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  • Aprovação de Trump chega a nível mais baixo de mandato

    Trump durante o discurso da União no início do ano WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a 38%, nível baixo desde seu retorno ao poder, diante da insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e em meio à investigação sobre o falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, mostrou pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira, 17. Realizado durante quatro dias, o levantamento mostrou que a aprovação geral de Trump caiu dois pontos percentuais desde a rodada da Reuters/Ipsos do início de novembro. Realizada online, a sondagem entrevistou 1.017 adultos norte-americanos em todo o país e teve uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais. Trump começou seu segundo mandato com 47% dos norte-americanos dando a ele um "polegar para cima". A queda de nove pontos percentuais desde janeiro deixa sua popularidade geral próxima dos níveis mais baixos observados durante seu primeiro mandato e perto dos índices mais fracos de seu antecessor democrata na Casa Branca, Joe Biden. O índice de aprovação de Biden caiu para 35%, enquanto a popularidade de Trump no primeiro mandato caiu para 33%. APOIO REPUBLICANO Trump enfrentou uma série de crises durante sua carreira política, incluindo processos judiciais após seu primeiro mandato, relacionados a tentativas de anular a derrota eleitoral em 2020. Em meio a tudo isso, ele manteve um forte nível de apoio entre os eleitores republicanos. A nova pesquisa Reuters/Ipsos registrou seu índice de aprovação entre os republicanos em 82%, abaixo dos 87% do início do mês. Neste ano, o presidente tem sido particularmente perseguido por percepções de que não está fazendo o suficiente para ajudar as famílias com as despesas diárias, questão que também atingiu duramente o governo de Biden e contribuiu para a vitória de Trump sobre a vice-presidente de Biden, Kamala Harris, na eleição presidencial do ano passado. "É tudo uma questão de preços", disse Doug Heye, estrategista político republicano. "As pessoas ficam furiosas quando saem e gastam dinheiro no supermercado e não conseguem acreditar no que estão gastando." Apenas 26% dos norte-americanos afirmam que Trump está fazendo um bom trabalho na gestão do custo de vida, em comparação com 29% no início deste mês. O ritmo da inflação tem se mantido alto em relação aos padrões históricos desde que Trump assumiu o cargo em janeiro. Os preços ao consumidor dos EUA subiram 3% nos 12 meses até setembro, mesmo com o enfraquecimento do mercado de trabalho. Cerca de 65% dos entrevistados -- incluindo um em cada três republicanos -- desaprovam o desempenho de Trump em relação ao custo de vida. O principal impulso da política econômica de Trump tem sido o aumento dos impostos sobre produtos importados para sustentar a produção americana, mas muitos economistas acreditam que essa política levou a preços mais altos. Expressando frustração com a percepção pública sobre sua forma de lidar com a economia, Trump reduziu na semana passada os impostos de importação sobre café, carne bovina, bananas e outros produtos básicos. A popularidade em baixa pode tornar os republicanos mais vulneráveis nas eleições para o Congresso no próximo ano, embora a pesquisa Reuters/Ipsos tenha mostrado que os eleitores continuam a ver o Partido Republicano de Trump como detentor de uma abordagem melhor para a política econômica. "O que estamos vendo é provavelmente o maior teste de sua presidência em termos de controle sobre o Partido Republicano", disse Mike Ongstad, estrategista independente e ex-republicano que não apoiou as campanhas presidenciais de Trump. Apenas 20% dos americanos -- incluindo apenas 44% dos republicanos -- aprovam a forma como Trump lidou com o caso Epstein, mostrou a pesquisa. Cerca de 70% dos entrevistados -- 87% dos democratas e 60% dos republicanos -- disseram acreditar que o governo está escondendo informações sobre os clientes de Epstein. ** Com Reuters **

