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  • Trump rompe silêncio com mais de 40 mensagens em rede social após rumores sobre sua saúde

    Trump garante que está em seu melhor momento WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reapareceu com mais de 40 publicações na plataforma Truth Social em pouco mais de um dia, após ter permanecido em silêncio, o que gerou especulações sobre sua saúde. Entre a noite de sábado e o domingo (31), Trump fez diversas publicações, nas quais acusou um trabalhador de uma reforma da Casa Branca de arranhar algumas placas de mármore, defendeu sua intervenção em Washington para reduzir a criminalidade, agradeceu a possíveis indicações ao prêmio Nobel da Paz e lembrou as acusações de interferência russa nas eleições de 2016, para terminar com um “BOM DIA”. Essas publicações em ritmo acelerado, até mesmo para o próprio presidente, ocorreram depois de surgirem rumores no país sobre o estado de saúde do republicano, especialmente nas redes sociais, devido ao perfil discreto que manteve nos últimos dias. O mandatário, de 79 anos, foi diagnosticado em julho com insuficiência venosa crônica, uma doença benigna e comum em idosos, e desde então tem sido visto ocasionalmente com tornozelos inchados, manchas nas mãos e dificuldade para andar. As especulações foram intensificadas após um silêncio pouco frequente durante o fim de semana, no qual Trump jogou golfe em seu clube na Virgínia e ficou longe da imprensa. Algumas fotografias tiradas de longa distância mostraram Trump usando seu boné vermelho “Make America Great Again”, sua marca registrada. Apesar da insuficiência venosa crônica detectada em julho, a Casa Branca disse à época que Trump estava em “excelente estado de saúde”. ** Com EFE **

  • Juiz bloqueia deportações de crianças migrantes desacompanhadas para a Guatemala

    Ativistas alegam que manobra do governo Trump coloca crianças em risco WASHINGTON - Um juiz federal emitiu neste domingo, 31, uma ordem de restrição impedindo o governo Trump de deportar dez crianças migrantes desacompanhadas para a Guatemala, depois que advogados disseram que as remoções violariam as leis dos Estados Unidos. O juiz distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, DC, ordenou que a administração se abstivesse de deportar as crianças por 14 dias e convocou uma audiência para este domingo. O National Immigration Law Center, um grupo de defesa pró-imigração, apresentou a contestação em nome das crianças, que têm entre 10 e 17 anos. O governo do presidente Donald Trump fechou um acordo com a Guatemala que permitiria a remoção de crianças desacompanhadas de volta ao país e planejava iniciar as deportações neste fim de semana. Trump, um republicano, iniciou uma ampla repressão à imigração após retornar à Casa Branca em janeiro. Crianças migrantes que chegam às fronteiras dos EUA sem um dos pais ou responsável são classificadas como desacompanhadas e enviadas para abrigos administrados pelo governo federal até que possam ser colocadas com um membro da família ou um lar adotivo, um processo descrito na lei federal. Melissa Johnston, diretora do programa para crianças desacompanhadas do Escritório de Reassentamento de Refugiados, enviou um e-mail à equipe na quinta-feira (28) pedindo a suspensão da liberação de todas as crianças guatemaltecas, exceto aquelas patrocinadas por pais ou responsáveis ​​legais nos EUA, de acordo com uma cópia analisada pela Reuters e por um dos ex-funcionários. Em uma queixa legal apresentada neste domingo, o National Immigration Law Center e o Young Center for Immigrant Children's Rights disseram que as deportações seriam uma "clara violação das proteções inequívocas que o Congresso lhes forneceu como crianças vulneráveis". "Os réus estão planejando transferir ilegalmente os autores para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (“ICE”) para colocá-los em voos para a Guatemala, onde podem enfrentar abusos, negligência, perseguição ou até mesmo tortura, contra seus melhores interesses", diz a denúncia. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, órgão controlador do ICE, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Ministério das Relações Exteriores da Guatemala não quis comentar. Sooknanan foi nomeado pelo presidente Joe Biden, um democrata. ** Com Reuters **

