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  • Brasileira de Worcester sai da prisão após conseguir asilo

    Rosane ficou cinco meses presa sem acesso à medicação para aliviar a dor no ombro que machucou durante ação do ICE WORCESTER - A brasileira Rosane Ferreira de Oliveira, presa em uma ação truculenta do ICE em Worcester, está livre desde a semana passada após conquistar o direito ao asilo e vai permanecer legalmente nos Estados Unidos. A mulher agora tenta se reunir com as filhas que estão sob custódia do governo de Massachusetts. Rosane ficou presa por quase cinco meses em um presídio no estado de New Hampshire e foi liberada na quinta-feira, 2, dois dias depois de a juíza de Yul-Mi Cho conceder o benefício migratório para a brasileira. Em entrevista ao MassLive , Rosane conta que machucou o ombro no momento da prisão e chegou a ser atendida em um hospital. Mas ela só teve acesso à prescrição média e às orientações dos exercícios que ela deveria fazer para amenizar a dor no dia em que deixou o centro de detenção. Leia também: Brasileira presa em Worcester pelo ICE consegue asilo nos EUA Rosane diz que ficou muito preocupada quando soube que as filhas menores haviam fugido "porque estavam tendo dificuldade de se adaptar ao novo ambiente". A caçula, de 13 anos, foi encontrada, enquanto a adolescente de 17 anos continua desaparecida de acordo com as autoridades. Rosane afirma que já conversou com a filha e que ela está nos Estados Unidos. O advogado da irmã mais velha, Augusta Clara, vista nas imagens de maio com o bebê no colo, havia dito que a adolescente estava no Brasil junto com a sua cliente. Relembre o caso Em 8 de maio deste ano, Rosane foi presa na rua Eureka em Worcester diante de duas de suas filhas e de uma multidão que acompanhava a ação. As imagens de sua detenção percorreram o mundo pelos requintes de crueldade dos agentes do ICE e pela resistência imposta pelos moradores locais. A prisão causou comoção em Worcester, resultando em protestos contra o ICE e ao Departamento de Polícia da cidade. Aproximadamente às 11 horas, policiais de Worcester chegaram à Rua Eureka e disseram à multidão que eles haviam criado uma reunião ilegal. Alguns policiais ficaram ao lado da SUV, pedindo que as pessoas se afastassem. Assim que o veículo começou a se mover, a filha de 17 anos de Rosane correu atrás do carro. A polícia perseguiu a adolescente e a prendeu. A menor foi acusada de colocar uma criança em perigo, perturbar a paz, ter conduta desordeira e resistir à prisão, mas o chefe de polícia Paul Saucier solicitou ao juiz o arquivamento do caso. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com ) .

