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- PF retira credenciais de policial dos EUA em retaliação a expulsão de delegado
BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 22, que retirou as credenciais de um servidor do departamento de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília. Com isso, o policial americano deixou de ter acesso à PF. Andrei afirmou ter tomado a decisão pelo “princípio da reciprocidade” após os EUA negarem credenciais de serviço do delegado da PF, Marcelo Ivo de Carvalho do país. O agente brasileiro atuou no caso da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem na última semana. “Não vamos expulsar ninguém aqui do Brasil. O Itamaraty está tratando, eu estava em viagem ao Exterior. O Itamaraty também no campo da reciprocidade diplomática tem feito reuniões, contatos, mas repito. É preciso que seja feita alguma formalização da nossa contraparte para que as coisas aconteçam”, disse o diretor-geral da PF em entrevista à Globonews. O diretor-geral da PF afirmou que retirou as credenciais de um policial americano que até então trabalhava dentro de uma unidade da PF na capital federal. Ele explicou que, sem as credenciais, o agente deixa de ter acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil. Era a mesma situação do delegado brasileiro que atuava em Miami, segundo Andrei. Em um comunicado divulgado na segunda-feira (20) pelo Departamento de Estado, o governo dos EUA afirmou que o oficial brasileiro teria tentado “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”. Andrei Rodrigues afirmou na entrevista que Carvalho não foi expulso dos EUA, mas que teve as credencias de acesso negadas no sistema da unidade em que trabalhava em cooperação internacional. Por isso, o diretor-geral da PF entendeu que seria “mais prudente” que o brasileiro retornasse ao país. “Não há nenhuma expulsão de funcionário brasileiro. Ele voltou por determinação minha, em razão desse episódio, para que nós consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE...seja onde for”, disse Andrei. O episódio ocorreu uma semana depois que Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado foi detido pelo ICE, em 13 de abril, e solto dois dias depois. O ex-delegado fugiu para os EUA em setembro do ano passado. Em nota oficial, a PF alegou que a prisão de Ramagem se tratou de uma cooperação policial internacional entre autoridades dos Brasil e EUA já que o ex-deputado é considerado foragido da Justiça brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter sido informado na manhã da terça-feira (21) sobre o episódio de Marcelo Ivo. Em conversa com a imprensa na porta de um hotel em Hannover, na Alemanha, Lula afirmou que as autoridades brasileiras podem agir com “reciprocidade” contra os EUA. “Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa. Ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personalidades americanas querem ter com relação ao Brasil”, afirmou Lula. ** Com AE **
- Suspeito pelo desaparecimento de brasileira em NJ se mata
Relacionamento teria terminado após Janaína descobrir que Trivisonno tinha outra família ELIZABETH - A morte do suspeito pelo desaparecimento de Janaína Gonçalves Freire em Nova Jersey há mais de um ano deve encerrar o caso sem pistas sobre o paradeiro da brasileira. Brendan Trivisonno se matou na semana passada ao ser cercado pela polícia. Novas evidências levaram ao mandado de prisão contra o americano na manhã de quinta-feira, 16, na casa, em Lyndhurst, onde ele morava com a mulher e uma criança. Não está claro se trata-se da mesma família paralela descoberta por Janaína e razão pela qual ela terminou o relacionamento dias antes de desaparecer, de acordo com a declaração de amigos. Segundo as autoridades, o suspeito negou se entregar e disparou dois tiros contra si mesmo. Desaparecimento Janaína foi vista pela última vez no dia 10 de março de 2025 e seu desaparecimento foi relatado à polícia três dias depois por uma amiga. Leia também: Desaparecimento de brasileira em NJ completa seis meses Na época, Trivisonno foi interrogado e afirmou não saber onde ela estava. As autoridades coletaram uma amostra de DNA e apreenderam temporariamente o caminhão e o telefone dele, enquanto a investigação prosseguia. Inquérito O inquérito cita que registros das câmeras de segurança da rua mostram a brasileira de 47 anos abrindo a porta do prédio em que morava para Trivisonno por volta das 19h38min de 10 de março. Essa é a última