessoas. Eu me pergunto se não podemos dizer 'não' a Trump pelo menos uma vez. Os agentes do ICE não devem vir à Itália porque não estão alinhados ao nosso modo democrático de garantir a segurança", observou. Na última segunda-feira (26), o ministro italiano do Interior, Matteo Piantedosi, havia garantido que o ICE não operaria no país e que a controvérsia se dava em torno de "nada". **Com Ansa**
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