  • Brasileira presa em Worcester pelo ICE consegue asilo nos EUA

    Rosane durante abordagem do ICE em maio na rua Eureka momentos antes de ser presa WORCESTER - Um dos casos mais emblemáticos e polêmicos das ações do ICE protagonizados por uma mãe e suas filhas começou a ter seu desfecho nesta terça-feira, 30. Rosane Ferreira de Oliveira conquistou o direito ao asilo e poderá permanecer legalmente nos Estados Unidos, após quase cinco meses de detenção. Em maio, Rosane foi presa na rua Eureka em Worcester diante de duas de suas filhas e de uma multidão que acompanhava a ação. As imagens de sua detenção percorreram o mundo pelos requintes de crueldade dos agentes do ICE e pela resistência imposta pelos moradores locais. A prisão causou comoção em Worcester, resultando em protestos contra o ICE e ao Departamento de Polícia da cidade. Ontem a juíza de imigração Yul-Mi Cho concedeu asilo para a brasileira, que atualmente está detida no Centro Correcional do Condado de Strafford, em Dover, New Hampshire, de acordo com seu advogado, Paul Toland. Segundo ele, o Departamento de Segurança Interna tem o direito de apelar da decisão da juíza e tem até 30 dias para interpor o recurso. Durante este período de um mês, Rosane permanecerá sob custódia federal. No mesmo dia em que Rosane recebeu o benefício, a câmara de veradores de Worcester aprovou um projeto que impede a colaboração da polícia local com o ICE. O CASO Na manhã de 8 de maio mais de 30 pessoas gritaram com os agentes do ICE na Rua Eureka quando prenderam Rosana. A mãe de três filhos foi colocada dentro de uma SUV dourada, enquanto transeuntes exigiam que os agentes mostrassem um mandado de prisão e uma vereadora de Worcester se colocava diante dos oficiais tentando impedir o sucesso da ação. Aproximadamente às 11 horas, policiais de Worcester chegaram à Rua Eureka e disseram à multidão que eles haviam criado uma reunião ilegal. Alguns policiais ficaram ao lado da SUV, pedindo que as pessoas se afastassem. Assim que o veículo começou a se mover, a filha de 17 anos de Rosane correu atrás do carro. A polícia perseguiu a adolescente e a prendeu. Leia mais: Prisão de brasileira pelo ICE provoca ira de vizinhos em Worcester A menor foi acusada de colocar uma criança em perigo, perturbar a paz, ter conduta desordeira e resistir à prisão, mas o chefe de polícia Paul Saucier solicitou ao juiz o arquivamento do caso. A polícia de Worcester também indiciou outras duas pessoas que estavam presentes na operação do ICE. A vereadora do 5º Distrito, Etel Haxhiaj, foi acusada de agressão e lesão corporal contra um policial e também uma violação do direito comum por interferir com um agente em serviço. Outra americana, a ex-candidata ao Comitê Escolar Ashley Spring, foi acusada de contravenções de agressão e lesão corporal contra um policial, conduta desordeira e interferência com policiais. Tanto Spring quanto Haxhiaj tentaram o arquivamento dessas acusações, com Haxhiaj descrevendo-as como "falsas". Um juiz distrital fornecerá uma atualização sobre os pedidos de arquivamento em 19 de novembro. FAMÍLIA SEPARADA Um mês após a prisão, Augusta Clara Moura, filha mais velha de Rosane, junto com seu bebê, voltou para o Brasil para ficar com seu marido. Leia mais: Advogado acusa ICE de assinar deportação sem aval do cliente As outras filhas, de 17 anos e 13 anos, foram colocadas sob os cuidados do Departamento da Criança e da Família (DCF). Leia mais : Polícia localiza em Massachusetts brasileira de 13 anos desaparecida há mais de um mês Em julho, porém, foi noticiado que ambas as filhas estavam desaparecidas. A menina de 13 anos foi encontrada em segurança em agosto e está de volta aos cuidados do DCF. A adolescente de 17 anos ainda é dada como desaparecida, de acordo com o Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, mas o advogado de Augusta havia dito que a jovem está com ela no Brasil. Toland disse que não tem certeza do que acontecerá com as crianças agora que a cliente recebeu asilo. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • ICE solta brasileira trans que foi presa em ação truculenta em Maryland

    Alice está livre e busca legalização através do processo de asilo SYLVER SPRING - Alice Barbosa Correia, de 28 anos, está em casa no estado de Maryland, informaram amigos que já arrecadaram mais de US$ 60 mil para ajudar a brasileira transgênero presa em 23 de agosto em uma ação truculenta do ICE. Em uma postagem na página de arrecadação no dia 18 de setembro, o organizador da campanha, AJ Timoteo, escreveu que Alice pagou fiança e "está em casa bem e se recuperando do momento traumático". Os amigos decidiram elevar o valor de doações para amparar a brasileira durante o processo de asilo que já está em curso desde antes da prisão, pagar dívidas adquiridas nos últimos anos e arcar com os custos de saúde, inclusive os cuidados de transição de gênero iniciada logo que Alice migrou para os Estados Unidos. Embora a meta original da campanha fosse US$ 20 mil, em menos de uma semana já havia arrecadado mais de U$ 40 mil. Até a manhã dessa quarta-feira, 8, o valor total acumulado era de US$ 61, 854. Leia também: Governo diz que 'acompanha situação' de brasileira trans detida pelo ICE A mulher, que vive há mais de cinco anos no país, foi abordada "de forma violenta e arbitrária por agentes não identificados", segundo relato da amiga Stefany Ramos, que dirigia o veículo que foi interceptado pelo ICE. "Os agentes forçaram o vidro do carro, abriram a porta de maneira agressiva, a algemaram e a empurraram para o veículo deles. Durante toda a abordagem, a trataram de forma desrespeitosa, referindo-se a ela como homem, negando sua identidade de gênero e ignorando sua dignidade. Nenhuma documentação ou esclarecimento formal foi fornecido no momento da prisão", observou Stefany que gravou as imagens que viralizaram na internet. Alice foi levada para um centro de detenção do ICE masculino, porém mantida em uma cela separada. Na internet circulam comentários de que Alice teria sido presa algumas vezes, uma delas por porte de maconha, mas a reportagem não conseguiu confirmar a informação muito menos é possível ouvir essas acusações durante a prisão da brasileira. Um dos agentes fala sobre infrações migratórias e cita que ela foi "presa e condenada várias vezes em 2010". Alice nega. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Governo diz que 'acompanha situação' de brasileira trans detida pelo ICE