  • Papa Leão diz que governo Trump é "extremamente desrespeitoso" com migrantes

    VATICANO - O papa Leão renovou nesta terça-feira,18, suas críticas às políticas anti-imigração linha dura do presidente norte-americano Donald Trump, dizendo que os estrangeiros que vivem nos Estados Unidos estão sendo tratados de uma maneira "extremamente desrespeitosa". O papa pediu, em conversa com jornalistas em Castel Gandolfo, sua residência nos arredores de Roma, que as pessoas nos EUA "busquem maneiras de tratar as pessoas com humanidade, tratando-as com a dignidade que elas têm". Nas últimas semanas, Leão, o primeiro pontífice dos EUA, expressou sua desaprovação à perseguição promovida pelo governo Trump aos imigrantes em termos cada vez mais fortes. Em setembro, ele chamou o tratamento dado a eles de "desumano", provocando uma reação acalorada de alguns católicos conservadores proeminentes. Questionado por um jornalista nesta terça-feira sobre uma declaração de 13 de novembro da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, que repreendeu as políticas do governo Trump e pediu uma "reforma significativa da imigração", Leão disse que "é uma declaração muito importante". "Eu apenas convidaria todas as pessoas nos Estados Unidos a ouvi-la", acrescentou. Cada país tem o direito de policiar suas fronteiras, disse o papa, mas muitos imigrantes nos EUA estão "vivendo vidas boas" e estão sendo tratados "de uma forma que é extremamente desrespeitosa, para dizer o mínimo".

  • Homem é indiciado por homicídio após matar faxineira que tentou entrar em casa errada

    Anderson atirou antes de chamar a polícia, diz o Boletim de Ocorrência WHITESTOWN - Curt Andersen foi acusado nesta segunda-feira, 17, de homicídio culposo pela morte da faxineira guatemalteca de 32 anos que levou um tiro na cabeça ao tentar entrar na casa errada no início deste mês em na Indiana. O proprietário da residência em Whitestown, subúrbio de Indianápolis, está preso e vai responder por homicídio culposo voluntário, com pena prevista de 10 a 30 anos de prisão. A vítima, María Florinda Ríos Pérez de Velásquez era mãe de quatro filhos, o mais novo com 1 ano, e chegou da Guatemala com o marido há cerca de três anos,. De acordo com as autoridades, Andersen, ex-enfermeiro da Marinha, disse à polícia que dormia com a mulher no segundo andar da casa havia algumas horas quando foi despertado por um barulho na porta da frente. Pela janela, afirmou ter visto duas pessoas e acreditar imediatamente que tentavam invadir a residência, segundo o Boletim de Ocorrência. Ele então pegou uma pistola Glock — que disse ter comprado neste ano e jamais utilizado —, carregou a arma e foi até o topo da escada, de onde disparou em direção à porta. O tiro atravessou a madeira e atingiu Maria na cabeça. Ela morreu na hora. O homem de 52 anos afirmou aos policiais que não tentou se comunicar com quem estava do lado de fora antes de atirar e que se sentiu “aterrorizado”, acreditando estar diante de uma tentativa de invasão. Instantes depois do disparo, ele ouviu som de choro do lado de fora e pediu à esposa que ligasse para a polícia, de acordo com os documentos judiciais. O advogado de Andersen, Guy Relford, declarou em nota que a morte da faxineira foi “uma tragédia terrível”, mas sustentou que seu cliente agiu amparado pelas leis de legítima defesa de Indiana. A defesa vai se pronunciar oficialmente na audiência marcada para a manhã de sexta-feira. ** Com Agências **

