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- Ativista de extrema-direita morre após atentado em evento em universidade de Utah
Charlie Kirk era conhecido por conduzir eventos polêmicos em universidades OREM - O ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente Donald Trump, morreu nesta quarta-feira, 10,após um atentado em um evento na universidade de Utah Valley, em Orem. "Um único tiro foi disparado no pátio perto da praça de alimentação do campus de Orem da Universidade Utah Valley quando o Sr. Charlie Kirk começou a falar no evento planejado", disse a universidade. Um homem chegou a ser preso, mas a polícia admitiu que ele não era o atirador e o liberou. O ativista era conhecido por conduzir debates ao ar livre em universidades dos Estados Unidos. Ele liderava o grupo de estudantes conservadores Turning Point USA e tinha um podcast, além de milhões de seguidores nas redes sociais. “O grande, e até legendário, Charlie Kirk, está morto. Ninguém entendia o ou tinha o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor que o Charlie”, publicou o presidente Donald Trump em sua rede social Truth Social. “Ele era amado e admirado por todos, especialmente por mim, e agora, ele não está mais conosco. Eu e Melania prestamos nossas condolências para sua linda esposa Erika, e família. Charlie, nós te amamos!”, Kirk mantinha vínculos com o bolsonarismo. O ativista entrevistou o ex-presidente Jair Bolsonaro em seu podcast, em 2023, e organizou um evento em que Bolsonaro deu uma palestra, em Miami, no mesmo ano. No X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronunciou sobre o ataque, ainda antes do anúncio da morte: "Nossas orações pela saúde de @charliekirk11 covardemente atingido por um tiro em seu pescoço hoje numa universidade." Segundo Mike Wendling, jornalista da BBC News, Kirk era um dos maiores influenciadores conservadores nos EUA. Wendling afirma que o ativista era um apoiador "fervoroso" de Trump e teve um papel fundamental no movimento MAGA (em referência ao slogan "Make America Great Again"), base de apoio do presidente americano. "O Turning Point investiu com dinheiro e pessoas nos estados indecisos durante a eleição presidencial do ano passado. Ele [Kirk] discursou em convenções republicanas e, no ano passado, Donald Trump retribuiu o favor com um grande discurso em uma conferência no Turning Point no Arizona", relata o Wendling. A religião evangélica e a família de Kirk — ele era casado com uma ex-Miss Arizona, com quem tem dois filhos — tinham bastante destaque em sua atuação. Ele era visto como o futuro do ativismo conservador e, ao mesmo, é alguém fortemente controverso. O repórter da BBC News Bernd Debusmann Jr. estava na Casa Branca quando a notícia do ataque começou a circular e relata que o clima ali foi de choque. "Eu fiquei sabendo que o atentado havia ocorrido quando uma jovem funcionária ofegante exclamou 'meu Deus, Charlie Kirk foi baleado', enquanto eu estava do lado de fora do escritório de um funcionário de alto escalão da Casa Branca. Isso provocou ainda mais exclamações de outros funcionários da Casa Branca que estavam por perto", conta Bernd Debusmann Jr. ** Com BBC **
- Polícia oferece recompensa para localizar brasileira desaparecida em Nova Jersey
I magens divulgadas pela polícia pedem qualquer informação sobre paradeiro de Janaína ELIZABETH - A promotoria do Condado de Union, em conjunto com o Departamento de Polícia da cidade de Elizabeth, em Nova Jersey, buscam informações sobre o paradeiro da brasileira Janaína Freire Gonçalves, de 48 anos, que está desaparecida há mais de sete semanas. O marido dela, o americano Brendan Trivisonno, também sumiu. De acordo com as autoridades, Janaina foi vista pela última vez na noite do dia 10 de março, em Elizabeth, ao deixar a academia onde trabalhava como personal trainner. Geanne Assi conta que trocou mensagem de texto com Janaína naquela noite e "tudo parecia bem". No dia seguinte ela não conseguiu contato com a amiga nem com Trivisonno. Um dia depois, 13 de março, Geanne falou com o americano