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- Polícia de Framingham procura adolescentes desaparecidas há uma semana
Isabella e Juliana foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro FRAMINGHAM - Duas adolescentes, que podem ser brasileiras, estão desaparecidas há uma semana, segundo a organização Missing Kids. A Polícia de Framingham, em Massachusetts, confirma que está em busca das irmãs Juliana Miranda, 17 anos, e Isabella Miranda, 16, mas não compartilha detalhes sobre o caso. As autoridades acreditam que as jovens, que foram vistas pela última vez no dia 7 de novembro, possam estar juntas e pedem a colaboração do público para localizá-las. Quem tiver qualquer informação deve ligar para o Serviço de Emergência (911) ou para a Polícia de Framingham (508-872-1212). É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Governo Trump tenta bloquear mapa eleitoral desenhado por democratas na Califórnia
Governador da Califórnia se tornou o maior opositor da Casa Branca WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos EUA anunciou na quinta-feira, 13, que se juntará a uma ação judicial apresentada por republicanos na Califórnia, para tentar bloquear os novos mapas de divisão dos distritos eleitorais do estado. O presidente Donald Trump e seus aliados apontam que a nova divisão dos distritos é ilegal, e acusa o Partido Democrata de tentar manipular as regras eleitorais antes da votação para o Congresso no ano que vem. O governador da Califórnia e principal propositor da medida, Gavin Newsom, classificou a redistribuição como uma resposta a um movimento incentivado por Trump em estados de maioria republicana, que pretende "virar cadeiras" em redutos democratas e consolidar o controle na Câmara de Deputados. O governo federal argumenta que os novos mapas eleitorais — colocados para votação na chamada "Proposição 50" — são inconstitucionais porque utilizam indevidamente a raça dos eleitores como fator na determinação dos limites dos distritos. A ação foi movida na semana passada pelo Partido Republicano da Califórnia e, na quinta-feira, o Departamento de Justiça anunciou que também entrou com um pedido para intervir na ação, solicitando que os tribunais bloqueiem os mapas. "O plano de redistribuição de distritos da Califórnia é uma descarada manobra de poder que atropela os direitos civis e zomba do processo democrático", disse a procuradora-geral de Justiça Pam Bondi em um comunicado. "A tentativa do governador Newsom de consolidar o domínio de um único partido e silenciar milhões de californianos não será tolerada". Trump desencadeou uma corrida para redefinição dos mapas, quando pressionou o Texas a proporem novos mapas eleitorais para beneficiar os republicanos. Nos meses seguintes, movimentos para redesenhar os distritos eleitorais varreram o país. No caso específico da Califórnia, a Proposição 50 contempla uma redistribuição temporária dos distritos eleitorais. A expectativa da elite política estadual é de que o redesenho favoreça o Partido Democrata, revertendo cinco cadeiras na Câmara, hoje ocupadas por republicanos, para a sigla. Newsom e seus aliados classificaram a iniciativa como uma forma de "enfrentar Trump" e equilibrar a disputa, como resposta à manobra no Texas. A ação movida pelos republicanos argumenta que os responsáveis pela elaboração do plano de redistribuição dos distritos utilizaram critérios raciais ao redesenhar o mapa, afirmando que o intuito seria favorecer o voto latino. O plano de redistribuição de distritos da Califórnia foi submetido à votação popular na semana passada, sendo aprovado com ampla maioria, obtendo 64% dos votos. "Esses perdedores perderam nas urnas e em breve também perderão nos tribunais", escreveu a assessoria de imprensa de Newsom nas redes sociais, em resposta ao anúncio do Departamento de Justiça. ** Com NYT e AFP **
- PESQUISA: Americanos se opõem a assassinato de suspeitos de tráfico como no Caribe
