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- Sobe para três o número de mortos por sarampo nos EUA
HOUSTON - A morte de uma criança de 8 anos, que não estava vacinada, por sarampo agrava o surto do vírus que atinge o oeste do Texas e aumenta a crise de saúde nos Estados Unidos. "A vítima não tinha problemas de saúde prévios e foi hospitalizada por complicações decorrentes da doença", disse Aaron Davis, vice-presidente de um hospital em Lubbock, onde a menina morreu na quinta-feira (3). Surto O Texas registrou mais de 480 casos de sarampo neste ano até a última sexta-feira (4) e o surto se estendeu aos Estados vizinhos ao Texas. "Este infeliz acontecimento sublinha a importância da vacinação", acrescentou Davis em comunicado. "O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode levar a complicações graves, particularmente para aqueles que não estão vacinados." Em fevereiro, uma menina de seis anos não vacinada da comunidade menonita local do Texas foi a primeira criança a morrer de sarampo nos EUA em uma década. Em março, um homem não vacinado morreu no Novo México após contrair o vírus, embora a causa da morte ainda esteja sob investigação. Houve mais casos de sarampo nos EUA durante os primeiros três meses de 2025 do que em todo o ano de 2024, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mundança de postura Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo Donald Trump e que ficou conhecido por seu ceticismo em relação às vacinas, visitou o Estado após a notícia da morte. Ele enfrenta críticas por sua gestão do surto. "Minha intenção era vir aqui discretamente para consolar as famílias e estar com a comunidade em seu momento de luto", disse o secretário em nota. Ele também disse que estava em contato com autoridades locais para "apoiar os funcionários de saúde do Texas e aprender como nossas agências podem fazer uma parceria melhor com eles para controlar o surto de sarampo". Kennedy disse que estava enviando uma equipe, como fez em março, para ajudar a distribuir vacinas, medicamentos e suprimentos, entre outros serviços de apoio. "A maneira mais eficaz de prevenir a propagação do sarampo é a vacina MMR", escreveu Kennedy. A resposta do Secretário de Saúde dos EUA diante da terceira vítima fatal do sarampo no país só esse ano, revela uma mudança de postura. Antes de ser nomeado por Trump, Kennedy se notabilizou por sua posição crítica em relação às vacinas — e por liderar movimentos que questionam a regulamentação e a segurança dos produtos farmacêuticos. Em 2007, RFK Jr. fundou a organização Children's Health Defense, uma entidade dedicada a denunciar o que considera práticas nocivas da indústria farmacêutica. A ONG é considerada por parte da comunidade científica como uma fonte perigosa de desinformação sobre vacinas. ** Com BBC **
- Acordo de venda do TikTok é suspenso após objeção da China
WASHINGTON - Um acordo para separar os ativos norte-americanos do TikTok foi suspenso após a China sinalizar que não aprovaria a operação. A reprovação veio em resposta ao anúncio de tarifas feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Na sexta-feira (4), Trump prorrogou por 75 dias o prazo para que a ByteDance vendesse os ativos do popular aplicativo de vídeos curtos nos Estados Unidos a um comprador não chinês. Caso contrário, o TikTok enfrentaria uma proibição que deveria ter entrado em vigor em janeiro, conforme uma lei aprovada em 2024. O acordo — cuja estrutura já estava praticamente finalizada até quarta-feira, segundo uma das fontes — previa a separação das operações do TikTok nos EUA em uma nova empresa sediada no país. O controle majoritário e a gestão ficariam sob responsabilidade de investidores norte-americanos, com uma participação da ByteDance inferior a 20%. Segundo uma fonte, o acordo já havia sido aprovado pelos investidores atuais, pelos novos investidores, pela ByteDance e pelo governo dos Estados Unidos. No entanto, a ByteDance afirmou no sábado que ainda há divergências sobre os termos. "Continuamos em negociações com o governo dos EUA, mas ainda não foi alcançado um consenso. As duas partes têm diferenças significativas em vários pontos-chave", afirmou a empresa em comunicado publicado em sua conta oficial na rede social chinesa WeChat. "Acordos desse tipo estão sujeitos a procedimentos de revisão, conforme a legislação chinesa", acrescentou. A Embaixada da China em Washington, ao ser questionada sobre o status do acordo, declarou: "A China já expressou sua posição sobre o TikTok em diversas ocasiões. Sempre respeitamos e protegemos os direitos legítimos das empresas, e nos opomos a práticas que violem os princípios básicos da economia de mercado." A Associated Press foi a primeira a noticiar a oposição da China ao acordo. "O acordo ainda precisa ser ajustado para garantir que todas as aprovações necessárias sejam obtidas", afirmou Trump nas redes sociais, justificando a prorrogação do prazo inicialmente fixado para expirar no sábado. "Esperamos continuar trabalhando de boa fé com a China, embora, pelo que sei, eles não estejam muito satisfeitos com nossas tarifas recíprocas." Atualmente, a China enfrenta uma tarifa de 54% sobre produtos exportados para os EUA, após Trump anunciar um aumento de 34% nesta semana, o que provocou uma retaliação por parte de Pequim na sexta-feira. Trump afirmou que poderia reduzir essas tarifas como parte de um acordo com a ByteDance para viabilizar a venda do TikTok, aplicativo utilizado por cerca de 170 milhões de americanos. Trump afirmou ainda