    Agentes tiraram Alice à força do carro da amiga WASHINGTON - O Ministério das Relações Exteriores disse estar ciente e acompanhar a situação da brasileira Alice Barbosa, de 28 anos, uma mulher trans que foi detida no último sábado pelo ICE, em Maryland. Segundo o Itamaraty, o contato com as autoridades locais é feito por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Washington. Entretanto, o jornal Folha de S. Paulo, informou que a mãe de Alice, que está no Brasil, "ouviu de uma pessoa da representação brasileira na capital dos Estados Unidos que só poderia atuar no caso a partir de segunda e que há uma fila grande de nacionais detidos aguardando por auxílio do governo. A instituição não respondeu a um pedido de comentário da MANCHETE USA até a publicação dessa matéria. Alice, que vive há mais de cinco anos no país, foi abordada "de forma violenta e arbitrária por agentes não identificados", segundo relato da amiga Stefany Ramos, que dirigia o veículo que foi interceptado pelo ICE. "Os agentes forçaram o vidro do carro, abriram a porta de maneira agressiva, a algemaram e a empurraram para o veículo deles. Durante toda a abordagem, a trataram de forma desrespeitosa, referindo-se a ela como homem, negando sua identidade de gênero e ignorando sua dignidade. Nenhuma documentação ou esclarecimento formal foi fornecido no momento da prisão", explicou Stefany. A família teme que a jovem seja colocada em um presídio masculino uma vez que o governo de Donald Trump reconhece apenas os gêneros masculino e feminino. Leia também: Brasileira transgênero é deportada após ficar presa em Guantánamo Na internet, circulam comentários de que Alice teria sido presa algumas vezes, uma delas por porte de maconha, mas a reportagem não conseguiu confirmar a informação muito menos é possível ouvir essas acusações durante a prisão da brasileira. Um dos agentes fala sobre infrações imigratórias e cita que ela foi "presa e condenada várias vezes em 2010". Alice nega. Ao Globo, Stefany contou que elas estavam deixando a casa de Alice quando foram abordadas pelos agentes, "homens sem uniforme, exibindo apenas distintivos", que "se aproximaram e deram voz de prisão" à brasileira. "Denunciamos o tratamento violento, arbitrário e transfóbico sofrido por Alice Barbosa. Reiteramos que ela deve ser tratada com respeito, humanidade e reconhecimento de sua identidade de gênero, conforme garantem os direitos humanos universais e as leis americanas de proteção às pessoas LGBTQ+ ", afirmou Stefany. A deputada federal Erika Hilton disse ter pedido ao Itamaraty "que intercedam pela garantia dos direitos e integridade física de Alice Correia Barbosa". Ela afirmou que "é papel do Estado brasileiro zelar pela proteção de pessoas brasileiras no exterior" e "é papel do Itamaraty prestar apoio consular, jurídico e humanitário à Alice Correia Barbosa". "Como de costume da gestão Trump, a prisão também vai contra a própria constituição estadunidense que, em seus artigos V e XIV, determina que toda pessoa que esteja nos Estados Unidos, independente de ser cidadã ou não, tem direito ao devido processo legal e à proteção legal igualitária", observou a deputada. Questionado, o ICE diz que precisaria de mais informações para confirmar a detenção da brasileira. ** Com Agências **

  • EUA emitem 20% menos vistos de estudante no último ano

    WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos emitiu 20% menos vistos de estudante em agosto, após o endurecimento de medidas promovidas pelo presidente Donald Trump. A Índia liderou a queda no número de vistos emitidos, seguida pela China, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 6. Foram emitidos 313.138 vistos de estudante em agosto, o mês mais comum para início de aulas nos EUA. O número representou uma queda de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2024, de acordo com relatório da Comissão Internacional de Comércio. A Índia, que forneceu o maior número de estudantes estrangeiros no país no ano passado, registrou a maior redução na emissão de vistos de estudante, com queda de 44% em comparação ao ano anterior. As autorizações para estudantes chineses também diminuíram, mas em menor proporção: -12% no último ano. Pequim tem criticado regularmente o tratamento dado a alguns estudantes chineses durante sua entrada ou estada nos EUA, em meio a tensões diplomáticas entre as duas potências. As estatísticas mostram ainda forte queda no número de vistos concedidos a estudantes de países de maioria muçulmana; por exemplo, as admissões provenientes do Irã caíram 86%. Na América Latina e Caribe, os cinco países que mais enviam estudantes aos EUA registraram reduções: Brasil -6,8% México -10% Colômbia -16% Peru -11%; e Bahamas -4% Os dados não refletem o total de estudantes já residentes nos EUA, muitos dos quais permanecem com vistos emitidos anteriormente. Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem dado prioridade tanto à limitação da imigração quanto ao enfraquecimento das universidades, vistas por sua administração como centros-chave de poder da esquerda. O secretário de Estado Marco Rubio suspendeu brevemente o processamento de vistos de estudante em junho, mês de pico, enquanto determinava que as embaixadas americanas revisassem as redes sociais dos solicitantes. Rubio revogou milhares de vistos de estudante, muitas vezes devido a críticas a Israel, sob o argumento de que o governo pode negar a entrada a pessoas que contrariem os interesses da política externa dos EUA. ** Com AFP **

  • Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

    EDISTO - A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu a casa de praia de uma juíza estadual e de um ex-senador democrata em Edisto, no sábado, 4. A casa pertence à juíza Diane Goodstein e ao marido, Arnold Goodstein. Um porta-voz da Divisão de Polícia da Carolina do Sul disse à NBC News que investiga o caso e, até o momento, não há evidências de incêndio criminoso. Os investigadores pediram também que não sejam compartilhadas informações não verificadas. Goodstein e familiares pularam de janelas da casa para escapar do fogo e receberam atendimento em um hospital. Políticos democratas lembraram que Goodstein emitiu recentemente uma decisão temporária bloqueando a tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais. Casa de madeira em chamas intensas com fumaça preta densa saindo do telhado, localizada em área alagada cercada por vegetação e outras casas ao fundo, próxima à praia. O deputado democrata Daniel Goldman, de Nova York, afirmou no domingo (5) que Donald Trump e seus apoiadores estavam "divulgando informações falsas e ameaçando juízes que decidem contra Trump, incluindo o juiz Goodstein". Ele culpa a extrema direita pelo incêndio. O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller, disse que Goldman espalha "mentiras desprezíveis". ** Com AF **

  • Tarifas elevam preço do camarão nos EUA e impactam restaurantes e consumidores

    WASHINGTON - Os preços do camarão nos Estados Unidos estão disparando em meio às tarifas sobre o maior fornecedor do país, a Índia, tornando o crustáceo um dos primeiros alimentos a registrar aumentos significativos de preço devido à política comercial de Donald Trump. O valor do fruto do mar mais popular dos EUA está "subindo não gradualmente, mas de forma bastante drástica", alertou no mês passado a indiana Avanti Feeds, importadora de camarão. Importações do Equador, outro grande exportador, têm uma tarifa média de 21,9%. O preço médio de atacado de uma libra de camarão branco descascado e sem veias com cauda subiu para US$ 6,25, um aumento de 21% desde abril. Trump impôs uma tarifa de 25% sobre a Índia devido às suas compras de petróleo russo, e elevou a alíquota para 50% em agosto. Restaurantes que aproveitaram a afeição dos consumidores americanos pelo camarão para aumentar o movimento nos últimos anos agora estão tentando se ajustar, em meio a temores sobre a desaceleração da economia do país, que tem levado mais pessoas a fazer refeições em casa. O Red Lobster no mês passado reformulou sua conhecida promoção "Camarão Sem Fim" para "Camarão GasteMENOS Ultimate", um prato de US$ 15,99 com três pratos de camarão. A versão anterior, que oferecia aos clientes porções ilimitadas de dois pratos de camarão à sua escolha por US$ 20, contribuiu para o prejuízo de US$ 11 milhões da rede de frutos do mar no terceiro trimestre de 2023 e sua posterior falência. O CEO do Red Lobster, Damola Adamolekun, disse em um comunicado que a nova oferta era "mais inteligente, mais sustentável e ainda repleta do valor imbatível e sabores deliciosos que os clientes passaram a esperar". A demanda dos americanos por camarão aumentou nos últimos anos em meio a uma mudança mais ampla para dietas ricas em proteínas que também impulsionou o aumento do consumo de carne bovina e frango. O camarão oferece quantidade semelhante de proteína, com menos calorias. Enquanto restaurantes e supermercados têm conseguido em grande parte proteger os consumidores dos aumentos de preços antecipando importações de camarão congelado antes da entrada em vigor das tarifas, alguns desses estoques agora estão se esgotando, segundo Gary Morrison, chefe de estratégia da Undercurrent News, agência especializada em preços de commodities de frutos do mar. Andy Diamond, presidente do Angry Crab Shack, disse que a rede de 24 locais de frutos do mar comprou camarão congelado extra antes das tarifas e o armazenou por meses em um esforço para manter os preços do menu. Mas agora que seu estoque está acabando, a rede está considerando reduzir seus custos de mão de obra, mudar de fornecedores de frutos do mar, além de aumentar os preços em todo o menu para compensar a alta no camarão. "Tentamos adiar isso o máximo possível, mas a realidade é que os preços do camarão estão subindo", disse Diamond. "A última coisa que queremos fazer é tornar o restaurante não atraente para famílias que buscam valor." A Darden Restaurants, proprietária do Olive Garden, disse que está trabalhando em medidas para compensar o aumento de preços, disse o diretor financeiro Raj Vennam aos analistas no mês passado. A rede de restaurantes italianos casuais creditou seu prato por tempo limitado de bife à calabresa e bucatini de camarão pelo aumento nas vendas em lojas comparáveis no último trimestre. Cheesecake Factory e Cracker Barrel também disseram que pratos de camarão impulsionaram as vendas nos últimos meses. Pescadores de camarão na Louisiana e na Flórida saudaram as tarifas como um salva-vidas para sua indústria, onde as importações haviam reduzido os preços de atacado nas últimas décadas, mas suas capturas sazonais não são um substituto para os 90% do fornecimento de camarão dos EUA que é cultivado no exterior, de acordo com a associação comercial de frutos do mar dos EUA, o National Fisheries Institute. O diretor de estratégia da entidade comercial, Gavin Gibbons, alertou que os consumidores não devem esperar ver ofertas por muito mais tempo, à medida que supermercados e restaurantes se adaptam ao novo regime comercial. Felix Lin, CEO do fornecedor de restaurantes HF Foods Group, disse que falou aos clientes: "Vocês precisam mudar suas ofertas de menu, mudar seus ingredientes ou, seletivamente, começar a pensar em aumentar o preço do menu também." Os fornecedores de alimentos absorveram "entre 70% e 80%" dos custos adicionais das tarifas, acrescentou Lin. Outros, disse Gibbons, parecem ter parado de servi-lo completamente. As porções do crustáceo em restaurantes caíram 7% nos 12 meses encerrados em agosto, à medida que os preços aumentaram, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Circana. ** Com FT **