por telefone que disse não saber de Janaína. Foi quando a amiga acionou a polícia. De acordo com o NJ Advance Media, Trivisonno foi detido e chegou a fornecer uma amostra de DNA. Ele também teve o celular e o carro apreendidos, mas se recusou a dar esclarecimentos sem a presença de um advogado. Ao jornal, o americano confirmou que estava colaborando com a polícia e que planejava prestar depoimento na segunda-feira, acompanhado do advogado. Mas agora ele também está desaparecido. Janaína descobriu vida dupla de Trivisonno em novembro, dizem amigas (Foto: Redes Sociais) Geanne disse, em entrevista à TV Record, que Janaína descobriu três dias antes do Dia de Ação de Graças que Trivisonno tinha outra mulher e uma filha que morava na casa da avó materna. Segundo a amiga, Trivisonno insistiu para manter o relacionamento com Janaína, dizendo que a mãe da filha tinha problemas com drogas e que ele apenas cuidava da criança. Ao falar com Geanne na semana do desaparecimento, porém, o americano disse que ele e Janaína haviam brigado e ele saiu de casa. Imagens de câmeras de segurança mostram Trevissono entrando e saindo do apartamento do casal diversas vezes na noite de 10 de março. Janaína não é vista. Vizinhos teriam dito à polícia, segundo a reportagem da TV Record, que ouviram uma briga naquela noite. Em nota, a polícia de Elizabeth apenas reforça que o caso está sob investigação. O filho de Janaína, Eduardo, está vindo de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para fornecer uma amostra de DNA. A gaúcha morava sozinha nos Estados Unidos. Polícia oferece recompensa Investigadores divulgaram documento oficial e afirmaram estar em busca de qualquer informação que auxilie na localização de Janaína. Em nota, a promotoria reforçou que qualquer pista pode ser crucial. Dicas que levarem à prisão e acusação de envolvidos podem ser recompensadas com até US$ 10 mil, por meio do programa Union County Crime Stoppers. SERVIÇO: Pessoas com informações devem ligar para o detetive da Promotoria Scott Chertoff no (908) 358-9162, sargento Nicholas Falcicchio no (908) 721-8186 ou para o investigador a Polícia de Elizabeth Victor Arena no (908) 384-0303. As pistas também podem ser fornecidas para 908-654-TIPS (8477) ou através do www.uctip.org . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- EUA apresentam novo plano de saúde para combate de doenças crônicas
WASHINGTON - O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., apresentou nesta terça-feira, 9, um plano para abordar doenças crônicas, que propõe uma melhor nutrição, um escrutínio mais rigoroso da publicidade médica e até mesmo um novo esforço para aumentar a fertilidade. A iniciativa deixa de lado, por ora, as propostas de restringir diretamente os alimentos ultraprocessados ou os pesticidas, prioridades de longa data do movimento Make America Healthy Again (Faça os EUA saudáveis novamente, MAHA na sigla em inglês) de Kennedy. Essas omissões são vistas como uma vitória para as indústrias de alimentos e de agricultura. No mesmo dia, o presidente Donald Trump assinou um memorando que ordena às agências ampliar a vigilância sobre as regras já existentes na publicidade de produtos farmacêuticos online, a fim de conter afirmações enganosas. Kennedy havia pedido anteriormente a proibição total do marketing de medicamentos. O relatório de 20 páginas destaca muitas das causas emblemáticas de Kennedy: revisar o nível de flúor na água potável, repensar os calendários de vacinação infantil ampliando as isenções parentais e semear dúvidas sobre os antidepressivos. Muitas dessas posições estão muito distantes da medicina convencional, em particular no que se refere às vacinas. Outras ideias chamativas do relatório incluem uma campanha educativa sobre fertilidade do MAHA — que reflete as preocupações da direita com a queda das taxas de natalidade — e um chamado para investigar a "radiação eletromagnética", aparentemente uma referência ao uso de telefones celulares. Os críticos disseram que o relatório carecia de detalhes, mesmo em áreas que contam com