que sua administração está em contato com quatro grupos distintos para uma possível transação envolvendo o TikTok, mas não revelou os nomes. Um dos principais obstáculos à concretização do negócio é a aprovação do governo chinês, que até o momento não assumiu publicamente o compromisso de autorizar a venda. As recentes declarações de Trump indicam uma oposição renovada por parte de Pequim. "Estamos ansiosos para trabalhar com o TikTok e com a China para concluir o acordo", escreveu Trump na sexta-feira. "Não queremos que o TikTok 'fique no escuro'", completou. O Congresso aprovou a legislação no ano passado com apoio bipartidário, citando riscos de que o governo chinês pudesse utilizar o TikTok para espionagem e operações de influência nos Estados Unidos. O então presidente democrata Joe Biden sancionou a lei. Alguns parlamentares pressionam Trump a aplicar a legislação, que determinava o encerramento das operações do TikTok até 19 de janeiro, caso a ByteDance não concluísse a venda dos ativos norte-americanos. Trump iniciou seu segundo mandato em 20 de janeiro e optou por não aplicar a medida. Em janeiro, o Departamento de Justiça comunicou à Apple e ao Google que não faria cumprir a lei, o que levou as empresas a restaurarem o aplicativo para novos downloads. A nova ordem de Trump estabelece um novo prazo, até meados de junho, para a concretização do acordo. As negociações conduzidas pela Casa Branca se concentram em um plano no qual os principais investidores não chineses da ByteDance aumentariam suas participações e assumiriam o controle das operações do TikTok nos EUA, segundo reportagens da Reuters. O plano prevê a criação de uma entidade independente nos EUA para operar o TikTok e a redução da participação chinesa na nova empresa para menos de 20%, conforme exigido pela legislação norte-americana, evitando assim uma proibição do aplicativo no país. O Susquehanna International Group, de Jeff Yass, e a General Atlantic, de Bill Ford — ambos com assentos no conselho da ByteDance — estão liderando as negociações com a Casa Branca, conforme informou a Reuters. ** Com Agências **
- Fim de semana é marcado por atos contra políticas de Trump
WASHINGTON - O fim de semana nos Estados Unidos e no mundo foi marcado com protestos contra as políticas do presidente Donald Trump em um momento em que os países reagem ao tarifaço do republicano e o americanos reclamam da medidas sociais, econômicas e anti-imigrantes implementadas em quase três meses. A coalizão composta por dezenas de grupos de esquerda, como MoveOn e Marcha das Mulheres, convocou manifestações sob o lema "Hands Off" (tire suas mãos) em mais de mil cidades americanas. Segundo os organizadores, cerca de 600 mil pessoas aderiram aos atos nos EUA e em outros países. Em Washington, pelo menos 5.000 se reuniram perto da Casa Branca. Os manifestantes atacaram as medidas da administração Trump de despedir milhares de funcionários federais, fechar escritórios da Administração da Segurança Social, fechar agências inteiras, como a USAID, deportar imigrantes, reduzir as proteções para pessoas transgênero e cortar o financiamento federal para programas de saúde. Os cartazes e gritos das multidões reforçavam o sentimento de rejeição, com frases como “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou” e “Parem o mal”. Mundo O movimento ganhou apoio de manifestantes em cidades da Europa. Houve atos em capitais como Paris, Roma, Londres e Berlim. Cerca de 200 organizações pró-Palestina fizeram parte dos atos diante da ofensiva do presidente contra estudantes de universidades que participaram de manifestações anti-Israel no ano passado. O governo já prendeu ao menos três alunos de prestigiadas universidades, sob a acusação (sem evidências) de que apoiam o grupo terrorista Hamas, e agora tenta deportá-los. O professor de ciência política de Columbia, Robert Shapiro, afirma que o tamanho dos atos deste sábado pode ser um indício de que a oposição tenha espaço para ganhar corpo. "Teremos que ver como isso se desenrola. As eleições na terça [em Wisconsin] mostram que há uma crescente na oposição, de raiva contra os republicanos", diz. "A principal coisa a observar é o efeito das tarifas. Trump entrou dizendo que iria melhorar a economia, tornar a vida das pessoas melhor do que nunca. E a primeira coisa que fez foi impor tarifas que, por todos os sinais, basicamente devastarão a economia." Popularidade Por outro lado, a Casa Branca minimizou os protestos, afirmando que o presidente ainda conta com forte apoio entre suas bases eleitorais. Mas na última semana uma pesquisa da Pew Research mostrou que sete em cada dez adultos nos EUA dizem que têm acompanhado as notícias sobre ações e iniciativas do governo muito (31%) ou razoavelmente (40%) de perto. Dois terços desse grupo afirmam que o fazem por estarem preocupados com os atos do presidente. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Juiz ordena que imigrante deportado por engano para prisão em El Salvador retorne aos EUA