  • Trump critica regras eleitorais e exige mudanças

    14 Estados e o Distrito Federal não exigem nenhum documento na hora da votação WASHINGTON - O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. O republicano defente a apresentação obrigatória de um documento de identificação dos eleitores que comparecerem às urnoas e a restrição do voto por correio. "O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais", escreveu em sua rede social Truth Social no sábado (30). A apresentação de um documento válido para votar não é regra em todo os EUA. Em muitos lugares a identificação pode ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em 14 Estados, incluindo Massachusetts, Nova York, Maryland, Nova Jersey e Califórnia, e na capital, Washington D.C., não é exigida documentação alguma. Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor que pode ser a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora da cidade de residência ou ser estudante em outra jurisdição. ** Com Agências **

  • Robert Kennedy Jr. coloca americanos 'em perigo', alertam ex-diretores do CDC

    Kennedy Jr. é acusado de desmantelar sistema de saúde americano WASHINGTON - Nove ex-diretores da principal agência de saúde dos Estados Unidos alertaram nesta segunda-feira, 1º, sobre o desmantelamento do organismo pelo governo Trump, e denunciaram que o secretário da Saúde, o ativista antivacina Robert F. Kennedy Jr., está "colocando a saúde de todos os americanos em perigo". Em coluna publicada no "The New York Times", os ex-diretores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fizeram duras críticas a Kennedy Jr e às políticas do governo Trump para a saúde pública dos EUA, e é o mais recente de uma série de ataques contra chefe da pasta após a demissão da diretora Susan Monarez poucas semanas após assumir o cargo. Monarez foi demitida na semana passada após confrontar RFK Jr e se negar a se comprometer a apoiar suas mudanças nas políticas de vacinação. A ex-diretora acusou o secretário de persegui-la por ela se recusar a apoiar “diretrizes anticientíficas” e a dispensar especialistas em saúde. A demissão de Monarez causou um efeito dominó na agência, e quatro funcionários de alto escalão da CDC renunciaram e acusaram Trump de tentar politizar a saúde nos EUA. O "The New York Times" afirmou que a polêmica se tornou "um caos" e é mais uma crise do governo americano. "Dirigimos o CDC: Kennedy está colocando em perigo a saúde de todos os americanos", alertaram os ex-diretores no artigo de opinião escrito por nove ex-diretores da agência historicamente independente que serviram a todos os presidentes, democratas ou republicanos, desde Jimmy Carter até Donald Trump. O que Kennedy "fez ao CDC e ao sistema de saúde pública do país, culminando em sua decisão de demitir a Dra. Susan Monarez como diretora (...), é algo que nunca vimos na agência, e algo que nosso país nunca experimentou", escreveram os especialistas. No artigo, os diretores mencionaram que Kennedy: demitiu milhares de trabalhadores federais de saúde; enfraqueceu programas destinados a proteger os americanos contra o câncer, ataques cardíacos e mais; e durante o maior surto de sarampo em décadas, se concentrou em "tratamentos não comprovados enquanto minimizava as vacinas". Também defendeu uma legislação federal que prevê deixar milhares de pessoas sem seguro de saúde, disseram. "Isso é inaceitável e deveria alarmar todos os americanos, independentemente de suas inclinações políticas", enfatizaram os especialistas, incluindo a doutora Anne Schuchat, que atuou como diretora interina do CDC no primeiro mandato de Trump. ** Com AFP **

  • Deputada pede explicações de Trump sobre tarifaço contra Brasil

    Deputada questiona tarifaço de Trump através de uma emenda constitucional WASHINGTON - A deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez pediu que o governo de Donald Trump explique os motivos da aplicação do tarifaço de 50% sob os produtos brasileiros que entrou em vigor em 6 de agosto. No mês passado, sem dar detalhes, Trump decretou Emergência Nacional e argumentou que a implementação da alíquota extra sobre as importações do Brasil é uma resposta às ameaças à segurança nacional contra os Estados Unidos. O questionamento da democrata de Nova York foi feito por meio de uma proposta de emenda ao projeto de lei do Orçamento de Defesa, que ainda precisa ser aprovado. Na sugestão enviada, a parlamentar AOC, como é conhecida, exige que o Departamento de Defesa emita um relatório detalhando quais as políticas e práticas brasileiras que "constituem uma ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e economia dos EUA. A parlamentar também pediu uma avaliação do impacto das tarifas nas relações entre os dois países. O projeto que prevê o orçamento da Defesa já tem 985 propostas de emenda. E o adendo apresentado pela deputada norte-americana pode não ter apoio suficiente, já que os democratas são minoria no Congresso. ** Com AE **

  • Chefe de conselho eleitoral da Carolina do Norte é preso após adulterar sorvete de netas com cocaína

