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- Trump pretende expandir repressão à imigração nos EUA em 2026
Governo Trump pode mirar em empregadores para aumentar números de deportação em 2026 WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma intensificação das políticas de repressão à imigração em 2026, apoiada por bilhões de dólares em novos recursos e pela ampliação de batidas policiais em locais de trabalho. A estratégia avança mesmo diante do aumento da reação negativa da opinião pública às vésperas das eleições de meio de mandato do próximo ano. Desde o início do mandato, Trump autorizou o envio de agentes do ICE a grandes cidades, onde operações resultaram em investidas em bairros residenciais e confrontos com moradores. Embora os agentes federais tenham realizado este ano algumas batidas em empresas, eles recuaram em ações em fazendas, fábricas e outras companhias economicamente importantes, mas conhecidas por empregar imigrantes sem status legal. O ICE e a Patrulha de Fronteira receberão US$170 bilhões em fundos adicionais até setembro de 2029 - um enorme aumento de recursos em relação aos seus orçamentos anuais existentes de cerca de US$19 bilhões, depois que o Congresso controlado pelos republicanos aprovou um pacote de gastos maciço em julho. As autoridades afirmam que planejam contratar milhares de agentes adicionais, abrir novos centros de detenção, recolher mais imigrantes em prisões locais e fazer parcerias com empresas externas para rastrear pessoas sem status legal. A expansão dos planos de deportação ocorre apesar dos crescentes sinais de reação política antes das eleições de meio de mandato do próximo ano. Miami, uma das cidades mais afetadas pela repressão de Trump devido à sua grande população de imigrantes, elegeu seu primeiro prefeito democrata em quase três décadas na semana passada, no que o prefeito eleito disse ser, em parte, uma reação ao presidente. Outras eleições locais e pesquisas sugerem uma preocupação crescente entre os eleitores cautelosos com as táticas agressivas do governo Trump. "As pessoas estão começando a ver isso não mais como uma questão de imigração, mas como uma violação de direitos, uma violação do devido processo legal e a militarização extraconstitucional de bairros", disse Mike Madrid, um estrategista político republicano moderado. "Não há dúvida de que isso é um problema para o presidente e para os republicanos." O índice geral de aprovação de Trump em relação à política de imigração caiu de 50% em março, antes de ele lançar medidas de repressão em várias cidades importantes dos EUA, para 41% em meados de dezembro. A crescente inquietação do público tem se concentrado em agentes federais mascarados que usam táticas agressivas, como o uso de gás lacrimogêneo em bairros residenciais e a detenção de cidadãos norte-americanos. "OS NÚMEROS VÃO EXPLODIR" Além de expandir as ações de fiscalização, Trump retirou o status legal temporário de centenas de milhares de imigrantes haitianos, venezuelanos e afegãos, expandindo o grupo de pessoas que poderiam ser deportadas. Trump promete remover 1 milhão de imigrantes por ano dos EUA - uma meta que ele quase certamente não alcançará este ano. Até o momento, cerca de 622 mil imigrantes foram expulsos do país desde que Trump assumiu o cargo em janeiro. O czar de fronteira da Casa Branca, Tom Homan, disse que Trump cumpriu a promessa de uma operação histórica de deportação e de remoção de criminosos, ao mesmo tempo em que encerrou a imigração ilegal na fronteira entre os EUA e o México. Homan disse que o número de prisões aumentará acentuadamente à medida que o ICE contratar mais agentes e expandir a capacidade de detenção com o novo financiamento. "Acho que vocês verão os números explodirem muito no próximo ano", disse ao citar que os planos "com certeza" incluem mais ações de fiscalização em locais de trabalho. Sarah Pierce, diretora de política social do grupo de centro-esquerda Third Way, disse que as empresas norte-americanas relutaram em reagir à repressão imigratória de Trump, mas podem ser levadas a se manifestar se o foco se voltar para os empregadores. Pierce disse que será interessante ver "se as empresas finalmente enfrentarão esse governo ou não". Cerca de 41% das aproximadamente 54 mil pessoas presas pelo ICE e detidas até o final de novembro não tinham registro criminal além de uma suspeita de violação de imigração, mostram os dados da agência. Nas primeiras semanas de janeiro, antes da posse de Trump, apenas 6% das pessoas presas e detidas pelo ICE não estavam sendo acusadas de outros crimes ou já haviam sido condenadas anteriormente. O governo Trump também tem mirado nos imigrantes legais. Agentes prenderam cônjuges de cidadãos norte-americanos em suas entrevistas para obtenção do green card, retiraram pessoas de determinadas nacionalidades de suas cerimônias de naturalização, momentos antes de se tornarem cidadãos, e revogaram milhares de vistos de estudante. PLANOS PARA ATINGIR EMPREGADORES O foco planejado pelo governo Trump nos locais de