imagem da vítima. Uma vizinha contou à polícia que naquela noite ouviu uma discussão vinda do apartamento do casal "tão alta que parecia envolver 100 pessoas". Pouco antes das 23h, Trivisonno foi visto saindo do prédio carregando uma grande bolsa de viagem e um saco de lixo branco. Ele retornou por volta das 2h11min mas saiu do prédio cerca de quatro horas depois com sacos de lixo, os quais depositou em um caminhão de coleta que passava antes de entrar novamente no edifício. Pouco antes das 7 horas, Trivisonno sai para buscar em sua van um grande contêiner de armazenamento preto com tampa amarela, o qual ele carrega para dentro com facilidade, sozinho, conforme mostram as imagens de vídeo. Às 9h16min, Trivisonno sai brevemente para mover o carro da vítima. Pouco tempo depois, um funcionário do suspeito o encontra do lado de fora e ambos entram no prédio. Eles saem carregando o contêiner agora completamente amarrado com braçadeiras plásticas. O funcionário relatou à polícia que Trivisonno lhe pediu ajuda para transportar um objeto "pesado demais para ser movido por uma única pessoa". O depoimento do ajudante e marcas de sangue no quarto que continham DNA de Janaína - a partir de uma amostra do filho Eduardo que viajou do Rio Grande do Sul para ajudar nas investigações - e de Trivisonno foram provas decisivas para a emissão da ordem de prisão contra o suspeito. Evidências Mas ao longo das investigações, a polícia reuniu outras evidências. As buscas na residência de Janaína após o registro de seu desaparecimento e encontrou sua carteira, a habilitação de motorista e o passaporte. Além disso, a polícia encontrou um cofre com US$ 11 mil em dinheiro, a certidão de nascimento e documentos de cidadania e imigração dos Estados Unidos da desaparecida. Também havia um manunscrito na qual a brasileira afirmava temer Trivisonno e dizia que, caso a carta fosse encontrada, significaria que algo lhe havia acontecido. Tanto a atividade do telefone celular quanto a movimentação bancária da vítima cessaram por volta do horário em que ela desapareceu. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Brasileiros da cúpula da Legacy são presos por fraude e extorsão
Além dos quatro líderes da Legacy, outros 10 funcionários também foram detidos em Orlando ORLANDO – Após meses de investigação, oficiais do escritório do xerife do Condado de Orange em Orlando, na Flórida, prenderam na segunda-feira, 20, toda a cúpula do Legacy Group, que se apresentava como advogados de imigração e são acusados de extorsão, fraude e falsidade ideológica. O ditado popular ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’ provavelmente seja a expressão que melhor represente o escândalo envolvendo o Legacy Group. Em julho de 2024 a MANCHETE USA publicou reportagem revelando a ‘venda de asilo e green card’ feita pelos representantes do escritório. Em áudios aos quais a MANCHETE USA teve acesso, funcionários da Legacy se apresentavam como advogados e ofereciam ‘a oportunidade de ficar legal nos EUA’. “Eu não vou te vender o asilo convencional, vou te vender o ‘defensivo’ criado pelo presidente Joe Biden”, diz o representante da Legacy. “E logo após a entrada nos documentos você vai receber o social security, o work permit e vai poder tirar até sua drive (referência à carteira de motorista) e fica bem no país”, completa. Especialistas consultados pela reportagem citam que após o escândalo da blogueira e jornalista brasiliense Patrícia Lélis, acusada nos Estados Unidos de se passar falsamente por uma advogada de imigração e de fraudar seus clientes em aproximadamente US$ 700 mil, alguns escritórios passaram a ser observados por práticas ilegais de divulgação. Em entrevista à rádio MANCHETE USA na manhã de terça-feira, 21, o advogado Danilo Brack cita que o escândalo vai atingir a outros estelionatários. Usando a expressão ‘quem avisa amigo é’, ele lembra que há um ano já havia citado a fraude cometida pela Legacy e que em breve outros fraudadores também devem cair. Entre os presos no Condado de Orange estão os brasileiros Ronaldo de Campos, Juliana Colucci, Vagner Soares de Almeida e Lucas Trindade, todos acusados de extorsão, fraude e falsidade ideológica. Outros 10 funcionários da empresa também foram detidos na operação desta segunda-feira. Esses 14 presos usavam as redes sociais para atrair vítimas, em sua maioria brasileiros em situação irregular nos EUA. Nos anúncios diziam que ‘todos teriam acesso à legalização’. Algumas potenciais