Maioria dos americanos acredita que suspeitos devem passar por processo judicial WASHINGTON - A maioria dos americanos (51%) se opõe a assassinatos extrajudiciais de suspeitos de tráfico de drogas, aponta pesquisa Ipsos/Reuters. Apenas 29% apoiam o uso das Forças Armadas para matar supostos criminosos sem envolvimento de um juiz ou tribunal, em um sinal de rejeição aos ataques ordenados pelo presidente Donald Trump no Caribe e no Oceano Pacífico Oriental. O levantamento de seis dias foi concluído na quarta-feira (12). Neste período, Washington atacou três embarcações, matando nove pessoas. Agora, 27% dos republicanos entrevistados se opuseram à prática, enquanto 58% a apoiaram; o restante estava indeciso. Já entre os democratas, três quartos se opõem, em comparação a um em cada dez que a apoia. O governo Trump ordenou pelo menos 20 ataques militares nos últimos meses contra embarcações suspeitas no Caribe e ao longo da costa do Pacífico na América Latina, matando ao menos 79 pessoas. Em nenhum dos casos os suspeitos foram interceptados ou interrogados, e Washington tampouco divulgou provas de que seus alvos estivessem envolvidos com o tráfico de drogas ou representassem uma ameaça aos EUA. O direito internacional não permite ataques contra pessoas que não ofereçam perigo iminente a não ser que se trate de combatentes inimigos em um contexto de conflito armado —do contrário, seria apenas assassinato. Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, condenaram os ataques como assassinatos extrajudiciais ilegais de civis. Alguns aliados dos EUA expressaram crescente preocupação de que Washington possa estar violando o direito internacional. ** Com Ag. Folha **
- Embaixada dos EUA alerta para golpe que usa tragédia no Paraná como pretexto para pedir doações
Rio Bonito do Iguaçu foi devastada por tornados; pelo menos 7 pessoas morreram WASHINGTON - A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu nesta quarta-feira, 12, um alerta sobre golpistas que se aproveitam da tragédia causada pelos tornados no Paraná para pedir doações falsas em nome de autoridades americanas. Em publicação nas redes sociais, a representação diplomática afirmou estar ciente de “tentativas criminosas de fraude solicitando doações para operações de socorro no sul do Brasil”. O texto enfatiza que "autoridades americanas não solicitam dinheiro nem pedem doações por meio de redes sociais" e orienta que, diante de qualquer mensagem com esse teor, o público "não envie dinheiro e não compartilhe suas informações pessoais", devendo denunciar e bloquear "imediatamente essas tentativas de golpe”. A publicação é feita cinco dias após a passagem de três tornados pelo Centro-Sul do Paraná, que deixaram ao menos sete mortos e um rastro de destruição em cidades como Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e Turvo. Os fenômenos foram confirmados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e atingiram ventos de até 330 km/h na última sexta-feira (7), segundo laudos técnicos. O município de Rio Bonito do Iguaçu foi o mais afetado, com 90% das construções danificadas. O governador Ratinho Jr. (PSD) decretou estado de calamidade pública, medida reconhecida pelo governo federal. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, visitou a região no fim de semana e anunciou ações emergenciais, incluindo a liberação do saque do FGTS por calamidade e a previsão de repasses estaduais de até R$ 50 mil por família que perdeu a casa. ** Com Assessorias **
- Trabalhadores da Starbucks entram em greve nos EUA no 'Dia do Copo Vermelho'
Sindicato afirma que não há data para fim da greve que começou no dia do Copo Vermelho SEATTLE - Baristas sindicalizados da Starbucks estão iniciando uma onda de paralisações nos Estados Unidos nesta quinta-feira 13, um movimento que, segundo eles, pode se tornar a maior greve da categoria até o momento. O sindicato Workers United, que representa funcionários de cerca de 550 das aproximadamente 10 mil cafeterias próprias da Starbucks no país, planeja parar em pelo menos 40 cidades— incluindo Nova York, Dallas, Minneapolis, Filadélfia e Seattle, cidade natal da empresa. Mais de mil baristas em 65 lojas devem participar do movimento, de acordo com o sindicato. Os protestos não têm prazo para terminar e podem se expandir se não houver avanço na finalização de um contrato coletivo e na resolução de disputas legais. A greve foi programada para coincidir com o “Dia do Copo Vermelho”, promoção anual da Starbucks em que a empresa atrai grandes multidões oferecendo copos reutilizáveis com temas natalinos. A paralisação é a mais recente escalada nos esforços do sindicato para aumentar a pressão sobre a rede de cafés, que eles acusam