amplo consenso, como enfrentar a dependência dos EUA da comida industrializada. Outra seção pede uma definição, em nível governamental, de alimentos ultraprocessados, mas não especifica quais passos deveriam ser seguidos. O documento afirma ainda que o governo quer aumentar as taxas de amamentação, reduzir os testes em animais e promover a inovação no mercado de protetores solares, no qual os EUA estão atrasados em relação a outros países. Sobre o uso de pesticidas, o relatório, por um lado, evoca o possível uso de "tecnologia de precisão" para "reduzir os volumes de pesticidas", enquanto em outros trechos pede desregulamentação para ajudar a levar mais rapidamente ao mercado "produtos químicos e biológicos para proteger contra ervas daninhas, pragas e doenças". ** Com Agências **
- Tribunal dos EUA mantém Cook como diretora do Fed em meio a disputa com Trump
WASHINGTON - Um tribunal federal de Washington decidiu nesta terça-feira, 9, que a diretora do Banco Central (FED) dos Estados Unidos, Lisa Cook, pode permanecer no cargo enquanto luta contra os esforços do presidente Donald Trump para demiti-la. A juíza Jia M. Cobb determinou que o presidente do Fed, Jerome Powell, e o Conselho de Diretores da instituição "sejam preliminarmente proibidos de efetivar de qualquer forma a remoção da autora [Cook] de sua posição como membro do Conselho de Diretores com base nos motivos declarados na carta do presidente [Trump] de 25 de agosto de 2025, incluindo tratá-la como se tivesse sido removida e negar ou obstruir seu acesso a quaisquer dos benefícios ou recursos de seu cargo, até a resolução deste litígio". No dia 25 do mês passado, Trump publicou uma carta de demissão de Cook na sua rede social Truth Social, sob a acusação - sem provas - de que a dirigente cometeu fraude hipotecária na aquisição de duas propriedades em 2021, antes de ingressar no Fed. Os advogados de Cook argumentaram que a demissão era ilegal porque presidentes do país só podem demitir diretores do Fed "por justa causa" - o que significa ineficiência, negligência no cumprimento do dever ou má conduta no cargo. ** Com AE **
- Alunos do ensino médio dos EUA têm menor desempenho em leitura em três décadas
WASHINGTON - Mais de 30% dos alunos no último ano do Ensino Médio em todo os Estados Unidos não possuem habilidades básicas de leitura, desempenho mais baixo já registrado em mais de três décadas, mostraram testes divulgados nesta terça-feira, 9. Os resultados dos testes de 2024 fazem parte da Avaliação Nacional do Progresso Educacional, projeto autorizado pelo Congresso, patrocinado pelo Departamento de Educação dos EUA e administrado pelo Centro Nacional de Estatísticas Educacionais (NCES, na sigla em inglês). Eles levantam questões sobre a capacidade do país de competir globalmente e se ajustar às mudanças na força de trabalho, ainda mais acentuadas com o advento da IA e de outras tecnologias. O relatório também mostrou que 45% dos alunos do último ano do Ensino Médio não têm habilidades básicas em matemática, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 20 anos atrás, e 38% dos alunos da oitava série não têm habilidades básicas de ciências, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2019, mas sem diferença significativa em relação a 2009. "Esses resultados são preocupantes", disse o Comissário Interino do NCES, Matthew Soldner, em um comunicado. O relatório identificou disparidades regionais, com as pontuações de matemática e leitura no último ano do ensino médio e as pontuações de ciências do oitavo ano diminuindo no Sul e no Centro-Oeste entre 2019 e 2024. A divulgação dos dados ocorre em meio a grandes mudanças na educação dos EUA. O republicano Donald Trump esvaziou o Departamento de Educação. A lei federal proíbe o departamento de controlar operações escolares, incluindo currículo, instrução e pessoal. A autoridade sobre essas decisões pertence aos governos estaduais e municipais, que fornecem mais de 85% do financiamento das escolas públicas. Em um vídeo que acompanhou a divulgação, a Secretária de Educação Linda McMahon apresentou os resultados como mais uma justificativa para o desmantelamento do departamento. "Claramente, o sucesso não se trata de quanto dinheiro gastamos, mas de quem o gasta", disse McMahon. "É por isso que o presidente Trump e eu estamos empenhados em reverter o curso e devolver o controle da educação aos Estados, para que as comunidades locais com os pais no comando possam inovar, adaptar e adequar melhor a educação às necessidades de seus alunos." ** Com Reuters **
