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- Carta de Trump ao Congresso para justificar os ataques ao Irã não menciona ameaça iminente aos EUA
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que ordenou às Forças Armadas que realizassem ataques aéreos generalizados contra o Irã, matando seus principais líderes e provocando contra-ataques em toda a região, a fim de promover os interesses nacionais americanos e eliminar aquele país como uma ameaça global, contradizendo a alegação de seu governo de que o ataque era necessário para responder a uma ameaça iminente. Em uma carta não confidencial, exigida por lei, enviada na segunda-feira, e cujos dados foram revelados nesta terça-feira, o republicano declarou que a operação militar foi planejada para “neutralizar as atividades malignas do Irã”. O material foi enviado em meio a explicações contraditórias de altos funcionários do governo sobre a justificativa para os ataques, colocando em questão sua legalidade, enquanto a Câmara e o Senado se preparam para votar esta semana se o presidente precisa da autorização do Congresso para usar a força no Irã. Segundo o documento, a missão tinha como alvo o arsenal de mísseis, o programa nuclear e a marinha do Irã, alinhando-se com os objetivos delineados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, no Capitólio na segunda-feira, e estabelecia uma ampla gama de objetivos estratégicos. O presidente escreveu que os ataques foram realizados para proteger o território dos EUA e as forças na região, e “promover os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos, incluindo garantir o livre fluxo do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz”. A carta não mencionava planos para derrubar a atual liderança em Teerã, embora o presidente tenha exortado os iranianos a “tomarem o controle do seu governo” logo após o primeiro ataque na manhã de sábado. Ela ecoava a justificativa apresentada por Rubio de que Washington agiu no fim de semana porque Israel estava preparado para atacar com ou sem o governo Trump e que os contra-ataques iranianos teriam como alvo as tropas americanas. O texto ainda dizia que a campanha de bombardeios americano-israelense em Teerã, que matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi realizada “em autodefesa coletiva de nossos aliados regionais, incluindo Israel”. Mas o magnata rejeitou nesta terça-feira a ideia de que Israel o forçou a agir antes dos ataques. Rubio também procurou, nesta terça-feira, voltar atrás em sua própria sugestão, feita um dia antes, de que os ataques foram realizados para enfrentar a “ameaça iminente” de que um ataque de Israel levaria o Irã a atacar as forças americanas. Autoridades com acesso à inteligência americana afirmaram que Trump exagerou a urgência de qualquer ameaça que o Irã representasse para os EUA. A carta também afirmava que nenhuma força terrestre foi utilizada nos ataques, mas sugeria que soldados americanos poderiam estar envolvidos em uma operação militar prolongada contra o Irã, um resultado que altos funcionários do governo Trump, incluindo Rubio, não descartaram. A carta especificava que o governo a enviou ao Congresso em um esforço para manter os legisladores “totalmente informados” sobre a operação, em conformidade com a lei dos poderes de guerra. O Senado e a Câmara dos Deputados estão se preparando para votar nos próximos dias resoluções que buscam impedir Trump de continuar atacando o Irã sem a aprovação do Congresso sob essa lei, mas espera-se que os republicanos bloqueiem qualquer iniciativa contra os interesses do presidente. ** Com NYT **
- Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola da Geórgia
WINDER - O pai de um adolescente acusado de um ataque a tiros em uma escola de Winder, na Geórgia, foi condenado por homicídio, crueldade contra menor e outras acusações relacionadas ao caso e pode pegar até 30 anos de prisão. Colin Gray, de 55 anos, se declarou inocente das 24 acusações e afirmou não saber que Colt, de 14 anos, ia cometer o ataque na Apalachee High School em 2024 que resultou na morte de quatro pessoas: os estudantes Christian Angulo, de 14 anos, e Mason Schermerhorn, também de 14, além dos professores Richard Aspinwall, de 39, e Cristina Irimie, de 53. É da terceira vez que um responsável legal é condenado criminalmente nos Estados Unidos por um atentado cometido pelo próprio filho. O menor aguarda julgamento. Durante as duas semanas de julgamento, os promotores sustentaram que o pai ignorou uma série de sinais de alerta e teve papel essencial ao