  • Câmara dos EUA aprova divulgação dos arquivos de Epstein

    Câmara votou pela liberação dos arquivos com o aval de Trump WASHINGTON - Em voto quase unânime, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 18, por 427 votos a 1, a liberação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein, avançando em um assunto que tem gerado desgaste do presidente Donald Trump e cobranças de sua base. Cinco parlamentares se abstiveram. A aprovação, que precisava de maioria de dois terços para ser bem-sucedida, acontece dois dias após Trump abandonar sua oposição à medida. O texto exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais sobre Epstein e o suposto esquema de tráfico sexual e exploração de menores que o financista teria operado. Aprovado na Câmara, a lei agora vai ao Senado, onde tem chances de ser apreciada ainda nesta terça, segundo o líder da maioria, o republicano John Thune. Se passar pelo Senado sem alterações, a lei vai para a mesa de Trump, que prometeu sancionar o texto. O único voto contrário na Câmara foi do republicano Clay Higgins, deputado trumpista da Louisiana. Em publicação no X, Higgins explicou sua posição, dizendo que a lei "revela a identidade de milhares de inocentes, entre testemunhas, familiares, etc". "Se for aprovada da forma como está, uma revelação tão ampla de uma investigação criminal, liberada para uma mídia raivosa, irá resultar em pessoas inocentes sendo prejudicadas", afirmou o parlamentar. Trump, cujas relações com Epstein têm sido exploradas por críticos e apoiadores, há muito tempo alimenta teorias conspiratórias sobre o abusador que cultivou muitos amigos ricos e poderosos —Epstein foi condenado por crimes sexuais na justiça estadual da Flórida em 2008. Ele foi preso por acusações semelhantes, mas mais graves, em 2019, quando morreu na prisão. Desde que o republicano retornou ao poder, o assunto se tornou um raro ponto fraco para ele, em particular para alguns de seus apoiadores mais radicais, que têm se mostrado descontentes com declarações de Trump e atos do governo sobre o caso. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro descobriu que apenas 4 em cada 10 republicanos aprovam a forma como Trump lida com o assunto, bem abaixo dos 9 em cada 10 que aprovam seu desempenho geral. Trump afirma que nunca teve nenhuma ligação com os supostos crimes de Epstein e tem se referido ao assunto como uma "farsa democrata", usada para desviar o foco do que seriam pontos positivos de seu governo e falhas da oposição. A campanha parlamentar pela divulgação dos materiais sobre o financista foi liderada pelo republicano Thomas Massie, o que indica a dificuldade do governo de resistir à medida. Massie coletou 218 assinaturas de colegas da Câmara para uma petição para forçar a votação da medida, algo que vinha sofrendo resistência do presidente da Casa, o também republicano Mike Johnson. O fato de Trump anteriormente se opor à divulgação do material azedou as relações com uma de suas mais fortes apoiadoras no Congresso, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que criticou duramente mais de uma vez o Departamento de Justiça por não divulgar mais detalhes sobre Epstein. Trump rebateu, chamado Greene de traidora. A súbita reviravolta do presidente veio no domingo (16), quando ele afirmou: "Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder." O principal democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, teve outra avaliação. "Donald Trump parece ter se acovardado no escândalo Epstein. Ele cedeu. É uma rendição completa e total", disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira (17). Painéis digitais em Times Square exibem mensagens relacionadas a Donald Trump e Jeffrey Epstein. Um painel destaca a frase 'Of course he knew about the girls' em letras vermelhas, enquanto outro mostra texto com trechos como 'that dog that hasn't barked is trump' e 'victim spent hours at my house with him'. Pessoas caminham em primeiro plano, algumas com roupas de inverno. Johnson disse aos repórteres que ele e Trump estavam preocupados em proteger as vítimas de Epstein de exposição pública indesejada. "Não tenho certeza se a liberação faz isso, e isso é parte do problema", disse o republicano na segunda-feira —argumento que repetiu antes de votar a favor da lei. Os apoiadores da medida dizem que as preocupações de Johnson são infundadas. Há dúvidas, no entanto, sobre o alcance real da divulgação dos materiais, porque a medida permite ao Departamento de Justiça manter sob sigilo documentos sujeitos a investigações —ao mesmo tempo, Trump pediu ao departamento para investigar a relação de Epstein com importantes nomes democratas, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers. Na segunda, Summers disse estar "profundamente envergonhado" após as revelações de seus diálogos com Epstein e anunciou que se afastaria da vida pública. Professor de Harvard, ele continuará a dar aulas na instituição, entretanto. Epstein se declarou culpado de uma acusação estadual de prostituição de menores na Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão. O Departamento de Justiça dos EUA, em 2019, o acusou de tráfico sexual de menores na esfera federal em um caso muito mais amplo, jogando luz em um esquema que pode ter vitimado mais de 200 mulheres. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu na prisão antes do julgamento, no que foi considerado um suicídio. Emails divulgados na semana passada por um comitê da Câmara mostraram que o financista acreditava que Trump "sabia sobre as garotas", embora não estivesse claro o que isso significava. A Casa Branca disse que os emails divulgados não continham prova de irregularidades por parte de Trump. ** Com Ag. Folha **