- Imigrante diz que Tio Sam tocou seu coração para ser agente do ICE
ARLINGTON - O jornalista Nicholas Nehamas, do The New York Times, acompanhou um evento de seleção para novos agentes do ICE no fim de agosto e revelou o perfil "patriota" de candidatos, alguns nascidos fora dos Estados Unidos. A agência federal repostou o vídeo em suas redes sociais. O Esporte Stadium em Arlington, no Texas, estava lotado de pessoas em busca de um emprego, as filas mais longas eram para os agentes de deportação. O jornalista observou que são dez mil vagas e não requer formação acadêmica. Além disso, os benefícios são atraentes. Neghams pontuou o bônus de inscrição de US$ 50 mil, o perdão para empréstimos estundantis e as horas extras. O jornalista enfatizou que a propaganda de recrutamento é apelativa "para defender o país" e atrai até imigrantes. Um estudante universitário reconheceu ter origem estrangeira e afirmou que "a imagem do Tio Sam apontando para ele tocou seu coração". O jovem disse que embora possa parecer estranho ele querer ser um agente de deportação, para ele faz todo sentido.
- Mais de 100 mil pessoas concorrem a 10 mil vagas no ICE
Candidatos fazem fila para ingressar no ICE NOVA YORK - A coluna do jornalista Andrés Oppenheimer no Miami Herald trouxe dados alarmantes sobre o número de pessoas que se apresentaram para trabalhar no ICE: 100 mil candidatos a 10 mil vagas. O serviço é capturar imigrantes ilegais ou sem documentos. Isso não teria nada de mal se os novos agentes estivessem exclusivamente dedicados a deportar criminosos, mas a missão é mais abrangente. O ICE quer pegar todos os que se encontram em situação irregular no país. Várias organizações civis temem que essa força ampliada do ICE não será um corpo bem treinado e devidamente supervisionado, focado em prender delinquentes estrangeiros. Ao contrário: temem que se converterá em um esquadrão quase paramilitar de agentes encapuzados, mal preparados, que perseguirão principalmente trabalhadores agrícolas e da construção civil, babás e empregados de salões de beleza, restaurantes e cafeterias. Em cidades como Miami, onde mais da metade da população é de origem estrangeira, as batidas do ICE poderiam desencadear um terror generalizado. Entre outras coisas, a agência federal poderia prender por erro cidadãos americanos. Este não é um temor hipotético. Kenny Laynez Ambrocio, um cidadão americano de 18 anos, foi detido recentemente pela Patrulha Rodoviária da Flórida e a Patrulha de Fronteira enquanto viajava em uma caminhonete de jardinagem, segundo reportou o Miami Herald em 13 de agosto. Em seu site oficial, o ICE afirma estar recrutando “patriotas” para “prender assassinos, pedófilos, membros de gangues, estupradores e outros imigrantes ilegais criminosos”. A agência acrescenta que precisa de “americanos dedicados” para “eliminar o pior do pior de nosso país”. Graças ao recorde de 170 milhões de dólares para atividades migratórias, aprovado recentemente pela lei “Big Beautiful” de Trump, o ICE oferece aos candidatos um bônus de 50 mil dólares nos próximos anos. O Conselho Americano de Imigração, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU) e outros grupos estão dando o sinal de alerta, argumentando, entre outras coisas, que esses novos agentes estarão sujeitos a padrões de contratação muito mais baixos que os do FBI e outras agências federais. Isso pode, segundo especialistas, disparar as violações de direitos humanos. Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador do Conselho Americano de Imigração, disse que tudo indica que será contratado “um grande número de agentes com pouca formação, sem o treinamento adequado, sujeitos a uma investigação mínima e que serão colocados nas ruas sem a supervisão adequada”. Em tempo: A maioria dos detidos pelo ICE nos últimos meses são pessoas sem antecedentes penais, segundo um estudo recente do Instituto Cato e vários relatórios da imprensa baseados em dados do ICE. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, declarou à Fox News em maio que o governo Trump estava se propondo a prender 3 mil indocumentados por dia. É provável que as consequências dessas batidas ampliadas do ICE tenham um impacto muito além das separações familiares e do sofrimento humano dos indocumentados. Muitos imigrantes pararam de ir a restaurantes ou centros comerciais por medo de serem detidos, o que certamente afetará a economia. Se o ICE realmente se concentrasse em prender e deportar criminosos, essa onda de contratações seria motivo de aplauso. Mas o que está acontecendo sugere uma realidade muito mais alarmante. ** Com Agências **
- EUA adiam nova regra de entrevista presencial para 1º visto de turismo e negócios
Entrevistas presenciais deveriam ser obrigatórias desde o dia 2 de setembro WASHINGTON - Os Estados Unidos adiaram a mudança na regra para obtenção de vistos de turismo e negócios que exige entrevista presencial para todos os casos em que a autorização é solicitada pela primeira vez. A medida havia sido anunciada no fim de agosto e passaria a valer na última terça-feira (2). De acordo com a assessoria de imprensa da embaixada dos EUA em Brasília, a decisão parte do Departamento de Estado que "só a aplicará depois da definição dos detalhes operacionais". Não há previsão de quando isso vai acontecer. Segundo a nova regra, somente podem ficar isentos da entrevista presencial quem solicitar renovação de vistos B1, B2 ou B1/B2 que tenham expirado há, no máximo, 12 meses, e que já tinham 18 anos quando o documento anterior foi emitido. A mudança amplia o rol de pessoas que precisam da etapa presencial para obter a autorização de entrada no país americano. Enquanto a nova regra não entra em vigor, menores de 14 anos e maiores de 79 não precisam obrigatoriamente da entrevista para os vistos de não imigrantes. A exigência passará a valer para candidatos de todos os países dos quais os EUA exigem vistos para entrada em território americano. Existem apenas algumas exceções: solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais; candidatos de vistos A-1, A-2, C-3 (exceto empregados domésticos), G-1, G-2, G-3, G-4, NATO-1 a NATO-6 ou TECRO E-1 (no geral, direcionados a órgãos internacionais e militares); requerentes de renovação de um visto B-1, B-2 ou B-1/B-2 (turismo/negócios de curta duração) que ainda está válido ou expirou há menos de 12 meses e tinha pelo menos 18 anos quando o visto anterior foi emitido. Para conseguir a isenção no último caso, de vistos de turismo e negócios, os solicitantes devem atender ainda a outros critérios: fazer a solicitação no seu país de nacionalidade ou residência; nunca ter tido um pedido de visto recusado (a menos que tal recusa tenha sido retirada); não ter inelegibilidade aparente ou potencial. Os EUA não detalharam o que podem considerar inelegibilidade aparente ou potencial. Deixaram claro, no entanto, que os funcionários consulares podem exigir a entrevista, a depender do caso, depois de analisar as informações de um requerimento. ** Com Agências **
- FDA vai acelerar análises de sachês de nicotina em meio à pressão da Casa Branca