permitir o acesso do adolescente à arma do crime. De acordo com a acusação, Gray comprou para o filho uma arma de fogo como presente de Natal, meses depois de o garoto ter sido questionado pela polícia por ameaças online envolvendo um possível ataque escolar. Entre os sinais, houve um caderno no qual o jovem teria detalhado planos para matar alunos e professores. Colt também montou uma espécie de altar para outro atirador de escola em seu quarto. Ao se dirigir aos jurados, a promotora assistente do Condado de Barrow, Patricia Brooks, declarou: "Depois de ver sinal após sinal da deterioração do estado mental do filho, de sua violência, de sua obsessão por ataques em escolas, o réu teve alertas suficientes de que seu filho era uma bomba prestes a explodir. E, em vez de desarmá-lo, ele lhe deu o detonador". A acusação também descreveu a dinâmica do crime, relatando que o Colt levou o rifle no ônibus escolar. Segundo os promotores, uma das vítimas tentou conter o atirador e ajudou a salvar colegas. "Christian [Angulo] agiu e se tornou um herói", disse Brooks. "Ele tentou empurrar o atirador para fora da sala de aula e, quando foi baleado, seu último ato nesta Terra foi fechar a porta da sala para proteger seus amigos". A defesa, por sua vez, tentou atribuir a responsabilidade exclusivamente ao adolescente. O júri levou cerca de duas horas para chegar ao veredito. A data da audiência de sentença ainda não foi definida. ** Com Agências **
- Melania Trump preside sessão do Conselho de Segurança da ONU enquanto guerra no Irã escala
NOVA YORK - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, defendeu a causa das crianças afetadas por conflitos ao presidir uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, 2, enquanto a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã se intensifica. Embaixadores de todos os membros do Conselho de Segurança, incluindo os rivais de Washington, Rússia e China, fizeram fila para se encontrar com Melania. Os EUA assumiram a presidência rotativa mensal do colegiado. Ela abriu a reunião com a batida de um martelo cerimonial antes de agradecer ao Reino Unido, último a ocupar a presidência. Mais tarde, discursou em uma aparente homenagem a militares americanos mortos na guerra no Oriente Médio, sem citar diretamente o conflito. "Às famílias que perderam seus heróis que sacrificaram suas vidas pela liberdade, sua bravura e dedicação serão sempre lembradas", disse. "A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as nossas sociedades", acrescentou. "Sociedades governadas pelo conhecimento e pela sabedoria são, portanto, mais pacíficas." Antes da reunião, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, disse que "é profundamente vergonhoso e hipócrita que, no primeiro dia de sua presidência do Conselho de Segurança, os Estados Unidos tenham convocado uma reunião de alto nível sobre a proteção de crianças". Momentos depois, a primeira-dama disse: "Os EUA estão ao lado de todas as crianças do mundo. Espero que em breve a paz seja de vocês". Ela foi calorosamente recebida pelos países representados no conselho, com a embaixadora da Grécia, Aglaia Balta, dizendo "obrigada, senhora presidente", enquanto o enviado da França a comparou à célebre ex-primeira-dama e ativista Eleanor Roosevelt. Até a Rússia se juntou ao coro de elogios educados, evitando qualquer referência ao Irã, que foi mencionado apenas pelo Bahrein, membro do conselho e aliado fiel de Washington, que vem sendo atacado na retaliação iraniana. "Desejo a todos força e determinação para ter sucesso na preservação da paz e da segurança em todo o mundo", disse Trump ao encerrar a reunião de duas horas. Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, confirmou que a aparição de Trump foi a primeira vez que uma primeira-dama — ou primeiro-cavalheiro — presidiu uma reunião do Conselho de Segurança. Os EUA detêm a presidência rotativa do conselho durante o mês de março. A terceira esposa do presidente Donald Trump já se aventurou na diplomacia antes, notadamente para tentar garantir a libertação de crianças ucranianas sequestradas pela Rússia. Muitos observadores dizem que o presidente dos EUA pretende contornar o Conselho de Segurança com seu novo "Conselho da Paz", que realizou sua sessão inaugural em Washington no mês passado, com vários países prometendo fundos e pessoal para reconstruir Gaza. **Com AFP**
- Morre 3ª vítima de tiroteio no Texas