Erro do governo americano coloca imigrante em risco de vida, dizem advogados WASHINGTON - A Justiça dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira, 4, que o governo Trump deve trazer de volta, em um prazo de três dias, um homem de Maryland que foi erroneamente deportado para El Salvador no mês passado. A juíza distrital Paula Xinis disse em uma audiência no tribunal que o governo deve tomar medidas para garantir o retorno do Kilmar Abrego Garcia até 7 de abril. Os EUA já reconheceram que Abrego Garcia, imigrante salvadorenho que vivia legalmente no país e tinha permissão de trabalho, foi deportado por engano, mas argumentou que não tem autoridade legal para trazê-lo de volta ao país. Um dos advogados de Abrego Garcia, Simon Sandoval-Moshenberg, disse ao juiz na audiência nesta sexta-feira que não havia base legal para a deportação de Abrego Garcia. “Eles admitem que não tinham autorização legal para removê-lo para El Salvador”, disse Moshenberg. “O interesse público é que o governo siga a lei.” Erez Reuveni, advogado do governo, admitiu que Abrego Garcia não deveria ter sido deportado. Leia também: Governo Trump diz que deportou homem para El Salvador "por engano" Xinis questionou o advogado do governo sobre a autoridade legal que ele tinha para prender e deter Abrego Garcia. “Por que os Estados Unidos não podem trazer o senhor Abrego Garcia de volta?”, perguntou Xinis. Reuveni disse que fez essa pergunta ao governo dos EUA, mas não recebeu uma resposta que considerasse satisfatória. Erro Em 15 de março, Trump invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 para deportar rapidamente supostos membros da gangue venezuelana Tren de Aragua. O governo disse que enviou dois voos para El Salvador naquele dia transportando deportados processados, sob o estatuto raramente usado em tempos de guerra, e um terceiro voo transportando pessoas deportadas sob outras regras. Um funcionário do ICE disse no processo judicial que Abrego Garcia foi erroneamente colocado no terceiro voo, apesar de uma ordem judicial de outubro de 2019 que lhe concedia proteção contra deportação. Abrego Garcia foi parado e detido por oficiais do ICE em 12 de março e questionado sobre sua suposta afiliação a uma gangue. Abrego Garcia contestou a afirmação do governo de que ele seria membro da gangue MS-13. Seus advogados, que também representam sua esposa e seu filho de cinco anos nos EUA, disseram que a administração republicana não tomaram nenhuma medida voluntária “para retificar o que eles mesmos descrevem como um erro”. A esposa e o filho de Abrego Garcia são cidadãos norte-americanos. O proeminente escritório de advocacia Quinn Emanuel juntou-se à equipe jurídica de Abrego Garcia nesta sexta-feira, antes do início da audiência. Entre os clientes da empresa está o empresário bilionário Elon Musk, um importante conselheiro de Trump. A abordagem linha-dura do governo Trump em relação à imigração levantou questões constitucionais e atraiu a repreensão de um juiz em Washington, que está avaliando se as autoridades americanas violaram uma ordem judicial que bloqueou temporariamente a deportação de supostos membros de gangues venezuelanas segundo essa lei do século 18. ** Com Reuters **
- Polícia da Geórgia investiga morte de brasileiro a tiro
Douglas Coka vivia sozinho nos EUA há quase 4 anos, segundo a família CONYERS - A polícia da Geórgia investiga a morte do brasileiro Douglas Machado Coka, de 36 anos, encontrado baleado no quintal de uma casa em Conyers, na Geórgia, na manhã do último domingo (30). Segundo o Boletim de Ocorrência, policiais foram acionados por volta das 8h50 (horário local) para atender a denúncia de um incidente com tiro na região. Ao chegarem, encontraram Douglas morto com um único ferimento de bala. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre as circunstâncias da morte, que segue em investigação. Irmão de Douglas, o autônomo Eduardo Coka, de 32 anos, que vive no Rio de Janeiro, conta que soube do ocorrido por meio de um amigo que também vive nos Estados Unidos. Segundo ele, a informação que chegou à família é de que o corpo só será liberado após a conclusão das investigações. Ainda de acordo com Eduardo, Douglas nunca mencionou qualquer briga ou desentendimento desde que se mudou para os Estados Unidos, há pouco mais de três anos. O irmão afirma que o brasileiro deixou São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em busca de melhores oportunidades. A família tem utilizado as redes sociais para divulgar uma campanha de arrecadação virtual com o objetivo de custear o translado do corpo ao Brasil. A meta é arrecadar R$ 50 mil. Até o momento, R$ 18 mil já foram doados. Vizinhos ouviram tiro Vizinhos relataram à rede de televisão Fox News terem ouvido um barulho alto durante a noite, mas não imaginaram que se tratava de um disparo de arma de fogo. Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, disse ter confundido o som com o de um pneu estourando. Outra vizinha, identificada como Stephanie Black, relatou ter ouvido um som semelhante ao de um tiro, mas não suspeitou de nada. " Aqui não é incomum ouvir disparos, então não dei muita atenção. Agora, me sinto mal. Talvez eu pudesse ter ajudado", disse. ** Com Agências **
- Zelle encerra aplicativo e só funciona em bancos
Pelo menos 2.200 instituições bancárias usam o Zelle WASHINGTON - O aplicativo de transferência de dinheiro Zelle encerrou as atividades essa semana e o mecanismo, equivalente ao pix no Brasil, agora só funciona nos bancos credenciados. O Zelle anunciou a mudança em outubro do ano passado. “Quando o Zelle foi lançado, também criamos um aplicativo independente da marca Zelle para consumidores cujos bancos ou cooperativas de crédito ainda não tinham aderido à rede. Com o forte crescimento da adoção por bancos e cooperativas de crédito, agora vemos apenas 2% das transações no aplicativo independente”, afirmou o comunicado. Segundo a companhia, pelo menos 2.200 bancos e instituições de crédito oferecem a transferência de dinheiro pelo Zelle.