WASHINGTON - A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) planeja acelerar as análises de sachês de nicotina de quatro empresas de tabaco em um programa piloto lançado na segunda-feira, 8, em meio à pressão da administração Trump para agilizar as aprovações. A previsão é concluir a revisão dos sachês da Philip Morris International PM.N, Altria MO.N, Reynolds American —parte da British American Tobacco BATS.L— e Turning Point Brands TPB.N até dezembro, segundo uma transcrição de uma reunião da agência realizada na sexta-feira. As empresas de tabaco anteriormente tiveram que esperar anos para que seus produtos fossem aprovados. A agência autorizou seu primeiro grupo de sachês, 20 da PMI sob sua marca de sucesso Zyn, em janeiro, mais de cinco anos após a empresa ter apresentado sua solicitação inicial. Alguns dos produtos selecionados para o piloto, como uma versão atualizada dos sachês da PMI, Zyn Ultra, ainda não estão no mercado, pois os produtores aguardam o sinal verde da FDA. Enquanto isso, concorrentes ganharam participação de mercado com produtos mais competitivos. O piloto poderia proporcionar uma rota para um lançamento legal muito mais rápido para aqueles selecionados para participar. Para outros produtos já no mercado sem permissão, a autorização da FDA eliminaria questões sobre sua legalidade e a ameaça de possível fiscalização por parte da agência. Um funcionário da FDA disse à equipe no mês passado que a agência havia sido pressionada pela liderança, inclusive na Casa Branca, para analisar os sachês de nicotina com mais eficiência, de acordo com a transcrição de uma segunda reunião. Bret Koplow, diretor interino do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, disse que a agência não estava enfrentando nenhuma pressão para reduzir seu padrão científico ou comprometer seu compromisso de proteger a saúde pública dos riscos representados pelos produtos de tabaco. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário. As empresas de tabaco têm feito lobby junto ao presidente Donald Trump e outros funcionários importantes este ano para mudanças que favorecem, incluindo um processo de autorização da FDA mais rápido e claro. A Reynolds American, da BAT, doou US$ 10 milhões (cerca de R$ 54,2 milhões) para o super PAC alinhado a Trump, Make America Great Again Inc, mostram os registros da Comissão Federal Eleitoral. Os sachês de nicotina, que os usuários inserem sob o lábio para obter um estímulo, são a categoria de produtos de tabaco que mais cresce nos Estados Unidos, o maior mercado mundial para alternativas ao tabagismo. Os sachês são geralmente vistos como uma das alternativas de menor risco ao tabagismo, dado que não envolvem inalação e não contêm tabaco. Ativistas dizem que os sachês de nicotina ainda apresentam riscos, como atrair novos usuários, especialmente jovens. Yolonda Richardson, diretora executiva da Campanha por Crianças Livres do Tabaco, disse que a revisão rigorosa da FDA de novos pedidos de produtos é fundamental para proteger as crianças e a saúde pública. "Não deve haver atalhos quando se trata da saúde de nossas crianças", disse Richardson. As evidências atuais, no entanto, não mostram uma adoção significativa desses produtos entre os jovens, disse um funcionário da FDA durante a reunião de sexta-feira. ** Com Reuters **
- Congresso dos EUA divulga "livro de aniversário" com carta de Trump à Epstein
Americanos querem saber detalhes do processo de Epstein que são mantidos em segredo de Justiça WASHINGTON - Os democratas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos tornaram pública nesta segunda-feira, 9, uma carta de aniversário que Donald Trump supostamente escreveu ao criminoso sexual Jeffrey Epstein há mais de 20 anos, embora a Casa Branca tenha rapidamente negado sua autenticidade. A carta, cuja existência foi relatada pelo Wall Street Journal em julho, parece ter sido assinada por Trump, mas ele negou ter feito isso e disse que ela não existe. Os democratas do Comitê de Supervisão da Câmara divulgaram a carta depois que o Congresso recebeu o "livro de aniversário" de 2003 dos advogados de Epstein. A carta é datada de três anos antes de as alegações de abuso sexual por parte de Epstein se tornarem públicas em 2006. Mais tarde na segunda-feira, os republicanos que controlam o Comitê de Supervisão divulgaram centenas de páginas de documentos entregues pelos advogados de Epstein, incluindo o "livro de aniversário" completo, o testamento de Epstein e seu acordo de não acusação de 2007 com os promotores na Flórida. A carta de aniversário contém o texto de um suposto diálogo entre Trump e Epstein, no qual Trump o chama de "amigo" e diz: "Que todo dia seja mais um segredo maravilhoso". O texto está contido em um esboço da silhueta de uma mulher nua. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Taylor Budowich, denunciou a divulgação, dizendo que a assinatura na carta não é de Trump e fez alusão ao processo de Trump contra a empresa controladora do Journal, a News Corp. "Está na hora da @newscorp abrir o talão de cheques, a assinatura não é dele. DIFAMAÇÃO!", postou Budowich no X. O caso de Epstein, que morreu por suicídio na prisão em 2019, tem causado dor de cabeça política para Trump depois que muitos de seus apoiadores adotaram uma série de teorias da conspiração em torno do criminoso sexual condenado. Na semana passada, os republicanos do painel de Supervisão da Câmara divulgaram mais de 33.000 páginas de arquivos relacionados a Epstein em uma tentativa de evitar uma votação bipartidária que teria forçado outras divulgações. As vítimas de Epstein e alguns membros do Congresso continuam insatisfeitos. Referindo-se a Trump, os democratas da Câmara disseram no X na segunda-feira: "O que ele está escondendo? Liberem os arquivos!" Depois de sugerir por muito tempo que os arquivos continham informações prejudiciais, Trump reverteu o curso após retornar à Casa Branca. Ele rotulou repetidamente o assunto como uma "farsa" liderada pelos democratas. O livro, dado a Epstein como presente de aniversário de 50 anos, está repleto de fotos de cortes de cabelo ruins, mulheres e homens, incluindo Epstein em trajes de banho apertados e reminiscências de amigos de infância, ex-namoradas e pessoas que passaram a conhecer Epstein depois que ele ficou rico. Também inclui mensagens para Epstein supostamente de pessoas famosas que não Trump, entre elas o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o professor da Faculdade de Direito de Harvard Alan Dershowitz e o ex-presidente-executivo do Bear Stearns Alan "Ace" Greenberg. ** Com Reuters **
- Suprema Corte permite usar raça e idioma como critérios em operações anti-imigração
Decisão em instância inferior destacou prisões discriminatórias LOS ANGELES - A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta segunda-feira, 8, a ordem de uma juíza federal que proibia agentes do ICE de realizar abordagens indiscriminadas em Los Angeles, classificada pelos contestadores como uma “discriminação racial flagrante”. A decisão final, no entanto, necessita passar por um tribunal federal de apelações e pode chegar novamente aos juízes. Os três membros liberais da Corte discordaram. No curto prazo, isso permite o que os críticos chamam de patrulhas itinerantes de agentes mascarados violando rotineiramente a Quarta Emenda — que estabelece o direito das pessoas de estarem seguras contra buscas e apreensões não razoáveis. E, o que os defensores chamam de um esforço vigoroso, mas legal, para fazer cumprir as leis de imigração do país. Os tribunais inferiores impuseram restrições significativas aos esforços do presidente Donald Trump para aumentar as prisões de imigrantes a fim de cumprir sua promessa de deportações em massa. Operações agressivas de fiscalização em Los Angeles — incluindo encontros capturados em vídeo que pareciam ser batidas policiais aleatórias contra hispânicos por agentes armados — se tornaram um ponto de inflamação, provocando protestos e confrontos na área. Grupos de direitos civis e vários indivíduos entraram com uma ação judicial, acusando o governo de operações inconstitucionais nas quais milhares de pessoas foram presas. Eles descreveram os encontros na ação como “operações de imigração indiscriminadas” que prenderam milhares de trabalhadores diaristas, lavadores de carros, trabalhadores rurais, cuidadores e outros. “Indivíduos de pele morena são abordados ou puxados para o lado por agentes federais não identificados, de forma repentina e com demonstração de força”, dizia a denúncia, “e obrigados a responder perguntas sobre quem são e de onde vêm”, violando a proibição da Quarta Emenda de buscas