vítimas eram contactadas por telefone com a ‘oferta de asilo’. Casos semelhantes estão acontecendo em todo o país. Em New Jersey, o Tribunal Superior do Estado aplicou em 2024 sanção disciplinar a um advogado autônomo que violou regras de conduta profissional, entre elas a publicidade enganosa. De acordo com a Comissão de Revisão Disciplinar do Tribunal, que recomendou a sanção, o advogado Alan Walkow anunciou na internet, por exemplo, que seu escritório tinha “os honorários mais baixos do estado”. Aparentemente, um erro crasso: “É difícil ver como o advogado pode substanciar tal declaração, uma vez que ele não sabe quais são os honorários de todos os escritórios de advocacia do estado”, diz o relatório. Obviamente, essa é uma “declaração falsa ou enganosa”. Danilo Brack disse também que já recebeu em seu escritório vítimas da Legacy que sequer tiveram seus casos levados ao Serviço de Imigração. “Eles falsificavam protocolos. As pessoas achavam que seus casos estavam indo para a frente e eles jamais haviam saído da gaveta”, afirma. A orientação para quem fez negócio com a Legacy é procurar imediatamente um advogado licenciado para ficar ciente sobre sua situação. Leia a reportagem de julho de 2024 da MANCHETE USA https://mancheteusa.blogspot.com/2024/07/escritorio-da-florida-tenta-vender.html?m=1 É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- EUA expulsam delegado da PF por 'contornar pedidos de extradição' após prisão de Ramagem
Carvalho estava com a família Ramagem no radar desde o fim do ano WASHINGTON - Os Estados Unidos solicitaram ao Brasil que o oficial de ligação da Polícia Federal na Flórida, o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, deixe o país após sua atuação na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na semana passada. Em nota divulgada no X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado, não cita o nome do delegado, mas classifica sua atuação como uma tentativa de "manipular" o sistema de imigração dos EUA. "Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso", diz a nota. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que não houve ainda formalização da decisão do governo americano e que, portanto, não cabe ainda um posicionamento diante de uma publicação de rede social. A postura é semelhante à adotada pelo governo brasileiro em episódios anteriores, quando Trump fez ameaças em discurso, mas não as levou adiante em iniciativas formais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta terça-feira que o governo pode tomar eventuais medidas contra agentes policiais dos EUA baseados no Brasil se houver comprovação de que houve abuso por parte do governo Donald Trump na expulsão de um delegado da Polícia Federal (PF) baseado em Miami. Tatiana já estava escalada para assumir o cargo em Miami De qualquer forma, a delegada Tatiana Alves Torres já havia sido apontada para substituir Carvalho. A troca no posto ocorreu por meio de uma portaria assinada pelo delegado-geral Andrei Rodrigues na sexta-feira, 17, e publicada nesta segunda-feira, 20, no Diário Oficial da União. A ex-superintendente da Polícia Federal em Minas em 2023 tem destaque na área de crimes ambientais, financeiros e organizado. Até a nomeação, ela trabalhava na área de migração da PF em Brasília. Condenado Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro e foi eleito deputado em 2022, mas teve seu mandato cassado em dezembro passado após o STF determinar a perda de mandato por sua condenação. Ramagem vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira. De acordo com a PF, ele fugiu do Brasil pela divisa do país com a Guiana, de onde pegou um voo para os EUA. Há uma semana, em 13 de abril, ele foi detido por agentes do ICE, órgão do Departamento de Segurança Interna (DHS). Segundo a Polícia Federal, a detenção de Ramagem foi resultado de uma cooperação policial internacional. A PF afirma que o oficial de ligação da PF na Flórida (Carvalho) teria enviado dados sobre o paradeiro de Ramagem a autoridades de imigração que resultaram na detenção do ex-deputado. Ainda segundo as autoridades brasileiras, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do país pela fronteira com a Guiana em setembro. De Miami, ele gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico. Após a mulher, Rebeca Ramagem, e as filhas do ex-delegado chegarem à Flórida, eles se mudaram para Orlando. A família passou a ser monitorada pelo delegado da PF que trabalha em parceria com