Resultados de busca
1066 resultados encontrados com uma busca vazia
- Seleção jogará em estádios ‘brasileiros’ na primeira fase da Copa
Estádio MetLife em NJ foi palco dos jogos mais importantes da Copa do Mundo de Clubes neste ano Nova York – O Brasil conheceu sua agenda para os primeiros jogos da Copa do Mundo 2026 neste sábado. A Fifa revelou datas, horários e locais das partidas em cerimônia que ocorreu um dia após o sorteio dos grupos, também em Washington. O Brasil estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho (sábado), às 6pm, no MetLife Stadium, em East Rutherford. O estádio será também a casa da final do torneio, em 19 de julho. “No nosso entendimento, os horários nos atenderam, porque serão dois jogos no final de tarde aqui nos Estados Unidos, uma temperatura mais amena e uma noite. Então, aquela nossa preocupação em relação à temperatura já diminui bastante. E agora, a partir deste domingo, nós iniciaremos as nossas visitas ou revisitar os Base Camps e hotéis que já vistoriamos antes, para confirmarmos junto à Fifa a nossa prioridade”, diz o coordenador executivo geral das seleções masculinas do Brasil, Rodrigo Caetano. A CBF tem até dia 9 para apontar as prioridades para hotéis e centros de treinamentos. No dia 14, a Fifa confirma os locais com a entidade brasileira. Grupo C (do Brasil) 13 de junho - Brasil x Marrocos - MetLife Stadium (New York/New Jersey) – 18 horas 13 de junho - Haiti x Escócia — Gillette Stadium (Boston) – 21 horas 19 de junho - Brasil x Haiti — Lincoln Financial Field (Filadélfia) – 21 horas 19 de junho - Escócia x Marrocos — Gillette Stadium (Boston) – 18 horas 24 de junho - Escócia x Brasil — Hard Rock Stadium (Miami) – 18 horas 24 de junho - Marrocos x Haiti — Mercedes-Benz Stadium (Atlanta) – 18 horas Compra de Ingressos A Copa do Mundo 2026 já ultrapassou a marca de dois milhões de ingressos vendidos, e a terceira fase de vendas começa em 11 de dezembro, quando torcedores poderão se inscrever para o sorteio que distribui entradas para jogos avulsos. A compra só pode ser realizada por meio do site oficial da FIFA, mediante criação ou uso de uma FIFA ID. A próxima etapa de vendas será o Sorteio de Escolha Aleatória , sistema no qual os torcedores se inscrevem e aguardam o resultado para saber se foram contemplados. As inscrições estarão abertas de 11 de dezembro a 13 de janeiro , sempre em FIFA.com/tickets . O horário de abertura é às 11h locais nos países-sede. Quem já possui uma FIFA ID deve apenas entrar no site e se registrar no sorteio. Quem ainda não tem precisa criar uma conta. O horário de inscrição não altera as chances: basta concluir o processo dentro do período estipulado. Passo a passo para participar do sorteio Acesse FIFA.com/tickets . Faça login com sua FIFA ID ou crie uma nova conta. Escolha os jogos desejados, a categoria de preço e o número de ingressos. Envie a solicitação. Aguarde o resultado, que será informado por e-mail em fevereiro. Se o pedido for aceito total ou parcialmente, o pagamento será debitado automaticamente. A confirmação garante apenas o ingresso, não a entrada nos países-sede – é necessário atender às regras de imigração de Estados Unidos, Canadá e México. Da Redação
- Sorteio da Copa do Mundo 2026 coloca o Brasil no Grupo C
Tom Brady sorteia o Brasil para o Grupo C Foto: Jim Watson/AFP WASHINGTON - A capital dos Estados Unidos recebeu nesta sexta-feira, no Kennedy Center, o evento que definiu os grupos da Copa do Mundo 2026. Em Washington D.C., se reuniram autoridades da Fifa, ex-jogadores e líderes políticos dos três países-sede do Mundial: o americano Donald Trump. A mexicana Claudia Sheinbaum e o canadense Mark Carney. O Brasil vai compor o Grupo C na Copa. A seleção pentacampeã terá como adversários no Mundial: Marrocos, Haiti e Escócia. O sorteio foi comandado pelo ex-zagueiro inglês Rio Ferdinand, que teve a companhia da jornalista Samantha Johnson. Ficaram responsáveis por tirar as bolinhas dos potes grandes nomes do esporte: o