AUSTIN - O Departamento de Polícia de Austin, no Texas, confirmou na segunda-feira, 2, o falecimento de uma terceira pessoa, vítima do tiroteio ocorrido em um bar na cidade no domingo. "Lamentamos informar que uma terceira vítima faleceu após o tiroteio ocorrido na madrugada de ontem [domingo] na West Sixth Street", afirmou a polícia em uma publicação no Google+, acrescentando que a vítima foi identificada como "Jorge Pederson, de 30 anos". O atentado também tirou a vida de dois estudantes universitários, que morreram no local, assim como do atirador, em confronto com os agentes de segurança. Embora o motivo do ataque ainda não tenha sido confirmado, as autoridades investigam se o suspeito, identificado como Ndiaga Diagne, foi inspirado pelos ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã no sábado (28). Além disso, os investigadores também analisam os antecedentes criminais e o histórico de saúde mental de Diagne. O incidente ocorreu no Buford's Backyard Beer Garden, no centro de Austin. Além dos mortos, ao menos 13 pessoas ficaram feridas. Segundo a imprensa local, o atirador era um americano de origem senegalesa e carregava em seu carro um exemplar do Corão e "trajes islâmicos", incluindo um agasalho com a frase "propriedade de Alá [Deus em árabe]". ** Com ANSA **
- Clinton afirma que não sabia de crimes de Jeffrey Epstein
NOVA YORK - depoimento a congressistas, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou que não sabia dos crimes cometidos pelo abusador sexual Jeffrey Epstein no período em que esteve com ele. Os vídeos dos questionamentos feitos para Bill e Hillary Clinton foram divulgados pelo Comitê de Supervisão da Câmara, que investiga as ligações do abusador com figuras poderosas. O casal passou por sabatinas na semana passada em Chappaqua, Nova York, em diferentes datas. Apesar de solicitarem que as audiências fossem públicas, congressistas realizaram os questionamentos a portas fechadas e divulgaram os vídeos nesta segunda-feira, 2. Cada depoimento tem mais de quatro horas de duração. O ex-presidente relatou que conheceu Epstein em 2002, após deixar a Casa Branca. Ele afirma que passou a usar o avião do financista para viagens da Fundação Clinton para fornecer medicamentos contra Aids na África e na Ásia. Clinton afirmou que havia uma espécie de acordo informal: em troca dos voos, ele conversaria com Epstein sobre política e economia durante as longas viagens. Ele comparou o financista a um "aspirador de pó", pelo desejo de absorver informações sobre tópicos como regulação do mercado de ações e comércio de derivativos. Apesar deste acordo, Clinton disse que não considerava que "devia favores" a Epstein. "Eu mantive minha palavra e ele pareceu honrar a dele", afirmou. O ex-presidente diz ter decidido encerrar o acordo em 2003, afirmando que já havia cumprido sua parte, que Epstein não parecia genuinamente interessado no trabalho humanitário e que outros doadores haviam se oferecido para ajudar com o transporte. Também foi questionado sobre imagens prévias, como a de 1993, em que ele e Hillary, ex-secretária de Estado, aparecem cumprimentando Epstein em uma fila de recepção da White House Historical Association. No entanto, ele disse que nem ele nem Hillary se lembram de terem apertado a mão de Epstein naquela ocasião, acrescentando que no evento muitas pessoas passavam para cumprimentar o presidente. Outro ponto que foi alvo de perguntas foram as idas de Epstein à Casa Branca, uma vez que registros apontam que entre 1993 e 1995, ele esteve ao menos 17 vezes na residência oficial do presidente americano. O ex-presidente afirmou que considerava Ghislaine Maxwell, namorada e cúmplice de Epstein, uma amiga e que saber de sua prisão foi algo muito difícil para ele. "Nós éramos amigáveis com Ghislaine. Eu fiquei triste. Mas, foi terrível o que ela fez e ela deveria ser punida", disse. Perguntas sobre Donald Trump foram feitas a Clinton e o ex-presidente foi indagado se achava que o republicano deveria ser chamado para testemunhar sobre Epstein. "Isso é algo que vocês devem responder. Mas ele conhecia bem o Epstein", afirmou. Clinton manteve uma postura solícita durante as horas do depoimento. Ele, porém, criticou a postura do comitê que exigiu um depoimento de Hillary, porém pareceu compreensivo em relação aos questionamentos direcionados a ele. "Eu não achei que isso foi correto. Por outro lado, eu acho que vocês deveriam estar falando comigo. Eu acho que deveriam ter me chamado. Eu estive naqueles voos com ele e vocês têm o direito de me fazer essas perguntas." Já em seu depoimento, Hillary foi pressionada a responder sobre como se sentia ao ver o marido em imagens ao lado do