autoridades federais americanas. O oficial de ligação da PF na Flórida (Carvalho) teria então enviado dados sobre o paradeiro de Ramagem a autoridades de imigração que resultaram na detenção do ex-deputado. Dois dias depois, Ramagem foi solto, após forte pressão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre eles o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário Paulo Figueiredo, ambos radicados nos Estados Unidos. Desde então, autoridades norte-americanas iniciaram um processo de apuração interna para saber como teria se dado essa cooperação policial. A apuração tinha o objetivo de identificar, entre outras coisas, se o objetivo das autoridades brasileiras ao acionar o ICE para prender Ramagem era uma tentativa de burlar o processo de extradição do ex-parlamentar, uma vez que a decisão sobre se ele será ou não extraditado ao Brasil depende do Departamento do Estado, enquanto a deportação em casos de irregularidades migratórias depende do DHS. ** Com Agências **
- Sistema de reembolso de tarifas dos EUA é lançado com pedidos de milhares de empresas
Trump surpreendeu empresários ao anunciar as tarifas meses após assumir o mandato ano passado WASHINGTON - O sistema de reembolso criado para permitir que empresas recuperem tarifas cobradas ilegalmente pelo governo dos Estados Unidos entrou em operação nesta segunda-feira, 20, e milhares de empresas apressaram-se para apresentar suas reivindicações. "Até agora, tudo bem", embora o sistema esteja com algumas falhas, disse Jay Foreman, presidente-executivo da fabricante de brinquedos Basic Fun, que tinha uma equipe em uma "sala de guerra" na sede da empresa em Boca Raton, Flórida, pronta para fazer os pedidos quando o sistema entrou no ar às 8h, horário do leste dos EUA. Segundo Foreman, o sistema não travou, como alguns temiam, com grande número de tentativas de envio, mas em alguns momentos não permitia uploads e forçava novas tentativas. A empresa tem mais de 500 arquivos a carregar no sistema, que permite o upload em lotes. "No entanto, se você carregar muitos arquivos ou se o sistema estiver muito ocupado, ele os rejeitará", disse Foreman em um email sobre os primeiros momentos do processo. "Temos mais de 50% de nossas faturas carregadas até o momento. Esperamos que nas próximas horas todas elas sejam carregadas. Estou muito feliz por termos iniciado esse processo logo no início." As empresas contatadas pela reportagem nos últimos dias expressaram preocupação com a durabilidade do novo sistema, criado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) em resposta a uma ordem judicial que determinou a preparação para a devolução de até US$166 bilhões aos importadores. Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas que o presidente Donald Trump buscava aplicar com base em uma lei editada para uso em emergências nacionais, impondo ao presidente republicano uma derrota contundente. Em processos judiciais, autoridades alfandegárias informaram que, até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, um valor de US$127 bilhões, ou mais de três quartos do total elegível para reembolso. Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em cerca de 53 milhões de remessas de produtos importados. Não está claro se o envio de um pedido de reembolso ao portal o mais rápido possível afetará a velocidade com que ele será processado, mas muitas empresas decidiram não correr o risco de esperar. ** Com Reuters **
- Coiotes viram réus em Minas por extorquir e ameaçar brasileiros nos EUA
Rota ilegal para os EUA é perigosa e não garante entrada no país BELO HORIZONTE - O Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte, acatou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra um organização criminosa especializada na promoção de migração ilegal de brasileiros nos Estados Unidos. Renan Martins Mesquita, Helielmo Santos de Jesus e Rogério Martins Alves são acusados pelos crimes de associação criminosa e promoção de migração ilegal. Segundo investigações, os coiotes - que guiam e transportam imigrantes ilegalmente através de fronteiras mediante altos pagamentos - operavam de forma estável e permanente desde 2019. O MPF aponta que a organização possuía uma divisão de tarefas bem definida para realizar a entrada de brasileiros nos EUA. De acordo com o inquérito: Mesquita é apontado como o líder da quadrilha, sendo o responsável por toda a coordenação logística, financeira e operacional. Alves fornecia o apoio logístico e financeiro