- Brasileiro preso por vender documento falso foi deportado duas vezes
Liene cobrava menos de US$ 200 por documento BOSTON - O brasileiro preso em março sob a acusação de vender documentos falsos em Massachusetts já foi deportado duas vezes, informou o ICE. Liene Tavares De Barros Júnior, de 39 anos , foi expulso dos Estados Unidos em 2010 e 2022 e "vai ser ser colocado em processo de deportação após cumprir a pena criminal". O suspeito, que morava em Woburn, pode pegar até 15 anos de prisão se for condenado pela fabricação e venda de documentação fraudulenta. O brasileiro foi detido em 18 de março após efetuar duas vendas de green card e cartão de seguro social para policiais à paisana. Em outubro de 2024, Liene vendeu um green card e um seguro social para o agente por US$250. A segunda venda foi em dezembro de dois cartões de seguro social e dois green cards por US$500. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Estrangeiros de países ricos contam porque gostam de morar no Brasil
Bri Fancy diz que sempre sentiu saudade do Brasil (Foto: Arquivo Pessoal) RIO DE JANEIRO - A americana Bri Fancy, de 27 anos, morou por dez anos no Brasil quando o pai dela, um executivo, foi transferido para o país. Em 2015, ela voltou a morar com a família nos EUA, entrou na faculdade de psicologia e começou a trabalhar — mas não esquecia o Brasil e o tempo que passou no país. "Lembro de ir para a casa das minhas amigas [no Brasil] e ser tratada como uma filha pelas mães delas. Era um sentimento de cuidado e colaboração", lembra Bri. "Nunca me acostumei com o individualismo das pessoas lá [nos EUA]. Prometi para mim mesma que um dia eu voltaria para o Brasil." Dito e feito: em 2024, ela se mudou definitivamente. A americana mora com o namorado na cidade-natal dele, Resende (RJ). Para Bri, o senso de comunidade que experimenta no Brasil é algo determinante para fincar suas raízes por aqui. "Essa vida em comunidade que existe no Brasil, não existe em outro lugar. Quero que meus filhos vivam isso aqui", afirma a americana. Sensação de pertencimento, cultura vibrante, clima e a natureza são algumas das vantagens do Brasil apontadas por estrangeiros entrevistados pela BBC News Brasil que trocaram a vida em países mais desenvolvidos para fazer daqui sua morada. Mas especialistas apontam, no entanto, que essa experiência positiva e acolhedora relatada por muitos deles não representa a experiência geral dos imigrantes no Brasil, que é condicionada por fatores sociais que tornam mais propensos os casos de preconceito e violência a depender da origem e da etnia do estrangeiro. Senso de comunidade A russa Julia Karnaukhova, de 31 anos, foi uma das estrangeiras que decidiu viver no mundo. Mas, há dois anos, ela diz que jamais pensaria que um dia fosse pisar aqui. Além da distância de mais de 14 mil quilômetros que separam os dois países, o pouco que ela sabia sobre a cultura brasileira se resumia a Carnaval e futebol. Mas a busca por um lugar com clima agradável, onde Julia e o marido pudessem dar uma vida confortável ao filho, fez com que a família russa se mudasse em junho de 2023 para o Brasil. "A gente estava morando no Egito, mas queria sair de lá. Pesquisando sobre países da América Latina, descobri que o Brasil era um país com muitos estrangeiros e diversidade", conta Julia, que se formou na área de negócios e trabalhava em um banco na Rússia antes de sair do país. Atualmente, ela mora com a família em Guarulhos (SP). O marido trabalha para uma empresa internacional, enquanto ela se dedica aos cuidados da casa e do filho, de 6 anos, além de produzir conteúdo para redes sociais. "Minha vida é ótima no Brasil. Não sinto preconceito ou julgamento, pelo contrário, as pessoas têm muita curiosidade", diz Julia. Segundo a russa, a pergunta que ela mais escuta é: por que o Brasil? "Sempre digo que em todos os países que já fui, nunca encontrei pessoas como aqui. O povo brasileiro é muito gentil, alegre", afirma Julia. Julia chegou ao Brasil sem falar uma palavra em português, mas o interesse pelas músicas, tradições e a culinária do país fez com que ela aprendesse o idioma bem rápido para se comunicar. Até hoje ela faz aulas de português. Mas alguns aspectos da cultura causaram inicialmente certo estranhamento, como o hábito do brasileiro de beijar e abraçar as pessoas. "Na Rússia, ninguém faz isso, as pessoas são muito frias", conta ela. "Hoje, eu já chego abraçando todo mundo. Se a pessoa não me cumprimentar com abraço e beijo, eu já acho que ela não gosta de mim." Julia diz que tem mergulhado nas tradições do país. Em 2024, ela conta que participou das celebrações da Páscoa se vestindo de coelho e distribuindo chocolates em comunidades de São Paulo. Também já foi a estádios assistir jogos de futebol e ao sambódromo para o Carnaval. Julia gostou tanto da experiência que diz que aprendeu a sambar e desfilou em uma escola de samba esse ano. "Eu me apaixonei pelo samba, pelo Carnaval. A cultura brasileira é muito