  • EUA priorizam agendamento de vistos para estrangeiros com ingresso da Copa

    Trump e Infantino durante entrevista coletiva nesta segunda-feira na Casa Branca WASHINGTON - Os Estados Unidos vão agilizar a emissão de vistos para visitantes estrangeiros que tenham ingressos para jogos da Copa do Mundo, marcada para o ano que vem em 11 cidades americanas, disse o presidente Donald Trump nesta segunda-feira, 17. O governo americano implementará um sistema de agendamento para entrevistas de visto que dará prioridade aos torcedores estrangeiros que forem aos jogos da Copa, programados para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. México e Canadá também sediarão partidas. Trump afirmou no Salão Oval da Casa Branca que as agências governamentais trabalharam "para garantir que torcedores de futebol de todo o mundo sejam devidamente verificados e possam vir aos EUA no próximo verão sem problemas". O presidente disse ainda que seu governo acelerou a emissão de vistos para cidadãos da maioria dos países, reduzindo o tempo de espera para 60 dias ou menos. Ele afirmou que a Copa do Mundo poderá gerar US$ 30 bilhões e criar 200 mil empregos. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o Departamento de Estado contratou 400 funcionários consulares adicionais para processar pedidos, dobrando a presença em certos países. "Os EUA estão oferecendo agendamentos prioritários para que os fãs possam concluir suas entrevistas de visto e comprovar que atendem aos requisitos", disse Rubio. Na Casa Branca, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que entre 5 e 10 milhões de pessoas devem viajar aos Estados Unidos para assistir às partidas. A Fifa informou que mais de um milhão de ingressos já foram comprados por torcedores de 212 países. Em comunicado, a entidade máxima do futebol disse que os portadores de ingressos receberão mais informações sobre o sistema de agendamento prioritário de vistos no início de 2026. ** Com Reuters **

  • Bessent afirma que imigrantes são culpados pela alta dos preços da carne

    Secretário culpou imigrantes pela alta da carne sem apresentar provas WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, associou sem provas a inflação da carne bovina no país a imigrantes da América do Sul durante entrevista neste domingo, 16. Ao ser perguntado sobre a alta no preço da proteína animal em meio ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump às importações do produto, ele afirmou que a carestia tem a ver com imigrantes que trazem gado doente. Em entrevista ao canal de notícias na sexta-feira, Nate Rempe, CEO da Omaha Steaks afirmou que o preço da carne vermelha deve continuar subindo no país, e alertou que a redução na oferta de gado deve levar os americanos a pagar US$ 10 pela libra de carne moída, cerca de 450 gramas. Ao ser questionado sobre o comentário da executiva pela aprensetadora Maria Bartiromo no Sunday Morning Futures, da Fox News, o chefe do Tesouro atribuiu os altos preços a imigrantes da América do Sul que estariam chegando aos EUA com cabeças de gado infectadas por uma doença. "Esses migrantes trouxeram parte de seu gado com eles. Portanto, parte do problema é que tivemos de fechar a fronteira para a carne bovina mexicana por causa dessa doença chamada “screwworm” (mosca da bicheira). Não vamos permitir que isso entre na nossa cadeia de abastecimento", afirmou Bessent. A carne bovina vem pesando no bolso das famílias americanas. O preço sobe acima da média nos últimos meses, com alta de 1,2% em setembro, 2,7%, em agosto, e 1,5%, em julho. Os comentários de Bessent foram alvo de críticas nas redes, com imagens de vacas embarcando em aviões ou sendo catapultadas por cima do muro na fronteira com o México. Economistas atribuem as altas a reflexos do tarifaço imposto por Trump em abril, quando o presidente determinou taxas de 10% contra diversos países que exportam produtos aos EUA, incluindo a carne bovina, que não entrou na lista de exceções divulgada pela Casa Branca posteriormente. No caso da carne brasileira, a taxação ainda inclui uma sobretaxa de 40%. O aumento no custo de vida faz a população pressionar o governo. Num reconhecimento implícito de que a política tarifária pressionou os preços nos EUA, Trump eliminou na sexta-feira as chamadas tarifas recíprocas para carne bovina, tomate, café, banana, açaí e outros produtos agrícolas. No caso do Brasil, continua valendo a sobretarifa de 40%. ** Com Agências **

  • ICE prende 88 imigrantes em Charlotte durante operação realizada no fim de semana