ex-jogador de futebol americano e ex-marido de Gisele Bündchen, Tom Brady, o ex-jogador de hóquei Wayne Gretzky, Aaron Judge, do beisebol, e Shaquille O’Neal, ícone do basquete. O evento ainda contou com performances musicais de Andrea Bocelli, da banda Village People e dos cantores Robbie Williams e Nicole Scherzinger. “Futebol é a língua da paixão e da alegria. De 11 de junho a 19 de julho, teremos um verão espetacular. Serão milhões de pessoas passando pelos três países-sede e 104 Super Bowls em um mês (referência ao total de jogos na Copa e à grande final do futebol americano) “, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Trump ganha prêmio da paz entregue pela Fifa Foto: Brendan Smialowski/AFP Houve também a entrega de uma honraria criada pela Fifa e entregue pela primeira vez: o Prêmio da Paz. O agraciado pelo troféu foi Trump, que recebeu fartos elogios do chefão da Fifa. “Salvamos milhões de vidas. O mundo agora é um lugar mais seguro”, disse o presidente dos EUA, que foi exaltado especialmente pelo acordo inicial para um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em Gaza. O Brasil ganhou destaque durante o sorteio. Roberto Carlos, ex-lateral-esquerdo pentacampeão, foi entrevistado, falou sobre suas habilidades em cobranças de falta e elogiou a contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção. O sorteio Os líderes dos três países-sede foram chamados ao palco novamente para sortearem as bolinhas dos seus respectivos países, que foram alocados previamente nos Grupos A (México), B (Canadá) e D (EUA). “Estamos orgulhosos de receber a Copa pela terceira vez. Nosso país é meio mágico e temos um povo trabalhador e especial e desfrutamos do futebol desde tempos ancestrais”, afirmou Claudia Sheinbaum. “Será a maior Copa da história”, disse Carney. Trump brincou com o nome dado ao esporte nos EUA, soccer , e disse que deveriam pensar em mudar a designação do football (futebol americano), afinal o “soccer” é jogado mais com os pés. O presidente dos EUA também relembrou Pelé, o “Rei do Futebol”, que morreu em 2022, vítima de um câncer de cólon. “Lembro do Pelé jogar no Cosmos, foi um dos maiores de todos os tempos”. Com agências
- PF prende suspeito em ação contra rede de migração ilegal para os EUA
Viatura da Polícia Federal durante operação contra tráfico humano (Foto: Divulgação PF) BELO HORIZONTE - A Polícia Federal prendeu um suspeito e fez buscas em endereços de Minas Gerais e São Paulo na manhã desta sexta-feira, 5, em uma operação contra um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos. A corporação diz que a operação Alpha tem o objetivo de desarticular um grupo responsável pelo envio de ao menos 220 para o país por meio de rotas América Central e do México. Os investigados podem responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, ameaça e lavagem de dinheiro. Os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Governador Valadares e Itanhomi, em Minas Gerais, e na capital paulista. A Justiça Federal, diz a PF, determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados no valor de R$ 23,7 milhões. A quadrilha também ameaçava os familiares dos migrantes para que fizessem os pagamentos e usavam contas de laranjas para movimentar os recursos. O esquema também tinha uma rede nos Estados Unidos para receber os migrantes e fazer os pagamentos aos coiotes. Na última quarta-feira (3), agentes da PF haviam deflagrado outra ação, também em Minas Gerais, contra esquema de migração ilegal. Ao menos 63 vítimas haviam sido identificadas pela operação Monterrey. A Justiça Federal bloqueou bens do grupo investigado no valor de R$ 8,1 milhões. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Ipatinga e Santana do Paraíso, em MG. Também na quarta, a operação Rota Proibida, em Rondônia, mirou um grupo que organizava a migração ilegal para os EUA por meio agências de viagens para emitir passagens aéreas sem registro de retorno ao Brasil. Segundo a PF, isso facilitaria o deslocamento pela rota conhecida como "cai-cai", que passa por México, El Salvador e Guatemala. O grupo, segundo investigação iniciada em 2024, cobrava R$ 70 mil por pessoa. Além do bloqueio de bens e da suspensão de atividades das empresas investigadas, foram apreendidos celulares, computadores e outros materiais em Rondônia, Pará e Minas Gerais. **Com AF**