  • Trump acena a democratas em meio a impasse orçamentário

    WASHINGTON - Com o fechamento parcial do governo dos Estados Unidos se aproximando de uma semana, o presidente Donald Trump deu sinais de ceder nesta segunda-feira, 6, ao enviar mensagens contraditórias sobre o andamento das conversas com os democratas a respeito de sua principal exigência. Após dias afastado das negociações, Trump afirmou estar disposto a discutir com os democratas os subsídios de saúde — ponto central do impasse — para encerrar o bloqueio orçamentário, chegando a sugerir que as tratativas já haviam começado. As declarações marcaram uma mudança de tom depois de dias em que republicanos vinham sustentando que só considerariam a extensão dos subsídios do Obamacare depois que os democratas aprovassem a reabertura do governo. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, reagiu rapidamente, dizendo em nota que, embora não houvesse conversas em andamento, “se ele finalmente estiver pronto para trabalhar com os democratas, estaremos à mesa”. Horas depois, Trump recuou. “Estou disposto a trabalhar com os democratas em suas fracassadas políticas de saúde, ou em qualquer outra coisa, mas antes eles precisam permitir que nosso governo reabra”, escreveu em uma rede social. Mesmo assim, o simples fato de o presidente admitir a possibilidade de negociar indicou aumento da pressão dentro da Casa Branca, enquanto servidores federais se preparam para perder o pagamento e pesquisas mostram que os republicanos são vistos como os principais responsáveis pelo impasse. No Congresso, porém, a incerteza permaneceu. Parlamentares de ambos os partidos terminaram o dia sem saber se as declarações de Trump representavam uma abertura real ou apenas mais um movimento retórico que deixava tudo como estava. No curto prazo, nada mudou em Washington. No fim do dia, o Senado realizou a quinta votação de um projeto para manter o governo aberto até 21 de novembro. Assim como nas quatro tentativas anteriores, a proposta foi rejeitada. Disputa por vantagem política As declarações de Trump foram o primeiro sinal de movimento após dias de paralisia. Até então, ele vinha repetindo o discurso republicano que culpava os democratas pela paralisação. O presidente também reiterou que pretendia aproveitar o fechamento para demitir milhares de servidores federais — normalmente dispensados temporariamente durante shutdowns —, mas não apresentou um cronograma, limitando-se a dizer que “em algum momento” isso levará a cortes permanentes. A paralisação suspendeu os serviços públicos não essenciais, deixou centenas de milhares de americanos sem salário e restringiu o acesso a serviços governamentais. A pressão tende a crescer à medida que servidores deixarem de receber em 10 de outubro e militares ficarem sem pagamento em 15 de outubro. Mais cedo, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Trump tem mantido contato com líderes republicanos, mas disse não ter conhecimento de qualquer aproximação com democratas. Republicanos da Câmara e do Senado acreditam ter vantagem na disputa de narrativa e, por isso, não veem motivo para negociar. A posição do partido é quase unânime: o governo precisa reabrir antes que se iniciem conversas sérias sobre saúde. Os democratas, por sua vez, defendem que qualquer medida para reabrir o governo deve incluir a renovação dos subsídios do Affordable Care Act, que expiram no fim de 2025, além da reversão de cortes no Medicaid incluídos na lei orçamentária sancionada por Trump em seu segundo mandato. “Nada para negociar” “Não há nada para negociar. A Câmara já fez sua parte”, declarou o presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano da Louisiana. O líder da maioria no Senado, John Thune, de Dakota do Sul, afirmou que pretende continuar colocando em votação o mesmo projeto aprovado pela Câmara até que os democratas cedam. Segundo ele, a fala de Trump apenas reforça que o presidente está disposto a negociar “quando o governo estiver aberto” — posição alinhada à sua e à de Johnson. Vários republicanos indicaram ainda que, em negociações futuras, pretendem atrelar os subsídios a “reformas” na lei de saúde — medidas não detalhadas, mas que podem incluir restrições à elegibilidade dos beneficiários. Democratas pediram que o partido rival reavalie sua postura. A senadora Patty Murray, de Washington, afirmou em uma rede social que “o único caminho possível” começa com Johnson e Thune dialogando com seus pares democratas. “Precisamos de um acordo que reabra o governo e impeça a duplicação dos prêmios de seguro”, escreveu. Thune reconheceu que há opiniões divergentes entre republicanos sobre o Obamacare e que qualquer solução dependerá, no fim, da decisão da Casa Branca. Cresce a pressão O líder republicano também disse duvidar que os democratas cedam apenas com a promessa de uma votação futura. “Eles querem um resultado garantido”, afirmou. Mesmo com a resistência das lideranças, parlamentares republicanos de base discutem possíveis saídas. A senadora Susan Collins, do Maine, disse estar em conversas informais sobre um compromisso que incluiria novos limites de renda, mas reforçou que o governo precisa reabrir antes de qualquer acordo. “Há algumas conversas” com democratas, disse o senador Markwayne Mullin, de Oklahoma. “Trump é o mestre dos acordos. Ele quer fazer um acordo.” Acrescentou, porém: “Mas não estamos negociando a reabertura do governo.” À medida que o tempo passa, a pressão aumenta. A deputada Marjorie Taylor Greene, republicana da Geórgia conhecida por sua postura linha-dura, afirmou que seus filhos adultos enfrentarão prêmios de seguro que podem dobrar se os créditos fiscais não forem renovados e criticou a falta de uma estratégia do partido para conter o aumento dos custos. Em uma publicação nas redes sociais, Greene classificou a situação atual como “vergonhosa”, dizendo que “nossas leis e políticas prejudicam tanto o povo americano que o governo está fechado neste momento por causa de questões básicas como essa”. ** Com Bloomberg **