    SURRY - Um funcionário eleitoral da Carolina do Norte foi preso após ser acusado de colocar comprimidos com drogas ilícitas no sorvete de suas netas. O caso ocorreu em 8 de agosto, no Condado de Surry, e levou James Yokeley Jr., de 66 anos, a renunciar ao cargo de presidente do Conselho Eleitoral local nesta quinta-feira, 28.   Uma investigação foi aberta, e imagens de câmeras de segurança mostraram Yokeley colocando os comprimidos no alimento, segundo o mandado judicial obtido pela emissora local WGHP. Ele estava responsável pelas netas no fim de semana em que o episódio ocorreu.  Segundo o jornal americano CBS News, o homem foi acusado de contaminação de alimentos com substância controlada, abuso infantil e posse de narcóticos. Preso, ele pagou fiança de US$ 100 mil e foi liberado.  Nomeado para liderar o Conselho Eleitoral do Condado de Surry em junho deste ano, Yokeley já integrava o órgão desde 2023. A renúncia veio após pressão do Conselho Eleitoral Estadual. Em sua carta, o ex-dirigente afirmou manter “confiança, em oração, de que será exonerado de todas as acusações”.  ** Com Agências **

  • ICE prende dois bombeiros que combatiam incêndio em Washington

    Patrulha da Fronteira foi chamada pelos guardas florestais (Foto: M-USA) SEATTLE – As ações surpreendentes do ICE não param. Agora, dois bombeiros que controlavam um incêndio florestal no estado de Washington foram presos por agentes da patrulha fronteiriça, informaram funcionários da imigração nessa quinta-feira, 28, em meio ao avanço do controle dos imigrantes irregulares nos Estados Unidos.   Agentes federais detiveram equipes terceirizadas por várias horas na véspera, quando elas se preparavam para ajudar a combater o incêndio de Bear Gulch, em Washington. Os funcionários alinharam as 44 pessoas e ordenaram que elas mostrassem seus documentos, relataram os bombeiros ao jornal Seattle Times.   A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos informou que os agentes da patrulha compareceram ao local a pedido de guardas florestais, que queriam verificar se os nomes fornecidos nos registros dos contratados estavam corretos.  "Foram identificadas discrepâncias e descobriu-se que dois indivíduos estavam no país ilegalmente, um deles com uma ordem de expulsão", relatou a CBP. Os dois foram presos e os outros 42 foram retirados de terrenos federais, no que a agência caracterizou como uma "rescisão de contrato" após uma investigação criminal.  A ação "não interferiu nas operações dos bombeiros nem na resposta a nenhum incêndio ativo na área, tampouco representou um perigo para a comunidade do entorno", ressaltou.  A operação foi incomum, uma vez que esse tipo de ação não costuma ocorrer em áreas de desastres naturais ou em situações de emergência. O governador de Washington, o democrata Bob Ferguson, declarou-se "profundamente preocupado com situação dos dois agentes que ajudavam a combater incêndios no estado", e disse que busca mais informações sobre o incidente. ** Com Agências **

  • Mais da metade dos americanos vai viajar no Labor Day

    Preços mais baixos incentivam pessoas a aproveitar o fim de semana prolongado NOVA YORK - Quase 150 milhões de pessoas vão viajar durante o feriado do Labor Day, revelou uma pesquisa da Vacationer. Isso significa uma mais da metade da população adulta (57%) dos Estados Unidos e 10,5 milhões a mais de viajantes do que no ano passado. A queda nos preços de passagens aéreas, acomodações e combustível são o incentivo para os americanos saírem de casa, avalia a Associação Americana de Automóveis (AAA). Os voos ida e volta domésticos estão 6% mais baratos em relação ao mesmo período em 2024, por volta de US$ 724. As hospedagens também registraram queda de 11% no preço e o aluguel de carro 3%. As cidades que mais devem receber visitantes, entre quinta e segunda-feira, são Seattle (Washington), Orlando (Flórida), Nova York, Boston (Massachusetts) e Anchorage (Alasca). Já o dia de maior movimento nas estradas e aeroportos deve ser registrado na sexta-feira, avisa a AAA. A previsão é que as rodovias para Seattle e Boston sejam as mais congestionadas.