- ICE prende professor brasileiro de Harvard envolvido em incidente perto de sinagoga
Gouvêa alegou estar caçando ratos e não sabia da proximidade de uma sinagoga, sobretudo num feriado judaico BROOKLINE - O professor brasileiro da Faculdade de Direito de Harvard concordou em deixar os Estados Unidos após ser detido esta semana pelo ICE, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) na quinta-feira, 4. Dias antes, Carlos Portugal Gouvêa havia se declarado culpado de fazer disparo com uma arma de chumbinho perto de uma sinagoga de Massachusetts em outubro. A agência federal afirma que Gouvêa foi preso no dia anterior porque o seu visto temporário de não imigrante havia sido revogado pelo Departamento de Estado duas semanas após o que o governo do presidente Donald Trump rotulou como "incidente de tiros antissemita" -- uma descrição em desacordo com a forma como as autoridades locais descreveram o caso. “Trabalhar e estudar nos Estados Unidos é um privilégio, não um direito”, afirma o comunicado assinado pela porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin. “Não há espaço nos Estados Unidos para atos descarados e violentos de antissemitismo como este. Eles são uma afronta aos nossos princípios fundamentais como país e uma ameaça inaceitável contra cidadãos americanos que respeitam a lei.” “A Secretária Noem deixou claro que qualquer pessoa que pense que pode vir para a América e cometer violência e terrorismo anti-americanos e antissemitas deve repensar. Vocês não são bem-vindos aqui", acrescenta a nota. Gouvêa, professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), concordou em deixar o país para evitar o processo de deportação, segundo o DHS. O brasileiro estava afastado de suas funções da Harvard desde sua prisão pela polícia de Brookline, mas a biografia do professor visitante na instituição americana continua ativa e diz que ele "fundou o primeiro escritório de advocacia no Brasil focado em questões de governança corporativa, o PGLaw, liderando a implementação dos primeiros programas de direitos humanos e negócios em empresas públicas brasileiras e outros projetos de grande escala nas áreas de direitos do consumidor, anticorrupção e conformidade com a diversidade”. O advogado, que continuou atuando no Brasil nesse período, não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto e a Universidade de Harvard não quis se pronunciar. Na época do incidente, a USP emitiu uma nota em defesa do professor. Relembre o caso A polícia de Brookline prendeu Gouvêa em 1º de outubro após responder a uma denúncia de uma pessoa com uma arma perto do Templo Beth Zion na véspera do feriado judaico do Yom Kippur. O professor disse que estava usando uma arma de chumbinho para caçar ratos nas proximidades, de acordo com um relatório policial. Em 13 de novembro, o brasileiro concordou em se declarar culpado por disparar ilegalmente a arma de chumbinho e cumprir seis meses de liberdade condicional pré-julgamento. Outras acusações que ele enfrentava por perturbação da paz, conduta desordeira e vandalização de propriedade foram descartadas como parte do acordo judicial. Apesar das alegações do governo Trump, o Templo Beth Zion disse anteriormente aos membros de sua comunidade que o incidente não parecia ter sido motivado por antissemitismo, uma opinião compartilhada pelo Departamento de Polícia de Brookline, que investigou o caso. Leia também: Professor da USP é detido em Massachusetts após disparar arma de chumbinho próximo a sinagoga Segundo o templo, a polícia informou que Gouvêa "não sabia que morava perto de uma sinagoga e que estava atirando com sua arma de chumbinho próxima a ela, nem que era um feriado religioso". Harvard A prisão de Gouvêa ocorre no momento em que o governo Trump pressiona Harvard a chegar a um acordo para resolver uma série de alegações feitas contra a instituição, incluindo a de que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo e proteger os estudantes judeus no campus. Harvard recorreu à justiça contra algumas das medidas tomadas pelo governo, levando um juiz a decidir, em setembro, que a Casa Branca encerrou ilegalmente mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa concedidas à universidade. ** Com Agências **