  • Trump oferece US$ 2,5 mil a crianças imigrantes que deixarem os EUA

    Prêmio está disponível para crianças a partir de 14 anos WASHINGTON - Os Estados Unidos estam oferecendo um prêmio único de US$ 2,5 mil a crianças imigrantes que regressem voluntariamente aos seus países de origem, segundo uma carta enviada na sexta-feira, 3, a abrigos e confirmada por autoridades americanas de imigração. Segundo o documento, enviado pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados do Departamento de Segurança Interna, o "auxílio único de realocação" é válido para menores desacompanhados a partir dos 14 anos de idade, mas não incluirá cidadãos mexicanos a menos que eles já tenham se comprometido a deixar os EUA antes. A oferta será feita primeiro a adolescentes de 17 anos, segundo comunicado do ICE "Qualquer pagamento para apoiar a repatriação será feito após a autorização de um juiz de imigração e depois que o indivíduo tiver chegado ao seu país de origem", informou o órgão. Por lei, crianças imigrantes que entram no país sem um pai ou guardião legal são classificadas como desacompanhadas e postas em abrigos federais até que possam ser entregues a um parente ou a cuidadores temporários. Até a quinta-feira (02), mais de 2,1 mil crianças desacompanhadas estavam sob custódia federal, segundo dados do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). Desde 2019, mais de 600 mil menores desacompanhados cruzaram a fronteira do México com os EUA, segundo o governo americano. A oferta da Casa Branca para a "deportação voluntária" de crianças foi criticada por defensores de direitos humanos. A presidente da ONG Kids in Need of Defense, Wendy Young, falou em "tática cruel". "Crianças desacompanhadas que buscam segurança nos EUA merecem nossa proteção em vez de serem coagidas a concordar em voltar às mesmas condições que colocaram suas vidas e segurança em risco." Já Melissa Adamson, do National Center for Youth Law, afirmou que o prêmio de US$ 2,5 mil pode ser a maior quantia de dinheiro que essas crianças já viram em suas vidas, o que tornaria difícil para elas avaliar os riscos de longo prazo de uma deportação voluntária ou de brigar na Justiça para tentar permanecer nos EUA. ** Com Agências **