vibrante." Para o jornalista americano William Jefrey, contar com a generosidade de pessoas desconhecidas é um dos diferenciais do Brasil. Vivendo no país desde setembro de 2024, ele relata um episódio que o fez perceber isso. "Há uns três anos, quando eu estava de férias no Brasil, eu tive uma irritação na pele e precisei ir ao médico. Enquanto estava sendo atendido, começou uma tempestade e, por algum motivo, o celular da minha esposa parou de funcionar", conta William. "Um desconhecido nos ofereceu o telefone para que a gente pedisse um Uber. Parece simples, mas é algo que não consigo imaginar nos EUA." Sua relação com o Brasil começou na década de 1990, quando ele foi enviado por uma emissora de TV americana para cobrir a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro. Desde então, ele visitou o Brasil mais de 15 vezes e se casou com uma brasileira, mas continuou vivendo nos EUA. Até que, durante a pandemia de covid-19, decidiu que se mudaria para cá quando se aposentasse. "Pensei: meus pais já faleceram, minha esposa está no Brasil, eu amo praia e o clima lá é incrível. Vou me mudar", relata William, que mora em São Paulo (SP). Recentemente, ele viveu uma das experiências que considera mais autênticas da vida no Brasil: ir a uma feira livre. "Fiquei maravilhado com a atmosfera. As pessoas conversando, gritando coisas como pastel, cana-de-açúcar, suco... É uma energia que não sei descrever, algo intrínseco da cultura que ilustra essa vida em comunidade", diz o americano. A francesa Lorea Bergerot, de 27 anos, mudou-se para o Brasil em abril de 2024 a convite do namorado, que é brasileiro. Eles se conheceram em Bali, na Indonésia, e concordaram que ela passaria um mês no Brasil para testar a adaptação ao país. "No início, eu estranhei, porque era muito diferente da França, principalmente a comida. Mas aos poucos fui fazendo amigos, conhecendo os lugares... No fim do primeiro mês, eu já tinha decidido que ia ficar aqui", diz Lorea, que mora no Rio de Janeiro (RJ). "Me encantei pelas paisagens no Brasil e quantidade de lugares que é possível conhecer com poucas horas de carro. Com menos de duas horas, a gente consegue ir para uma montanha e fazer uma trilha. Sem falar que faz calor quase o ano inteiro." Lorea fez faculdade na França, onde se especializou em gestão de patrimônio e tributação. Ela acredita que a formação e o fato de falar quatro línguas contribuíram para que conseguisse um emprego no Brasil. Atualmente, a francesa trabalha como gerente de contas em uma agência de turismo no Rio, mas tem planos de montar o próprio negócio perto da natureza. "Quero abrir uma pousada em Búzios, junto com minha mãe. Ela veio me visitar e amou o Brasil, principalmente as praias", destaca. As paisagens naturais também sempre chamaram atenção do americano William Jeffrey. Recentemente, ele conta que esteve em Foz do Iguaçu (PR) e ficou maravilhado com as Cataratas. "Eu cresci indo para Niagara Falls [cataratas no Canadá]. É realmente lindo, mas tem duas cachoeiras. Iguaçu tem centenas! Por que as pessoas não falam sobre isso? Há tantas maravilhas naturais para ver no Brasil, e é isso que eu quero fazer aqui", diz William, que compartilha curiosidades e a rotina no Brasil no perfil @diachodegringo em algumas redes sociais. Oportunidades nas redes sociais Para Julia, as redes sociais também se tornaram um espaço para falar sobre as diferenças culturais entre Brasil e Rússia. "Eu trabalhava com internet na Rússia, mas falando sobre restaurantes, viagens. Quando cheguei no Brasil, percebi que as pessoas tinham uma curiosidade enorme sobre eu ser russa, sempre perguntavam sobre o frio, comida, costumes. Vi uma oportunidade e resolvi criar um perfil sobre isso", explica Julia, que é dona do perfil @russa_no_brasil_. A americana Bri Fancy também compartilha boa parte de sua rotina brasileira nas redes sociais, onde encontrou uma oportunidade de ganhar dinheiro. Há aproximadamente dois anos, antes de se mudar definitivamente para o Brasil, ela começou a publicar vídeos no Instagram com dicas de inglês. Mas o português de Bri chamou atenção, e os vídeos começaram a viralizar. Foi então ela e o namorado viram nas redes sociais uma oportunidade para acelerar o retorno para o Brasil. "A gente tinha uma meta de voltar até 2028. Quando percebi que trabalhar com produção de conteúdo poderia acelerar nosso plano, passei a me dedicar totalmente a isso", lembra. Hoje, Bri tem quase 1 milhão de seguidores no perfil de Instagram @meiabrasileira, onde fala sobre inglês e multiculturalismo junto com o namorado. O espaço já proporcionou a eles contratos publicitários. A volta do casal para Brasil foi anunciada em um vídeo que teve mais de 2 milhões de visualizações — mas também muitas críticas. "Muitos brasileiros falaram que a gente estava tomando a pior decisão da nossa vida ao se mudar para o Brasil. Mas foi uma decisão muito bem pensada e que eu sempre quis muito", garante a americana. Xenofobia e racismo No entanto, a