    Manifestantes marcham pelo centro de Charlotte em resposta às ações do ICE (Foto: Reprodução M-USA) CHARLOTTE - Agentes do ICE chegaram a Charlotte, Carolina do Norte, no sábado, 15, prendendo 88 pessoas e demonstrando sinais de violência e truculência em suas ações, expandindo a política de repressão do governo de Donald Trump a cidades lideradas por democratas. O comando da operação foi de Gregory Bovino, mesmo funcionário que esteve à frente de ações semelhantes em Chicago e Los Angeles no início deste ano, e mais uma vez cercado de críticas por suas táticas agressivas. Na manhã de sábado, os principais redutos de imigrantes na cidade estavam vazios. Os restaurantes salvadorenhos, fechados. Os vendedores ambulantes que costumam vender mangas nos fins de semana, ausentes. E no Home Depot a operação não teve o sucesso esperado pelos agentes devido a intervenção de americanos contrários às medidas repressoras. Em grupos de WhatsApp moradores compartilharam vídeos dos agentes mascarados chegando a pequenas empresas e lojas em toda a cidade, procurando por pessoas. A operação foi batizada pelo próprio ICE de “Charlotte’s Web” e cresceu durante todo o fim de semana. Por volta das 12h40min, Bovino, ladeado por mais de uma dúzia de agentes, foi visto caminhando pelo estacionamento de uma loja Home Depot na North Wendover Road. Muitos moradores pegaram seus celulares e começaram a gravar. Uma mulher perguntou por que eles estavam em um lugar onde as pessoas estavam simplesmente fazendo compras. Um agente, que estava mascarado, respondeu que estavam procurando criminosos. Eles ficaram na loja por cerca de cinco minutos e depois foram embora. A MANCHETE USA  esteve no local ouvindo moradores americanos e estrangeiros. “É um absurdo falar que estão atrás de criminosos quando a gente vê nos jornais que a maioria das pessoas presas é formada por trabalhadores honestos, pais de família”, disse A.J., uma brasileira que pediu para não ser identificada. Em uma declaração conjunta, autoridades locais, incluindo a prefeita Vi Lyles e Mark Jerrell, presidente dos comissários do condado de Mecklenburg, disseram que o movimento estava “causando medo e incerteza desnecessários em nossa comunidade, já que operações recentes em outras cidades resultaram na detenção de pessoas sem antecedentes criminais e em protestos violentos como resultado de ações injustificadas”. O governador Josh Stein, do Partido Democrata, pediu que os moradores permaneçam pacíficos em seus protestos, incluindo um que aconteceu na tarde de sábado que atraiu centenas de pessoas envoltas em bandeiras mexicanas.  Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), disse que os agentes estavam perseguindo criminosos para proteger a segurança pública.  “Os americanos devem poder viver sem medo de que criminosos violentos estrangeiros ilegais prejudiquem eles, suas famílias ou seus vizinhos”, destacou em comunicado. “Estamos enviando agentes do DHS para Charlotte para garantir a segurança dos americanos e eliminar ameaças à segurança pública.”  Cidadãos americanos na mira Willy Aceituno, 46, disse em uma entrevista a emissoras de TV locais que estava indo tomar café da manhã no sábado, antes de dirigir para um trabalho na construção civil, quando os agentes o abordaram em um estacionamento. Eles perguntaram se ele era cidadão dos Estados Unidos, contou. Ele, que mora em Charlotte há 24 anos e se naturalizou há cerca de seis anos, envolveu-se em uma conversa divertida com os agentes, em um esforço para dar cobertura aos migrantes da região que talvez não tivessem documentação.  Mesmo sendo cidadão, Aceituno foi abordado por outro grupo de agentes e um deles quebrou a janela do lado do motorista de sua picape Ford vermelha e o tirou do veículo. Ele foi algemado e colocado num camburão, onde ficou detido por cerca de 20 minutos antes que os agentes o deixassem ir. “É terrível”, lamentou.  É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Erro no preenchimento de receita provoca a morte de criança de 2 anos na Flórida