predador sexual, incluindo uma imagem dele em uma banheira, e ela se recusou a falar. "Não vou oferecer opiniões ou especulações sobre algo para o qual não tenho contexto e onde não estava presente", disse ela. Ela foi questionada sobre a relação com Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein que esteve no casamento de sua filha. Maxwell está presa por conspiração para abuso de menores de idade. Hillary disse que a enxergava como uma pessoa conhecida. "Alguém que eu poderia encontrar, mas alguém que eu não mantive um relacionamento." Ela declarou que não tinha conhecimento dos crimes de abuso sexual e tráfico cometidos por Epstein ou Maxwell antes que as acusações se tornassem públicas. Também expressou horror diante dos crimes revelados e criticou o acordo judicial favorável que Epstein recebeu em 2008. Um dos momentos de tensão do depoimento ocorreu quando Hillary e sua equipe questionaram o vazamento de uma imagem da ex-secretária de Estado no momento em que prestava esclarecimento aos congressistas. Ela se irritou e falou que, desde o início, solicitou que a audiência fosse pública e criticou a postura dos parlamentares. Ao fim do depoimento, congressistas passaram a questionar Hillary sobre temas como ufologia e até o Pizzagate. "Eu esperava por perguntas criativas hoje, mas Pizzagate não estava na minha lista", ironizou. Pizzagate se refere a uma teoria da conspiração segundo a qual políticos democratas secretamente administravam uma rede de tráfico sexual de crianças em uma pizzaria de Washington. Não há evidência alguma sobre. O casal de políticos não compareceu às audiências marcadas em janeiro pelo comitê. Depois mudou de ideia e concordou em depor quando foram aprovadas duas resoluções que recomendavam que o plenário declarasse a dupla culpada por desacato criminal ao Congresso. O crime poderia levar a multas de até US$ 100 mil ou a um ano de prisão. ** Com AFP **
- Brasileiro pode pegar 5 anos de prisão por fraudar selos do governo dos EUA
Santos se apresenta como pastor e médico que dirige a CEMA JACKSONVILLE - O brasileiro Cesar Dos Santos Júnior pode ser condenado a cinco anos de cadeia pelo uso fraudulento de selos oficiais do governo dos Estados Unidos, informou o Departamento da Justiça (DOJ, na sigla em inglês) na última semana. O homem de 50 anos foi preso na Flórida no dia 27 de fevereiro após uma investigação revelar que a Chaplain Emergency Management Inc. (CEMA), presidida por Santos, mentia ao afirmar quer era ligada a órgãos federais. Além de alegar ser um braço da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), a empresa do brasileiro usava selos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal (FBI) para vender os serviços de formação de capelães ao custo médio de US$ 450. O inquérito não contabiliza quantas pessoas compraram o curso de capelania. O site da CEMA afirma que a agência pública foi criada na década de 1980 através de uma ordem executiva presidencial, mas aparece na Divisão de Empresas de Massachusetts como uma organização não governamental fundada em setembro de 2022. Santos, que se identificava como médico e pastor, era investigado desde 2019 e usava as logomarcas dos órgãos federais nos certificados, distintivos e identificações dos capelães em todo o país. O símbolo da CEMA é idêntico ao DHS, com a inscrição Departamento de Segurança Interna dos Capelães dos EUA (U.S. Department of Homeland Chaplain), descreve a acusação do promotor federal, Gregory Kehoe. No material publicitário e nos treinamentos - destaca a investigação - Santos dizia que os capelães assistem pessoas em situação de emergência e as identificações da CEMA "protegem em certo nível da deportação". Santos migrou para os EUA em 2016 e tentou se legalizar por uma petição para imigrante especial (I-360) que foi negada em junho do ano passado . Ele também apresentava diversos documentos falsos como um diploma da University of Berkley, de Michingan, que não existe. O brasileiro deve ser deportado ao fim do processo ou após cumprir pena. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Fifa faz 'reunião de crise' para discutir Copa do Mundo após ataque dos EUA ao Irã