experiência positiva dos entrevistados na reportagem nem sempre são compartilhadas por imigrantes de outros países, ressaltam os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. De 2010 a 2024, cerca de 1,8 milhão de estrangeiros receberam autorização temporária ou permanente para morar no Brasil, segundo dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (SisMigra), da Polícia Federal. Mais da metade deles são de países da América Latina — liderados por Venezuela (555.315), Haiti (186.211) e Bolívia (117.602). Já os países do antigo G8 — Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, França, Itália, Reino Unido e Rússia — compuseram um percentual relativamente pequeno entre os imigrantes registrados no Brasil nos últimos anos. O G8 reunia oito países fortemente industrializados, mas a participação da Rússia foi retirada em 2014, em retaliação à anexação da Crimeia. Entretanto, esse agrupamento ajuda a entender o perfil de estrangeiros entrevistados pela reportagem. De 2010 a 2024, imigrantes de países do G8 foram 10,8% do total de estrangeiros registrados no Brasil. Apenas considerando o ano de 2024, o percentual foi de 5,7%. "Vivemos um período de expansão da imigração no Brasil, encabeçada primeiramente pela chegada de haitianos em 2012 e venezuelanos a partir de 2018", explica Luís Felipe Aires Magalhães, coordenador adjunto do Observatório das Migrações em São Paulo (Nepo-Unicamp). Segundo Magalhães, os imigrantes latino-americanos vêm ao Brasil, na maioria, em busca de oportunidades de estudo, trabalho e melhoria de vida — muitas vezes por meio de acordos entre países e programas de acolhimento. Para Duval Fernandes, professor de geografia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), imigrantes que vêm de países mais pobres e/ou são negros tendem a sofrer mais preconceito no Brasil. "O imigrante negro no Brasil sofre a xenofobia e sofre o racismo. Um haitiano não recebe o mesmo tratamento que um europeu, mesmo se eles tiverem a mesma qualificação", destaca o professor. Ele ressalta a persistência do ideal de que o estrangeiro vindo do hemisfério norte é quem vai trazer cultura e crescimento. "Existe um espírito de vira-lata de que tudo que vem da Europa, dos Estados Unidos, é bom, porque vem de uma cultura que as pessoas desejam. O imigrante que vem de lá é bem aceito, porque é o imigrante que as pessoas querem", complementa. Para Magalhães, a diferença de tratamento a depender da origem e posição social do estrangeiro também se reflete na burocracia pela qual eles têm que passar. "Ao validar um diploma, um imigrante do Norte Global vai ter dificuldade, mas ele vai ser melhor tratado e atendido com muito mais paciência do que um do Sul Global", afirma Magalhães, que também ressalta a diferença de acesso a serviços no Brasil. "Quando a gente vai em espaços de acolhimento a imigrantes, a gente se depara com a maioria de imigrantes negros e do Sul Global. Não que os imigrantes do Norte não existam, mas muitos deles não precisam destes espaços para ajudá-los a buscar um emprego, um atendimento médico, porque eles têm melhores condições financeiras para arcar com isso." ** Com BBC **
- Senado americano vota em gesto simbólico para bloquear tarifas de Trump contra o Canadá
Senadores republicanos descordam de tarifas impostas contra o Canadá WASHINGTON - Um grupo de senadores republicanos dos Estados Unidos se uniram aos democratas na quarta-feira, 2, para votar uma lei que pretende bloquear as tarifas anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump ao Canadá. Embora tenha forte valor simbólico, o projeto de lei tem poucas chances de ser aprovado de fato. Os senadores republicanos, embora do partido de Trump, são contrários à guerra tarifária atual de Washington, incluindo o tarifaço anunciado na quarta-feira (2) pelo presidente dos EUA a uma série de países, inclusive o Brasil. O Canadá não recebeu tarifas adicionais, mas as que já haviam sido impostas sobre seu aço continuem em vigor e ainda é necessário observar o efeito das taxas aplicadas ao setor automotivo. O texto, apoiado por quatro republicanos e todos os democratas do Senado, praticamente não tem chances virar lei. Porém, representa uma rara, embora simbólica, derrota para Trump no Capitólio. Os republicanos controlam as duas Casas do Congresso, e o presidente enfrentou pouca resistência em seus primeiros meses no cargo. Com 51 votos a favor da medida e 48 contra, o Senado aprovou revogar a emergência nacional na fronteira norte que Trump declarou no início do ano, utilizada para justificar os impostos de 25% sobre as importações canadenses. Mas a divergência é, sobretudo, simbólica, porque o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, aliado próximo de Trump, deve bloquear qualquer votação sobre o tema. "A Câmara dos Representantes jamais aprovará isso e, como seu presidente, nunca a assinarei", publicou Trump na sua rede Truth Social. Os republicanos têm maioria de 53 a 47 no Senado.