necessário, além de participar das cobranças aos emigrantes. Jesus era responsável pela cobrança das dívidas de viagem, agindo por meio de intimidação e ameaças graves direcionadas tanto aos brasileiros que tentavam emigrar quanto aos seus familiares. “A materialidade e os indícios de autoria em relação aos crimes imputados encontram-se indicativamente evidenciados por meio do robusto conjunto de elementos informativos colhidos durante a fase de inquérito”, diz o juiz federal Leonardo Araujo de Miranda Fernandes, da comarca de Minas Gerais. Durante as investigações, foram extraídos dados da nuvem dos aparelhos de Mesquita, que mostram comprovantes de transferências internacionais, documentos de emigrantes e diálogos sobre o modo de operação do grupo. No aparelho de Jesus foram encontrados indícios da prática de coação. Já com Alves, os investigadores acharam cadernos de anotações manuscritas, que funcionavam como um controle detalhado de nomes, valores e logística da atividade ilícita. Detido preventivamente desde 11 de março de 2026, Jesus teve a prisão mantida pela Justiça. ** Com Agências **
- Quenianos vencem Maratona de Boston pelo segundo ano consecutivo
Quenianos repetiram a vitória de 2025 na Maratona de Boston BOSTON – Os quenianos John Korir e Sharon Lokedi venceram pelo segundo ano consecutivo a Maratona de Boston nesta segunda-feira, 20. Korir cruzou a linha de chegada na edição de 2026 da Boston Marathon, batendo o recorde da competição com o tempo de 2h01min51s para completar os 42,195 quilômetros entre a cidade de Hopkinton e a Copley Square em Boston. A vitória marca a segunda conquista consecutiva do atleta. Seu irmão Wesley Korir venceu a prova em 2012, fazendo a família entrar para a história como a primeira com dois irmãos campeões. A marca rendeu a ele um bônus de $50 mil, totalizando seu prêmio em $ 200 mil. Outros atletas quenianos e etíopes apareceram entre os principais colocados. A disputa seguiu aberta até os quilômetros finais, quando Korir abriu diferença decisiva. Ele cruzou a fita com expressão de alívio e levantou os braços percebendo que tinha batido o recorde. Já no femenino, Sharon correu sozinha nos quilômetros finais. Seu tempo de 2:18:51 foi quase um minuto mais rápido que o da segunda colocada, Loice Chemnung, que terminou com 2:19:37. Mais de 30 mil atletas de cerca de 130 países participaram do evento.
- Triatleta brasileira morre durante etapa de natação do Ironman Texas
Mara entrou no esporte após um diagnóstico que não foi informado WOODLANDS - A triatleta brasileira Mara Flávia Araújo, 38 anos, morreu durante a etapa de natação na prova Ironman Texas neste sábado (18), lamentou a organização do evento em nota. "Estamos tristes por confirmar a morte de uma participante da corrida durante a parte de natação do triatlo IRONMAN Texas de hoje. Enviamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos do atleta e vamos oferecer-lhes o nosso apoio à medida que passam por este momento tão difícil. Nosso agradecimento vai para os socorristas pela ajuda", destacou. A etapa de natação no evento começaria aproximadamente às 6h30min, no North Shore Park. Na prova, haveria uma travessia até o Lago Woodlands, que possui 3,9km e cuja temperatura média da água era cerca de 23°C. Por volta das 6h, o gabinete do xerife do condado de Montgomery e o Corpo de Bombeiros do município de Woodlands receberam uma ligação relatando o desaparecimento de Mara. A baixa visibilidade no Lago Woodlands dificultou as ações das autoridades para localizar a atelta, mas o radar a encontrou. O corpo de Mara foi retirado da água por volta das 9h. Ainda não se sabe a causa da morte da atleta. Quem era Mara Flávia Araújo Mara era formada em Jornalismo e Marketing e começou sua carreira aos 18 anos, segundo post publicado em suas redes sociais. Em 2019, quando se mudou para São Paulo e recebeu o diagnóstico de um problema de saúde, Mara passou a investir no esporte e tornou-se triatleta. Em 2022, ela compartilhou nas redes que conquistou o terceiro lugar no Triatlo Brasília, venceu duas edições do GP Brasil e se classificou duas vezes para o 70.3. ** Com Agências **
- Oito crianças morrem em ataques a tiros na Louisiana devido a uma 'briga doméstica'