  • Surto de salmonela ligado a ovos afeta quase 100 pessoas nos EUA

    Consumidores da Califórnia são os mais afetados, alerta a FDA WASHINGTON - Um surto de salmonela associado a ovos contaminados infectou 95 pessoas em 14 Estados, informaram autoridades federais de saúde nesta quinta-feira, 28. Dezoito pacientes precisaram ser hospitalizados e não há registro de mortes. A empresa Country Eggs, de Lucerne Valley, na Califórnia, anunciou um recall dos ovos marrons “sunshine yolks” e “ômega-3 golden yolks”, produzidos em gaiolas abertas, segundo informou a FDA, a agência reguladora de alimentos e remédios dos Estados Unidos. Os lotes afetados foram vendidos em supermercados e distribuídos a serviços de alimentação na Califórnia e em Nevada entre 16 de junho e 9 de julho. As datas de validade variam de 1º de julho a 18 de setembro. Caixas com os ovos recolhidos também foram comercializadas sob as marcas Nagatoshi Produce, Misuho e Nijiya Markets. A maioria das infecções confirmadas — 73 das 95 — ocorreu na Califórnia, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Casos também foram registrados em Washington, Minnesota, Nova York e Pensilvânia. De acordo com Matthew Moore, professor associado do departamento de ciência alimentar da Universidade de Massachusetts Amherst, é provável que o número real de casos seja maior. “Muitas pessoas não procuram atendimento médico em quadros de intoxicação alimentar, e nem sempre são testadas para a bactéria. Isso é apenas a ponta do iceberg”, afirmou. Dados do CDC indicam que apenas uma em cada 30 infecções por salmonela chega a ser diagnosticada. Uma infecção potencialmente grave A salmonela é uma das principais causas de mortes por intoxicação alimentar nos EUA. Os sintomas — diarreia, febre e cólicas estomacais — surgem entre seis horas e seis dias após a ingestão da bactéria e costumam desaparecer sozinhos em até uma semana. O CDC recomenda procurar atendimento médico em casos mais severos, como febre acima de 39,9°C, diarreia persistente por mais de três dias ou vômitos intensos que impedem a ingestão de líquidos. O surto atual ocorre meses após outro episódio semelhante envolvendo ovos, que deixou 134 pessoas doentes e levou 38 ao hospital, resultando na morte de uma pessoa. O cenário preocupa especialistas, especialmente após autoridades federais reduzirem as operações do Foodborne Diseases Active Surveillance Network (FoodNet), sistema que monitora doenças transmitidas por alimentos. Antes, o programa acompanhava infecções causadas por oito bactérias diferentes em dez estados. Hoje, rastreia apenas salmonela e uma cepa de E. coli. “É problemático monitorar apenas dois patógenos transmitidos por alimentos”, alerta Felicia Wu, professora de segurança alimentar na Universidade Estadual de Michigan. Para ela, a redução pode atrasar alertas públicos em surtos emergentes. Como reduzir o risco de contaminação Moradores da Califórnia e de Nevada devem verificar se seus ovos fazem parte do recall e descartá-los ou devolvê-los, orienta o CDC. O órgão recomenda lavar superfícies e utensílios que tiveram contato com os produtos recolhidos. Qualquer pessoa pode ser infectada pela salmonela, mas crianças menores de 5 anos, pessoas acima de 65 e aquelas com doenças cardíacas ou imunidade baixa correm mais risco de complicações. Se houver dúvidas sobre a procedência dos ovos, especialistas sugerem descartá-los, especialmente para os grupos vulneráveis. Moore lembra que basta uma pequena quantidade de bactérias para causar doença. “Não é preciso comer um ovo inteiro para adoecer. Algumas mordidas já são suficientes”, explica. Para prevenir contaminações, autoridades de saúde recomendam: Cozinhar bem os alimentos: frango, ovos e carnes devem atingir as temperaturas internas seguras (74°C para frango; 63°C para carne bovina e suína). Gemas devem estar firmes. Praticar boa higiene: lavar as mãos e superfícies antes e depois de manusear alimentos crus, usando água quente e sabão. Armazenar corretamente: refrigerar ovos e carnes em até duas horas após a compra — ou em uma hora se a temperatura ambiente estiver acima de 32°C. Optar por ovos pasteurizados: mais seguros, embora difíceis de encontrar. ** Com AG **