    MIAMI - Um erro médico de preenchimento de receita (faltava uma vírgula decimal) foi fatal para um menino de dois anos que morreu após receber uma dose de potássio dez vezes maior do que a prescrita. O caso agora está na justiça em processo movido por sua mãe. O caso ocorreu no estado da Flórida em março de 2024 e veio à tona recentemente com a apresentação da ação judicial iniciada pelos pais da criança. Eles também alegam que alertas do sistema foram ignorados e houve atrasos críticos no atendimento de emergência. De acordo com os autos do processo, o menino havia sido transferido para uma segunda unidade de saúde para receber cuidados especializados após sofrer uma infecção viral com hipocalemia. Foi nesse contexto que o erro de prescrição que supostamente causou a overdose teria ocorrido.  Segundo a denúncia, a falta de uma vírgula na receita alterou a dosagem de 1,5 mmol de potássio para 15 mmol, duas vezes ao dia. A mãe afirma que o médico iniciou o tratamento com a dose anterior, mas a transcrição no sistema acabou prescrevendo uma quantidade excessiva que ninguém corrigiu.  O processo alega ainda que o sistema de alerta do hospital avisou sobre a overdose, mas a administração não foi interrompida. A criança recebeu duas doses do suplemento; e minutos após a segunda dose, sofreu uma parada cardíaca.  Um procedimento de urgência crítica para atender a parada cardiorrespiratória (PCR) foi acionado, mas o processo judicial descreve atrasos e várias tentativas frustradas de intubação. O coração da criança voltou a bater espontaneamente após a reanimação, embora o período sem oxigênio pudesse ter causado danos neurológicos irreversíveis.  A criança foi levada para a UTI e colocada em ventilação mecânica. Nas duas semanas seguintes, apresentou convulsões e complicações associadas ao seu estado crítico. A família decidiu desligar os aparelhos de suporte à vida em 18 de março de 2024.  Segundo os autores da ação, a sequência de erros — desde a prescrição médica incorreta até a omissão de verificações de segurança — impediu a recuperação da criança da infecção viral inicial. O documento enfatiza que o dano cerebral resultou da overdose e da hipóxia sofrida durante o atendimento à crise.  O relatório judicial acrescenta detalhes clínicos da admissão da criança: ela pesava 9,5 quilos e apresentava baixos níveis de potássio, o que justificava a necessidade de suplementação, mas não na quantidade efetivamente administrada. Portanto, o processo alega responsabilidade por parte do médico, da equipe médica e da farmácia do hospital.   O caso reabriu o debate sobre erros de medicação e a importância dos sistemas de verificação em ambientes digitais: uma vírgula omitida e alertas ignorados foram suficientes para transformar uma indicação terapêutica em um desfecho fatal, segundo a alegação da família em seu processo. Com informações de El Tiempo

  • Trump diz que EUA podem iniciar conversas com Maduro

    Navios dos EUA estão no Caribe em posição de ameaça à Venezuela WASHINGTON - O presidente Donald Trump disse no domingo, 16, que os Estados Unidos podem iniciar conversações com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que enfrenta uma pressão cada vez maior de Washington em meio a um maciço reforço militar dos EUA no Caribe. Esse foi um dos primeiros sinais de um possível caminho para acalmar uma situação tensa na região, à medida que os EUA realizam uma campanha de ataques mortais contra barcos suspeitos de tráfico de drogas na costa venezuelana e no leste do Oceano Pacífico. "Talvez tenhamos algumas conversas com Maduro, e veremos como isso vai se desenrolar", disse Trump aos repórteres no domingo em West Palm Beach, Flórida, antes de embarcar em um voo de volta para Washington. "Eles gostariam de conversar." Trump não forneceu mais detalhes sobre a possibilidade de conversações com Maduro, a quem os EUA acusam de ligações com o comércio ilegal de drogas, o que Maduro nega. Autoridades graduadas do governo Trump realizaram três reuniões na Casa Branca na semana passada para discutir opções para possíveis operações militares contra a Venezuela, incluindo ataques terrestres dentro do país, disseram autoridades, falando sob condição de anonimato. Trump afirmou na sexta-feira que ele "meio que se decidiu" sobre a Venezuela, sugerindo que uma decisão poderia vir em breve. O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as últimas falas de Trump. ** Com Reuters **