Polícia de Shreveport foi acionada para atender um caso de violência doméstica SHREVEPORT - Oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, foram mortas em um ataque a tiros em Shreveport, na Louisiana. A polícia classificou o episódio como uma "briga doméstica". O porta-voz da polícia de Shreveport, Chris Bordelon, disse que o atirador morreu após uma perseguição durante a qual os policiais abriram fogo, disse Bordelon. A polícia informou que os ataques ocorreram por volta das 5h da manhã, quando um atirador disparou contra dez pessoas, incluindo dois adultos. "Temos famílias em luto, temos policiais e investigadores forenses em luto", disse o prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux. "Isso afeta toda a comunidade, então todos nós lamentamos junto com essas famílias." A polícia identificou o atirador com Shamar Elkins, pai de pelo menos 7 vítimas . Atirados matou os próprios filhos Os disparos ocorreram em vários locais da cidade, incluindo duas casas na mesma rua e uma terceira em outra parte do bairro, segundo a polícia. O porta-voz Bordelon disse que os policiais foram acionados para uma residência pouco antes das 6h da manhã, horário local, e encontraram as crianças. "Todas as vítimas neste caso são crianças", acrescentou Bordelon. Ele disse que os policiais determinaram que a ocorrência era de "natureza doméstica" e acrescentou que um dos feridos na casa havia fugido para uma residência vizinha. Após os disparos, o agressor roubou um veículo e fugiu, segundo a polícia. Bordel disse que os policiais o perseguiram até outra parte da cidade e atiraram no suspeito, que morreu. ** Com BBC **
- Chefe de energia dos EUA diz que gasolina pode ficar acima de US$3 por galão até 2027
Autoridades afirmam que preço da gasolina atingiu o pico nos EUA e devem manter máxima até 2027 WASHINGTON - O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse neste domingo, 19, que acredita que os preços da gasolina atingiram o pico, mas previu que eles podem permanecer acima de US$3 por galão até o próximo ano. Os postos estão reajustando os valores durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, criando ventos políticos contrários para o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato de novembro, em que seu Partido Republicano defenderá as pequenas maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados. A gasolina abaixo de US$3 por galão "pode acontecer ainda este ano, ou talvez não aconteça até o ano que vem. Mas os preços provavelmente atingiram o pico e começarão a cair", disse ele ao programa "State of the Union" da CNN. "Certamente, com a resolução desse conflito, os preços cairão." Os funcionários do governo Trump ofereceram visões diferentes sobre como os preços da gasolina podem mudar. Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, previu que os preços da gasolina cairiam para a faixa de US$3 por galão em meados do ano, enquanto Wright, no domingo, apresentou um cronograma mais longo para atingir esse preço. O próprio Trump disse que os preços da gasolina podem permanecer elevados até novembro. Todos eles afirmaram que a gasolina acabará ficando mais barata quando a guerra com o Irã terminar. "Abaixo de US$3 por galão é algo tremendo em termos ajustados pela inflação", disse Wright. "Com certeza voltaremos a esse patamar." O preço médio de um galão de gasolina comum no domingo foi de US$4,05, de acordo com uma estimativa da AAA, em comparação com US$3,16 há um ano. Os EUA e o Irã concordaram na quinta-feira com um cessar-fogo de 10 dias, mas Trump acusou neste domingo o Irã de violá-lo com ataques a navios no Estreito de Ormuz neste fim de semana. Autoridades dos EUA chegarão ao Paquistão para novas negociações na segunda-feira, escreveu Trump em sua rede social. "Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem, porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão derrubar todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", escreveu Trump, revisitando uma ameaça que havia feito antes do cessar-fogo. ** Com Reuters **
- Trump corta verba de instituição católica que ajuda crianças migrantes