de se recusar a negociar de forma justa. Os funcionários começaram a votar pela sindicalização das lojas no fim de 2021, mas ainda não conseguiram firmar um acordo coletivo de trabalho. "Estamos preparados para fazer o que for preciso", disse Jasmine Leli, barista em Buffalo, Nova York, e uma das delegadas que representam o sindicato nas negociações, em entrevista na semana passada. "A Starbucks, ao não finalizar esse contrato sindical, está falhando tanto com seus baristas quanto com seus clientes". A Starbucks negou qualquer irregularidade e acusou o sindicato de abandonar as negociações. "Estamos desapontados que o Workers United tenha convocado uma greve em vez de retornar à mesa de negociações", disse na quarta-feira a porta-voz da empresa, Jaci Anderson. Ela afirmou que “quase todas” as cafeterias da Starbucks estarão prontas para atender os clientes independentemente da greve. Os delegados do Workers United rejeitaram em abril a última proposta de contrato da Starbucks. Os organizadores disseram que ela era insuficiente, pois garantia apenas aumentos anuais mínimos de 2% e não assegurava horas de trabalho suficientes para que os empregados se qualificassem aos benefícios. A Starbucks afirmou que já oferece “o melhor emprego do varejo”, com salários médios acima de US$ 19 por hora e remuneração total superior a US$ 30 por hora, incluindo benefícios. ** Com Bloomberg **
- Democratas da Câmara divulgam documentos em que Epstein afirma que Trump "sabia sobre as meninas"
Casa Branca acusa democratas de vazar email seletivamente WASHINGTON - O criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sabia sobre as meninas menores de idade que Epstein foi acusado de vitimizar, de acordo com emails divulgados nesta quarta-feira, 12, pelos democratas na Câmara dos Deputados. Os parlametares citam trocas de mensagens entre Epstein e o autor Michael Wolff e Ghislaine Maxwell, uma socialite britânica que está cumprindo uma sentença de 20 anos de prisão por acusações relacionadas ao seu papel na facilitação do abuso sexual de meninas menores de idade por Epstein. A divulgação ocorreu no dia em que uma nova democrata deve ser empossada na Câmara, um movimento que deve ser um ponto de inflexão em uma campanha para forçar uma votação sobre a liberação de todos os arquivos não classificados relacionados a Epstein, reacendendo o interesse em um caso que tem sido uma grande dor de cabeça política para o presidente. Entre as trocas de mensagens estão um email de 2019 para Wolff, no qual Epstein disse que Trump "sabia sobre as garotas quando pediu a Ghislaine para parar", e uma mensagem de 2011 de Epstein para Maxwell, afirmando que Trump "passou horas em minha casa" com uma de suas vítimas, cujo nome foi suprimido. Trump tem negado veementemente e de forma consistente saber sobre o tráfico sexual de Epstein. Ele disse que ele e Epstein, que morreu por suicídio em uma cela de Manhattan em 2019, já foram amigos antes de se desentenderem. "Os democratas vazaram emails seletivamente para a mídia liberal a fim de criar uma narrativa falsa para difamar o presidente Trump", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado, acrescentando que a vítima redigida nos emails era a falecida Virginia Giuffre, "que disse repetidamente que o presidente Trump não estava envolvido em nenhuma irregularidade". APOIADORES DE TRUMP DIVIDIDOS O caso Epstein tem perseguido Trump há meses, perturbando até mesmo seus próprios apoiadores políticos, que acreditam que o governo tem encoberto os laços de Epstein com os ricos e poderosos, e têm criticado de forma incomum seu Departamento de Justiça por não divulgar mais informações sobre os supostos crimes de Epstein. Apenas quatro em cada dez republicanos disseram em uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro que aprovavam a maneira como Trump lidou com os arquivos de Epstein -- bem abaixo dos nove em cada dez que aprovam seu desempenho geral na Casa Branca. O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Mike Johnson, deverá dar posse à deputada democrata eleita Adelita Grijalva nesta quarta-feira para suceder seu falecido pai no Congresso. Espera-se que Grijalva forneça a assinatura final necessária para uma petição para forçar uma votação na Câmara para liberar todos os registros não classificados relacionados a Epstein, algo que Johnson e Trump têm resistido até agora. O principal democrata do Comitê de Supervisão, o deputado Robert Garcia, pediu ao Departamento de Justiça que liberasse totalmente os arquivos de Epstein para o público. "Quanto mais Donald Trump tenta encobrir os arquivos de Epstein, mais nós descobrimos. Esses últimos emails e correspondências levantam questões gritantes sobre o que mais a Casa Branca está escondendo e a natureza do relacionamento entre Epstein e o presidente", disse ele em um comunicado. ** Com Reuters **