- Trump anuncia tarifaço e taxa Brasil em 10%
O presidente anunciou que "tarifa mínima base" para todos os países do mundo será de 10% WASHINGTON - O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 2, que os Estados Unidos irão introduzir "tarifas recíprocas" aos países que fazem comércio com os americanos - o Brasil será taxado em 10% - que passam a valer a partia da 0 hora de quinta-feira. "Isso quer dizer que, o que fazem conosco, faremos como eles", disse Trump durante a cerimônia do que chamou o "Dia da Liberdade". O republicano disse que vai impor uma tarifa de 10% sobre os produtos brasileiros, o mesmo valor que o Brasil cobra dos americanos, segundo Trump. Ainda não está claro como isso será aplicado na gama de bens brasileiros exportados aos EUA. Cambodia foi taxado em 49%, a maior taxa até agora Entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos americanos em 2024 estão petróleo, ferro e aço, aeronaves, café, carne bovina e açúcar, conforme levantamento da XP Investimentos, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O presidente anunciou que "tarifa mínima base" para todos os países do mundo será de 10% - o mesmo que será cobrado do Brasil. Mas, para alguns países, como China e Vietnã, Trump anunciou que irá cobrar "aproximadamente metade" do que eles cobram dos EUA. "As tarifas não serão totalmente recíprocas. Eu poderia ter feito isso, sim, mas teria sido difícil para muitos países", disse Trump. O presidente também confirmou o início da cobrança de uma tarifa de 25% sobre todos os carros estrangeiros, uma taxa que deve afetar principalmente o México.
- Venezuelano é deportado para El Salvador por tatuagem do Real Madrid
Reyes ao lado da mulher ainda na Venezuela (Foto: Arquivo Pessoal) SAN DIEGO - O ICE ignorou a audiência marcada com um juiz de imigração para esse mês e deportou o venezuelano Jerce Reyes em voo polêmico para El Salvador há quinze dias. O ex-jogador de futebol de 35 anos estava preso sob custódia do governo dos Estados Unidos desde setembro quando ele entrou no país pela fronteira do México com a Califórnia para tentar asilo através de um programa da administração anterior. As autoridades suspeitaram que ele era membro da gangue Tren da Aragua por conta de uma tatuagem que, segundo o tatuador Victor Mengual, amigo de Reyes, é uma homenagem ao Real Madrid. Numa entrevista à CNN, Mengual, responsável por tatuar Reyes duas vezes - uma em 2018 e outra em 2023 - detalha os desenhos são uma bola de futebol coberta por uma coroa para representar o clube espanhol Real Madrid. O artista explica que há 7 anos o Tren de Aragua não era um gangue conhecido entre os venezuelanos, muito menos no exterior. Logo abaixo, a palavra “Dios” que significa Deus em espanhol e também é o apelido do falecido astro do futebol argentino Diego Maradona. Foto da tatuagem já na prisão na Califórnia Mas o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em Inglês) insiste que as tatuagens de Reyes são “consistentes com as estampadas pelos membros da Tren de Aragua (TdA)”. O órgão federal argumenta que os desenhos de coroas, rosas ou estrelas são muito usadas pelos criminosos, enquanto dois dos lemas da gangue incluem as palavras Real e Dios. “Jerce Reyes Barrios não só estava nos Estados Unidos ilegalmente como tem tatuagens que são consistentes com as que indicam a pertença a um gangue TdA”, afirma um comunicado do DHS. "As suas próprias redes sociais indiciam que ele é membro do cruel gangue TdA. Dito isso, as avaliações de informação do DHS vão além de uma única tatuagem e estamos confiantes nas nossas descobertas." No entanto, o DHS não mostrou evidências sobre as postagens que incriminam o venezuelano nem a Manchete USA localizou alguma referência ao Tren de Aragua nas redes sociais do imigrante. Reyes estava entre as centenas de deportados venezuelanos transferidos para o Centro de Confinamento de Terrorismo (CECOT) de El Salvador , depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, invocou uma lei do século XVIII para deportar centenas de migrantes sem documentos para o país centro-americano. A mulher de Reyes está em Tapachula, no sul do México, onde chegou em dezembro para se juntar ao marido nos EUA. "Jerce nem sequer bebe, não fuma, nunca se envolveu em nenhum crime ou situação má! As únicas coisas que lhe interessam são as suas filhas e o futebol", diz Mariyin Araujo, 32 anos. Trajetória A advogada de Reyes, Linette Tobin, explica que o cliente deixou a cidade venezuelana de Machiques em março do ano passado, após distúrbios políticos. Ao chegar no México, ele se registou através do CBP One para pedir asilo nos EUA. Os registos mostram que Reyes entrou no país em 1 de setembro para uma reunião com as autoridades migratórias, mas foi imediatamente detido, acusado de ser um gangster e colocado sob custódia do ICE. Começou então uma batalha jurídica para provar a inocência do venezuelano. A advogada apresentou documentos da Venezuela que mostram que Reyes não tem registo criminal e vídeos das atuações de Reyes como jogador de futebol na Primeira e Segunda Divisões da Venezuela. Em dezembro, Tobin conseguiu marcar uma audiência para apresentar o caso de asilo de Reyes na Corte de San Francisco. A audiência está marcada para 17 de abril. A última vez que Tobin falou como o cliente foi no dia 11 de março. Por telefone de um centro de detenção do ICE, ele mostrava esperança de ser libertado em breve. Desde então, não teve mais notícias dele. Depois de cinco dias, advogada reconheceu o cliente nas imagens divulgadas