e apreensões injustificadas. Um dos que processaram o governo, Jason Brian Gavidia, cidadão americano nascido em East Los Angeles, na Califórnia, foi parado por um agente mascarado enquanto trabalhava em seu carro do lado de fora de um pátio de reboque. O encontro foi capturado em vídeo. O agente perguntou se Gavidia era americano e ele disse que sim. Na sequência, o funcionário público então perguntou em que hospital ele havia nascido, o homem respondeu que não sabia. De acordo com o processo, o agente e um colega empurraram-no contra um portão de metal, torceram seu braço e apreenderam seu telefone. “Temendo por sua vida, Gavidia se ofereceu para mostrar sua identidade aos agentes”, diz o processo. “Os agentes pegaram a identidade e, cerca de 20 minutos depois, devolveram o telefone de Gavidia e o libertaram. Eles nunca devolveram sua identidade.” Em resposta ao que ela chamou de “montanha de evidências” de agentes “reunindo indiscriminadamente várias pessoas sem suspeita razoável”, a juíza Maame E. Frimpong, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, ordenou que os agentes não se baseassem em vários fatores, isoladamente ou em combinação, para decidir quem parar e interrogar em seu distrito judicial, que inclui Los Angeles e áreas vizinhas. Os fatores eram raça ou etnia; falar espanhol ou inglês com sotaque; presença em um local específico, como um local de trabalho diário ou agrícola; ou realizar um tipo específico de trabalho. Um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA para o Nono Circuito recusou-se a suspender a ordem emitida pela juíza Frimpong, que foi nomeada pelo ex-presidente Joe Biden. O governo então recorreu à Suprema Corte. Em um pedido de emergência, John Sauer, procurador-geral, escreveu que a ordem do juiz Frimpong havia ilegalmente paralisado a aplicação da lei de imigração no distrito judicial mais populoso do país, que, segundo ele, “abriga cerca de dois milhões de estrangeiros ilegais de uma população total de quase 20 milhões de pessoas, tornando-o de longe o maior destino para estrangeiros ilegais”. Sauer acrescentou que os agentes federais usaram julgamento e discrição. “Não é preciso dizer”, escreveu Sauer, “que ninguém acredita que falar espanhol ou trabalhar na construção civil sempre gere suspeita razoável. Nem ninguém sugere que esses sejam os únicos fatores que os agentes federais levam em consideração. Mas, em muitas situações, tais fatores — isolados ou combinados — podem aumentar a probabilidade de que alguém esteja ilegalmente nos Estados Unidos, acima e além da probabilidade básica de 1 em 10 no distrito”. Os contestantes chegaram a uma conclusão diferente a partir dos dados demográficos da área, que, segundo eles, “explica o histórico condenatório neste caso”. As probabilidades, escreveram eles, sugerem que “as patrulhas móveis do governo têm rotineiramente parado cidadãos americanos — incluindo alguns demandantes — sem uma avaliação individualizada de suspeita razoável”. Por NYT
- Nova regra prevê agentes do USCIS armados com poder de prisão
Agentes administrativos passam a ter poder de polícia a partir de outubro WASHINGTON - Agentes do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos (USCIS) vão ser treinados para exercer poder de polícia em caso de suspeita de fraude, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) na última semana. A agência, responsável por analisar pedidos de green card e cidadania, pretende selecionar funcionários para andar armados, executar prisões e apresentar suspeitos - tanto estrangeiros como seus advogados - à Justiça a partir de outubro. O USICS também vai retomar as “investigações de vizinhança". Isso significa que os agentes especiais vão visitar colegas de trabalho e vizinhos dos solicitantes aos benefícios imigratórios. A nova diretriz, anunciada no dia 4 de outubro, também prevê uma análise mais profunda das redes sociais para avaliar possíveis “atividades antiamericanas”. As mudanças entram em vigor em 30 dias. ** Com Agências **
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