- Trump assina acordo e encerra paralisação mais longa da história dos EUA
Alívio vem após 43 dias da paralisação do governo americano WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na quarta-feira, 12, a legislação que encerra a mais longa paralisação do governo na história do país, horas depois que a Câmara dos Deputados votou para reiniciar o programa de assistência alimentar, pagar centenas de milhares de servidores federais e reativar o sistema de controle de tráfego aéreo. A Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou o pacote por 222 votos a 209, com o apoio de Trump mantendo em grande parte a unidade do seu partido diante da oposição dos democratas. A assinatura de Trump no projeto de lei, que foi aprovado pelo Senado no início da semana, fará com que os servidores federais que ficaram parados durante os 43 dias de paralisação voltem aos seus postos de trabalho já nesta quinta-feira, embora não esteja clara a rapidez com que os serviços e as operações do governo serão retomados. "Não podemos permitir que isso aconteça novamente", disse Trump no Salão Oval durante uma cerimônia de assinatura que ele usou para criticar os democratas. "Essa não é a maneira de administrar um país." O acordo estende o financiamento até 30 de janeiro, deixando o governo federal em um caminho para continuar adicionando cerca de US$1,8 trilhão por ano à sua dívida de US$38 trilhões. O fim da paralisação oferece alguma esperança de que serviços essenciais para o transporte aéreo, em particular, tenham algum tempo para se recuperar, com a importante onda de viagens do feriado de Ação de Graças a apenas duas semanas de distância. Com o fim do "shutdown", a ajuda alimentar a milhões de famílias também pode abrir espaço nos orçamentos domésticos para gastos, à medida que a temporada de compras de Natal começa a ganhar intensidade. Isso também significa o restabelecimento, nos próximos dias, do fluxo de dados sobre a economia dos EUA provenientes das principais agências estatísticas. A ausência de dados deixou investidores e formuladores de políticas monetárias sem orientações sobre a saúde do mercado de trabalho, a trajetória da inflação e o ritmo dos gastos do consumidor e do crescimento econômico em geral. No entanto, é provável que algumas lacunas de dados sejam permanentes, com a Casa Branca dizendo que os relatórios de emprego e do Índice de Preços ao Consumidor referentes ao mês de outubro talvez nunca sejam divulgados. ** Com Reuters **
- Governo Trump endurece regras e pode negar vistos a pessoas com obesidade ou doenças crônicas
Governo dos EUA justifica que obesos podem exigir cuidados médicos e custar milhares de dólares para o país WASHINGTON - Uma nova diretriz do governo dos Estados Unidos pode tornar mais rigorosa a concessão de vistos para estrangeiros que apresentem determinadas condições médicas, como obesidade ou diabetes. A informação está presente em uma norma encaminhada pelo Departamento de Estado às embaixadas e aos consulados norte-americanos. A medida também cita "doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, doenças metabólicas, doenças neurológicas e problemas de saúde mental". O objetivo seria negar o visto para pessoas que podem "exigir cuidados médicos no valor de centenas de milhares de dólares", aponta o texto. A diretriz foi obtida pelo KFF Health News, um veículo especializado na cobertura de saúde pública no país, e confirmada pela Fox News. Segundo a orientação do Departamento de Estado, os funcionários de embaixadas e consulados devem analisar a probabilidade dos solicitantes dependerem de benefícios sociais. Até então, pessoas que solicitavam visto de moradia ou turismo para os EUA passavam por avaliação de saúde, mas a triagem era focada apenas em doenças transmissíveis, como