- Trump quer reajustar presença global dos EUA e aumentar predomínio na América Latina
O governo Trump quer acabar com as migrações em massa no mundo e fazer do controle das fronteiras WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos quer reajustar sua presença global para se concentrar mais na América Latina e no combate à migração, segundo a nova estratégia da administração Donald Trump. O documento, publicado nesta sexta-feira, 5, com o título "Estratégia Nacional de Segurança", expõe de modo veemente o objetivo de reforçar a influência dos EUA na América Latina, onde a administração Trump ataca supostas 'narcolanchas', está envolvida em um confronto com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e busca assumir o controle de recursos cruciais como o Canal do Panamá. Concebida para desenvolver a visão "America First" (Estados Unidos em Primeiro Lugar), a nova estratégia americana estabelece uma reorientação de sua política dos últimos anos, que se concentrou na Ásia, embora continue identificando a China como seu principal rival. O documento apresenta o presidente Donald Trump como o modernizador da Doutrina Monroe, proclamada há dois séculos, na qual os EUA declararam a América Latina fora do alcance de potências rivais, na época as nações europeias. Washington reajustará sua "presença militar global para enfrentar ameaças urgentes em nosso Hemisfério, e se afastar de cenários cuja importância relativa para a segurança nacional dos Estados Unidos diminuiu nas últimas décadas ou anos", afirma o texto. O governo Trump quer acabar com as migrações em massa no mundo e fazer do controle das fronteiras "o elemento principal da segurança" americana, segundo o documento. "A era das migrações em massa deve chegar ao fim. A segurança das fronteiras é o elemento principal da segurança nacional", destaca a nova estratégia. "Devemos proteger nosso país contra invasões, não apenas contra as migrações fora de controle, mas também contra as ameaças transfronteiriças como o terrorismo, as drogas, a espionagem e o tráfico de pessoas", acrescenta o texto. No documento, Washington também critica duramente os aliados europeus e destaca que os EUA apoiarão aqueles que se opõem aos valores promovidos pela União Europeia, em particular no tema imigração. "Se as tendências atuais continuarem, o continente (europeu) será irreconhecível em 20 anos ou menos", afirma. O texto acrescenta que Washington também impediria o domínio de outras potências, mas destaca: "Isso não significa desperdiçar sangue e recursos para limitar a influência de todas as grandes e médias potências do mundo". O ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que o país não precisa de "conselhos externos". "Acredito que os assuntos sobre liberdade de expressão ou a organização de nossas sociedades livres não têm lugar (na estratégia), em qualquer caso, pelo menos no que diz respeito à Alemanha", declarou Johann Wadephul. **Com AFP**
- Tribunal de apelações permite que envio da Guarda Nacional por Trump a Washington continue