Prêmio foi criado esse ano com a intenção de homenagear Trump (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Os dirigentes da Fifa realizaram "reuniões de crise" neste sábado, 28, para discutir possíveis repercussões na Copa do Mundo dos ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, de acordo com o jornal britânico The Times. Os encontros ocorreram após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, sobre mudanças que serão incorporadas a partir da Copa do Mundo. "Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom. "Continuaremos a nos comunicar como sempre fazemos com os três governos (anfitriões), como sempre fazemos em qualquer caso. Todos estarão seguros", afirmou. A ação militar deste sábado também levou figuras do futebol a questionarem, em caráter reservado, a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar um prêmio da paz da Fifa, outorgado ao presidente Trump em dezembro. A entrega do prêmio ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar que acabou sendo concluída em janeiro. O ditador Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico. A honraria criada para reconhecer personalidades que, em tese, contribuiriam para a paz, a um líder que vem comandando seguidas operações militares pode gerar críticas e levantar questões sobre a neutralidade da entidade esportiva. Procurada pela reportagem neste sábado, após os ataques ao Irã, a entidade não se manifestou. Os EUA, juntamente com México e Canadá, serão os anfitriões do torneio a partir do dia 11 de junho. O Irã, já classificado para o Mundial, tem seus jogos da fase de grupos marcados o território americano, em Los Angeles e um em Seattle. Embora difícil medir diretamente a posição de atletas e delegações, os conflitos recentes aumentam a pressão sobre representantes esportivos e federações. Ainda não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito. ** Com Ansa **
- Ataque a tiros deixa dois mortos no Texas
AUSTIN - Duas pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas em um tiroteio em um bar em Austin, a capital do estado do Texas, disse a polícia neste domingo, 1º. O atirador, que não foi identificado, também morreu, informou a chefe de polícia de Austin, Lisa Davis, em uma entrevista coletiva. O invasor foi morto por oficiais da polícia que responderam ao tiroteio, disse Davis. A polícia federal americana, o FBI, afirma que o ataque pode ter sido um “ato de terrorismo”. “Ainda é cedo demais para determinar uma motivação exata, mas há indícios sobre o indivíduo e seu veículo que apontam para um potencial nexo com o terrorismo”, informou Alex Doran, agente especial do FBI. “Por enquanto, só estamos em condições de dizer que se tratou potencialmente de um ato de terrorismo”, disse Doran a jornalistas. Com informações da AFP
- Irã promete vingança e Trump ameaça resposta 'nunca antes vista na história'
Iranianos, um deles segurando um retrato do líder supremo iraniano assassinado, observam enquanto tentam se aproximar de uma ponte que leva à Zona Verde, onde fica a embaixada dos EUA em Bagdá — Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP WASHINGTON - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que a República Islâmica tem "o direito e o dever legítimo" de vingar a morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado durante o ataque conjunto lançado por EUA e Israel. A declaração do presidente iraniano ocorre em meio a uma nova troca de bombardeios nos céus do Oriente Médio, envolvendo as forças da nação persa e do Estado judeu, com impactos confirmados no território de países vizinhos — mesmo após a ameaça do presidente Donald Trump de usar uma "força nunca antes vista" caso Teerã decida aprofundar o conflito. A linha adotada pelo presidente é a mesma reproduzida pela cadeia de comando do regime. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, disse que novos ataques estavam sendo preparados em uma publicação na rede social X neste domingo. Ele declarou que o país atingirá os EUA e Israel com uma força inédita. A retórica iraniana continua combativa mesmo após os alertas de Trump sobre a possibilidade de uma intensificação do conflito. Em entrevista ao portal Axios, no sábado, o presidente americano já havia dito que está pronto para um conflito rápido, de poucos dias, ou uma guerra prolongada. Em um post na Truth Social, durante a madrugada de domingo, ele fez uma nova advertência. "O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É MELHOR QUE NÃO FAÇAM ISSO, PORQUE SE FIZEREM, NÓS OS ATINGIREMOS COM UMA FORÇA NUNCA VISTA ANTES! Obrigado pela atenção!", escreveu Trump. Com agências internacionais
- Perseguição de agentes do ICE causa acidente com diversos carros em NJ