  • Estados Unidos acabam com isenções tarifárias para pacotes pequenos

    Pacotes com valor superior a US$ 100 devem pagar as mesmas tarifas que as demais importações WASHINGTON - As isenções tarifárias para a maioria dos pacotes pequenos que entram nos Estados Unidos chegaram ao fim nesta sexta-feira, 29, o que motivou 25 países a suspender os serviços postais de envios para a maior economia mundial. A norma revogada permitia que pacotes com valor inferior a US$ 800 entrassem livre de impostos no país. O presidente Donald Trump decidiu, por um decreto assinado em 30 de julho, que as isenções seriam eliminadas com a intenção de "acabar com uma falha catastrófica utilizada, entre outros, para evitar tarifas e enviar opioides sintéticos, assim como outros produtos perigosos". Segundo o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), os pacotes pequenos teriam 98% dos narcóticos, 97% das falsificações e 70% dos produtos perigosos para a saúde que foram apreendidos durante 2024. Acabar com as isenções "permitirá salvar milhares de vidas ao reduzir o fluxo de narcóticos e produtos perigosos e proibidos", declarou um funcionário do governo americano. Washington justifica a medida pela explosão no envio de pacotes postais, que passou, segundo os dados do governo americano, de 134 milhões de unidades em 2015 para mais de 1,36 bilhão em 2024. A partir de agora, encomendas com valor superior a US$ 100 devem pagar as mesmas tarifas que as demais importações. Isto representa um mínimo de 10%, ou 15% para aqueles procedentes da União Europeia (UE) e até 50% para Índia e Brasil, por exemplo. Somente os presentes ou envios pessoais com valor inferior a US$ 100 serão beneficiados pela isenção. Mesmo antes de sua entrada em vigor, a medida provocou turbulência e já começou a perturbar o envio de pacotes aos Estados Unidos. A União Postal Universal das Nações Unidas informou na terça-feira que os operadores dos correios de 25 países membros suspenderam os serviços de envio para os Estados Unidos, diante da incerteza antes da implementação da medida. Entre os países que adotaram a suspensão estão Alemanha, França, Itália, México, Austrália, Índia e Japão. "Não é uma surpresa" A razão alegada para a suspensão é o prazo curto para implementar a medida. O texto estabelece que corresponde aos "transportadores e outras partes autorizadas arrecadar antecipadamente, dos remetentes, as tarifas", antes de transferi-las ao CBP, segundo a agência postal da ONU. "Diante da falta de informações adicionais sobre as condições técnicas para o envio de pacotes aos Estados Unidos, por parte da Alfândega americana, não temos outra opção e precisamos suspender temporariamente os envios", confirmou à AFP uma fonte do serviço 'La Poste' na França. Mas para o governo, "os serviços postais estrangeiros devem reconsiderar o controle e o uso do correio internacional visando prevenir o tráfico e evitar as tarifas", segundo uma fonte. O fim da isenção "não é uma surpresa para ninguém", disse. O fim das isenções representa uma dificuldade adicional para as pequenas empresas, em particular para aquelas que priorizam este tipo de pacote. A rede varejista britânica Elizabeth Nieburg, por exemplo, interrompeu o envio de produtos a clientes nos Estados Unidos. Os compradores americanos representam quase 20% de suas vendas e a Nieburg afirma que precisará aumentar os preços caso as novas tarifas sejam mantidas. "Nossas margens são muito apertadas para poder absorvê-las", lamentou um executivo em uma entrevista à AFP. Além disso, os custos podem ser consideráveis para empresas americanas que recebem seus produtos em pequenas quantidades do exterior, como a empresa de Ken Huening. Com sede na Califórnia, a empresa, que fabrica capas de proteção para áreas externas na China e no México, teve que eliminar o frete grátis para clientes. "Atualmente, os serviços têxteis e de manufatura não estão disponíveis nos Estados Unidos", informou a Huening. "Poderiam estar no futuro, mas enquanto isso, estaremos todos fora do mercado", acrescentou. Os pequenos pacotes já estavam na mira do governo anterior, do democrata Joe Biden, que havia iniciado uma primeira investigação sobre o tema. Trump havia publicado um primeiro decreto que apontava especificamente para os pequenos pacotes procedentes da China, que representam a maioria dos que ingressam nos Estados Unidos, enviados especialmente por redes como Temu, Shein ou AliExpress. ** Com AFP **

  • Mulher é acusada de homicídio após jogar filho de 4 anos em lago durante ‘teste de fé’ 