Ordem judicial é temporária mas permite a presença da Guarda Nacional em Washington WASHINGTON - Um tribunal federal de recursos deu nesta quinta-feira, 4, uma vitória ao presidente Donald Trump em seu esforço para manter as tropas da Guarda Nacional em Washington, suspendendo uma ordem de um tribunal inferior que teria encerrado a mobilização nos próximos dias. Em uma ordem escrita, a Corte de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Colúmbia suspendeu uma liminar que dizia que as tropas precisavam deixar a capital do país até 11 de dezembro. A nova ordem, que é temporária e não aborda os méritos do caso, permite que Trump dê continuidade a uma mobilização que começou no verão e que foi intensificado em resposta ao tiroteio de 26 de novembro contra dois membros da Guarda Nacional perto da Casa Branca. A ordem veio em uma ação judicial movida pelo procurador-geral do Distrito de Colúmbia, Brian Schwalb, um democrata, a principal autoridade jurídica da capital. Representantes da Casa Branca e do escritório de Schwalb não responderam imediatamente aos emails solicitando comentários nesta quinta-feira. Mais de 2.000 soldados da Guarda Nacional estão em Washington desde o destacamento inicial de Trump em agosto, parte da contenciosa repressão à imigração e à criminalidade do presidente, que tem como alvo cidades lideradas pelos democratas. As tropas da Guarda Nacional na cidade incluem contingentes do Distrito de Colúmbia, bem como de Louisiana, Mississippi, Ohio, Carolina do Sul, Virgínia Ocidental, Geórgia e Alabama. A juíza distrital Jia Cobb decidiu em 20 de novembro que a presença das tropas era provavelmente ilegal. Ela bloqueou temporariamente o destacamento, mas suspendeu sua decisão por três semanas para dar tempo ao governo de retirar as tropas, bem como para recorrer de sua decisão. Em vez de iniciar uma redução, Trump, um republicano, ordenou que mais 500 soldados fossem enviados a Washington após o tiroteio envolvendo dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que as autoridades descreveram como um ataque "direcionado". Uma das militares morreu em decorrência dos ferimentos. Um cidadão afegão de 29 anos está sendo acusado pelo tiroteio, o que levou Trump a intensificar sua retórica anti-imigração e a declarar o fim da migração do que ele chamou de "países do Terceiro Mundo". DISPUTA SOBRE O PODER DE POLÍCIA Schwalb entrou com uma ação em 4 de setembro, acusando Trump de usurpar ilegalmente o controle das forças policiais da cidade e de violar uma lei que proíbe as tropas de realizar trabalho policial doméstico. O presidente tem poderes exclusivos de aplicação da lei em Washington, que não faz parte de nenhum Estado, mas as autoridades locais afirmam que ele ultrapassou os limites ao assumir a função de policiamento do prefeito e desrespeitar as leis que proíbem as tropas federais de realizar trabalho policial civil. Os advogados do governo Trump chamaram a ação judicial de manobra política em sua resposta no tribunal e disseram que o presidente tem liberdade para enviar tropas para Washington sem a aprovação dos líderes locais. Trump também decidiu enviar tropas para Los Angeles, Chicago e Portland, no Oregon, para combater o que ele descreve como ilegalidade e agitação violenta devido à sua repressão à imigração. Os líderes democratas dessas cidades e de seus Estados entraram com uma ação judicial para bloquear os destacamentos, dizendo que eles representam uma tentativa de punir os inimigos políticos com demonstrações militarizadas de força. Tribunais de primeira instância de todo o país decidiram contra o envio de tropas. Espera-se que a Suprema Corte dos EUA avalie em breve a legalidade do uso da Guarda Nacional por Trump em Chicago, uma decisão com repercussões para outras cidades. **Com Reuters**
- Suprema Corte dos EUA revive mapa eleitoral pró-republicano do Texas