trabalho no próximo ano pode gerar muito mais prisões e afetar a economia dos EUA e os proprietários de empresas de tendência republicana. A substituição de imigrantes detidos durante batidas em locais de trabalho pode levar a custos de mão de obra mais altos, prejudicando a alegada luta de Trump contra a inflação, que os analistas esperam que seja uma questão importante nas eleições de novembro. No início deste ano, as autoridades do governo de Trump isentaram essas empresas da aplicação das ordens imigratórias, mas logo voltaram atrás, informou a Reuters na época. Alguns defensores da linha dura da imigração pediram mais fiscalização em locais de trabalho. "Eventualmente, você terá que ir atrás desses empregadores", disse Jessica Vaughan, diretora de políticas do Center for Immigration Studies, que apoia níveis mais baixos de imigração. "Quando isso começar a acontecer, os empregadores começarão a limpar seus atos por conta própria." ** Com Reuters **
- Português suspeito de ataque em Brown e assassinato de professor do MIT é achado morto em New Hampshire
Análise de câmeras de segurança e depoimento de testemunha levaram a polícia até Valente PROVIDENCE - Um português apontado como autor do ataque a tiros que deixou dois estudantes mortos e nove feridos na Universidade Brown, em Rhode Island, e suspeito de assassinar o físico Nuno Loureiro, professor do MIT, em Massachusetts, foi encontrado morto na noite de quinta-feira, 18, informou a polícia de Providence. Claudio Manuel Neves Valente, 48 anos, se suicidou quando agentes se aproximavam de um contêiner de armazenamento em Salem, New Hampshire, onde ele havia se escondido, disse o delegado Oscar Perez. Autoridades federais confirmaram a ligação entre os casos após a análise de imagens de vigilância, registros financeiros e dados de deslocamento do suspeito. Segundo a Universidade Brown, Valente foi aluno de física na instituição entre 2000 e 2003, matriculado em programas de mestrado e doutorado. Embora não tenha concluído o curso nem mantivesse vínculo atual com a universidade, ele frequentou majoritariamente disciplinas no prédio de engenharia e física, onde ele abriu fogo no sábado, durante um período de provas. Investigação A investigação avançou a partir da análise de vídeos de segurança que mostravam um homem mascarado circulando pelo campus e um veículo suspeito - um Nissan Sentra cinza, alugado em Boston em 1º de dezembro. O carro foi visto repetidas vezes nas imediações da Brown University nos 12 primeiros dias do mês, apontam as autoridades. Menos de uma hora após a divulgação pública da foto do suspeito, um homem procurou espontaneamente a polícia de Providence afirmando ter informações cruciais. O depoimento, segundo o delegado, "abriu o caso", confirmando a identidade de Valente e sua presença no local do ataque. Com o apoio de sistemas de leitura automática de placas, os investigadores localizaram o veículo em Massachusetts e obtiveram o contrato de aluguel assinado com o nome do suspeito. As imagens coincidiam com a descrição do atirador, incluindo roupas e uma mala específica. Valente tentou dificultar o rastreamento: trocou as placas originais da Flórida por placas não registradas do Maine e usou um telefone difícil de localizar. Ainda assim, a polícia conseguiu mapear seus deslocamentos, incluindo estadias em hotéis e o aluguel de um armazém em Salem, em novembro - o mesmo onde seria encontrado morto. Vítimas da Universidade de Brown não mantinham conexões pessoais Vítimas O ataque em Brown matou os estudantes Ella Cook e Mukhammad Aziz Umurzokov e deixou nove feridos. Ella, de 19 anos, era aluna do segundo ano de economia e francês e era vice-presidente do grupo Republicanos da Universidade Brown. Já Umurzokov, era um calouro de 18 anos de Brandermill, Virgínia, que cursava Bioquímica e Neurociência. Sua família imigrou do Uzbequistão para os Estados Unidos quando era criança. Nuno Loureiro e o atirador estudaram juntos em Portugal Já o professor do MIT, Nuno Loureiro, lecionava no instituto desde 2016. O português referência em física de plasmas e engenharia nuclear. O atirador e a vítima estudaram no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, entre os anos de 1995 e 2000. As autoridades acreditam que Valente e Loureiro se conheciam, mas não avançaram mais detalhes. Não há informações sobre a motivação dos crimes. **Com Agências**
- Funeral simbólico da moeda de US$ 0,01 reúne centenas nos EUA