a tuberculose, e a análise do histórico de vacinação. Em entrevista à Fox News, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou a diretriz. "Não é segredo que o governo Trump está colocando os interesses do povo americano em primeiro lugar", disse Pigott. "Isso inclui a aplicação de políticas que garantam que nosso sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano", acrescentou. A decisão sobre a emissão de vistos não é a primeira ação do governo que impacta pessoas com sobrepeso ou obesidade. Em 30 de setembro, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, assinou um memorando que estabelece medidas como a demissão de militares que estiverem acima do peso e não conseguirem reduzir o índice corporal. "É completamente inaceitável ver generais e almirantes gordos nos corredores do Pentágono. A era da aparência pouco profissional acabou", afirmou Hegseth em discurso ao lado de Trump. De acordo com o secretário, a medida é necessária para "garantir a letalidade e a prontidão" dos militares. Os membros das Forças Armadas terão que passar por dois testes de aptidão física por ano, além de exames para medir a circunferência da cintura. As medidas devem entrar em vigor a partir de janeiro de 2026. ** Com AFP **
- Trump diz que EUA vão reduzir tarifas sobre o café
Preço do café subiu 21% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir tarifas sobre as importações de café durante uma entrevista para a Fox News nesta terça-feira, 11. Os preços do café no varejo subiram quase 21% em agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior, e as tarifas da administração Trump são parcialmente responsáveis. Segundo a Associação Nacional do Café, os EUA importam mais de 99% de seu café. A maior parte vem do Brasil, o que representa 30,7% das importações americanas de café com base no peso líquido, de acordo com o banco de dados UN Comtrade — seguido por Colômbia (18,3%) e Vietnã (6,6%). Em julho, o Brasil foi atingido por uma das taxas mais altas, de 50%, enquanto o Vietnã recebeu tarifas de 20% e a Colômbia de 10%. No mês passado, o governo brasileiro pediu a reversão da alíquota extra de 40% imposta aos produtos do país. A expectativa é que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tenha um novo encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio, nesta semana, no Canadá, às margens de uma reunião ministerial do G7. ** Com Reuters **
- Senado dos EUA aprova projeto para encerrar paralisação do governo
WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou na segunda-feira, 10, um acordo que encerrará a mais longa paralisação do governo na história do país, rompendo um impasse de semanas que interrompeu os benefícios alimentares para milhões de pessoas, deixou centenas de milhares de funcionários federais sem remuneração e prejudicou o tráfego aéreo. A votação de 60 a 40 ocorreu com o apoio de quase todos os republicanos e oito democratas, que tentaram, sem sucesso, vincular o financiamento do governo aos subsídios de saúde que devem expirar no final do ano. Embora o acordo estabeleça uma votação em dezembro sobre esses subsídios, que beneficiam 24 milhões de norte-americanos, ele não garante que eles continuarão. O acordo vai restaurar o financiamento de agências federais que os parlamentares permitiram que expirasse em 1º de outubro e paralisar a campanha do presidente Donald Trump para reduzir a força de trabalho federal, impedindo qualquer demissão até 30 de janeiro. A proposta segue para a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, onde o presidente da Casa, Mike Johnson, disse que gostaria de aprová-la já na quarta-feira e enviá-la para Trump sancionar. Trump chamou o acordo para reabrir o governo de "muito bom". O acordo estenderá o financiamento até o fim de janeiro, deixando o governo federal, por enquanto, em um caminho para continuar adicionando cerca de US$1,8 trilhão por ano à dívida de US$38 trilhões. Uma semana depois que os democratas venceram eleições em Nova Jersey e na Virgínia e elegeram um socialista democrata como próximo prefeito da cidade de Nova York, o acordo provocou a ira de muitos democratas, que observaram que não há garantia de que o Senado ou a Câmara concordariam em prorrogar os subsídios para os planos de saúde. "Gostaríamos de poder fazer mais", disse o senador Dick Durbin, de Illinois, o segundo democrata da Casa. "O fechamento do governo parecia ser uma oportunidade para nos levar a uma política melhor. Não funcionou." Uma pesquisa Reuters/Ipsos do final de outubro revelou que 50% dos norte-americanos culpavam os republicanos pela paralisação, enquanto 43% responsabilizavam os democratas. ** Com Reuters **