  • Trump diz que apoia votação na Câmara para divulgação de arquivos de Epstein

    Trump e Epstein eram frequentemente vistos juntos em festas WASHINGTON - O presidente Donald Trump afirmou no domingo, 16, que apoia uma votação na Câmara dos Representantes para a divulgação de mais arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, apesar de sua oposição anterior à medida. "Os republicanos da Câmara deveriam votar pela divulgação dos arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. Segundo as autoridades, Epstein morreu em 2019 por suicídio enquanto aguardava julgamento na prisão por suposta exploração sexual de menores. Sua sócia, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão pelo mesmo crime. O presidente classificou a controvérsia sobre os crimes de Epstein como uma "farsa democrata", após a divulgação de e-mails nos quais o financista escreveu que Trump "sabia das garotas". Antes de sua morte, Epstein foi obrigado a registrar seu nome como criminoso sexual na Flórida após se declarar culpado em 2008 de duas acusações de solicitação de prostituição, incluindo uma envolvendo uma menor de idade. Alguns críticos acusaram Trump de tentar esconder detalhes sobre seus próprios supostos atos impróprios, o que o presidente nega. O tema dividiu o frequentemente leal Partido Republicano e afastou Trump de alguns de seus aliados dentro do movimento "Make America Great Again" (MAGA), incluindo a congressista Marjorie Taylor Greene. No fim de semana, Trump retirou seu apoio à campanha de reeleição da deputada em 2026. "Alguns 'membros' do Partido Republicano estão sendo 'usados', e não podemos permitir que isto aconteça", afirmou Trump em sua publicação, em referência aos congressistas que se afastaram de sua postura anterior. Sobre os e-mails revelados, democratas no Comitê de Supervisão da Câmara disseram que as mensagens "levantam sérias questões sobre Donald Trump e seu conhecimento dos horríveis crimes de Epstein". Nos e-mails também há mensagens com Larry Summers, ex-assessor econômico de Barack Obama e que presidiu a Universidade de Harvard. Além disso, as mensagens revelaram que o ex-presidente democrata Bill Clinton frequentou o círculo do financista nova-iorquino nas décadas de 1990 e 2000. Trump exigiu que a procuradora-geral Pam Bondi e o FBI investiguem os vínculos de Epstein com Clinton e Summers. ** Com AFP **

  • Trump suspende 'tarifaço' sobre café, carne, banana, açaí e outros produtos agrícolas