Decisão da Suprema Corte garante vantagem para parlamentares republicanos e favorece governo Trump WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos reviveu nesta quinta-feira, 4, um mapa distrital do Texas redesenhado com o objetivo de adicionar mais republicanos à Câmara dos Deputados, impulsionando a busca do presidente Donald Trump para que seu partido mantenha o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato de 2026. Os juízes atenderam a um pedido das autoridades texanas para suspender a decisão de um tribunal de instância inferior que havia bloqueado o uso pelo Estado do mapa apoiado por Trump, que pode transferir até cinco cadeiras da Câmara dos Deputados dos EUA, atualmente ocupadas por democratas, para os republicanos. A Justiça havia concluído que o mapa provavelmente era racialmente discriminatório, violando as proteções constitucionais dos EUA. A Suprema Corte, que tem uma maioria conservadora de 6 a 3, emitiu sua decisão em uma ordem não assinada. Suas três juízas progressistas discordaram. Atualmente, os republicanos detêm uma pequena maioria em ambas as Casas do Congresso. Ceder o controle da Câmara ou do Senado para os democratas nas eleições de novembro de 2026 colocaria em risco a agenda legislativa de Trump e abriria a porta para investigações lideradas pelos democratas contra o presidente. "O Tribunal Distrital se inseriu indevidamente em uma campanha primária ativa, causando muita confusão e perturbando o delicado equilíbrio federal-estadual nas eleições", disse a Suprema Corte em um breve parecer explicando a decisão. O veredito reconhece os objetivos políticos do Texas para beneficiar o Partido Republicano, também disse que o tribunal inferior errou ao não censurar os contestadores do novo mapa por não terem apresentado "um mapa alternativo viável que atendesse aos objetivos declaradamente partidários do Estado". A decisão da Suprema Corte ocorre em meio a uma batalha nacional que se desenrola em Estados governados por republicanos e democratas, envolvendo o redesenho de mapas distritais para alterar a composição populacional dos distritos do Congresso para obter vantagens partidárias. **Com Reuters**
- Governo Trump ordena verificação mais rigorosa de antecedentes para solicitantes de visto H-1B
Orientação é vasculhar as redes sociais dos solicitantes do visto H-1B WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 3, um aumento na verificação de candidatos a vistos H-1B para trabalhadores altamente qualificados. Um memorando interno do Departamento de Estado afirma que qualquer pessoa envolvida em "censura" da liberdade de expressão deve ser considerada para rejeição. Os vistos H-1B, que permitem que empregadores americanos contratem trabalhadores estrangeiros em campos especializados, são cruciais para empresas de tecnologia dos Estados Unidos que recrutam intensamente de países como Índia e China. Muitos dos líderes dessas empresas manifestaram apoio a Trump na última eleição presidencial. O comunicado, enviado a todas as missões dos EUA na terça-feira (2), ordena que os oficiais consulares americanos revisem currículos ou perfis do LinkedIn dos candidatos ao H-1B -e familiares que viajariam com eles- para verificar se trabalharam em áreas que incluem atividades como desinformação, moderação de conteúdo, verificação de fatos, conformidade e segurança online, entre outras. "Se você descobrir evidências de que um candidato foi responsável por, ou cúmplice em, censura ou tentativa de censura de expressão protegida nos Estados Unidos, você deve buscar uma conclusão de que o candidato está inelegível", diz o comunicado. Detalhes sobre a verificação aprimorada para vistos H-1B, incluindo o foco em censura e liberdade de expressão, não haviam sido relatados anteriormente. O Departamento de Estado não respondeu a um pedido de comentário sobre o conteúdo. O comunicado afirmou que todos os candidatos a visto estão sujeitos a esta política, mas busca uma revisão intensificada para os candidatos ao H-1B, dado que frequentemente trabalham no setor de tecnologia, "incluindo mídias sociais ou empresas de serviços financeiros envolvidas na supressão de expressão protegida". "Você deve explorar minuciosamente seus históricos de emprego para garantir que não haja participação em tais atividades", diz o texto. O governo Trump tem feito da liberdade de expressão, particularmente do que considera sufocamento de vozes conservadoras online, um foco de sua política