Americanos 'enterram' moedas de 1 centavo em cerimônia na capital dos EUA WASHINGTON - Centenas de pessoas se reuniram na base do Memorial Lincoln, em Washington, na tarde de sábado, 20, para marcar o fim de uma era para o penny, depois que a Casa da Moeda dos Estados Unidos cunhou as moedas finais no mês passado. Quando o relógio marcou 13h01 (um horário que, segundo os organizadores, representa a moeda de US$ 0,01 que custa quase US$ 0,04 para ser fabricada), um trio de instrumentos de percussão começou a tocar "Amazing Grace". O presidente Donald Trump ordenou ao Departamento do Tesouro que parasse de fabricar as moedas de US$ 0,01 chamando-as de desperdício. O fim da produção, disse o Tesouro, economizaria ao governo federal US$ 56 milhões por ano. As últimas moedas deste valor —232 conjuntos com três moedas de US$ 0,01— foram vendidas em um leilão no início deste mês, arrecadando a impressionante soma de US$ 16,76 milhões. O funeral bem-humorado foi organizado pela Ramp, plataforma de gestão de despesas que ajuda empresas a "automatizar gastos ineficientes", disse Amber Joy Layne, produtora criativa da empresa. Jarell Mique, coprodutor e produtor de campo do evento, afirmou que foi contratado para "criar um momento engraçado". Ele reuniu atores e comediantes de Washington, Nova York, Utah, Texas e Carolina do Norte. Um por um, eles discursaram no evento, incluindo interpretações de uma Mary Todd Lincoln ciumenta, um George Washington pomposo e um Thomas Jefferson assustado, que temia que a moeda de US$ 0,05 com seu rosto pudesse ser a próxima a ser eliminada. Um funcionário da Ramp que disse ser primo de segundo grau de Abraham Lincoln, fez um discurso com palavras de conforto à multidão enlutada. Durante seu discurso, a mulher que se passou por Mary Todd Lincoln questionou os participantes do evento: "Encontre uma moeda de US$ 0,01, pegue-a e terá boa sorte o dia todo. Quem aqui já disse essa frase antes?", perguntou. Muitos levantaram as mãos. Então o cosplayer e imitador Alan Edwards, que estava fantasiado de Abraham Lincoln, subiu ao pódio. "Abe", cantou a multidão. "Vocês todos estão bonitos como um penny", respondeu. Apesar dos choros na multidão, é improvável que a moeda desapareça tão cedo. Cerca de 300 bilhões de moedas de US$ 0,01 permanecem em circulação, estima o Tesouro. (Embora muitos deles provavelmente estejam presos em almofadas de sofá, cofrinhos e porta-copos de carros.) Seria necessário um ato do Congresso para oficialmente encerrar o uso da moeda como dinheiro norte-americano, mas os EUA poderiam seguir os passos do Canadá. O país parou de fabricar suas moedas de 1 centavo de dólar canadense em 2012 e retirou a maioria deles de circulação em 2013. No entanto, os canadenses ainda podem usar as moedas se por acaso encontrarem algumas guardadas . ** Com Agências **
- EUA suspendem loteria do "green card" após ataque na Universidade Brown
Fim da loteria foi anunciado após a identificação do atirador da Universidade de Brown WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, ordenou na quinta-feira, 18, a suspensão de um programa que concede por sorteio vistos de residência, ou "green cards", a países com baixa migração, após afirmar que o sistema foi utilizado pelo suspeito do tiroteio na Universidade Brown. "Claudio Manuel Neves-Valente entrou nos Estados Unidos por meio do programa de loteria de vistos de diversidade (DV1) em 2017 e recebeu um 'green card'", afirmou Noem nas redes sociais sobre o cidadão português. "Seguindo as instruções do presidente Trump, ordeno imediatamente ao USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração) que suspenda o programa DV1 para garantir que mais nenhum americano seja prejudicado por este programa desastroso", acrescentou. Neves-Valente, acusado de matar dois estudantes da Universidade Brown e também suspeito de assassinar um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi encontrado morto na quinta-feira em um depósito no estado de New Hampshire, ao lado de duas armas de fogo. Ele "tirou a própria vida", disse Oscar Perez, delegado de Providence, cidade do estado de Rhode Island onde fica a renomada universidade onde ele abriu fogo no fim de semana passado. O sistema de loteria migratória, denominado oficialmente Programa de Vistos de Diversidade, foi instaurado em 1990 e permite a emissão de autorizações de residência para quase 50 mil pessoas por ano, desde que cumpram os critérios de elegibilidade. Para obter o visto, é necessário passar por um exame e uma entrevista. Todos os anos, milhões de pessoas de países com baixos índices migratórios para os EUA participam do sorteio. **Com AFP**
- Trump anuncia corte de verba federal para hospitais que atendem jovens trans
Diretrizes para proibir tratamentos de transição de gênero ainda precisam de avaliação do público WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta-quinta-feira, 18, uma série de medidas para proibir de fato os tratamentos de transição de gênero para jovens nos Estados Unidos, mesmo em Estados onde esses procedimentos médicos são legalizados. As propostas buscam retirar verba federal dos hospitais que oferecem intervenções cirúrgicas ou terapias hormonais a menores que não se identificam com seu sexo biológico. A regra deixaria as instituições médicas em "uma situação extremamente perigosa" caso continuassem oferecendo esse tipo de atendimento, disse o professor de saúde pública e direito da Universidade de Boston Michael Ulrich. E significaria limitar, ou mesmo impedir, o acesso aos jovens afetados. Ao anunciar as iniciativas, o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., descreveu