- PF desarticula esquema que enviava remédios controlados do Rio para os EUA
(Foto: Divulgação PF) RIO DE JANEIRO - A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Tarja Preta, com o objetivo de desarticular um esquema de exportação ilegal de medicamentos sujeitos a controle especial para os Estados Unidos. A ação contou com o apoio do Ministério Público Federal e de oficiais do governo norte-americano. O líder da organização criminosa foi localizado e preso em Orlando, na Flórida, e será deportado para o Brasil após os trâmites legais. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em endereços residenciais e comerciais de Rio das Ostras, no interior do Rio. De acordo com a PF, as investigações começaram em 2023 e identificaram a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre fornecedores — como farmácias —, intermediários e receptadores. O grupo enviava medicamentos psicotrópicos, conhecidos como “tarja preta”, sem a exigência de prescrição médica, violando normas sanitárias brasileiras e norte-americanas. Entre os remédios apreendidos ou interceptados estavam Zolpidem, Alprazolam, Clonazepam, Pregabalina e Ritalina, substâncias classificadas como psicotrópicas ou entorpecentes. Parte das remessas ilegais foi interceptada em ações conjuntas da PF com a Polícia de Fronteira (CBP) e a Administração de Combate às Drogas (DEA) dos EUA. A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Macaé (DPF/MCE), também revelou movimentações financeiras atípicas e transferências bancárias suspeitas, indicando a prática de lavagem de dinheiro para sustentar as atividades ilícitas. A operação contou ainda com o apoio dos Correios. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de drogas, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das apurações. Os suspeitos e os acusados não foram identificados. À Manchete USA, a PF diz que "não divulga informações de caráter pessoal". ** Com Agências **
- Suprema Corte dos EUA mantém legalidade do casamento homoafetivo
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos, cuja maioria é conservadora, rejeitou nesta segunda-feira, 10, examinar um recurso que contestava a constitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalizado em todo o país por esse mesmo tribunal em 2015. A decisão dos magistrados sobre o tema - que não foi justificada - era muito aguardada após a corte ter revogado, em 2022, décadas de precedentes ao eliminar a garantia federal do direito ao aborto. A ex-funcionária do registro civil de Kentucky, Kim Davis, que se recusou a emitir licenças de casamento para casais do mesmo sexo, havia solicitado à mais alta corte do país que revogasse sua decisão histórica de 2015, a qual legalizou o casamento homoafetivo. A negativa em examinar o caso deve confirmar a condenação de Kim ao pagamento de centenas de milhares de dólares em indenização a um casal gay ao qual foi negada a certidão de casamento. A Human Rights Campaign, organização de defesa dos direitos LGBTQIA+, celebrou a decisão da corte de não analisar o caso apresentado por Kim, que havia citado suas crenças religiosas cristãs como motivo para se recusar a emitir as licenças de casamento. “Hoje o amor venceu novamente”, afirmou a presidente da Human Rights Campaign, Kelley Robinson, em comunicado. A decisão de 2015 obrigou os estados que não reconheciam as uniões entre pessoas do mesmo sexo não apenas a realizar esses casamentos, mas também a reconhecer aqueles celebrados em outros lugares. A 14ª Emenda da Constituição “requer que um Estado celebre um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo”, em nome da igualdade perante a lei, escreveu o juiz Anthony Kennedy na decisão. A medida foi celebrada com entusiasmo pela esquerda em todo o país. O então presidente democrata Barack Obama a considerou um “grande passo em nosso caminho rumo à igualdade” e uma “vitória para os Estados Unidos”. ** Com AFP **
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