    Suspensão parcial das tarifas atinge produtos de alta demanda nos EUA WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 14, uma ordem executiva que suspenda parte das tarifas recíprocas aplicadas a todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos sobre uma série de produtos agrícolas. Entre eles, estão itens produzidos pelo Brasil como o café, vários cortes de carne bovina, açaí, castanha-do-pará, tapioca, mandioca e frutas como banana, laranja e côco, dentre outros. Nela, Trump afirma que decidiu mudar o escopo de produtos sobre os quais essas taxas são cobradas após receber informações e recomendações de autoridades que monitoram a aplicação destas medidas, além de considerar o andamento das negociações com outros países, a demanda interna por certos produtos e a capacidade de produção americana destes itens. A ordem diz ainda que a mudança será aplicada a uma série de produtos listados em um anexo e que ela entrará em vigor "em relação às mercadorias que entrarem para consumo, ou forem retiradas do armazém para consumo, a partir das 00h01 [no horário local] do dia 13 de novembro de 2025". As tarifas recíprocas foram anunciadas por Trump em abril deste ano, quando uma taxa mínima de 10% foi aplicada a todos os seus parceiros comerciais. Ainda não está claro se isso se aplica aos 40% adicionais aplicados por Trump em julho para uma série de produtos brasileiros. Questionados, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmaram que ainda buscam entender o alcance das medidas. Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou estar "em contato com seus pares americanos" para entender se a ordem executiva desta sexta-feira "se aplica apenas à tarifa base de 10%, à de 40% ou a ambas". Saudade do 'cafezinho' brasileiro O anúncio de Trump terá um impacto significativo na economia brasileira porque, dentre os produtos agora com tarifas suspensas, estão alguns itens nos quais o Brasil é um fornecedor relevante dos EUA, nosso segundo maior parceiro comercial. Uma análise do centro de pesquisas Tax Foundation destaca o Brasil como quarto maior fornecedor de alimentos para os EUA, com US$ 7,4 bilhões em importações, atrás de União Europeia (US$ 31 bilhões), México (US$ 17,6 bilhões) e Canadá (US$ 15,6 bilhões). O Brasil é de longe, por exemplo, o principal fornecedor de café para os EUA, respondendo por cerca um terço de todas as importações. Os EUA são o maior consumidor deste produto do mundo, mas praticamente não produzem a commodity. O preço do café acumula neste ano uma forte inflação nos EUA e a tarifa imposta sobre a produção brasileira estava agravando esse cenário, causando preocupação em Trump por pressioná-lo em uma frente importante para seu eleitorado, a economia. Segundo um cálculo da BBC News Brasil a partir de dados oficiais do MDIC, em setembro, a quantidade de café brasileiro enviada aos EUA caiu quase pela metade (-47%) em relação ao mesmo mês de 2024. Na primeira conversa travada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar das tarifas, no início de outubro, o presidente americano admitiu que os EUA estava "sentindo falta" de alguns produtos brasileiros afetados pelo tarifaço, e citou especificamente o café, segundo apurou a BBC News Brasil na época. O Brasil também é o quarto maior fornecedor de mangas e goiabas (que estão juntos na nomenclatura de mercadorias usada no comércio exterior) para os americanos, tendo embarcado cerca de US$ 56 milhões desses produtos ao país em 2024. O México é o principal fornecedor, com US$ 550 milhões, seguido do Peru (US$ 96,9 milhões) e do Equador (US$ 56 milhões), segundo o Observatório de Complexidade Econômica. Os EUA cultivam manga em Estados como Flórida, Califórnia e Havaí, mas boa parte do consumo interno é suprido com importações. O mesmo vale para a goiaba, com cultivo modesto na Flórida, no Havaí e em Porto Rico. Produtores brasileiros de manga foram duramente afetados pelas tarifas americanas, com produção encalhada diante do cancelamento de pedidos, como mostrou a BBC News Brasil. O Brasil é ainda o maior exportador de carne bovina do mundo e responde por 23% das importações americanas do produto, segundo cálculo da Genial Investimentos. Os EUA são o segundo maior mercado para o produto brasileiro, atrás apenas da China. Mas, ao contrário do café e de frutas como a manga, no caso da carne os EUA são também um grande produtor. No entanto, o país enfrenta uma queda histórica na oferta de carne bovina. Atualmente, os EUA têm o menor número de cabeças de gado em 74 anos, depois que os pecuaristas reduziram a produção após vários anos de seca e preços baixos. Paralelamente, a demanda dos consumidores se manteve firme, fazendo com que os preços nos supermercados aumentassem. A suspensão das tarifas sobre a carne também deve beneficiar a Argentina, que responde por 2,1% das importações americanas e é governada por Javier Milei, aliado de Trump. No início de novembro, Trump disse que compraria mais carne argentina para baratear o produto no mercado americano, o que deixou produtores nacionais enfurecidos. Recente aproximação EUA-Brasil O anúncio desta sexta-feira não faz diretamente parte das negociações que estão sendo travadas entre Brasil e EUA sobre as tarifas aplicadas especificamente sobre produtos brasileiros e anunciadas em julho. Elas foram adotadas em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado ideológico de Trump, e incluem uma tarifa extra de 40% sobre boa parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos somada às taxas recíprocas de 10% anunciadas em abril. Desde o breve encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, os dois países se reaproximaram e reabriram as conversas sobre as taxas aplicadas pelos EUA. Os dois presidentes se reuniram pessoalmente na Malásia no fim de outubro para tratar do tema. Nesta semana, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reuniram-se em duas ocasiões para discutir o tema, primeiro no Canadá e depois em Washington. Após os encontros, Vieira disse acreditar ser possível chegar a um acordo ainda neste mês, o que levaria a negociações mais amplas nos próximos. "[Um acordo] que estabelecesse um mapa do caminho para uma negociação, que poderia durar dois ou três meses, para então se concluir definitivamente todas as questões entre os dois países", disse Vieira. Segundo o ministro, durante uma reunião virtual em 4 de novembro, foi apresentada uma proposta aos americanos, que seria "uma resposta à primeira proposta que eles apresentaram, em 16 de outubro". Foi uma referência ao primeiro encontro com Rubio, na Casa Branca, para dar início ao processo de negociação. Vieira ressaltou que a resposta americana pode vir nos próximos dias. Na quinta-feira (13), a Casa Branca anunciou acordos de comércio com quatro países latino-americanos: Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala. ** Com BBC **

  • Polícia de Framingham procura adolescentes desaparecidas há uma semana

    Isabella e Juliana foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro FRAMINGHAM - Duas adolescentes, que podem ser brasileiras, estão desaparecidas há uma semana, segundo a organização Missing Kids. A Polícia de Framingham, em Massachusetts, confirma que está em busca das irmãs Juliana Miranda, 17 anos, e Isabella Miranda, 16, mas não compartilha detalhes sobre o caso. As autoridades acreditam que as jovens, que foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro, possam estar juntas e pedem a colaboração do público para localizá-las. Quem tiver qualquer informação deve ligar para o Serviço de Emergência (911) ou para a Polícia de Framingham (508-872-1212). É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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