  • Paralisação do governo dos EUA entra no 6º dia com ameaça de demissões

    Trump ameaça começar as demissões em massa se Congresso não chegar a um acordo WASHINGTON - A paralisação do governo dos Estados Unidos entrou em seu sexto dia nesta segunda-feira, 6, com os republicanos do presidente Donald Trump e os democratas do Congresso ainda em um impasse e a Casa Branca ameaçando aumentar a pressão com demissões em massa de funcionários federais. O Senado, liderado pelos republicanos, deve votar novamente medidas para financiar agências federais, incluindo um projeto de lei provisório republicano aprovado pela Câmara dos Deputados que financiaria as operações até 21 de novembro e uma alternativa democrata. Não se espera que nenhuma delas receba os 60 votos necessários para avançar. Questionado na noite de domingo, 5, quando o governo começaria a demitir funcionários federais, Trump disse: "Está acontecendo agora mesmo". Ele culpou os democratas pelo impasse, mas não entrou em detalhes sobre os planos de demissão. A Casa Branca disse que milhares de pessoas poderiam ser demitidas se a paralisação persistir. O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, já congelou pelo menos US$28 bilhões em fundos de infraestrutura para Nova York, Califórnia e Illinois - todos com populações democratas consideráveis e críticos do presidente. Trump e seus aliados republicanos também provocaram os democratas nas redes sociais com vídeos deepfake que recorrem a estereótipos mexicanos, com imagens que o vice-presidente JD Vance descreveu como uma piada." Mas os líderes democratas não demonstraram nenhum sinal de que irão se submeter às táticas duras da Casa Branca, que causaram desconforto entre alguns republicanos centristas que temem que a abordagem possa tornar o impasse mais difícil de ser superado. "O que vimos foi uma negociação por meio de vídeos deepfake, a Câmara cancelando votações e, é claro, o presidente Trump passando o dia de ontem no campo de golfe. Isso não é um comportamento responsável", disse o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, ao programa "Meet the Press" da NBC. A paralisação parcial, a 15ª desde 1981, está empatada como a quarta mais longa da história dos EUA, igualando nesta segunda-feira a duração de seis dias de uma paralisação de 1995 que começou depois que o então presidente Bill Clinton vetou um projeto de lei republicano sobre gastos. A paralisação mais longa durou 35 dias em 2018-2019, durante o primeiro mandato de Trump. ** Com Reuters **

  • EUA divulgam esboço de moeda de US$ 1 com Trump para celebrar 250 anos de independência

    Imagem do verso da moeda é uma referência ao tiro que Trump recebeu durante a campanha WASHINGTON - O Tesouro dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira, 6, um projeto de moeda de US$ 1 com o presidente Donald Trump para comemorar os 250 anos da declaração de independência americana em 2026. A frente do design potencial mostrava Trump de perfil com a palavra "liberdade" acima dele e "1776-2026" abaixo, segundo imagens compartilhadas pelo tesoureiro Brandon Beach no X e posteriormente divulgadas pelo Tesouro. O outro lado da moeda mostrava Trump segurando um punho cerrado erguido, emoldurado pelas palavras "lute, lute, lute" — referência ao que ele disse imediatamente após sobreviver a uma tentativa de assassinato no ano passado — e uma bandeira ao fundo. DEBATE SOBRE LEGALIDADE DO DESIGN "Embora um design final da moeda de US$ 1 ainda não tenha sido selecionado para comemorar o semiquincentenário [250 anos] dos EUA, este primeiro rascunho reflete bem o espírito duradouro de nosso país e democracia, mesmo diante de obstáculos imensos", disse um porta-voz do Tesouro em comunicado. Beach afirmou no X que mais informações seriam divulgadas após o fim da paralisação do governo, que suspendeu muitas operações federais enquanto parlamentares permanecem em impasse sobre um novo projeto de gastos. O Congresso aprovou em 2020 uma lei que permite ao secretário do Tesouro cunhar moedas de US$ 1 em 2026 "com designs emblemáticos do semiquincentenário dos EUA". Um debate rapidamente surgiu nas redes sociais sobre a moeda proposta, já que a lei especifica que "nenhum retrato de cabeça e ombros ou busto de qualquer pessoa, viva ou morta, e nenhum retrato de uma pessoa viva pode ser incluído no design do verso de qualquer moeda" criada para marcar o aniversário do país. O design proposto apresenta uma ilustração mais ampla de Trump no verso, uma medida que especialistas jurídicos afirmaram estar fora da proibição de um "retrato de cabeça e ombros ou busto". Uma lei de 1866 determina que nenhum retrato de pessoa viva pode ser usado em moeda americana, mas isso se refere ao papel-moeda produzido pela Secretaria de Gravura e Impressão. As moedas são cunhadas pela Casa da Moeda dos EUA. Uma disposição de uma lei anterior sobre cunhagem, aprovada pela primeira vez em 1792 e repetidamente alterada pelo Congresso, proíbe a representação de um presidente atual ou ex-presidente vivo, mas essa passagem se aplica a moedas de US$ 1 cunhadas especificamente para homenagear cada um dos presidentes dos EUA, não emitidas por outros motivos, como o 250º aniversário do país. Para marcar as celebrações do bicentenário em 1976, o Tesouro patrocinou uma competição nacional e escolheu para a moeda de US$ 1 um design de um estudante de escultura com o Sino da Liberdade, símbolo da independência americana, e a lua. O outro lado da moeda mostrava o ex-presidente Dwight D. Eisenhower, que morreu em 1969 e se tornou o primeiro presidente a aparecer em uma moeda de US$ 1 em 1971. Questionada na sexta-feira se Trump tinha visto o projeto da moeda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse: "Não tenho certeza se ele viu, mas tenho certeza de que ele vai adorar". ** Com Reuters **