o atendimento médico de transição de gênero como "negligência médica" baseada em "pseudociência motivada por interesses ideológicos". Esses tratamentos "infligiram danos físicos e psicológicos duradouros a jovens vulneráveis", afirmou em entrevista coletiva. As medidas apresentadas não são definitivas, e devem ser submetidas a consulta pública. A organização de defesa dos direitos civis ACLU prometeu se opor a uma eventual implementação dessas iniciativas, que considera "cruéis" e "inconstitucionais". Trump reverteu em seu governo uma série de conquistas das pessoas transgênero, ao ordenar, por exemplo, sua exclusão das Forças Armadas. O Departamento de Saúde já havia levantado dúvidas sobre os tratamentos de transição de gênero, ao divulgar em maio um relatório que apontava "riscos significativos" associados a essas práticas, um documento questionado pela comunidade científica americana. Há anos o acesso de menores a esses tratamentos hormonais ou cirúrgicos é tema de debates intensos nos EUA e em outros países. Os novos anúncios do governo Trump foram feitos um dia após a Câmara dos Representantes aprovar um projeto de lei que proíbe tratamentos de afirmação de gênero para menores. O texto, contudo, tem poucas chances de ser aprovado no Senado. **Com AFP**
- Democratas arquivam relatório sobre derrota para Trump em 2024
Relatório será deixado de lado enquanto o partido se prepara para as eleições de meio de mandato do próximo ano WASHINGTON - O Partido Democrata disse nesta quinta-feira, 18, que não divulgaria uma análise interna de sua derrota para o presidente republicano Donald Trump em 2024, afirmando que a divulgação pública de seus fracassos desviaria o foco da vitória nas futuras eleições. O partido tem se envolvido em acusações mútuas sobre quem foi o culpado pela derrota da vice-presidente Kamala Harris. Ela se tornou a candidata democrata à Presidência poucas semanas antes da eleição, depois que o então presidente Joe Biden abandonou abruptamente a disputa. O chamado relatório de autópsia, que envolveu centenas de entrevistas com autoridades do partido em todo o país, foi uma tentativa de chegar a algum consenso. Em vez disso, depois que os democratas venceram as eleições para governador em Nova Jersey e na Virgínia no mês passado e mostraram força em outras disputas, o tão esperado relatório agora será deixado de lado enquanto o partido se prepara para as eleições de meio de mandato do próximo ano, quando tentará retomar o controle do Congresso dos republicanos. "Em nossas conversas com as partes interessadas de todo o ecossistema democrata, estamos alinhados com o que é importante, que é aprender com o passado e vencer no futuro", disse Ken Martin, presidente do Comitê Nacional Democrata (DNC), em um comunicado nesta quinta-feira. "Esta é a nossa estrela do norte: isso nos ajuda a vencer? Se a resposta for não, é uma distração da missão principal." A derrota de Kamala expôs uma ruptura no partido entre suas alas liberal e mais ao centro, com cada facção afirmando que detinha o projeto para o caminho a seguir. Mas não se esperava que o relatório tocasse nessa divisão ideológica, nem que colocasse a culpa em Kamala ou Biden. As conclusões do relatório se concentraram no processo -- contatos com eleitores, captação de recursos e mensagens na mídia, de acordo com um integrante do DNC que falou sob condição de anonimato. O relatório mencionou o sucesso de Trump em alcançar eleitores mais jovens e sua capacidade de explorar mídias não tradicionais, como podcasts. O relatório também argumentou que os democratas não conseguiram abordar adequadamente as preocupações dos eleitores em questões como economia, segurança pública e imigração, questões sobre as quais Trump conseguiu obter ganhos, disse o integrante do DNC. Karen Finney, estrategista democrata que foi diretora de comunicações do DNC entre 2005 e 2009, disse que a decisão de não divulgar o relatório não foi "surpreendente, principalmente porque os democratas parecem ter algum impulso político". Mas Finney disse que movimento foi decepcionante, porque havia lições valiosas a serem tiradas da vitória de Trump no ano passado, conforme o partido se prepara para a eleição presidencial de 2028. Depois que o presidente democrata Barack Obama ganhou seu segundo mandato em 2012, o Partido Republicano encomendou seu próprio relatório de autópsia, que, entre outras coisas, pedia que o partido fizesse um esforço maior para atrair eleitores negros e mulheres. Mas essas recomendações foram deixadas de lado quando Trump ganhou a indicação republicana e depois a Presidência em 2016. ** Com Reuters **
- Trump assina decreto para reclassificar maconha e flexibilizar restrições à droga