Carro envolvido no acidente transportava três crianças NEWARK - Uma perseguição realizada por agentes do ICE terminou em um acidente envolvendo pelo menos três carros, incluindo um veículo com três crianças, em Newark, Nova Jersey. O prefeito Ras Baraka criticou a perseguição de quarta-feira, 25, afirmando que os agentes federais ignoraram as leis locais que proíbem perseguições de veículos, a menos que haja uma ameaça iminente. "O ICE não pode entrar em nossa cidade e colocar pessoas inocentes em risco de forma imprudente, enquanto tenta prender seus alvos", declarou Baraka em um comunicado publicado no Instagram. Os registros de testemunhas mostram um suspeito sendo algemado e levado para um hospital. ** Com Agências**
- Pai reencontra filha após mais de 100 dias preso pelo ICE em caso raro de fiança
Reencontro de Márcio com a filha revela a dor das famílias separadas pela repressão à imigração BOSTON – Depois de passar 110 dias preso pelo ICE, o empresário brasileiro Márcio Pires, 42, andou na contramão da história de milhares de imigrantes e foi solto, apesar de ter entrado no país em 2005 através do sistema que era conhecido como cai-cai, quando o estrangeiro se entregava voluntariamente à Patrulha de Fronteira (CBP) e solicitava asilo ao governo americano. Mesmo com a maior parte dos imigrantes beneficiados pelo cai-cai sendo alvo do ICE para deportação, Pires conseguiu resistir aos dias nos presídios à espera de uma audiência na Justiça. O brasileiro foi preso em Massachusetts e transferido no mesmo dia para New Jersey onde dividiu com outras 47 pessoas uma cela com capacidade para apenas 17. “Nós nos revezávamos para dormir deitado, espalhados pelo chão”, conta Pires. Neste centro de detenção um preso conseguiu entrar com um celular e filmar a superlotação na cela. A ação provocou a transferência de Pires e outros detentos para o Texas onde permaneceu por quase quatro meses. O empresário era diariamente questionado por agentes do ICE sobre a possibilidade de assinar a deportação voluntária. “Eu tinha o objetivo de ficar no país e por telefone perguntei a minha esposa se ela estava aguentando. Quando ela disse sim eu decidi buscar forças e aguardar para ser ouvido por um juiz”, explica. Pai de quatro filhos com idades entre sete e 21 anos, Pires conta que os presos raras vezes recebiam atenção e alguns simulavam desmaios para atrair os carcereiros e, assim, receber assistência. Enquanto estava detido, a esposa de Pires contratou o advogado de imigração Danilo Brack para entrar com o pedido de habeas corpus e obter a chance de ir diante de um juiz. “Eu estava apreensivo porque o juiz não estava ouvindo nenhum advogado, mas o Dr. Danilo conseguiu me representar e tive o direito a uma fiança, algo que quase ninguém estava recebendo”, conta. Pires saiu do presídio usando uma tornozeleira GPS que foi retirada na sexta-feira, 6, um mês depois de conquistar a liberdade. “O caso do Márcio tem pontos atípicos. Primeiro, o juiz mandou me ligar e iniciar a audiência duas horas antes. Depois se confundiu com as pastas e alegou que meu cliente tinha uma serie de crimes. Ele estava vendo a ficha da pessoa errada. Pires não tinha nenhum crime e, ao contrário, mostrei que ele paga impostos, tem um filho com necessidades especiais e que é o único provedor da família”, explica o defensor. A fiança foi estipulada em 7,5 mil dólares e o brasileiro terá outra audiência em Corte no futuro, "provavelmente em Massachusetts onde ele mora”, segundo Danilo Brack. Vale ressaltar que, de acordo com os dados do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), até dezembro de 2025, os juízes de imigração realizaram 15.540 audiências de fiança, das quais apenas 4.062 resultaram em concessão de caução. A volta do empresário para casa chamou a atenção da comunidade brasileira nos EUA. A filha de 7 anos correu ao encontro dele e o abraçou ainda dentro do carro que o trazia. “Foi uma cena que me emociona todas as vezes que vejo até hoje”, diz Brack. Para mostrar que está cumprindo as ordens judiciais, Pires comparece regularmente ao escritório do ICE em Massachusetts, estado onde é sócio da empresa Gilmar General Construction há mais de cinco anos. “Neste período em que estive preso meu sócio Giovani Penedo manteve a companhia em atividade e agora só quero descontar o tempo perdido com o trabalho e minha família”, finaliza Pires. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Guerra de bola de neve provoca atrito entre prefeito e polícia de NY