    Marido também morreu afogado em teste de fé em Ohio — Foto: Reprodução/X COLUMBUS - Uma mulher de 40 anos foi denunciada nesta quarta-feira de duas acusações de homicídio qualificado pela morte do filho de 4 anos em Ohio, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, Ruth R. Miller afirmou acreditar que estava cumprindo uma ordem divina quando arremessou o menino, identificado como Vincen, nas águas do Lago Atwood, no último sábado (23).   De acordo com o capitão Adam Fisher, investigador do gabinete do xerife do condado de Tuscarawas, a mãe declarou em depoimento que havia “entregado o filho a Deus”. O xerife Orvis Campbell acrescentou que o marido de Ruth, Marcus J. Miller, 45 anos, também morreu afogado horas antes, ao tentar atravessar o lago em outro “teste de fé”.   Os três filhos mais velhos do casal — uma adolescente de 15 anos e gêmeos de 18 anos — também foram instruídos a pular na água, mas conseguiram sobreviver, de acordo com o jornal americano CBS News.  Ruth Miller foi internada em uma instituição de saúde mental sob vigilância e, até o fim da tarde de quarta-feira, ainda não havia sido presa formalmente. Ela também responde por acusações de violência doméstica e de colocar em risco a vida dos filhos sobreviventes.  Segundo as autoridades, no momento do resgate, Ruth apresentava “declarações preocupantes” e chegou a tentar fugir para um matagal. Campbell relatou que a mulher acreditava que poderia “andar sobre as águas” e que o casal teria pulado no lago para provar sua fé.  As buscas pelos corpos se estenderam por todo o fim de semana. No sábado, mergulhadores encontraram o corpo da criança próximo ao cais, e no domingo localizaram Marcus a 48 metros da margem.  Em comunicado, familiares e a igreja Amish da qual os Miller faziam parte afirmaram que as mortes “não refletem os ensinamentos ou crenças da comunidade, mas são fruto de uma grave doença mental”. Com agências

  • Trump quer limitar período de permanência de estudantes e jornalistas

    A regra atual limita vistos de estudante e jornalista a dez anos WASHINGTON - Os Estados Unidos se preparam para impor limites mais rígidos sobre o período que estudantes e jornalistas podem permanecer no país em mais uma iniciativa para diminuir o número de imgrantes. A proposta da administração republicana restringe o visto de estudante para, no máximo, quatro anos. Da mesma forma, jornalistas estrangeiros terão sua permanência limitada a 240 dias, mas poderão solicitar uma extensão por outros períodos com a mesma duração. Com as normas atuais, os EUA emitem vistos de acordo com o tempo do programa educacional ou da missão do jornalista, mas nenhuma permissão supera dez anos de validade. As mudanças propostas foram publicadas no Registro Federal, o que abre um breve período de comentários da opinião pública antes de entrar em vigor.  O Departamento de Segurança Interna (DHS) argumenta que uma quantidade não determinada de estrangeiros estende os estudos de maneira indefinida para permanecer nos EUA como "estudantes eternos". "Durante muito tempo, governos anteriores permitiram que estudantes estrangeiros e outros titulares de vistos permanecessem nos Estados Unidos praticamente de maneira indefinida, representando riscos de segurança, custando quantias incalculáveis de dólares aos contribuintes e prejudicando os americanos", afirma um comunicado divulgado pelo DHS. Entretanto, a administração Donald Trump não apresenta evidências dos efeitos econômicos negativos. Em contrapartida, dados do Departamento do Comércio revelam que esses imigrantes contribuíram com mais de US$ 50 bilhões para a economia americana em 2023. Mais de 1,1 milhão de estudantes internacionais foram recebidos nos EUA no ano acadêmico 2023-24, mais do que qualquer outro país, o que representa uma fonte de renda para as instituições porque os estrangeiros geralmente pagam a matrícula completa. Um grupo que representa diretores de faculdades e universidades denuncia a medida como um obstáculo burocrático desnecessário que interfere na tomada de decisões acadêmicas e que poderia dissuadir ainda mais possíveis estudantes que contribuiriam para a pesquisa e a criação de empregos.  "Esta proposta envia uma mensagem às pessoas talentosas de todo o mundo de que suas contribuições não são valorizadas nos Estados Unidos", destacou Miriam Feldblum, presidente de uma aliança sobre Ensino Superior e Migração.  ** Com AFP **

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