A ordem de Trump segue medidas tomadas pelo governo Biden WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira, 18, uma ordem executiva para rebaixar a cannabis da categoria mais restritiva de drogas, flexibilizando as restrições à pesquisa e outras medidas sem legalizar a maconha. A medida também autoriza um programa piloto para reembolsar pacientes do Medicare por produtos feitos com CBD, um composto popular da cannabis que não é psicoativo. A ordem de Trump muda a classificação da maconha de droga de Classe I, a mesma categoria da heroína, para droga de Classe III, da qual faz parte a cetamina. Mas não legaliza a droga, como alguns Estados já fizeram, e não afetaria a abordagem das autoridades policiais em relação a prisões relacionadas à cannabis. A classificação da maconha como uma das substâncias mais perigosas e que mais causam dependência tem sido alvo de críticas há muito tempo e a recategorização da droga é um reconhecimento por parte do governo federal de que a cannabis tem algum valor medicinal e menor potencial de abuso. A ordem de Trump segue medidas tomadas pelo governo Biden para reclassificar a droga, sinalizando uma mudança tanto por parte dos republicanos quanto dos democratas na forma como o governo federal encara a substância. Mas há oposição à medida de Trump. Dezoito senadores republicanos e 26 deputados republicanos escreveram recentemente cartas ao presidente opondo-se à reclassificação. O CatholicVote, um grupo conservador sem fins lucrativos, também pressionou o presidente contra a mudança. “Considerando os perigos comprovados da maconha, facilitar o crescimento da indústria da maconha é incompatível com o crescimento da nossa economia e com o incentivo a estilos de vida saudáveis para os americanos”, escreveram os senadores. “Instamos o senhor a continuar exercendo sua forte liderança em nosso país e em nossa economia, e a rejeitar a proposta de reclassificação da maconha.” No início desta semana, o presidente afirmou que a medida permitiria a realização de mais pesquisas com cannabis. “Porque muita gente quer ver isso, a reclassificação, porque ela leva a uma quantidade enorme de pesquisas que não podem ser feitas sem a reclassificação. Então, estamos analisando isso com muita atenção”, disse o presidente na segunda-feira. O esforço da era Biden para reclassificar a cannabis vem avançando desde 2022. Em outubro daquele ano, o então presidente solicitou ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos e à Administração de Combate às Drogas (DEA) que revisassem a classificação da maconha. Quase um ano depois, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) emitiu uma recomendação para que a maconha fosse transferida para a Lista III, com base em uma avaliação científica que concluiu que a cannabis tinha potenciais benefícios medicinais e poderia ser classificada juntamente com substâncias como a testosterona e a cetamina. **Com Agência Globo**
- Trump se queixa de imigrantes e culpa Biden por preços altos em discurso
Trump reclama que não recebe crédito por suas realizações WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou na noite de quarta-feira, 17, as suas conquistas e culpou seu antecessor democrata pelo aumento dos preços ao consumidor, enquanto seu partido se prepara para novas eleições no meio do mandato no próximo ano. ‘Há onze meses, herdei uma bagunça e estou consertando-a’, disse Trump em um discurso que durou menos de 20 minutos e foi proferido em um ritmo acelerado e desconcertante. O republicano, que protesta regularmente que não recebe crédito por suas realizações, ofereceu poucas iniciativas políticas novas para lidar com os altos custos de vida. Em vez disso, o discurso foi proferido com um tom pronunciado de queixa, com Trump reclamando sobre invasões de migrantes, crimes violentos e direitos dos transgêneros na sala de recepção diplomática da Casa Branca, decorada com enfeites natalinos. Ele atribuiu a culpa ao ex-presidente Joe Biden sobre os acordos comerciais anteriores, aos imigrantes e ao que ele descreveu como um sistema corrupto. Ao mesmo tempo, Trump elogiou o trabalho de seu governo este ano em uma série de questões, desde a redução de travessias de fronteira até a redução dos preços de alguns produtos. E prometeu que a nação seria ‘mais forte’ no próximo ano. Entre as poucas iniciativas políticas, Trump anunciou que seu governo enviaria um ‘dividendo guerreiro’ de US$ 1.776 para 1,45 milhão de membros das forças armadas na próxima semana. Ele também apoiou uma proposta republicana de enviar dinheiro diretamente à população para compensar o custo do seguro de saúde em vez de fornecer subsídios por meio do Affordable Care Act. Essa proposta ainda não recebeu apoio suficiente no Congresso. ‘Quero que o dinheiro vá diretamente para as pessoas para que vocês possam comprar seu próprio plano de saúde’, disse Trump. ‘Os únicos perdedores serão as seguradoras.’ Surpreendentemente, Trump dedicou pouco tempo às relações exteriores, um assunto que ocupou grande parte do seu primeiro ano de volta ao cargo. Ele fez uma breve referência à guerra em Gaza, mas não mencionou a guerra na Ucrânia nem o conflito que se aproxima com a Venezuela. Trump recebe notas baixas em economia O discurso ofereceu uma oportunidade para o presidente abordar as preocupações das pessoas sobre a acessibilidade econômica, uma questão à qual Trump se referiu repetidamente como uma farsa democrata. Embora culpe a presidência de Biden, Trump admitiu que os preços continuam altos, mas argumentou que o país está “preparado” para um boom econômico. “Estou reduzindo esses preços altos e os reduzindo muito rapidamente”, disse ele. Trump prometeu que as condições melhorariam no próximo ano, citando suas políticas fiscais, tarifas e planos para substituir o chair do Federal Reserve, Jerome Powell. Esse cronograma seria uma boa notícia para os colegas republicanos de Trump, que buscam manter o controle da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições de novembro do próximo ano. Quase um ano antes das eleições, os democratas já estão destacando as preocupações com a acessibilidade econômica e as diferenças em relação à política de assistência médica. Trump baseou sua campanha eleitoral na economia, aproveitando efetivamente a alta inflação da presidência de Biden para derrotar a ex-vice-presidente Kamala Harris na eleição do ano passado. Como presidente, as políticas tarifárias de Trump criaram incerteza e elevaram os preços — e Trump, assim como Biden antes dele, tem se esforçado para convencer os americanos de que a economia está saudável. Uma nova pesquisa Reuters/Ipsos na terça-feira mostrou que apenas 33% dos adultos norte-americanos aprovam a forma como Trump tem lidado com a economia. Após o discurso, democratas afirmaram que Trump ofereceu aos norte-americanos poucas soluções para suas preocupações. O senador Mark Warner, da Virgínia, chamou o discurso de ‘uma triste tentativa de distração’, enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, um possível candidato à presidência em 2028, simplesmente postou a palavra ‘Me’ – referindo-se a Trump – mais de 700 vezes. Em seus comentários, Trump disse que atraiu US$ 18 trilhões em investimentos que criarão empregos e abrirão fábricas. Ele creditou sua política tarifária como um fator importante: ‘Há um ano, nosso país estava morto… Agora somos o país mais ‘quente’ do mundo’. O discurso foi feito apenas um dia antes de uma atualização sobre a inflação. Depois de atingir o mínimo de 2,3% em quatro anos em abril, apenas três meses após o início do segundo mandato de Trump, a inflação anual desde então vem subindo. De modo geral, os dados recentes do governo mostraram que o crescimento da economia se recuperou um pouco depois de ter se contraído durante os primeiros meses do ano. No entanto, também mostram que o crescimento do emprego desacelerou durante o segundo mandato de Trump, o desemprego subiu para seu nível mais alto em quatro anos e os preços ao consumidor continuam altos. **Com Reuters**
- Papa Leão substitui cardeal de Nova York em reformulação na Igreja dos EUA
Em entrevista coletiva após assumir como cardeal, Hicks voltou a criticar ofensiva de Trump contra os imigrantes NOVA YORK - O papa Leão 14 substituiu o cardeal Timothy Dolan como líder da Igreja Católica em Nova York, anunciou o Vaticano na quinta-feira, 18, deixando de lado uma figura proeminente da Igreja dos Estados Unidos em uma grande mudança na liderança católica do país. Leão, o primeiro papa norte-americano, nomeou um clérigo relativamente desconhecido de Illinois, o bispo Ronald Hicks, para substituir Dolan como líder da segunda maior diocese católica do país, que abriga cerca de 2,8 milhões de seguidores da Igreja. Dolan, arcebispo de Nova York desde 2009 e ex-presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, ofereceu sua renúncia em fevereiro ao completar 75 anos, conforme exigido pela lei da Igreja. Os cardeais geralmente servem até os 80 anos, a idade de aposentadoria obrigatória. "Hicks representa não apenas um novo capítulo para Nova York, mas para a Igreja norte-americana como um todo", disse David Gibson, especialista em Igreja dos EUA. COMUNIDADE LATINA Em uma coletiva de imprensa em Nova York, algumas horas após o anúncio do Vaticano, Hicks, de 58 anos, fez alguns comentários em espanhol antes de falar em inglês. Como ex-missionário na América Latina, ele disse que tem um "grande coração" pela comunidade latina. Hicks também repetiu um anterior endosso à condenação dos bispos católicos dos EUA à repressão à imigração do presidente Donald Trump. Ele disse que os EUA devem proteger suas fronteiras, mas "também devem ser um país que defende a dignidade humana, o respeito e o bom tratamento mútuo". Hicks, líder da Igreja em Joliet, Illinois, desde 2020, tem várias semelhanças com o papa Leão. Ambos são originários dos subúrbios do sul de Chicago, mas passaram anos como missionários -- Leão no Peru e Hicks em El Salvador. A Arquidiocese de Nova York é uma instituição ampla e influente, que atende os católicos de Manhattan, do Bronx e de Staten Island, e em sete condados ao norte, em 296 paróquias e centenas de escolas e hospitais católicos. A substituição de Dolan ocorre no momento em que a arquidiocese está lutando para arrecadar mais de US$300 milhões para os acordos esperados com sobreviventes de abusos cometidos pelo clero católico. **Com Reuters**