externa. Autoridades têm repetidamente interferido na política europeia para denunciar o que dizem ser a supressão de políticos de direita, inclusive na Romênia, Alemanha e França, acusando as autoridades europeias de censurar visões como críticas à imigração em nome do combate à desinformação. Trump já restringiu significativamente a análise de candidatos a vistos estudantis, ordenando que funcionários consulares dos EUA examinem publicações em redes sociais que possam ser hostis ao país. Como parte de sua ampla repressão à imigração, o presidente impôs em setembro novas taxas sobre vistos H-1B. Trump e seus aliados republicanos acusaram repetidamente a administração do ex-presidente democrata Joe Biden de incentivar a supressão da liberdade de expressão em plataformas online, alegações que se concentraram em esforços para conter falsas afirmações sobre vacinas e eleições. ** Com Reuters **
- New York Times processa Pentágono por violação dos direitos da Primeira Emenda
NY Times alega que decisão do governo anula direito à informação de cidadãos americanos NOVA YORK - O jornal The New York Times anunciou nesta quinta-feira, 4, que está processando o Pentágono sob o argumento de que o Departamento de Defesa infringiu os direitos constitucionais de seus jornalistas ao impor uma série de novas restrições à cobertura jornalística sobre as Forças Armadas. A política do Pentágono "é exatamente o tipo de esquema restritivo à liberdade de expressão e de imprensa que a Suprema Corte e o Tribunal do Circuito de DC reconheceram como violador da Primeira Emenda", afirmou a empresa em um resumo do processo. A ação judicial foi protocolada nesta quinta-feira no Tribunal Distrital dos EUA em Washington. As regras do Pentágono, que entraram em vigor em outubro, exigem que os repórteres assinem um formulário de 21 páginas que estabelece limites para as atividades jornalísticas, incluindo pedidos de dicas de pauta e consultas a fontes. As novas diretrizes representam uma mudança drástica em relação às anteriores, tanto em extensão quanto em abrangência. De acordo com o resumo do processo, o objetivo da política do Pentágono é "fechar as portas do Pentágono — aquelas áreas que historicamente estiveram abertas à imprensa — para organizações de notícias, como as autoras da ação, que investigam e reportam sem medo ou favorecimento sobre as ações do departamento e de sua liderança". O jornal está pedindo ao tribunal que emita uma ordem impedindo o Pentágono de aplicar a política de imprensa, juntamente com uma declaração de que as disposições relativas ao exercício dos direitos da Primeira Emenda são ilegais. Em comunicado, a empresa afirmou que "pretende defender-se vigorosamente contra a violação desses direitos, tal como temos feito ao longo de administrações contrárias à fiscalização e à responsabilização". Autoridades do Pentágono afirmaram que o acesso a instalações militares é um privilégio sujeito a regulamentação. A política "visa prevenir vazamentos que prejudiquem a segurança operacional e a segurança nacional", afirmou um comunicado do Pentágono em outubro. "É uma questão de bom senso." Conflitos legais entre jornalistas e o governo sobre o acesso a prédios federais têm surgido repetidamente ao longo dos dois mandatos do presidente Trump. Durante o primeiro mandato, a Casa Branca revogou as credenciais de imprensa de dois correspondentes. Os jornalistas recuperaram as credenciais após uma ação judicial. Este ano, a Associated Press processou o governo por ter sido excluída de eventos da imprensa na Casa Branca em espaços confinados, como o Salão Oval. O processo que contesta essa medida ainda está em andamento. Após a saída da imprensa tradicional, o Pentágono anunciou que um novo grupo de veículos de imprensa havia concordado com as restrições e trabalharia no espaço reservado à imprensa no prédio. **Com AE**
- Republicano vence eleição para Câmara dos EUA no Tennessee e reforça maioria do partido