  • Governo dos EUA declara Chicago 'zona de guerra'

    Populares estão insatisfeitos com a militarização das ruas de Chicago WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos classificou neste domingo, 5, Chicago como "zona de guerra", para justificar o envio de soldados contra a vontade da administração democrata da cidade. Ao mesmo tempo, tropas do estado da Califórnia foram enviadas para o Oregon, apesar do bloqueio dessa medida pela Justiça. A oposição acusa o presidente republicano, que lançou uma ofensiva contra o crime e a imigração, de exercer o poder de forma autoritária. Na noite de ontem, Donald Trump autorizou o envio de 300 soldados da Guarda Nacional para Chicago, terceira maior cidade dos Estados Unidos, apesar da oposição de autoridades locais, incluindo o governador do estado de Illinois, cuja capital é Chicago, J.B. Pritzker. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a medida neste domingo, afirmando à Fox News que Chicago é "uma zona de guerra". No programa "State of the Union" da CNN, Pritzker acusou os republicanos de tentar semear o caos. "Eles querem criar uma zona de guerra para poder enviar ainda mais tropas. Eles precisam sair daqui o mais rápido possível", disse. Uma pesquisa da CBS publicada neste domingo revelou que uma minoria de americanos, 42%, apoia o envio da Guarda Nacional para as cidades, enquanto 58% se opõem. Trump, que na última terça-feira falou sobre usar o exército para uma "guerra interna", não dá sinais de recuar em sua campanha de linha dura. "Portland está em chamas. Há insurgentes por toda parte", disse ele neste domingo, sem apresentar provas. O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, reproduziu a retórica do presidente ao declarar no programa "Meet the Press", da NBC, também neste domingo, que as tropas enviadas a Washington, capital dos Estados Unidos, haviam se deslocado para uma "zona de guerra literal". Mobilização no Oregon A campanha de Trump para recorrer ao exército para manter a segurança interna encontrou um obstáculo na noite de ontem em Portland, Oregon, quando um tribunal determinou que o destacamento militar na cidade era ilegal. Ainda assim, a governadora do Oregon, Tina Kotek, anunciou hoje que um contingente de 101 soldados da Guarda Nacional procedente da Califórnia havia sido enviado. "Essa decisão parece ter a intenção de contornar a sentença de ontem de uma juíza federal", disse Tina. "Não há necessidade de uma intervenção militar no Oregon. Não há uma rebelião em Portland." Trump descreveu diversas vezes Portland como uma "cidade devastada pela guerra", mas a juíza federal Karin Immergut emitiu ontem um bloqueio temporário à mobilização, argumentando que "a determinação do presidente simplesmente não corresponde aos fatos". Embora Portland tenha sofrido ataques isolados contra agentes e propriedades federais, o governo Trump não conseguiu mostrar "que esses episódios de violência fazem parte de uma tentativa organizada de derrubar o governo" que justificasse o uso da força militar, afirmou a juíza. Um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller, chamou a ordem da juíza de "insurreição legal". O governador da Califórnia, Gavin Newsom, somou-se às críticas em uma mensagem no X, que imitava o estilo do presidente republicano. "ÚLTIMA HORA: Acabamos de vencer no tribunal, de novo", comemorou. "Um juiz federal BLOQUEOU a tentativa ilegal de Donald Trump de DESLOCAR 300 EFETIVOS DAS NOSSAS TROPAS DA GUARDA NACIONAL PARA PORTLAND." "O abuso de poder de Trump não prevalecerá", prometeu Newsom, afirmando que o envio da Guarda Nacional da Califórnia para o Oregon não tem a ver com a criminalidade. "Tem a ver com poder. Ele está usando nossos militares como peões políticos para alimentar seu ego." Tiros em Chicago Além do destacamento de tropas, a ofensiva de Trump é liderada pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês), uma agência que cresce rapidamente, tanto em pessoal quanto em funções. As operações do ICE em todo o país, principalmente em cidades governadas por democratas, são frequentemente realizadas por homens mascarados e armados que se deslocam em carros sem identificação e blindados. No sábado, em Chicago, um agente federal atirou contra um motorista que, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), estava armado e investiu contra uma de suas patrulhas. Em 12 de setembro, agentes do ICE mataram Silverio Villegas González, um imigrante de 38 anos que teria tentado escapar durante uma abordagem de trânsito, quando seu veículo colidiu com uma viatura. ** Com AFP **

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