- Governo Trump amplia proibição e restrição de viagens contra mais 20 países
A nova regra também bloqueia pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina WASHINGTON - O governo Trump anunciou nesta terça-feira, 16, a ampliação da restrição de viagens contra mais 20 países em defesa da 'soberania nacional'. A regra entra em vigor no dia 1º de janeiro e bloqueia a entrada de cidadãos da Síria, Sudão do Sul, Níger, Mali e Burkina Faso. Além disso, também estão bloqueadas pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina. Contra outros 15 países essas restrições foram parciais: Angola; Antígua e Barbuda; Benim; Costa do Marfim; Dominica; Gabão; Gâmbia; Malaui; Mauritânia; Nigéria; Senegal; Tanzânia; Tonga; Zâmbia; Zimbábue. Com essa expansão, agora são mais de 35 os países com restrições de viagem impostas pelos EUA. A nova política também se aplica a cônjuges, filhos e pais de cidadãos americanos, bem como a vistos especiais de imigrante afegão, criados para pessoas que ajudaram as forças armadas e o governo dos EUA durante a guerra no Afeganistão. A texto também proíbe a entrada de irmãos e filhos adultos de cidadãos americanos, além de estudantes internacionais. Em junho, Trump proibiu as viagens de cidadãos de 12 países, entre eles Afeganistão. Já em novembro, após o ataque contra soldados da Guarda Nacional, 19 países tiveram a suspensão de imigração concebida. Veja a lista completa: Afeganistão Burundi Chade Cuba Eritreia Guiné Equatorial Haiti Iêmen Irã Laos Líbia Mianmar República do Congo Serra Leoa Somália Sudão Togo Turcomenistão Venezuela Além disso, a decisão da administração republicana expande a repressão às formas legais de imigração, com o governo limitando total ou parcialmente as viagens de quase 20% dos países do mundo. A política revisada também amplia consideravelmente as restrições a indivíduos de países com proibições parciais. **Com Agências **
- Ex-gerente do necrotério de Harvard é condenado a 8 anos de prisão por roubar e vender pedaços de corpos
Cedric Lodge e a esposa foram sentenciados a prisão em regime fechado (Foto: Reprodução/ Redes sociais) CAMBRIDGE - O ex-gerente do necrotério da escola de medicina de Harvard foi condenado nesta terça-feira, 16, a oito anos de prisão por roubar e vender pedaços de corpos doados para a pesquisa científica, informou o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos. Cedric Lodge, de 58 anos, confessou ser culpado de tráfico de restos mortais que incluíam órgãos internos, cérebros, pele, mãos, rostos e cabeças dissecadas, entre 2018 e, pelo menos, março de 2020. Lodge e sua esposa, Denise, transportavam os pedaços de corpos da Universidade de Medicina, perto de Boston, para sua residência em Goffstown (New Hampshire), além de outros locais em Massachusetts e na Pensilvânia. Os pedaços de corpos eram enviados a compradores em outros estados "sem o conhecimento, nem a autorização do empregador, do doador ou da família do doador", segundo os investigadores. Denise Lodge, de 65 anos, foi condenada a um ano de prisão. "A sentença é mais um passo para garantir que aqueles que planejaram e executaram este crime hediondo sejam levados à Justiça", declarou Wayne A. Jacobs, agente especial do FBI na Filadélfia. O DOJ informou que muitos restos mortais vendidos por Lodge foram posteriormente revendidos com fins lucrativos. Vários compradores já foram condenados à prisão ou aguardam sentença, de acordo com o comunicado. **Com AFP**
- Em entrevista, Chefe de Gabinete de Trump diz que ele tem 'a personalidade de um alcoólatra'
Trump não bebe, mas opera com "uma visão de que não há nada que ele não possa fazer", afirma WASHINGTON - A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, revelou tensões internas no governo em relação a questões que vão desde a aplicação da lei de imigração até a redução do tamanho do governo, em comentários publicados pela Vanity Fair nesta terça-feira, 16, que pintam um quadro pouco lisonjeiro do papel desempenhado por alguns dos assessores mais próximos do presidente Donald Trump. Em uma série de 11 entrevistas com o autor Chris Whipple, realizadas durante o primeiro ano da administração Trump, Wiles, a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca, descreveu o presidente como tendo "personalidade de alcoólatra" e um olhar de vingança contra os inimigos percebidos. "Ele tem a personalidade de um alcoólatra", disse Wiles sobre Trump, explicando que sua criação com um pai alcoólatra a preparou para gerenciar "grandes personalidades". Trump não bebe, observou ela, mas opera com "uma visão de que não há nada que ele não possa fazer. Nada, zero, nada". Ela também disse que o vice-presidente JD Vance "é um teórico da conspiração há uma década". Ela criticou a maneira como o bilionário Elon Musk desmantelou a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e como a procuradora-geral Pam Bondi respondeu inicialmente à divulgação planejada dos arquivos de Jeffrey Epstein. Reação A história -- que ofereceu uma rara janela para a Casa Branca de Trump a partir