pela presidência salvadorenha mostrando a chegada dos deportados ao Centro de Confinamento Antiterrorista (CECOT), uma prisão de segurança máxima projetada para manter os gangsters de El Salvador. No dia seguinte, Tobin recebeu a confirmação de que Reyes tinha sido efetivamente deportado. O seu nome apareceu mais tarde numa lista de deportados publicada pela primeira vez pela CBS News, enquanto as alegações de inocência das famílias dos deportados começavam a surgir nos meios de comunicação social. Comunidade pede libertação Na cidade natal de Reyes, Machiques, uma pequena cidade rural perto da fronteira com a Colômbia, o seu antigo clube, o Perijaneros FC, iniciou uma campanha para exigir a libertação de Reyes. Em imagens partilhadas no Instagram e no TikTok, crianças da escola de futebol fazem oração pelo seu antigo treinador, que deixou a cidade como tantos outros à procura de um futuro melhor no estrangeiro. “Muitos jovens deixaram o clube... alguns deles foram para os EUA, outros estão na Colômbia, no Peru, estão por todo o lado, não é segredo que a situação econômica é problemática aqui”, conta à CNN por videochamada Yogerse Viloria, 48 anos, que foi treinador de Reyes. Na última década, mais de oito milhões de venezuelanos fugiram da crise financeira e da repressão política sob o comando do presidente Nicolas Maduro, que na semana passada criticou os EUA e El Salvador por “raptarem” os seus cidadãos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Juíza progressista vence eleição para Suprema Corte de Wisconsin em revés para Trump e Musk
Crawford venceu o republicano conservador Brad Schimel WASHINGTON - Os eleitores de Wisconsin elegeram Susan Crawford para a Suprema Corte do Estado na terça-feira, mantendo a maioria progressista de 4 a 3 no tribunal, em um revés para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e para seu aliado bilionário Elon Musk, que haviam apoiado seu rival conservador. A eleição foi amplamente vista como um referendo antecipado sobre a presidência de Trump, e a campanha se tornou facilmente a disputa judicial mais cara da história dos EUA, com mais de US$90 milhões gastos pelos candidatos, partidos estaduais e grupos externos, de acordo com o Brennan Center da Universidade de Nova York. Crawford, uma juíza de condado, derrotou o conservador Brad Schimel, um republicano ex-procurador-geral do Estado e também juiz de condado, que reconheceu a derrota em uma ligação telefônica para Crawford e em um discurso para seus apoiadores. Crawford tinha uma vantagem de 9 pontos, com uma margem de cerca de 191.000 votos e 88% dos votos apurados. Com o equilíbrio da corte em jogo, Musk e grupos políticos ligados a ele gastaram mais de US$21 milhões para apoiar Schimel. Crawford enquadrou a corrida como uma disputa entre ela e o bilionário de fora do Estado. "Tenho que lhe dizer que, como uma garotinha que cresceu em Chippewa Falls, eu nunca poderia imaginar que enfrentaria o homem mais rico do mundo pela justiça e por Wisconsin. E nós vencemos!", disse Crawford aos apoiadores em uma comemoração em Madison, a capital do Estado. Trump optou por não comentar sobre a eleição da Suprema Corte estadual em uma postagem na mídia social e, em vez disso, comemorou a vitória de uma medida eleitoral separada de Wisconsin que exigia níveis maiores de identificação para os eleitores. Nacionalmente, os democratas reivindicaram a vitória, chamando o resultado de Wisconsin de um passo em direção à sua meta de recuperar a maioria na Câmara dos Deputados em 2026. "Hoje à noite, o povo de Wisconsin rejeitou categoricamente a influência de Elon Musk, Donald Trump e interesses especiais bilionários", disse Ken Martin, presidente do Comitê Nacional Democrata, em um comunicado. Os eleitores de Wisconsin pareciam estar cientes de que a eleição tinha ramificações além das fronteiras do Estado. "Apoiar as pessoas comuns é mais importante do que as pessoas que estavam apoiando Elon Musk ou os multimilionários", disse o eleitor de Crawford, West Roberts, 26 anos, falando em Madison antes do fechamento das urnas na noite de terça-feira. Em Genesee, o aposentado Gary Christenson prometeu seu voto em Schimel. "Se um progressista entrar lá, eles continuarão tentando destruir os esforços de Trump para reduzir o tamanho do governo", disse ele. VITÓRIA DOS REPUBLICANOS DA FLÓRIDA Em outro teste da popularidade de Trump, dois republicanos da Flórida venceram suas eleições especiais para preencher as vagas na Câmara dos Deputados dos EUA criadas pelas escolhas do gabinete de Trump. As vitórias dão aos republicanos uma maioria na Câmara de 220 a 213. Esperava-se que os republicanos mantivessem facilmente as duas cadeiras, de modo que os partidos estavam atentos para ver o quão perto os democratas poderiam chegar. Em um distrito que inclui Daytona Beach, o senador estadual republicano Randy Fine derrotou o democrata Josh Weil, um educador de escola pública. Fine tinha vantagem de cerca de 14 pontos sobre o rival. Michael Waltz, agora Conselheiro de Segurança Nacional de Trump, ganhou a cadeira por 33 pontos de vantagem em novembro. Na outra disputa em torno de Pensacola, o republicano Jimmy Patronis, diretor financeiro do Estado, derrotou o democrata Gay Valimont, um ativista da prevenção da violência com armas. Patronis teve vantagem de quase 15 pontos, depois de Valimont ter perdido a cadeira para Matt Gaetz, outrora indicado por Trump para procurador-geral, por 32 pontos em novembro. ** Com Reuters **
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