Eleição de Epps mantém margem favorável estreita para Trump na Câmara dos Deputados NASHVILLE - Os eleitores do Tennessee elegeram o republicano Matt Van Epps para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, reforçando a estreita liderança do partido do presidente Donald Trump rumo às eleições de meio de mandato do próximo ano. Van Epps, ex-comissário do Departamento de Serviços Gerais do Tennessee, derrotou a deputada estadual democrata Aftyn Behn. Van Epps ocupará a vaga deixada pelo seu partidário Mark Green, que renunciou em julho. O distrito de Middle Tennessee inclui partes de Nashville. Trump venceu no distrito por 22 pontos em 2024, e tanto Trump quanto Green endossaram o republicana. Uma pesquisa da Emerson College Polling/The Hill divulgada na semana passada sugeriu que poderia ser uma disputa apertada. Uma reviravolta democrata em eleição fora do ciclo, após um fim de semana de feriado, teria diminuído a maioria dos republicanos na Câmara, que é de 219 a 213. Em um comunicado, Van Epps agradeceu a Trump "por seu apoio inabalável", acrescentando: "O presidente Trump estava totalmente conosco. Isso fez a diferença. No Congresso, estarei sempre ao lado dele." ** Com Reuters **
- Americana é detida pelo ICE após ser confundida com imigrante na Flórida
Americana chora ao ser detida com truculência por agentes mascarados do ICE KEY WEST - Uma norte-americana foi detida por agentes ICE nessa quarta-feira, 2, após ser confundida com uma imigrante em Key West, na Flórida. A mulher foi retirada à força de dentro do carro, algemada e detida dentro de uma viatura. As cenas foram registradoas pelo repórter David Goodhue Miami Herald. De acordo com o relato do jornalista, a mulher usava roupas de médica e dirigia um Toyota Corolla branco quando foi parada por agentes federais do ICE em uma rodovia. Os agentes cercaram o veículo e retiraram a mulher do carro. Ao ser algemada e jogada no chão, ela gritou por socorro e afirmou ter nascido nos EUA: “Sou cidadã americana, por favor, me ajudem”. Algemada, ela foi colocada dentro de uma viatura do ICE enquanto os policiais revistaram o carro dela. A mulher, que não foi identificada, só foi liberada quando os documentos dela foram encontrados e comprovaram que ela era mesmo uma cidadã norte-americana. Em resposta ao Miami Herald, o porta-voz do ICE alegou que a mulher se recusou a cooperar com os agentes e por isso foi temporariamente detida. O incidente ocorreu durante uma “blitz” para identificar imigrantes ilegais, que durou três horas na rodovia. O ICE não informou qual critério foi adotado para abordar a americana na operação.
- EUA demitem oito juízes de imigração em NY
Imigrantes são frequentemente presos pelo após deixarem as audiências em NY NOVA YORK - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos demitiu oito juízes de imigração da cidade de Nova York em meio a tensões entre os tribunais e o governo Trump. Associação Nacional de Juízes de Imigração (NAIJ) informou na terça-feira, 2, que os magistrados que trabalhavam no Edifício Federal Jacob K. Javits, prédio de escritórios do governo federal, em Manhattan, onde fica localizado o tribunal que analisa casos de imigrantes que buscam regularizar sua situação no país, foram dispensados. Há meses, agentes federais mascarados patrulham diariamente os corredores do edifício federal. Eles prendem imigrantes ao saírem das audiências na cidade santuário que limita voluntariamente a cooperação entre suas autoridades locais e os serviços federais de imigração. Além disso as demissões acontecem após um grupo de pessoas se reunir no bairro no último fim de semana para tentar impedir uma possível operação do ICE contra vendedores ambulantes. Só neste ano, mais de uma centena do total de 600 juízes do país já foram demitidos. Grupos de defesa dos imigrantes, acusam a administração republicana querer substituí-los por magistrados mais alinhados com a política de imigração do presidente Donald Trump. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
.png)