de uma assessora de alto escalão conhecida por evitar os holofotes -- provocou uma rápida reação de Wiles, Trump e membros seniores do governo, que elogiaram a lealdade e a liderança de Wiles. Em uma postagem no X, Wiles chamou a matéria da Vanity Fair de "um artigo de ataque com estrutura falsa contra mim e o melhor presidente, equipe da Casa Branca e gabinete da história", dizendo que omitiu um contexto importante e citou-a seletivamente para criar uma narrativa negativa. Trump, que regularmente descreve Wiles como a "mulher mais poderosa do mundo", disse ao New York Post nesta terça-feira que tem total confiança nela. Ele disse que Wiles estava certa ao descrevê-lo como tendo uma "personalidade de alcoólatra", explicando que ele tem uma personalidade "possessiva e viciante". Vance também defendeu Wiles, dizendo aos repórteres na Pensilvânia que admira sua consistência e autenticidade com ou sem a presença do presidente. "Nunca a vi ser desleal ao presidente dos Estados Unidos e isso faz dela a melhor chefe de gabinete da Casa Branca que o presidente poderia pedir", afirmou Vance, observando que ele e Wiles sempre brincaram com o fato de ele ser um teórico da conspiração. "Às vezes sou um teórico da conspiração, mas só acredito nas teorias da conspiração que são verdadeiras", disse ele. Decisão Tarifária "Dolorosa" De acordo com as entrevistas, Wiles disse que alertou Trump contra o perdão aos participantes mais violentos do ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA e o pressionou a adiar sua decisão sobre tarifas comerciais abrangentes, mas não conseguiu fazê-lo mudar de ideia em nenhum dos casos. Ela disse que o anúncio de Trump de tarifas sobre os parceiros comerciais no início deste ano expôs profundas divisões dentro de sua equipe, acrescentando que a decisão sobre as tarifas "foi mais dolorosa do que eu esperava". Wiles, que gerenciou a campanha de retorno de Trump em 2024 e tem sido vista como administradora de uma Casa Branca mais disciplinada do que em seu primeiro mandato, disse que não vê seu papel como limitadora do presidente, mas como facilitadora de suas decisões. Ela disse que o fato de ser preterida nunca foi motivo de reclamação, observando que, no final das contas, ela apoiou os resultados finais. "Houve algumas vezes em que meu voto foi vencido", disse ela. "E se houver um empate, ele ganha." Wiles também disse que Bondi "errou completamente" ao lidar com os arquivos Epstein, uma coleção de documentos do Departamento de Justiça que detalha a investigação sobre o criminoso sexual já condenado. O escândalo de Epstein tem sido uma dor de cabeça política para Trump há meses, em parte porque ele ampliou as teorias de conspiração sobre o financista em desgraça para seus próprios apoiadores. Inicialmente, Bondi sugeriu que divulgaria informações incriminatórias sobre a suposta rede de conhecidos de Epstein, mas depois recuou, perturbando a base de direita de Trump. Bondi disse no X nesta terça-feira que Wiles trabalha incansavelmente para promover a agenda de Trump, acrescentando que qualquer esforço para semear a divisão dentro da administração não teria sucesso e que a equipe permanece unida. Wiles disse nas entrevistas que havia lido os documentos de Epstein e reconheceu que o nome de Trump está neles, mas que "ele não está nos arquivos fazendo nada de terrível". A pressão de Trump para que a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, fosse processada por alegações de fraude hipotecária talvez tenha sido motivada por sentimentos de vingança contra a autoridade democrata, disse Wiles. O caso contra James, uma crítica de Trump, "talvez tenha sido a única retribuição", disse Wiles. Ela acrescentou que, embora o republicano talvez não acorde pensando em retribuição, "quando houver uma oportunidade, ele a aproveitará". Wiles disse que ficou chocada com o desmantelamento da USAID por Musk, incluindo seus programas de ajuda global, classificando a abordagem como "não é a maneira que eu faria". Ela disse que confrontou Musk por ter trancado os funcionários fora de seus escritórios, dizendo que nenhuma pessoa sensata poderia considerar eficaz a forma como ele lidou com a agência. Musk dirigiu o Departamento de Eficiência Governamental de Trump, que foi encarregado de reduzir o orçamento e a força de trabalho do governo federal no início do segundo mandato de Trump. Ele não respondeu a um pedido de comentário. Wiles reconheceu as preocupações com a forma como algumas deportações de imigrantes foram tratadas, dizendo que o processo precisa de uma análise mais detalhada e deve incluir uma "dupla verificação" quando houver incerteza. Ela não fez objeções às ações de Trump contra a Venezuela, incluindo ataques a barcos suspeitos de transportar drogas, mas sugeriu que seu verdadeiro objetivo era a mudança de regime contra o presidente Nicolás Maduro, mas observou que qualquer ataque terrestre no país da América do Sul ou na região exigiria a aprovação do Congresso. **Com Reuters**
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