Igreja diz que falta de recurso força igreja a encerrar projeto em três meses WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos decidiu rescindir um contrato de longa data com uma instituição de caridade católica sediada em Miami, que auxilia menores desacompanhados e crianças migrantes. De acordo com informações divulgadas pela Fox News nesta sexta-feira (17), a decisão foi justificada pela redução nos índices de imigração ilegal, em meio a um contexto de tensões políticas envolvendo o presidente Donald Trump e o papa Leão XIV. O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, criticou a medida em um editorial publicado no Miami Herald, lamentando a perda de um contrato de US$ 11 milhões. Segundo o religioso, o programa - ativo há mais seis décadas - é reconhecido nacionalmente pela qualidade no atendimento a jovens migrantes em situação de vulnerabilidade. "Por mais de 60 anos, os serviços da Arquidiocese de Miami para menores desacompanhados têm sido reconhecidos por sua excelência e serviram de modelo para outras organizações em todo o país", afirmou Wenski. O religioso alertou que, sem o financiamento federal, as operações da instituição não conseguirão se manter por muito tempo. "Nossa experiência em servir essa população vulnerável é incomparável. No entanto, os serviços da Caridade Católica da Arquidiocese de Miami para menores desacompanhados foram privados de financiamento e serão forçados a fechar dentro de três meses", concluiu. ** Com Ansa **
- ICE diz à PF que Ramagem tem direito à liberdade nos EUA
Ramagem agradece aliados e Trump em vídeo após ser solto pelo ICE em Orlando ORLANDO - O ICE disse à Polícia Federal (PF) do Brasil que o ex-deputado Alexandre Ramagem pode aguardar em liberdade nos Estados Unidos a conclusão de um processo de asilo, segundo interlocutores que tiveram acesso à pauta da reunião entre representantes das agências na quinta-feira, 16. O encontro já estava marcada antes mesmo de Ramagem ser solto. O objetivo era discutir o caso e evitar que ele fosse libertado. O ex-delegado foi preso na segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por questões migratórias e foi solto dois dias depois - sem passar por uma audiência com um juiz de imigração nem pagar fiança - após uma "ordem administrativa". Ramagem se manifestou pela primeira vez ontem. Em vídeo, ele criticou a PFe agradeceu ao presidente Donald Trump. “Primeiro eu quero agradecer a todos que torceram por nós, que fizeram orações, que estão do nosso lado, que é o lado da verdadeira justiça”, disse. Ele também citou nominalmente apoiadores políticos e aliados, entre eles Allan dos Santos, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e o senador Hiran (PP-RR), a quem chamou de amigo de longa data. O deputado cassado disse que foi detido “por uma questão migratória, nada de trânsito”, conforme foi argumentado pelos próprios aliados. Nos autos do tribunal do Condado de Orange não consta nenhum processo de delito no tráfego contra o brasileiro. Ramagem reafirmou ter entrado nos EUA em setembro do ano passado de forma regular, com “passaporte válido, visto válido e sem condenação nenhuma”. “Em seguida, nós entramos com o pedido de asilo”, disse. Leia também: Ramagem é solto e vai aguardar julgamento de asilo em liberdade A PF tem outra versão. Segundo o diretor-geral, Andrei Rodrigues, o deputado saiu do Brasil de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, e usou passaporte diplomático para entrar nos EUA. Ele teria viajado de avião para Boa Vista, em Roraima, de onde partiu de carro em direção à fronteira. Em nota, a PF afirma que a fuga e a permanência do ex-parlamentar nos EUA tiveram participação central da família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas. O garimpeiro, a mulher Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello são apontados como responsáveis por viabilizar moradia, suporte financeiro e obtenção de documentos falsos para Ramagem. O objetivo seria “ludibriar as autoridades americanas”, inclusive para a emissão de carteira de motorista. O advogado Danilo Brack explica que mesmo que a entrada do ex-deputado tenha sido legal, ele está irregular nos EUA enquanto aguarda o processo de asilo. "Para estar legal no país, Ramagem tem que ter pedido a extensão do visto de turista. De outro modo, ele está ilegal enquanto aguarda o pedido de asilo", ressalta o especialista. O ICE não comenta o assunto. Condenado Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão dias após fugir do Brasil. O Supremo Tribunal Federal entendeu que o ex-diretor da Agência de Inteligência Brasileira em favor dos planos golpistas — comandando uma "Abin paralela" que monitoraria adversários e críticos do governo Bolsonaro. Além disso, Ramagem teria fornecido ao ex-presidente material para apoiar o ataque às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas. O Brasil entrou com um pedido de extradição em dezembro e deve ser avaliado pelo secretário de Estado, Marco Rúbio. ** Com Agências **
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