Policiais tiveram que se retirar do parque após serem atingidos com bolas de neve proprositalmente NOVA YORK - Uma inocente guerra de bolas de neve durante a nevasca em Nova York se transformou em um embate entre o prefeito Zohran Mamdani e o comando da polícia da cidade. Um vídeo gravado na tarde de segunda-feira, 23, , no Washington Square Park, mostra uma guerra de bolas de neve após uma forte tempestade de inverno que, segundo as imagens, terminou com frequentadores aparentemente atirando bolas de neve contra policiais que estavam no local. Mamdani afirmou mais tarde que os envolvidos não deveriam responder a acusações criminais e pediu para que os moradores de Nova York tratassem os policiais com respeito. Mas sua resposta o colocou em confronto com os líderes da polícia, que definiram suas declarações como "vergonhosas". No dia seguinte, o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês) divulgou fotos de quatro pessoas que, segundo a corporação, agrediram policiais com bolas de neve, causando ferimentos. "Eu quero ser muito clara", escreveu a comissária da polícia de Nova York, Jessica Tisch, nas redes sociais no dia da confusão: "O comportamento retratado é vergonhoso e criminoso". Vídeos virais da guerra de bolas de neve circularam nas redes sociais TikTok e X nos dias seguintes à tempestade que despejou cerca de 50 centímetros de neve sobre a cidade. O Washington Square Park, em Greenwich Village, no bairro de Manhattan, costuma reunir grandes multidões em dias de neve, com atividades e guerras de bolas de neve, incluindo outra realizada poucas semanas antes, durante a última grande tempestade. Mas o tom do confronto de segunda-feira mudou. Após a chegada de policiais do NYPD, acionados por chamadas ao número de emergência 911, vídeos mostram pessoas gritando palavrões e atirando bolas de neve enquanto os policiais retornavam às viaturas. O departamento agora procura quatro homens descritos como tendo aproximadamente entre 18 e 20 anos. Um porta-voz do NYPD afirmou que eles "atingiram intencionalmente os policiais várias vezes com neve e gelo na cabeça, no pescoço e no rosto, causando ferimentos". Os policiais foram levados ao hospital e estão em condição estável. Em entrevista coletiva na terça-feira, Mamdani disse ter visto vídeos do incidente e afirmou que, em sua avaliação, não cabem acusações. "Pelos vídeos que vi, parecia crianças em uma guerra de bolas de neve", declarou o prefeito. Em uma publicação posterior nas redes sociais, o prefeito incentivou os moradores a respeitar os policiais e outros funcionários municipais. "Os policiais, assim como todos os servidores da cidade, estiveram nas ruas durante uma nevasca histórica, mantendo os nova-iorquinos seguros e os carros em movimento. Tratem-nos com respeito", disse. "Se alguém vai levar uma bola de neve, sou eu." Na quarta-feira (25/02), Mamdani voltou a afirmar que o que viu "foi uma guerra de bolas de neve", reconhecendo que "saiu do controle, mas que foi isso que aconteceu". O prefeito também incentivou, em tom de brincadeira, que estudantes da rede municipal jogassem bolas de neve nele por ter reaberto as escolas após a nevasca. No entanto, para alguns críticos a tentativa de aliviar o clima não surtiu efeito. "A resposta do prefeito é um fracasso completo de liderança. Isso não foi apenas uma 'guerra de bolas de neve'. Isso foi uma agressão — cometida por adultos atirando pedaços de gelo e pedras — que levou dois policiais ao hospital com ferimentos na cabeça e no rosto", afirmou, em comunicado na terça-feira (24/02), Patrick Hendry, presidente da Police Benevolent Association (PBA). A SBA, uma associação de sargentos da polícia, concordou. "Hoje são bolas de neve. Amanhã podem ser pedras, garrafas ou algo pior", afirmou o presidente do sindicato, Vincent Vallelong. Este foi o primeiro grande embate dos sindicatos com o prefeito, que, antes de tomar posse, pediu desculpas por comentários anteriores nos quais chamou o NYPD de "racista" e "uma ameaça à segurança pública". Durante sua campanha à Prefeitura, adversários o retrataram repetidamente como hostil à polícia e leniente em relação à segurança pública. Após ser eleito em novembro, Mamdani pediu a Tisch, nomeada pelo ex-prefeito Eric Adams, que permanecesse no cargo. A permanência de Tisch, amplamente popular entre moderados e líderes empresariais, foi vista por alguns como uma tentativa de Mamdani de dissipar preocupações de que adotaria postura branda contra o crime. A tensão entre prefeitos e sindicatos policiais não é um fenômeno novo, afirmou Basil Smikle, estrategista político e ex-diretor executivo do Partido Democrata estadual, especialmente quando esses prefeitos têm histórico de defender reformas no sistema de Justiça criminal. ** Com BBC **
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